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A mostrar mensagens de Março, 2015

Qualquer dia nem malha as miúdas, nem anda à porrada, só conversa

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Estudo de uma universidade inglesa descobriu que 67% das pessoas que assistiram ao novo trailer do Spectre ainda estão a dormir. Acordem malta, já passou!

Publicidade porreira a tendas de campismo

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Porque filme ruim é bom pra caralho! Foi desta forma, inesperada, poética, introspectiva, ousada,  misteriosa, corajosa, que as legendas de Backcountry se despediram ontem à noite. Uma pessoa espera sempre um faça likes, ou acompanhe o nosso trabalho. Nunca uma encriptação deste nível, que deixa a pensar muito além do filme: não gostaram? é mau? é bom por ser mau? todo o filme ruim é bom pra caralho? Ai, que densa floresta de dúvidas!! O resto, que se calhar é o que vos fez vir cá: valente exercício, muito bem filmado, crescendo ao ritmo certo. Não acrescenta grande coisa ao género "casal que vai acampar sozinho e está mesmo a pedi-las" mas como todos os outros passa num instante, não magoa e tem uma scream queen do caraças.

Próximos alvos

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Já não estão debaixo da cama

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Mini ciclo de cinema Ray Wise , cá em casa. Digging Up the Marrow e Dead End . Só por ele, só por ser ele, esta iniciativa familiar já era uma aposta goleadora. Mas é claro, que para dar ainda mais ânimo, a bicharada ou a tripalhada tinham de ajudar. E o mar esteve de feição. O primeiro, mais recente, é um mockumentary de Adam Green , ele próprio a encabeçar uma investigação: um velho diz que sabe onde moram os monstros, e que eles existem. Para um fã, que toda a vida os construiu, esta é de facto a última cruzada. Muito bem trabalhada no sentido estético, com cromos inesquecíveis a juntar ao panteão, quer desenhados quer em carne e osso. É o Monsters Inc. para adultos, que por ser tanto acaba por ficar ligeiramente aquém: um gajo quer sempre mais monstros foda-se, já deviam saber isso. Tomem lá monstros: Dead End , mais idoso, apresenta a clássica situação da estrada, das voltas, dos labirintos e dos fantasmas. Num carro, com cinco protagonistas, como uma peça de uma louc

Então claro, acaba lá isso que eu espero

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Anda tudo um bocado chateado. Ou então só um escriba qualquer que generalizou, à la Jornal da Noite. Seja como for, parece que os thronies andam de birrinha porque a série vai passar a perna aos livros. Ora vamos lá ver uma coisa, sem palavrões: aquela merda já é mais lenta que um cavalo marinho, se ficarmos à espera que o gordo termine os livros, nem daqui a vinte anos. O homem é só donuts, e quando lança uma obra nova, ela cronologicamente acontece ao mesmo tempo que outra que já foi lançada nos anos 60. Por amor de deus malta, andamento. Os livros depois ficam para pisar papéis ou para chegar às prateleiras mais altas.

Boom!

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O maior desafio, num conjunto de peça soltas, é encontrar unidade, mantendo-a incógnita. Sem adereços de ligação ou "ah que agora faz sentido". Isso vem, debaixo da pele. Wild Tales parece acertar em tudo, até na ordem desordenada de seus contos. Histórias onde pessoas se passam da cabeça. Rebentam. Num fundo é isso, mais ou menos burlesco, mais ou menos sórdido, são eus e tus no limite. Sempre mais longe, com traços quentes mas suficientemente distintos para debate, para favoritismos ou longos porquês. O casamento final é maravilhoso, mas não consigo esquecer o duelo na estrada. E com acontecimentos tão frescos, como o homem que rebentou a segurança social ou o que despenhou o avião, não conseguimos de facto apagar a importância alerta. Como prenúncio de uma sociedade. É um Black Mirror , sem os artifícios da tecnologia.

Os finais do tio

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House of Cards foi fraquito não foi? Muito Doug , muito hacker insuportável, muita caracoleta e pouco andamento. Algum dia tinha de ser. Sabíamos bem que a escalada era mais interessante que a montagem da tenda, lá no pico. Fiquei também meio azedo com o final: o Frank ganha sempre foda-se, nem que lhe desse um tiro, para fingir atentado, alguma coisa, mas ele ganha. Não fica assim a coxear de boca aberta. Enfim, para ano logo me dão miminhos, espero. Entretanto para compensar, outros campos apresentaram-se bem mais fertéis e apetecíveis. Chegando mesmo a provocar gritinhos de pita. Man Seeking Woman , com uma temporada inacreditável, de desafio em desafio, impossível em impossível como se a comédia nunca tivesse deixado de ser. Reinvenção impensável, tricotada com um detalhe que rói a alma de inveja: final com time travel. Melhor, do ano, sempre, bla, bla, bla. Obrigatório, como The 100 , a nova fé das sagas, das grandes histórias pós apocalípticas de ficção científica. Mais difí

Entrevista do mestre

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Tenho a plena noção: no dia de salvar a blogosfera, lutar por ela, rebentar com umas cabeças, foder uns cyborgs à metralhada, o Pedro será sempre o nosso John Connor . Entrevista essencial aqui .

