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A mostrar mensagens de Setembro, 2014

Cinema Animal - Crocodilo

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Cinema Animal é a nova rubrica do Créditos Finais. Sem maçar, trata-se de um desafio proposto a três ilustres da blogosfera nacional, onde eu digo o animal e eles o filme. Basicamente é isto. Assim eu pergunto CROCODILO. Ao que vocês respondem... Sofia Santos girl on film Caríssimo Miguel, obrigado por me fazeres pensar. É sempre bom receber um convite para participar num desafio que ultrapassa a barreia do “filme favorito”, “filme da tua vida” ou qual o “filme que gostas mais de ver quando estás no primeiro dia da ovulação”, ou ainda, qual é o melhor filme para ver no sábado de madrugada depois de teres bebido 5 orgasmos (entenda-se por orgasmo – bebida/shot). O animal que me calhou foi o CROCODILO. Estudei um ‘cadinho sobre crocodilos quando em Pré-História falámos de fósseis vivos. E lembro-me perfeitamente que foi nessa aula que descobri a verdadeira ordem animal a que a minha vizinha da frente pertence – não faz parte da classe dos répteis, mas sim dos fósseis vivos

Ainda para mais é grande

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A culpa é dos domingos. Sempre dos domingos. Bate pé infernal de bailarinas meio tontas, meio vestidas, inteiras até ao telejornal. Num coreto, com um proprietário que faz compotas de grilo, a saírem que nem abelhas da colmeia. Tudo ao som de "Mama mais uma que esta secou". E o calor ternurento de um cachorro, o abraço paternal de Adam Sandler ? Cano abaixo e a depressão tem destas coisas: num vulgar dia da semana sai filme da Disney , para compensar os níveis de açucar. Claro que só podia correr mal. Mas a culpa é não é minha, não é não.

A Lori não falha

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Tinha demasiadas saudades do Twister . Da Helen Hunt e da vaca que voa. Até do Shining no drive in. Demasiadas. Excedente que me encaminhou à la cylon rumo a Into the Storm . Mesmo mesmo no olho da coisa. Sovado que nem passarinho, não houve salvação possível: a Lori do The Walking Dead é doutorada em metereologia - apesar de descobrir sempre os tornados nas notícias - e anda com um careca fanático à procura de tornados, num Batmobile cheio de pinta. Depois cruzam-se com o canastrão do século e os seus dois filhos, igualmente canastrões, que andam tristes porque a mãe morreu. Um é gordo e o outro é bonzarrão mas finje que é tímido. E gosta de um bom par de mamas. Depois é tornado sim tornado sim até ao fim do filme, altura em que há um tornado do tamanho do tamanho do Algarve. Ai ai.
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Até o puto está bem

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Já comi cardos mais doces que The Rove r : uma chapada espinhosa sem direito a porra alguma. Porque achamos sempre que nos devem, nem que seja um discreto aceno. Errado, e parvos levamos com pó. Debandada inacreditável de Guy Pearce , um fora da lei fora do sistema que continua a procurar, aqui o seu carro. Nada a perder, nós tudo a ganhar.

Ponto de adeus no poema

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Esta besta, com os bestiais dele. Já enjoa eu sei. Mas gosto tanto, muito. Fui escolhido não dá para fugir. The Leftovers é um arrebatamento, da fotografia e da escrita, da desilusão e da televisão. Que curiosamente separa os que não veem nada e os que veem tudo. "Tudo na mesma, não explica, começa como acaba, sem paciência para tretas, mistérios" contra um "uau". E um uau é muito mais difícil de comprovar que todas as outras queixas. The Prodigal Son Returns é o nó amargo e justo de um luto. Tudo o que se perdeu, se deixou, se chorou, reune-se aos poucos ao longo da estrada, pintada de canções e de sonhos. Pesadelos, que se vão cruzando, no quiçá da redenção, colidindo nas ruínas, para cair nas chamas. Todos encontram o seu canto de cinzas, resta agora saber se dele nascerão de novo. Uma das séries mais vivas e estimulantes dos últimos anos. 

Cliff Martinez (3)

Ao menos tem uma boneca

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Ainda estou em introvista - que é um entrevista a mim próprio - para tentar perceber a vontade acesa por 7500 . Queria bastante. Talvez a tesão cega por terror me empurre nestes tristes caminhos. Visto, chorado, lamentado. É hora de seguir em frente.

Onde tu andas sozinha outra vez (2)

"Estás de esperanças (...) galdéria". A sério? Esperanças? Galdéria? 2014? O prenha e o quenga existem amigos e são para ser usados. É que se não é a criançada o dia todo no tradutor.

Cozinhas bem mas

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Sim senhor, uma pança daquelas com a Johansson e a Vergara . O Favreau sabe muito. Não sabe é do resto, O que tem de fofinho, Chef , tem de plano. Tão cagarolas que chega quase a ser constrangedor, a meros milímetros do semblante Disney . Boa música, boa comida, faltou a boa da coragem.

Só aquele cameo é meio filme

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Aprendendo a gostar. Devagarinho. Cosmos ajudou, não é parvo o gajo. E com este A Million Ways to Die in the West , tiro o chapéu à casmurrice. Ou identidade. Que metam as homenagens e símbolos sagrados do género onde quiserem. MacFarlane brinca aos cowboys com os seus bonecos, indo buscar as suas referências e atirando as nossas saudades para a panela. Às vezes solto, às vezes com pilinha e peido a mais, certo é que é dele. Isso hoje em dia já é muito.

Primeiro poster de "O Dia em que o Marco bateu na Sónia"

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Foi divulgado hoje o primeiro poster de O Dia em que o Marco bateu na Sónia , o clássico sci-fi tuga que promete vir mudar as regras do jogo, ao pontapé. 

Cliff Martinez (2)

Em nome do filho

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Ou estou muito seco da idade ou imune ao calor da violência. Produto, quem sabe, das alterações. Certo é que na lista estava algo bem mais carnudo do que aquilo que Starred Up coloca no carrinho. Começa bem, termina em grande, mas falta segurança no acompanhamento do protagonista: quer na sua interpretação, quer no seu crescimento. Qualquer relação é estranha. Esta simplesmente não se entranha.

Onde tu andas sozinha outra vez

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Jardins Proibidos a sequela. É bom, porque agora já não é crime pensar na Daniela Ruah . Por outro lado é mau porque a Daniela Ruah não entra.