Mostrar mensagens com a etiqueta Lobisomens do século XXI. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lobisomens do século XXI. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 18 de março de 2025

Lobisomens do Século XXI - Werewolves


Quando saiu o primeiro The Purge não fiquei fã. Pareceu-me escuro, fechado, repetitivo. Até me vou citar a mim próprio só por causa das coisas:

"Conhecem aquele momento em que alguém está quase quase a falecer e mesmo no último instante algo acontece. Pois bem The Purge é isto vezes 30, do início ao fim (...) (Miguel Ferreira, 2013)"

A crítica continua. Fui bruto na altura. Muito bruto. Mas isto para dizer que as vezes uma obra não nos encanta logo mas temos de sempre de a calcular na grande ordem dos tabuleiros futuros. Como se o resto do mapa estivesse ainda escuro, por explorar. A purga cresceu, expandiu a sua mitologia, veio o Anarchy e o Election Year, óptimos jogos de possibilidades, levando a fuga para a rua, crescendo do povo para as esferas do poder, e mantendo o seu protagonista: o meu querido Frank Grillo. É por ele que vos estou a espetar este secão sobre a saga The Purge - que depois arriscou numa prequela e numa incursão mexicana que preferimos esquecer - uma vez que este meninão entra numa espécie de purga com lobisomens, intitulada Werewolves: uma vez por ano, uma super lua transforma qualquer transeunte num cruel lobisomem. Por isso, de um lado temos a população a fechar-se, bem mas bem, em casa durante essa noite e depois temos o Grillo que para além de ser ex-militar - óbvio - é também microbiológo - twist - a tentar resolver esta embrulhada. A narrativa é previsível, os lobisomens são meio farsolas e espetam-nos com lens flare minuto sim minuto sim. Porém, gosto de pensar neste filme como um laboratório de uma mitologia que poderá crescer e explorar todos esses jardins proibidos da licantropia. 

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Lobisomens do Século XXI - Late Phases (2014)

Possivelmente o mais inesperado dos cenários para um filme de lobisomens: um condomínio para reformados. E não, não é nenhuma comédia daquelas com velhotes, em que eles salvam o dia, Jack Nicholson (piscadela de olho ao Wolf), Morgan Freeman e o Robert DeNiro, rir até não pode mais. Não, nada disso, o nosso herói é um cego veterano de guerra, em luta com as suas dores, especialmente com tudo o que não foi para o seu filho. Nisto, bicharada filha da puta, tripas, gore, senhoras de idade a falecer forte e feio, e o protagonista a encabeçar esta demanda, numa redenção final de todos os seus fantasmas. Com um aroma caseiro e um líder carismático, o filme acaba por se perder um pouco no mistério, desequilibrando os tempos e as revelações. Para além disso, se os filmes anteriores deste ciclo tinham criaturas incríveis este valha-nos nosso senhor da licantropia, parecem aquele fatos de mascote do basquetebol juvenil americano. Complicado. Mas pronto, tudo se faz, e no final do dia o saldo é bem refrescante e positivo.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Lobisomens do Século XXI - Dog Soldiers (2002)

 

Já viram o novo do Neil Marshall? Tem bruxas mas também tem 4.6. Queria ver se alguém ia à frente. Se entretanto ninguém levantar a mão o vosso tio avança. De peito aberto e braços no ar, eu só quero conversar, vou eu dizer ao filme, para ver se não levo logo um balázio na testa. Mas pronto, hoje estamos aqui para falar do bom e velho Neil, ali a arrancar carreira com um revigorante conto licantrópico. Dog Soldiers adopta a simplicidade de uma emboscada, como The Descent: um grupo de militares vê-se encurralado no meio da floresta por uma série de criaturas, que, ou eles muito se enganam, ou são lobisomens. No fundo duas matilhas, uma contra a outra. Boa utilização dos seus recursos - inventiva, especialmente nas perseguições primeira pessoa - e bons efeitos práticos, grandes, altos, fodidos. A picar o ponto nas obrigatórias mordidelas e transformações, mas sempre fluido, com direito a um explosivo final numa casa de campo. Melhor filme deste ciclo até ao momento.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Lobisomens do Século XXI - Howl (2015)

Werewolfs on a train. O poster faz lembrar um pouco aquele filme do Vinnie Jones em que ele anda no metro a espalhar magia, com um martelo de carne, à noitinha. Há um twist, nesse. Neste não, são só ingleses empancados no meio da mata numa noite de lua Cheia. O nosso protagonista é um pica com pouca auto estima mas com um grande tesão pela sua colega de turno. Problemas de comunicação, tristeza, fantasmas, tudo catapultado para um ataque inesperado de lobisomens. De facto, são eles que salvam um pouco a noite: criaturas bem feitas, bem desenhadas e bem caracterizadas, sem grandes problemas na quantidade de carne que arrancam. A questão depois é um grupo de personagens passageiras, desinteressantes, numa edição molengona sem riscos nem tensão. Uma armadilha deste género exige adrenalina, planos, reformulações e não apenas os demorados e previsíveis apeadeiros.

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Lobisomens do Século XXI - Wer (2013)

Apanhando o embalo da Rádio Cinemaxunga e do seu Ciclo de Lobisomens do Início dos Anos 80, decidi manter o uivo mas avançar uns anos. Cheguei à conclusão que tinha visto pouquíssima coisa deste subgénero. Talvez por ser menos explorado, por serem filmes mais independentes ou por eu ser um vendido às estacas e ao alho que não quer saber da Lua cheia. Quero sim, isto não pode ser só glamour, festas e pescocinhos, temos que comer o resto das moelas também. E eis que chegamos a Wer, realizado por William Brent Bell (The Boy) e encabeçado por A.J. Cook, a loira de Mentes Criminosas. Há 15 anos. O tempo passa a correr quando nos estamos a divertir. Também entra no O Último Destino 2, que começo a colocar à frente do primeiro no meu top semanal de Últimos Destinos. Mas voltando ao mistério: uma advogada americana em França vai defender um cavalheiro extremamente esquisito, que foi acusado de matar uma família de campistas. Culpado, inocente? Animal, humano? Não são as questões que nos conduzem o interesse (até porque são respondidas relativamente cedo) mas sim o (inovador) lado documental. Da ciência como resposta ao mito e à crença. Lobisomens pela verdade, tudo hiper violento, sem autorizações nem concessões. Boa malha.