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A mostrar mensagens de Novembro, 2016

Imaginem um mundo

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Tem lugar num mundo onde só existem bifanas e essa loira do poster tenta desesperadamente sobreviver, uma vez que só gosta de cachorros. Tem também o James Caan e o Danny Trejo . Esta última parte é verdade. 

É que já Kansas

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E eu pergunto: quantas revisitações do universo Oz teremos nós que mamar até ao final da vida? Ou quantas mais conseguirá um ser humano saudável aguentar? Não vale a pena listar, já foi antes, depois, moderno antigo, com cães com gatos, desenhos animados desenhos falecidos, pumba, pimba toma, chega. Mas não, Emerald City , promete um olhar moderno sobre...epá sei lá, é a merda da mesma história, com gajas boas e um cheirinho a steam punk . O Toto é o Inspector Max, e com esta me despeço.

A verdade é que ainda existe uma réstia de

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Era para se chamar Apocalipse Nalgas

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Não são quaisquer velas que enfeitam tamanho bolo. E tamanha mordidela, para os desejos prósperos da eternidade. Não se trata de um blogue, onde o individuo, mais ou menos rabugento decide o que deixar. Até pode não deixar nada e fugir, os meses que entender, sem carta nem adeus. O nosso podcast não. É nosso, um projecto a três que todas as semanas está na rua, com mais ou menos cinema, com mais ou menos televisão, palavrão, inspiração. Podia ser uma anedota: três doidinhos por cinema entram num podcast e o primeiro diz. Só que é a sério , apesar de rir. Diz quem ouve que só rio assim, aqui. Até dá gosto, insistem. De facto gozava com todos aqueles músicos que de forma constante repetem a lengalenga de que em cima do palco é que se sentem vivos, mas de facto é isso, neste meu palcozinho. Por isso, e desculpem tamanha seriedade, agradecer aos meus dois compinchas da luta, a amizade, o cinema e as gargalhadas. A todos os que continuam a ouvir, interagir e partilhar. E por último aos

Caminhos do Cinema Português - Maria Rita

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Cartas de Guerra , casa cheia no Caminhos . Mentirinha, às mosquitas. O que se compreende uma vez que é nao é o único...ah é é....então é porque depois há muitas oportunidades para...ah também não há...se calhar é a puta da Marvel e pronto. O som viciante das pipocas, há quem não viva sem isso, até cair para dentro do balde. Seja como for, fotografia maravilhosa. É o primeiro arrebatamento, logo, queixo a rolar até à fila Z. De um cuidado e primor artesanal, da procura de significado naqueles grandes planos ou nos buracos. Pincelando tudo, as cartas que António escreveu à esposa. Poemas igualmente extraordinários, de saudade e sanidade, de mestria para nos tirar dali. E é isto, o filme fecha-se nesta mecânica, para o bem e para o mal. Sem rasgos, viragens, conclusões. Falta atrevimento, falta quiçá um certo colorido nas personagens e seus desfechos, falta portanto tabu.

O resgate do soldado Taken

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A minha grande questão Scorsese , é se tu alguma vez viste um filme do Andrew Garfield . Se calhar agora já, com a garrafa de tinto e as lágrimas a colarem ao ranho. Tem de se fazer o trabalho de casa velho amigo, um cavalheiro que pratica um acting como o de Homem-Aranha 2 outra vez a vingança da EDP , não pode, NUNCA, entrar num filme teu . Agora é rezar, e com força.

Caminhos do Cinema Português - Sobe o calor

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Não subiu calor algum . Estava a chover, frio nos pés. Mas nada disso tira a pinta de um arranque lá em cima, com a melhor vista do mundo sobre Coimbra. Atrasos (a)normais de gala, feedback nas orelhas e lá vamos. Curta Banho de Paragem , produto do 5º curso de Cinemalogia, também a cargo do festival, apesar de muito apressada e pouco fluída, revela algumas boas ideias. Especialmente o final, o enquadramento final. A seguir #Lingo , uma curta de animação sobre o poder das redes sociais, bem desenhada - muitíssimo bem desenhada - mas demasiado evidente, especialmente na tragédia. Eu sei que é trágica a ausência do presente, todos sabemos daí talvez precisarmos de outros avisos. Apesar de tudo positivo, é fodido fazer cinema e as curtas são esse esgar desesperado que eu tanto admiro. Depois a cereja do título, sobe o calor, música de Sérgio Godinho que dá o mote para Refrigerantes e Canções de Amor , ou como os outros lhe chamam, o filme do Markl . Escrito por ele, realizado por Luí

If you must blink, do it now

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Os primeiros 20 minutos de  Kubo and the Two Strings são das coisas mais fantásticas que vi em cinema nos últimos anos. Não apenas o cénico, o belíssimo e inacreditável, como a rapidez com que nos encerram nesse mesmo cenário, sem truques nem lições. Damos por nós a navegar a cabeça ao som das cordas. Depois, animação de lado, é a fantasia perdida, desde os tempos de The Princess Bride ou Willow , onde se parte à aventura crescendo e acrescentando. Onde se vivem os espaços e peripécias. Até à união, até a uma despedida que é um bonito até já.  

