Mensagens

Filme Dengaz

Imagem
Eu queria dizer que não mas não consigo . Ficção científica florestal, carregadinha de verde e acampamentos esquisitos. Como aquelas escolas contentores, de apenas um ano, até acabar a obra; depois vamos a ver e já lá estamos há dez. The 100 , After Earth , lembra esse regresso à natureza, essa fusão com um suposto zero (des)conhecido. Oportunidade que depois se corrói nos vícios do costume. Existe em Chaos Walking uma excelente premissa, com origem na trilogia homónima de livros, da autoria de um dos argumentistas, Patrick Ness . Não sei se foi já com olho num possível futuro, ou no desespero da ausência do mesmo, que se tentaram enfiar nestes 109 minutos demasiadas coisinhas. (SPOILERS) Temos a questão ruído, com toda uma origem oculta e um propósito pouco claro. A nível de mecanismo serve muito pouco a ação, a problemática. Podemos tirá-lo e o filme continua a fazer sentido. Visualmente é um mimo, especialmente em grupo e nas projeções da malta que já sabe utilizá-lo de forma mais

9937 dias depois

Imagem
E continuamos à espera. Até lá, é  Roxette , em loop , na esperança que depois de um desses créditos chegue finalmente a sequela. 

Lobisomens do Século XXI - Howl (2015)

Imagem
Werewolfs on a train . O poster faz lembrar um pouco aquele filme do Vinnie Jones em que ele anda no metro a espalhar magia, com um martelo de carne, à noitinha. Há um twist, nesse. Neste não , são só ingleses empancados no meio da mata numa noite de lua Cheia. O nosso protagonista é um pica com pouca auto estima mas com um grande tesão pela sua colega de turno. Problemas de comunicação, tristeza, fantasmas, tudo catapultado para um ataque inesperado de lobisomens. De facto, são eles que salvam um pouco a noite: criaturas bem feitas, bem desenhadas e bem caracterizadas, sem grandes problemas na quantidade de carne que arrancam. A questão depois é um grupo de personagens passageiras, desinteressantes, numa edição molengona sem riscos nem tensão. Uma armadilha deste género exige adrenalina, planos, reformulações e não apenas os demorados e previsíveis apeadeiros.

De todos

Imagem
Os momentos mais difíceis acabam por ser aqueles discretos intervalos, em que Hopkins , em pleno controlo do seu corpo/carreira, vira as costas e segue caminho para o quarto. Esse balançar, sapatear do tempo, é o que torna este The Father tão universal, tão dono dos nossos reflexos e tão impulsivo nas nossas ternuras. Belíssimo filme. [Magnífico poster caseiro do amigo Edgar Ascensão ]  

O Michael Caine a rir

Imagem
O Michael Caine a rir, como se estivesse em casa, vale por si só o preço do bilhete . Três momentos chave em que ele, ao ver os percalços certinhos dos seus atores, se diverte como espectador encantado. Contagia-nos, como se os colegas de plateia fossem apenas aquele gargalhar cavalheiresco. Do resto, fica uma estrutura muito curiosa de repetição - lembrei-me do One Cut of the Dead - em que podemos ver a mesma ação, sob diferentes ângulos e humores. Não fosse o uso e abuso da  slapstick comedy  - que não é de facto a minha chávena de chá - tinha aqui peça para aplaudir de pé.

Lobisomens do Século XXI - Wer (2013)

Imagem
  Apanhando o embalo da Rádio Cinemaxunga e do seu Ciclo de Lobisomens do Início dos Anos 80 , decidi manter o uivo mas avançar uns anos. Cheguei à conclusão que tinha visto pouquíssima coisa deste subgénero. Talvez por ser menos explorado, por serem filmes mais independentes ou por eu ser um vendido às estacas e ao alho que não quer saber da Lua cheia. Quero sim, isto não pode ser só glamour, festas e pescocinhos, temos que comer o resto das moelas também. E eis que chegamos a Wer , realizado por  William Brent Bell ( The Boy ) e encabeçado por  A.J. Cook , a loira de Mentes Criminosas . Há 15 anos. O tempo passa a correr quando nos estamos a divertir. Também entra no O Último Destino 2 , que começo a colocar à frente do primeiro no meu top semanal de Últimos Destinos . Mas voltando ao mistério: uma advogada americana em França vai defender um cavalheiro extremamente esquisito, que foi acusado de matar uma família de campistas. Culpado, inocente? Animal, humano? Não são as questões

Não mexe mais

Imagem
Depois de um contemplativo Godzilla - no seguimento do meu querido Monsters - e dum pastoso Godzilla: King of the Monsters chega agora a nota afinada. O filme que se assume, definitivamente, como um episódio e abre portas a uma saga, até às estrelas. A receita é simples: começar a meio, com uma vertiginosa e telegráfica meia hora - sequências de dez/quinze segundos - personagens reduzidas a explicações de escola e depois batatada da boa. E é aqui que Godzilla vs. Kong vence, as cenas de ação e de conflito, para além de estarem estupidamente bem feitas - a batalha naval então - são pragmáticas. Esqueçam o cansaço metálico de Transformers , aqui é tudo energicamente eficaz, com respeito pelo entretenimento de grande escala. Não é mais do que isto, na saúde e na doença: um Fast 5 ou um Saw 4 que fecha as regras dum futuro dedicado aos fãs.