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A mostrar mensagens de Maio, 2014

Anyone for seconds?

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Um dos meus favoritos tem agora sequela. Com um belíssimo aspecto . Vamos lá para Itália.

Maminhas à mostra

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Ainda no outro dia falámos dela e ela aqui está. Agora envolta em polémica mas solta no que concerne à parte de cima. Tudo a guardar o poster que amanhã já cá não está.

O meu nome Miguel e vi o Resolution

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Sabem quando estamos assim meio coisos? Ou coisinhos, para ser mais maricas. Ah o que tu queres é mimo. Não, não quero. Vi foi o Resolution e preciso de falar. Preciso mesmo de falar com alguém.

Dois bilhetes para o Snowpiercer em classe executiva se faz favor

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Certificado, por todas as entidades competentes: para se ser grande, pelo menos nos estados da ficção científica, tem de se ser pequeno. Ou então albergar uma série de problemas de distribuição e tretas, cair no esquecimento. O Tom Cruise pode de facto provar o contrário, ele tem tentado - tenho fé em ti pequenote! Até lá Snowpiercer , magnífica viagem à toca do coelho, à humanidade enquanto sítio; poço, escada e superfície. Aqui um comboio que deambula esquecido perante um planeta gelado, que já não nos quer. O que podia ser uma fácil corrida até à carruagem da frente é uma hábil e teatralizada introspecção, do grotesco e animal, do bizarro e do ridículo. Do Homem enquanto ser egoísta e palhaço. Todas as cenas são isso, pedaços de uma peça, com um destaque titânico para a sala de aula. Para rever do início ao fim e guardar, para o dia em que o Apocalipse chegar.

Sms on a plane

Então e agora o que é que eu faço com isto? Pensei eu com um Non-Stop acabadinho de ver. Queres mesmo escrever alguma coisa? Pensei de novo. É melhor não, como o Aether do novo Thor , há coisas que devem ficar enterradas para sempre. Assim sendo deixo uma canção fresca e animada daquelas homónimas jeitosas. 

Episódio do ano

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De rastos. Levantei-me, não era eu, alguém parecido comigo, na armadura, sem o resto. Sem ideias. Devoradas no vórtice que Fuller criou. Um dos grandes últimos artistas capaz de pegar em selos e fazer postais, em tinta e criar carne. Sua. Não há linguagem como aquela apresentada em Hannibal . Íntima, indelicada, intrusiva. Depois deste final e se algum dia conseguir voltar a reflectir: não poderia acabar de outra maneira. Assombroso.

Filmes que começam com uma história

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Depois de Blood Ties , pus-me a pensar. Se categorizar ou sectorizar o tipo de começo, a minha preferência vai inevitavelmente para a história. Um filme que comece com alguém a contar uma história, uma anedota, uma memória, uma frase atrás da outra, tem de imediato o meu coração. Arrendado, emprestado, mas ali naquele momento, sucumbo ao prazer. Por isso decidi fazer uma lista colectiva de filmes que começam desta forma com o objectivo nobre de fazer uma lista colectiva de filmes que começam desta forma. Sou um gajo simples. Para isso precisava da vossa ajuda. Eu vou pôr aqui dois que me recordo de imediato e vocês chutam mais para a zona de comentários, que virão para aqui com a vossa assinatura à frente. Vamos nessa? 1. Blood Ties 2. Short Term 12 3. Ocean's Eleven   (André) 4. Reservoir Dogs (Loot) 5. Whatever Works (J. J. Cunha) 6. The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford (David Pires) 7. 8. 9. (...)

Maninho bom, maninho mau

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Arranque forte, sustentado pela preocupação, em especial adereços e fotografia. Os planos bem agarrados à terra, com tempo para degradar e libertar o orgânico. Num ambiente não só da década mas do próprio autor. História de sangue, família, de lados da lei. Nada de novo, nada de extraordinário - o final deixa-se engaiolar numa série de clichês descartáveis - mas existe competência. E com uma banda sonora destas é sem dúvida a surpresa da semana. 
Que saudades do Denzel a distribuir lenha .

A cigarra e a cigarra

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O que significa a saída de Edgar Wright do projecto Ant-Man ? Estaremos perante um caso isolado ou o começo do bater pé às grandes produtoras?  Gostaram deste meu início jornalístico e reflexivo? Foda-se, quase que parecia um texto sério. Até me arrepiei. Quanto às novelas do "realizador autor que vai fazer um grande blockbuster" nada a acrescentar. Mais um episódio, para obter tweets e gostos. Como se não tivessem já todos vendido a alma ao diabo.

O bitoque

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Aquela estranheza de quando se vai a um sítio diferente, um restaurante chique, uma cultura lá longe e um marmelo pede um bitoque. Não a sério o que é que vais comer? Um bitoque. Há sempre alguém que gosta da façanha ou então gosta só muito de bitoques. Em todo o lado, sempre. É esse especial franzir de nariz que Jack Ryan: Shadow Recruit desperta: tanto requinte, tanto cuidado e glamour para depois sair. Bem vocês já sabem o quê.

