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A mostrar mensagens de Setembro, 2017

Cosplay dos 300

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Para além de ser um filme maior, A Ghost Story é também a fantasia mais em conta para esta Comic-Con . 

Não se enganem

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Vi, numa crítica. Esquisito, referenciarmos críticas de cinema que vimos e não lemos. Ouvimos e não folheamos. Se bem que existem verdadeiros artistas e o espaço é bem largo. Nesses bons sons esta senhora que explica a sua visão. No vídeo, entre outras coisas, um dos pontos que gostaria aqui de elencar: Mother! é um filme de terror. Não se enganem com as lérias de thriller, drama, suspense, não, é do início ao fim, do osso à carne, horror. Nos tempos, na luz, na tensão e na claustrofobia. Horror como só o horror visceral, da incompreensão sabe ser. Aí o segundo tópico, na cauda do anterior: Jennifer Lawrence numa interpretação angustiante, com o seu corpo desorientado, volante da câmara, entre uma divisão e outra, a sufocar, a sufocar. Entrega épica da jovem atriz. E assim chegamos ao terceiro vértice, que nos enuncia simplicidade. É obra para conversas, debates, imperiais e amendoins, essas coisas que nos fazem sair de cabeça levantada. Mas é, em simultâneo, um filme claro na

O nosso legado

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Talvez tenha sido eu, a ler mal o marketing e a esperar muitos beijinhos na boca. História de facto, e bastava ter lido bem o título. Que no seu número nos diz tudo. História de facto, ideia do que é ser fantasma. Tal ser penado no correr dos tempos, de um tempo. A Ghost Story é esse poema perdido, desencaixado, para ser visto com olhos e coração no máximo, inesperado no modo como se vai virando: de um fechar de porta para um monólogo - melhor monólogo do ano? - para depois tudo ser destruído, assim, clique. E ele - o espectador? - ali, assombrado, preso à casa - ao cinema? - com tudo a mudar, à procura. Viagem companheiros do lençol, viagem.

Conta comigo

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It , aquilo de que todos falam. E não é por acaso. Não é por acaso os 80's, o poster de Elm Street , as bicicletas, os putos. O humor, a puberdade, o medo. Aqueles enormes monstros desproporcionais, gigantes em demasia mas que na altura mediam de facto todos aqueles palmos. Podia ser desleal, uma açorda de referências a espreitar nas nossas carteiras. Mas não, é um filme que se aguenta por si só, corre sozinho por perceber cedo que história quer contar. Uma para além dos gritos: é o verão daqueles miúdos, juntos, a crescer e a doer. O resto é pretexto, é rastilho. Pode cair um pouco na repetição e exaustão de momentos, especialmente na segunda metade, mas caraças, que grupo incrível de pequenos atores. Cada um senhor de si, como as boas aventuras, destacado nas suas deixas e tiques, nos seus medos. Para além deles um Pennywise à altura e uma mitologia que não se estatela naqueles vícios didáticos, deixando muito para pesquisar, pensar e descobrir. O cinema é assim. E digam lá,

Subiu e subiu bem

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The Big Sick é uma história plena. Um coração cheio. A jeito de todos os peitos. Tudo certo num festival de sinceridade onde o espectador é aquele intruso. Deliciado, escondido no meio dos lençóis, no meio de um argumento incrível, divertido e cheio. Não vou deitar nada cá para fora, para vos valer a experiência, o bilhete completo, mas posso - e devo - sem estragar, elogiar o quarteto de protagonistas. Em especial Zoe Kazan , que com muito pouco oferece a mais autêntica e genuína das presenças. É todo o real em meia dúzia de sorrisos. Como poucos, como muito poucos. E depois tudo o que sobra: o palco e a sua procura de identidade. A plateia aplaude. A plateia aplaude muito um dos filmes do ano e a comédia americana que finalmente eleva a fasquia.