5 coisas que não sabias sobre As Cinquenta Sombras de Grey

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1. Jamie Dornan tem na verdade os dois olhos iguais. O facto de parecer que é meio zarolho, ou olho preguiçoso, ou uma merda qualquer, foi opção do estúdio. Aparentemente, colocá-lo meio defeituoso acentua o seu lado frágil, e as gajas adoram. 2. O Grey não fode. Ele diz que fode. Pode parecer que ele fode. Mas vá lá, aquilo não é foder. E aquilo não são palmadas. Mas voltando ao foder - e é uma incrível experiência de cinema partilhar esta coisa com outros - quando ele diz para a Anastasia que só fode, o cavalheiro atrás de mim, com a sua subtileza e charme disse: ah pois, é só mesmo para derrubá-la. Maravilhoso. 3. Existem inúmeros easter eggs ao longo do filme. Por exemplo, quando ela está na cozinha a fazer panquecas, ou bolos, ou cenas, em cima do balcão está o picador de gelo do Basic Instinct . Ou por exemplo no painel de parede do quarto onde ela dorme sozinha está muito bem definida a silhueta de Elizabeth Berkley , referência subtil a Showgirls . No mesmo qua

O sapo e a sanguessuga

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O filme de animação Epic processou o filme de fantasia Sócrates e o Cheque Secreto . O primeiro acusa o segundo de plágio descarado de Bufo, "João Araújo é de facto uma personagem incrível mas que foi copiada, quase ao detalhe, do nosso sapo", diz o produtor. De facto, de facto.

Um homem como eu

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Imaginem um homem como eu. Um dia, a conseguir escrever um sério texto. O mais difícil, e o que distingue um fenomenal crítico de cinema dos restantes: encarar qualquer bacoquismo, com o mesmo ângulo, que se aborda qualquer obra prima. Elite, que muito admiro, imaginem, eu, um dia. Agora faltam sacos para agarrar tantas compras e disparates. O que dizer de Virados do Avesso ? Há quem realmente consiga mas aqui a vontade é brejeira. É um filme maricas, não nas orientações sexuais, mas no medo com que trabalha as mesmas. Sempre acorrentado aos jargões populares, o que acaba por ser irónico: um filme sobre homossexuais ser a película mais machista que o cinema português alguma vez pariu. Bichas e grandes machos, o mundo é isso, muitas mamas e cus, femininos, porque o resto, o real, já não vende. É claro que a ideia é boa, é claro que existiu ali em tempos um argumento megalítico fresco e com potencial, que rapidamente se degradou na montagem looney tunesca e na piada do calipo. O p

Racistas da treta

Hoje não me deixaram entrar numa barbearia porque ainda não tinha terminado a temporada 3 do House of Cards .

Afinal não passou

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Ainda ontem tinha lido que não. Cervejas, cervejas, e algum vinho, para a festa. Afinal tudo em vão. Frozen 2 a caminho. Ponham os capacetes rapazes, acendam os fósforos, the winter is coming, again and again .

Sou ou não sou?

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Foda-se mas como é que eu agora vou provar que não sou um robô? Será que esta malta não viu o Blade Runner ?

A cidade da minha televisão

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O som da comédia Permitam-me começar, a sair. Vou ser breve. É uma história de cinema. Vão ver que faz sentido. Begin Again, a mais recente obra de John Carney (Once), oferece Nova Iorque ao som da canção. Utiliza esta para transformar a outra. A cidade como personagem, construída aos olhos de quem a ouve. Somos nós, nossos leitores, nossas playlists, nossos passos e encontrões que a redesenham num contínuo que nunca fecha. Nunca dorme. Os dois protagonistas andam perdidos pelas ruas, partilhando o som, através de um adaptador, e dividindo pela primeira vez a experiência. No final, sentam-se no passeio e ele desabafa: como a música tem o poder de transformar qualquer cena banal numa pérola. É a arte a roubar descaradamente os espaços e a dar-lhe novos contornos. Furtar à vista de todos Nova Iorque, erguê-la à sua medida. Assim a música, e nossos dias. Assim a comédia, e os mesmos nossos e os mesmos dias. Em concreto a grande maçã no pequeno ecrã. A rimar e a concluir com esperado suc

Ava

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Soberbo trailer aqui .

