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A mostrar mensagens de Setembro, 2015

Anotem este nome

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Vírus, putos infectados, massacre na escola. Adultos devorados. Mais um dia no escritório. É território da comédia de terror, já muito visitado, mas onde sabe sempre bem voltar para um passeio sem compromisso. Cooties é essa revisão, com tudo a que temos direito: gore, personagens definidas, bem estereotipadas e depois, amigos, possivelmente o melhor badass do ano. Com direito a punchline final e tudo. Só por ele merece sequela, e sequela, trilogia porra.

Bem haja

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E ao sétimo dia. Fez-se, finalmente, fez-se Ridley . Temos Scott . Deixou-se dos pastéis históricos e histórias de algibeira para voltar à base. Onde nasceu como alienígena. The Martian não nos salva, mas enche-nos de palavras. HAJA COR. Com tom, muito toque, muita certeza do que se quer. HAJA RITMO. Desviando a anca em cada buraco lamechas, para chegar lá. De problema em solução em problema em solução. HAJA VIDA. Cheio de personagens, como se de real facto se tratasse, ante-visão de qualquer história maravilha. Os corpos voltam a bailar no espaço, como no Marte de De Palma. Deslizam, para se encontrarem, para a colisão. Não ao com as canções, mas com o tempo e contra ele. O futuro acreditamos nele, e de música em música já terminou. HAJA FILME. É assim que se sobrevive ao sistema. Com esta pequena lição de entretenimento.

Procura-se

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Desapareceu no passado ano de 1982, depois de ter realizado Blade Runner . Tinha calças de ganga, um chapéu encarnado e um maço de boas ideias no bolso. Diz-se que volta para a semana . Vamos todos torcer para que venha são e salvo.

Programa eleitoral

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Esta campanha é um típico flop de bilheteira. Andaram todos aos linguados, mas hoje ninguém se conhece. Como aquelas rabudas do Secret Story. A culpa da má montagem, mau final, mau ritmo, maus actores, é sempre do outro. Das birras e decisões de terceiros. Os espectadores, esses, fodem-se num tempo regulamentar demasiado extenso. E o que me lixa, acima de todos os caprichos e idiossincrasias do capitólio, é o facto de ainda ninguém, mas mesmo ninguém, desde que a campanha começou, ter referido o facto de os hdrips andarem uma bela merda. Tremem, falta qualidade. Um cidadão quer chegar a casa, e ao menos poder usufruir da sua missãozinha impossível ou da sua cidadinha de papel. Vai a ver nada. Abram os olhos por amor de deus.

A estação

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O meu pai adorava cinema, o cinema. Um bom filme. Nos outros adormecia, patetices teimosas, bodegas barulhentas da pipoca. Lá ia, ressonava aqui e ali. Dick Tracy , sestinha no meio daquele enxoval de chumbo. Hook , teve de levar um toque do lado. Mas se o bocejo castigava a macacada - nada de fantasias e afins - o gozo e interminável conversa coroava uma obra cheia. E maior que tal satisfação, no carro, a caminho de casa, bestial, excelente, só mesmo os meus olhos de cachopo, a medir as paixões, aprendendo e construindo. Gosto ainda mais de Barton Fink . Não cessa A Barreira Invisível . Quatro Casamentos e Um Funeral , ou qualquer Woody Allen , ria sempre. Gosto sempre. É sempre um Woody Allen não é? É sim pai. E em casa. Tinha os seus intocáveis. Filmes que durante um determinado período de tempo mostrava às visitas. Já viram A Estação ? Mais uma volta, obrigatória. Atento às reações, lá se perdia, pela enésima vez. Já dá para sacar A Caça ? Dá sim pai. Belíssimo. Vi-o depois, e