Só para não vos mandar de novo à merda

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Então, mas que grande trapalhada vem a ser esta Padilha ? Seu tonto. Seu tonto ao quadrado. Devias levar uns grandes tabefes nesse rabiosque. O teu filme não é um remake . Mas até podia não ser um remake, o mais aborrecido é que não é um filme. Maroto, esqueceste-tes com certeza de aparecer nas filmagens ou então quando foi para montar voltaste para o Brasil. Assim é chato. Se querias montar um conjunto de peças tolas e chamar-lhe de filme podias ter ido para a Disney ou trabalhar com o Michael Bay . Se calhar até fazias mais tostões, já pensaste nisso? Já pensaste também nos doidóis que provocaste na cabeça de todos os ninos que cresceram com o Robocop e que o revêm em noites de animada bebedeira? Não se pode brincar com certas coisas sim? Eu sei, a culpa não é só tua. É por isso que eu termino este pequeno ralhete educado com um grande fosga-se para todos vós. E que não se repita.

The Shining: a longa minissérie (4)

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A panorâmica Oferecendo os argumentos, das construções de pedra e osso, concluímos que esta minissérie é o que Stephen King sempre quis: ele próprio. Página a página, parágrafo a parágrafo, do seu amado livro. Para eventualmente poder dormir em paz. Oferecendo também o sono a todo e qualquer espectador. Quando se está demasiado dentro, demasiado envolvido, existe uma promiscuidade que não nos deixa pensar. Descolar, tomar decisões. E assim foi, sem cortes, sem filtros, sem segundas opiniões. Uma adaptação é uma reconstrução, uma revisão e transformação. O material base é isso, a base, a fundação para que se possa partir para outro desafio. Kubrick conquistou o feito de uma forma absolutamente inacreditável, corajosa e genial. Esmagou o carocha vermelho de King e ofereceu algo seu. Com rostos sombrios, veias que não se viam, para se especular e carimbar história no gelo. As personagens como veículos do medo vazio, da solidão. Loucura. Que não se percebe mas persegue. King quis enc

A culpa é dos trailers

O verde serve-se branco

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Uma das grandes verdades universais da sétima arte contemporânea é que a Eva Green faz sempre de bruxa, vampira ou de qualquer outra bicharada do género. Mas é também verdade que esta palidez lhe fica bem, muito bem. E se todo o branco futuro for como Penny Dreadful então seremos felizes.

Bandos de aranhas à solta

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Fui ver o The Amazing Spider-Man 2 com a mãe. A sala, quase vazia, encaminhou-nos para perto das únicas duas pessoas presentes. Adoro isso nas bilheteiras, tentam sempre juntar-nos o mais possível, para ficarmos quentinhos que nem pinguins. Conclusão, atrás, também mãe e filho. O pequenote vira-se para mim, mesmo antes de me refastelar no comando e diz: é a primeira vez que venho ao cinema! E diz com a maior das sinceridades. Ainda inocente e cheio de brilho, onde cada cena vai valer memória, onde cada escurecer vai ser novo arrepio. Tive muitas saudades e por isso, por partilhar esse momento contigo miúdo, já valeste o filme. Filme? Qual filme?

Cinema Animal - Leão

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Cinema Animal é a nova rubrica mensal do Créditos Finais . Sem maçar, trata-se de um desafio proposto a três ilustres da blogosfera nacional, onde eu digo o animal e eles o filme. Basicamente é isto. E para dar o pontapé de saída eu rugi o LEÃO. Vamos ver o que eles responderam Jorge Rodrigues  Dial P for Popcorn Começo por desculpar-me antecipadamente se a conexão entre o tema e este filme soar ténue, mas para mim faz todo o sentido, daí que vos peça a vossa indulgência. Quando sugerido o tema deste desafio, admito que o meu primeiro pensamento foi “The Lion King”. Óbvio, eu sei. Depois procurei pensar mais longe, noutros leões impressionantes da Sétima Arte, como o Cowardly Lion de “The Wizard of Oz” e Aslan de “The Chronicles of Narnia”. Ótimas escolhas, todos. Mas foi subitamente que me lembrei: e que tal falar do enorme clássico de Harvey e Goldman, “ The Lion in Winter ”, e da magnífica e incandescente parceria dos gigantes Peter O’Toole como King Henry II e Kath

Entrevista ao argumentista de "O Dia em que o Marco bateu na Sónia" (2ª parte)

É verdade o rumor que aponta Marco Borges para o papel de Marco Borges? Sim. O Marco foi logo a nossa primeira escolha. Acontece que ele no primeiro dia de filmagens agrediu o Augusto , das luzes, e foi-se embora. Entretanto conseguimos o Ivo Canelas , que também diz muitos palavrões. Mas depois, por questões de agenda, teve de abandonar o projecto para ir fazer o Sei Lá Outra Vez do Joaquim Leitão e tivemos de voltar a contactar o Marc o. Que depois de uma conversa amena aceitou regressar. Quer revelar-nos mais algumas peças do elenco? Não. Nem o papel do Presidente da República que, segundo ouvimos dizer, terá um papel preponderante no desenrolar da história? Vocês estão muito bem informados. É verdade, e pronto, eu conto. Para o papel de Sampaio queríamos alguém sereno mas que simultaneamente fosse capaz de esmagar uns crânios alienígenas. Ou pelo menos salvar o dia com um milagre ou dois. Vai daí, escolhemos aquele moço que faz de Cristo. É bem parecido, tem cabe

Muitos sete anos de vida

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Sete anos depois e continuo sem saber o que está na caixa. Aliás é por eles, a curva apertada, a recta e o ponto, que aqui me mantenho. O Créditos fez sete aninhos, no passado dia 5 de maio. Nunca me lembro, nunca acerto e quando venho certo já passou. Mas, roubando um título de um filme onde o Bruce Willis fica puto, ou conhece o puto, uma merda da Disney: nunca é tarde. Tudo para agradecer a vocês e perguntar-vos onde meto os papéis para o estatuto terceira idade. Já dá não dá?