Como fugir para as montanhas

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O casting para este novo infinito da Star Wars deve acontecer com regularidade nas Caves Aliança. Só isso explica. A Daisy Ridley pronto, voltar ao zero, carinha fresca, tudo bem, engulo, já a precisar dum strepfen, mas engulo. Depois Felicity Jones , e aqui já dói. Foda-se, com tanta mas tanta gente foram buscar este pãozinho sem sal que não anda nem desanda. É bonita é e é também, ah não, é só bonita. Saltamos o Diego Luna para evitar o refluxo gástrico e partimos para a bomba do dia. Como não fosse mau o suficiente uma prequela do Han Solo , quando ele era stripper num clube noturno em Naboo, adicionam a rainha da pastelhice, a rebenta mitologias - rest in peace terminator - nada mais nada menos que Emilia vai fazer outra coisa Clarke . Citando o Luke : NOOOOOOOOOOO!

Versatilidade

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É  tipo A Lista de Schindler conhece O Rei Leão . Mas não é desta maravilhosa história verídica que vos venho falar, é sim do Daniel Bruhl . Epá, eu sei que ele é meio alemão, mas tem sempre de fazer de mau nazi? Não chegou a dose que a Shosanna lhe deu na tromba? Há malta que não se cansa de apanhar.

A chegada

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Eu sei que estão em pulguinhas para ler o textinho que se segue, mas se não viram o Arrival - não é o The Arrival do Charlie Sheen , é o outro - então vão ter de sair está bem? Vou abrir o livro, pôr a boca no trombone. E começar pela questão chave de um Villeneuve não ser sempre um Villeneuve , não só pelos géneros - que mudam - mas pelo modo como os desenrola, ou os interpreta. Claro, que o factor guita, cheta, money , impera e este é, até à hora, o seu blockbuster . Por isso, talvez, seja o seu filme mais imediato, mais explicado, mais didáctico. Não era preciso. A história é tão bonita e tão cheia de sonhos, que esses próprios devaneios faziam grande parte do trabalho. Porque de facto, a fotografia, continua a ser única e cheia de espaços, continuam a existir momentos, onde se pára. Como a chegada à nave, com o canário, passo a passo. Respira-se. Tão bom. A linguagem a desenhar cada frame . Íntimo, nada a ver com os aliens , a fazer lembrar aquelas últimas coisas do género vi

Quase que conseguiam

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Outra coisa. Um bocado mais chata. Por alma de quem é que estrearam o A Monster Calls sem dizer nada a ninguém? As palermadas lá do outro médico que é estranho, ou dos monstrinhos fora do prazo do tio Potas, isso é que é para mamar. Ou até o Palmeiras na Neve , que teve mais destaque. Este mais um bocadinho era projectado à entrada, na parede, com um projector BenQ de 150 euros. Ainda para mais, cereja das cerejas, traduziram para Sete Minutos Depois da Meia-Noite. A monster, sete minutos, calls, depois da meia noite. Foda-se, assim não.

Milhares

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O título parece uma das grandes produções futuras das Nalgas . Palmeiras na Neve . Lixado não rir. E o pior, é que se quiserem continuar de carantonha batem de frente com a frase do poster. É que este maroto é baseado não numa, não em duas, não em três, não em dez, mas sim em milhares de histórias verídicas. Desculpem lá.

O nosso triste final

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Uma vez disse que Two Lovers tinha o final feliz mais triste de sempre. Café Society termina na mesma inevitabilidade, só que em suspenso. Passando a função digestiva para o lado de cá. Virando as costas e dizendo: agora amanhem-se. Com a tristeza, claro.

Se alguém já tiver patenteado esta, peço desculpa

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Descobri ontem que, depois deste Logan , está já programado um reboot/remake/sequela da personagem mas desta feita só com gajas.Vai-se chamar: Vulvarine . Tambores e...saída de cena.

Contrapasso

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O frenesim. Em qualquer recanto as questões, as teorias, os debates, as arrelias. Tão, ou mais que o próprio conteúdo, reflexo deste transmedia sem pontas, que recebe e bebe de todas as fontes sem nunca desaguar. A experiência é tão ou mais viva do lado de cá e quem escreve tem de estar a par, ou melhor, tem de estar à frente. É injusto, eu sei, mas têm um mundo à sua disposição, e aqui em Westworld têm outra coisa, muito bem dissecada num dos mil artigos onde lambuzei a vista: o tempo. Têm o tempo, porque lá o tempo não existe, não é dimensão. É cenário, para cruzamentos, como se os Observadores de Fringe fossemos nós, a pescar dali e daqui. Sem envelhecer, e se não envelhecemos, como nos distinguimos de quem não pulsa? Infinitas possibilidades numa série, de oitos e oitentas, com altos valores de produção - maravilhosos mesmo - mas que se deslumbra com o íntimo, com a nudez e as palavras, os diálogos de pôr à prova, um fechado laboratório ou um campo aberto. Eu diria que estamos

À procura de uma sequela

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- Pai, posso ver o dois do Nemo ? - O dois? - Sim, o segundo, quando eles vão à procura da Dory . - Mas não existe segundo, é só um. - Eu vi a apresentação. - Devia ser do primeiro. - Acho que não. - Eu acho que sim. [Silêncio estranho] - Podemos é ver o dois do Terminator . - Já vimos esse tanta vez, não pode ser o três? - O três?

Até lá cabe o Neymar

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O novo Xander Cage , para além de novo trailer , tem um conjunto de novos posters onde apresenta as suas intrincadas personagens. O Tony Jaa também entra e faz de Talon , para emagrecer os inimigos à bofetada. Ah, ah, ah. Não foi má de todo. A ressalva aqui é que temos quatro chavalas (uma nerd , duas da porrada - em que uma deve ser a má - e uma mais velha que deve ser chefe) e nenhuma delas está a apontar a peida ao leitor. Mas que mau design de poster é este afinal?