Em outubro, claro

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Mais aqui .

Vamos lá acabar com a palhaçada

A ver se a Pixar volta depressa e de vez. Os dragões, os robozinhos gordos e as caixinhas têm piada, mas a verdade é que no final do dito um gajo fica cheio de fome.

Take New York

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It´s up to you . Cidade viagem, dos sonhos deste bom cinéfilo. Cenário de tanta coisa, de tanto imaginário que merece esta vénia, para que não se dissipe no infinito. New York, New York. www.take.com.pt

Cerelac - O Filme

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Depois do franchise dos jogos chegou a vez das papas. O que não só possibilita trocadilhos como "um filme sem papas na língua" como também abre todo um universo de bens alimentares, nunca antes explorado pelos estúdios. Ao que parece a Universal tem já desenhado um plano meticuloso de abrir a boca e deixar entrar colher: 2016. Cerelac - The Movie 2017. Nestum - Rise of the Honey 2017. Pensal - Barley of Darkness 2018. Cerelac - The Movie 2: The return of Marie Wafer 2018. Maizena - Episode I 2019. Nestlé Expert - SINLAC 2020. Nestum 2 - Saving Private Wheat

Ovelhas brancas

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Limpar a parede

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Seguindo as pisadas do meu comparsa Carlos , colocarei em curso uma limpeza bruta da barra lateral. Quem quiser lá morar é só deixar o link nesta caixa de comentários. Com um beijinho vá, para não ser assim tão seco.

Tem respeito oh Chappie

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Robô fofinho há só um, e não és tu.

Créditos iniciais

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Inesperada risota

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Com Man Seeking Woman já renovada, e cada vez melhor, aparece The Last Man on Earth . E de delírio atrás de delírio vamos aquecendo de novo a fé.

Pouca bandeira

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O que é uma pena. Pois a nível de conteúdo, ou sendo sincero, premissa, o último livro é o mais composto. Não só na luta mas no modo descrente como a mesma é feita. Cada vez mais em círculos, como as coisas de hoje. Daí a importância. Que é dividida, arrastada e pouco entendida. Fica a galhofa, o último dos remédios.

Um novo conceito

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Cartas da Alma é o melhor programa de apanhados que não é programa de apanhados de sempre. Comédia, mas comédia daquela dói dói no maxilar. Domingos, terças e quintas, TVI, claro. Às tantas, também claro. Uma senhora, Michelle qualquer apelido, astróloga, atende os mais diversos telefonemas de ouvintes à procura de resposta para os seus problemas. O problema é que a Michelle é possivelmente a pior astróloga do mundo: pede a data de nascimento, insere-a num portátil e olha para um software sinistro, mapa astral diz ela. Depois não diz nada, e se a pergunta for difícil lança dois dados verdes e um azul. Ah pois posso-lhe dizer que vai ser um processo moroso. Posso-lhe dizer para não pensar tanto nisso. E depois quando se tenta perguntar mais alguma coisa ela desliga, só tem direito a uma pergunta. No entretanto, canto superior direito, uma balofa de nome Morgana faz sessões privadas de tarot. É preverso. É indecente. É hilariante.

E no final

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Ver os filmes dos Óscares depois dos Óscares é como ir ao Algarve em dezembro, um descanso. Sem os quilogramas diarreicos do vale o que vale, das hipóteses impossíveis ou das teorias da avó. Filme por filme. Assim American Sniper , sem valores ou rigores exacerbados. Pesada a cabeça do chapéu verídico. E o bebé, esqueçam lá isso. Patriota? Claro, mas que querem de um filme com a palavra "americano" no título? Uma visão mexicana da coisa? É certinho a um lado mas sem nunca o forçar em demasia. A obessessão e a violência presente no corpo permitem um distanciamento, uma certa escolha. O stress e o som, especialmente o som, denunciam em demasia o mal estar - The Hurt Locker nunca precisou de tamanhos artifícios para contar o vício - coxo na criatividade do realizador. Que por outro lado não esqueceu o valente ritmo. Só por aí já ganha. E mesmo que se volte à corrente do "god bless America", não nos conseguimos esconder da ironia do desfecho. Essa é a guerra a retira