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A mostrar mensagens de Junho, 2012

Disseste que se eu fosse audaz

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Não falha

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Rashida Jones tem já um grosso molho de cartas, escritas por mim, ali quietas na escrivaninha. A ganharem forma, desde aquele filme idiota do eu te amo meu, ou algo do género. Depois veio Parks and Recreation e agora este comédia de nome mimoso. Celeste and Jesse Forever , pode até ser apenas mais uma variação de um tema sem gás, mas amigos, este vosso lá estará. O amor tem destas coisas.

Anyway the wind blows

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Todos os anos publico o genérico/canção daquela que foi uma das grandes séries da minha miudice. Enquanto a maratona receosa que prometi a mim mesmo não acontece - e como hoje fui à praia - sem mais demoras aqui fica.

Minha querida Cersei

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O que mais me entristece no trailer de Dredd é a tentativa, falhada, de fazerem  Lena Headey uma mulher feia.

Ele agora é americano

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Ao abandonar o estilo documental Sacha Baron Cohen vendeu a alma ao negócio. Converteu-se na piada fácil, na comédia barrasca. Pilinha, cocó, vagina. As pessoas riem. A inteligência interventiva e mordaz deu lugar ao facilitismo americano e The Dictator é uma espécie de filho entre Trading Places e Scary Movie . Com direito a Anna Faris e tudo. De fugir.

Jon Brion (2)

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Sarah

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Isto e aquilo, já foi dito. Já vos disse. O que realmente interessa reter é que The Killing ofereceu uma das personagens femininas mais fabulosas desta década televisiva. Ou só desta década. Do futuro não sei, por isso Linden , com ou sem chuva, aqui fica o meu até sempre.
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O porreiro de ter um blogue, é que um gajo pode voltar a casa como se nada fosse.
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Lá fora, cá sentado

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Foi por alturas do Natal, época propícia à prática exaustiva do sofá, que dei de caras com Which Way To... , programa de viagens narrado e vivido por três irmãos canadiados. Não sei muito sobre o género, nem neste nem noutro formato, mas a verdade é que a série apresenta, sem grandes floreados, um divertido, livre e genuíno olhar sobre o viajar. 
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Olá eu sou uma boa ideia

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Não dava nada por ele. Somente por pura ignorância. Porque olhando agora para o trailer de Wreck-It Ralph isto é amor à primeira premissa. A tal velha história: mas como é que eu não em lembrei disto antes?

Pára tudo

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Jon Brion

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Roupa ao pêlo

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Haywire tem as melhores cenas de soco, pontapé, punhada e bofetada de que há memória na memória recente. Secas que nem um cacto, nada de bonito, só mesmo o acto de bater e ouvir o mesmo. Depois uma banda sonora bruta , especialmente o grande sonzaço dos créditos finais. Fiquei fã.

A arte de não saber adaptar

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O grande problema da segunda temporada, e falo mesmo do cerne cerne da questão, é que o seu material de origem não é assim tão interessante. O segundo livro da saga decide separar as personagens principais e atirar para cima do tabuleiro outras tantas. Fragmenta ao máximo a narrativa, retirando-lhe velocidade, dinâmica. Tudo demora e no fim, para piorar o estado da nação, tudo fica na mesma. O Rei continua o mesmo, a Arya continua a monte, o Snow continua no fresquinho, e aí por diante. Nem falo dos dragões. Tudo se estabelece para ter importância num futuro, talvez próximo, esquecendo a coerência enquanto história fechada, enquanto presente. A série, sabendo de antemão esta questão, podia ter usado outros mecanismos para contar estes escassos avanços. Abdicar de personagens, flashbacks, sei lá alguma coisa que não fosse o ritmo novelesco imposto pelas páginas dos livros. Há que saber reagir. Game of Thrones não soube.

E sai o 256º filme sobre adolescentes à descoberta do mundo

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Só novidades . Primeiro tem a inédita frase "baseado num romance aclamado pela crítica". [Isto só pode ser bom!] Segundo apresenta um poster com uma cor fresca, e berrante, e forte, e fez dói dói aos olhinhos. Terceiro tem um adolescente desajustado que conhece uma miúda muito louca e solta. Que grita e faz coisas doidas. Uau. Por último tenta mostrar que quando somos novos nos sentimos livres e descobrimos o verdadeiro sentido de alguma coisa. Ansioso por esta audaciosa e nunca vista abordagem. 
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Aproveito o balanço do palavrão para largar aqui esta pequena obra-prima.

(Aqui estaria um palavrão de espanto)

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A cena inicial de Shame é uma daquelas cenas. Sobre as quais se escreverão teses, se contarão histórias, se trocarão experiências. Acontecimento. Soma única e feliz das partes - da montagem, dos actores, do som. O tique-taque, as cortinas, a luz e depois os corpos, ou o que sobrou deles. Começo, é o começo, que nos coloca no centro, que inicia o fim, porque no fim tudo regressa ao mesmo. Ou não, depende de nós. Cinema para devorar e depois recordar.