Das grandes canções

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Brian : Tony and I think that if you close your eyes you can see a place or something that's happening. It's like being blind but because you're blind you can see more. Don't you think it's a spiritual kind of thing? Murry : I don't know what the hell you're talking about. I closed my eyes. Didn't see a thing. I don't know. Maybe it could be something. With the right arrangement. Brian : I have French horns on it and flutes, tambourines, sleigh bells, piano, bass. Real complex key shifts. Murry : Frankly, if you really want to know, I don't care for it. It's too wishy-washy. "If you leave me, why leave me? Life will go on. Why go on living?" It's not like a Beach Boys song. Your brothers are going to hate it. Brian : It's a love song . Murry : It's a suicide note.
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Bons como as cobras

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Não era fixe que o The Good Dinosaur fosse uma espécie de The Good Son mas com dinossauros. Com um dinossauro bonzinho e bonitinho que afinal era a nona reencarnação de belzebu. E tentava matar o primo dinossauro, esse sim bonzinho e bonitinho de verdade. A Pixar a aceitar novos caminhos de demência e maturidade. Gostava tanto.

Tem o puto mais genial de sempre

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Este sim, o acontecimento. Tudo a fazer sentido, sua visão a ganhar real forma. Estado final de metamorfoses, de buscas sucessivas em planos, reviravoltas e fantasmas. Sempre foi neles que residiu o seu cinema: vê-los ou não conseguir esquecê-los. As narrativas, constantes maratonas redentoras, para o perdão ou silêncio, paz. Sempre em busca, como ele mesmo. Este sim, o acontecimento. The Visit é não só o melhor filme de Shyamalan , como é um dos melhores do ano. Para além disso é também uma pequena maravilha. Sinopse curta: dois irmãos vão visitar os avós pela primeira vez. É isto. É o quê? É found footage gourmet , quase uma nova categoria, o éden. Não só para o susto - que existe e é do bom - mas para o desarme das crianças. Do casal protagonista, dos irmãos e seus medos, que vão evitando e olhando para outro lado até ao final. Exorcismo já antes usado mas que aqui se assume como real, muito carnudo, daí o documental. Mesmo à flor, até explodir. E nós agarrados que nem balão in

Batalhas musicais, do início ao fim (IV)

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Mas que filmes são aqueles da Sininho? Todos os anos mais um filme da gaja com o seu cartel de fadas e bichos e merdas. Mas o que é isto afinal? Vem de onde? Penso muito nisso. Nisso e na clássica: dança de rua do Tropa de Elite ou dança de sala do Antes do Anoitecer ? Oh sim, fartos desta vida ou prontos para perder o avião?

Quando ando mais sensível

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Vi o filme da gorda . Epá eu sei. Eu sei, porra eu sei. Mas querem o quê, depois de jantar fico uma besta nostálgica. Pus na cabeça que se este fosse engraçado - obrigado malta que fingiu que isto era bom - o novo Ghostbusters seguiria o rasto, céus seria espectacular. Beijaria com todos os meus dentes a cara de Paul Feig , este génio, este messias, e não. Claro que não. É péssimo. Gorda a cair, piada sim, piada não sobre cuecas cagadas e ainda há espaço para uma selfie de pila entesada. Agora chora.

But this stork is quite tasty, isn't it?

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No reino do Ferreira, todos os cursos, de todas as universidades, mostram aos seus caloiros, no primeiro dia de aulas esta cena . Depois podem ir praxar, foder, beber. O que quiserem, mas antes levam com a melhor anedota/momento/reflexão/aviso/classe de sempre. Pode ser que ajude. 

Chafurdar

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Punch Drunk Love é um dos meus filmes. Daí doer um pouco esta minha falta de pachorra. Para o último P. T. Anderson . Até posso ser mais: para os últimos três P. T. Andersons . As interpretações são sempre soberbas, com o seu espaço e estética, mas existe algo demasiado asséptico. Desinfetado. A realizar de luvas, com medo do excremento, do orgânico. Como se o vidro se sentisse de facto, ali sisudo, a manter a fronteira. Gostar mas nunca cair de cabeça, porque ele próprio foge dos germes. Da adoração. E aos poucos vamos então procurando outras poças, outras lamas.

É a da direita

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Há uma matemática essencial no lixo de horror: menor a qualidade, melhor o gajedo. Duas curvas, uma sobe e a outra desce, em proporção. A marcar o passo. O que obrigaria Os Galões ( The Gallows ) a ter uma musa ao nível Kate Upton . Nada disso, nem isso. Safa-se uma gaja só boa e um trailer porreiro. Qual porreiro, o trailer é genial quando confrontado com tal langonha. Não foi fácil porra.

Simpatias

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Até agora, esta moda do troca o género, não me incomodava. Não é que me passasse mesmo ao lado, fazia voos rasantes, à morcego. Ou seja, já foi, ventinho na orelha e tal, um palavrão ou outro, mas nada de mais. Até hoje. Pois do panteão de épicos intocáveis reservados à testo, Road House aparece no top 1. Agora reboot com aquela matulona que tem a mania que bate em toda a gente. Já chega malta. É altura de deixarmos de ser simpáticos.

Where is my mind?

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Tão problemática como a trama, esta minha perdição. Começou cheia, com aquele maravilhoso piloto. Perdeu luz, segundo, terceiro. Interregno. Bate papo com mais malta desiludida. Mas que armanço aos cucos é este afinal? Querem chegar mesmo a algum lado? Ou é só a viagem? A moca. Bate papo com malta que continua a ver. Voltei, agora de pilão até ao fim. E amigos, pelo menos os amigos que já viram, desculpem por tudo, pela falta de fé. Sim era necessário todo aquele engenho, todo aquele formigueiro de mentes retorcidas, de monólogos desesperados e gente, a gente. Que se foda a sociedade. Não é todos os dias que nos desafiam, que nos exigem atenção, todos os bastonetes e cones que existirem na puta da nossa retina, todos, ali parados e especados. Porque é mesmo preciso. E querem saber onde foi o meu K.O., onde me vendi e queimei o nome da série no antebraço? Oh onde está a minha cabeça, vocês já sabem. É que não é só um cover maravilhoso, uma cena, um final, uma homenagem, é uma afirmaçã

Mais um dia no escritório

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O Pau do Sul ( Southpaw ) é bem capaz de ser a maior desilusão. Reescrevo, desperdício, do ano. Então mas oh Fuqua , com um espaço destes, com matéria prima deste calibre, vais espetar os cornos exatamente nas mesmas rochas. Os postes do costume. Morre, fica com a gaiata, black Mr. Miyagi , mau sul americano e pimba. Choradeira, vitória vitória. Tudo refém de uma transformação e do melhor ator da atualidade. Não chega. Tão formatado e sensaborão que nem parece real.

Agora já podemos cantar à vontade, bora lá malta: I have a dream

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In a fun little piece of irony, a show that warns about the terrifying dangers of modern technology is coming to the most modern mode of television we have. Sim, não deixa de ter piada. Para além disso , a seguir ao do Jorge Mendes, é o casamento do ano. Que maravilha.

Os desolados

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Ironia, tamanha vizinhança: Miguel Gomes , sua trilogia, Bruno Nogueira , seu novo som. Ironia pois ambos caminham na desolação. O primeiro no título - ainda não vi - e o segundo no modo como constantemente se renova, no seu cansaço e desalento. Procurando caminhos na destruição e posterior reconstrução dos seus temas, dos seus dias. E depois da inesquecível Odisseia , premeia-nos com mais um desatino, uma nota fora de todas as outras cantigas. A experimentar. Com muito de muita coisa, dos passeios de carro às confissões, virando tudo muito nosso. Hoje a música popular, seus corpos, suas personagens, desarmadas à espera de entrar em palco, em cantos e recantos, como heróis esquecidos. Nogueira revê-se nestes pequenos becos, e transforma-os em amplos auditórios. Tornando-se ele próprio no herói que interessa lembrar.

Da história dos grandes conflitos, e das perucas

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Fantastic Four divide o mundo naqueles dois grandes grupos: o professor porreiro que sabe que a resposta final está errada mas conta o raciocínio e o professor cabrão que sabe que o raciocínio, até determinado ponto, está bem elaborado mas como a resposta final está incorrecta risca tudo a vermelho, bem grosso. Cabe agora a cada um de nós ver esta valente merda - não me deixem assim - e decidir, que lado tomar. Depois podemos todos andar à marretada ou só beber uns copos, logo se pensa nisso.

Sem saber

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Todavia, Catarina, ao descobrir que o seu futuro vai mudar com a morte de António, não consegue esperar mais e decide matá-lo. Sem saber, mata o próprio avô.  Nunca sabem nada, as personagens das telenovelas portuguesas. Nunca sabem o que são: irmãos que se papam, porque não sabem, ou não sabem que não sabem e afinal não são, mães que são e sabem ou pensam que sabem, e pais, oh deus, quantos cornos que só depois, para permitir que os que não sabiam se possam finalmente papar à vontade. No fundo quem não sabe mesmo nada é quem escreve: a começar pelo título, depois do genial - e mais redundante de sempre - Mar Salgado - o incrível trocadilho Coração d'Ouro , do coração da senhora e da zona do país. Pausa e baba, muita baba. Rita de sempre Blanco, com uma filha que é uma cabra, e mata o velho que é mesmo avô, e depois a mãe assume as culpas, e depois há um irmão que é mau e outro bom. E depois as pessoas gostam muito e dizem que está bem feito. No fundo no fundo, quem não sab

E tudo foi corrigido

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Já tudo foi dito. Visão definitiva de Hanniball . Final maravilhoso. Poesia arrancada à dentada. Sangue na calçada. Não poderia ser de outra forma. Não há outro modo de ler a morte e o sonho, o desejo e o pesadelo, senão nestes corpos que tentam sufocados a vida de borboleta. Saímos do casulo: é lindo, de facto. E caímos, envoltos em tamanha revolta, numa paz reconfortante. Gostávamos claro de aqui continuar, mas se por aqui ficarmos, vamos deliciados e, ponto essencial, totalmente saciados.

A verdadeira conspiração da aranha

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É um excelente exemplo de uma série de cruzes, que agravaram e feriram, ao longo dos anos, a sétima arte. A arte e seus laços criativos, a serem já ali pesados, quando ainda tudo parecia bem. Cálculos e finalmente o medo do risco. O milagre que é Mad Max: Fury Road e o milagre que não foi Superman Lives . O documentário ilustra de forma hilariante os excêntricos, os artistas e o quanto é necessário para construir apenas um molde. O que eles tinham era um carrinho cheio de ideias, de desenhos e vontades. Bonecos prontos a ir, a serem atirados para o recreio: naquele auge orgásmico do Burton . Que merda. Ao menos lavamos as enxaquecas e esquecemos aquela terrível imagem do Nicolas Cage . A única imagem deste falhanço quando antes e depois dessas existem outras, muitas outras, que interessam conhecer.

Prestam-se serviços de PT

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E o que faz um Personal Trainer de Cinema? Cenas: - vai com vocês ao cinema, acompanha-vos na compra do bilhete e explica detalhadamente os benefícios e malefícios de cada obra em cartaz. O que parece bom às vezes não é, ou num dia pode não se adequar e no seguinte já ser estritamente necessário. Ultimamente tenho tido casos de muitas pessoas que desconheciam o facto do Minions ser uma valente merda, e que pode até em alguns casos provocar cataratas. São estas pequenas coisas; - não vos deixa comprar pipocas; - prepara ciclos de cinema temáticos e específicos, de modo a que o cliente esteja sempre atualizado das sagas que vão saindo. Por exemplo organizei imensos ciclos Terminator , preparatórios para o Genisys . Depois tive um ou dois suicídios mas já fora do meu horário de trabalho; - não vos deixa fazer intervalo quando vêm filmes no sofá lá de casa; - por último apoia a escolha do torrent: será que é o torrent adequado? poderei ver com legendas em coreano? é assim t

Aviso à navegação, nos sítios do costume

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