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A mostrar mensagens de Maio, 2007

Os filmes que têm lume

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Hoje é o Dia Mundial sem Tabaco e filmes sem ele, tabaco, há muitos, quase todos. Por isso trago comigo alguns onde o cigarro é parte da narrativa e todo um elemento essencial para o produto final. Não não é o Thank you for smoking , não não é o Coffee and Cigarettes (ainda não pude ver nenhum dos dois), o que aqui vem hoje são apenas memórias de presenças sublimes mas fumarentas: Instinto Fatal : Michael Douglas diz que deixou de fumar, até sucumbir à tentação e voltar ao prazer, do fumo misturado com o da carne. Sharon Stone não pode fumar na sala de interrogatório, acende o cigarro à mesma, o resto ficou escrito na história do cinema. Coração Selvagem : devaneio lynchiano onde a combustão sonora e amplamente visível é usada de forma crua, como corte entre cenas, sempre a queimar, como o amor. Constantine : Keanu Reeves fuma nesta fábula negra , fuma que nem doido, até ao diabo em pessoa lhe arrancar de forma nada simpática todo o alcatrão que lhe impestava os pulmões. (de m

Os vizinhos

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Ontem e hoje.

Episódio 3

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Esta foi a que mais gozo me deu e certamente não passará nas televisões nacionais. Se passar é na 2, às 3 da manhã, a um dia que ninguém sabe, e quando se sabe já vai no último e pronto acabou. Temos então Dexter , um investigador forense da polícia de Miami que analisa o sangue deixado e espalhado nos cenários de crime. Isto de dia, porque à noite caça os terríveis que a justiça deixou fugir, e mata-os num ritual privado e secreto, no local escondido da sua mente perversa, só aqui Dexter se sente bem consigo e com o mundo. A vida fez dele um ser sem sentimentos, que tem de fingir sorrisos e beijos para se diluir com a sociedade, e só nessas noites mata a fome de matar, dirigida para o bem através dos ensinamentos do seu já falecido pai, que cedo descobriu a natureza do filho e o direccionou lado a lado com a justiça. O ambiente é quente e pegajoso, a intriga é inchada e cativante com uma interpretação estrondosa de Michael C. Hall. É quase pecado simpatizar com Dexter, mas é o que aco

Episódio 2

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Consta desde o início na programação da RTP, a hora e o dia variam ( é sempre uma missão complicada seguir uma série na nossa televisão). É um fenómeno de culto, expandido para fora do rectângulo por foruns, páginas e qualquer cantinho de internet que sirva para debater e tentar resolver o mistério. A estrtura é em tudo inovadora, temos a linha de acção dos sobreviventes na ilha e paralelamente somos bombardeados com flashbacks da vida passada dos mesmos, tudo montado de forma harmoniosa e fluida, sempre interligando motivos e actos, sempre justificando o presente com o passado, é o uso pleno da prequela e do recuo. E fá-lo com uma elasticidade e rigor enormes. Para além disso temos também os cada vez mais amados anti-heróis, todos são podres, todos escondem segredos nada bonitos de mostrar, todos têm um lado demasiado escuro que querem clarear e esquecer agora que estão isolados num novo começo. E gostamos deles, deste grupo heterógeneo de excelentes actores, cada um com a sua marca,

Episódio 1

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Agora que a maioria das séries já terminou, posso respirar um bocadinho, parar os downloads e falar um bocadinho sobre esta fase dourada das sagas de longa ou curta duração. Já dá na televisão portuguesa (TVI conta não conta?) e encerrou a semana passada a primeira temporada. Olhar diferente sobre a questão da mutação e dos sempre apetecidos super-poderes, desenhado numa lógica BD. Não quer ser X-Men mas também não quer ser o Protegido , ficamos no meio, com uma ficção urbana, por vezes consistente e intrigante outras vezes monótona e sem ritmo. O desfecho foi uma desilusão, uma resolução atabalhoada, com acções impostas apenas para justificarem a história e a explosão há muito esperada. Deixou pouco em aberto, mostrando um pedaço da segunda série solto e pouco cativante. Gostei muito muito desta série , mas o final deixou um sabor amargo que assombra agora toda e qualquer opinião. (a paródia aqui)

O poster

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Melhor Poster de 2006

Onde estão as personagens?

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Até agora o 3 parece ser realmente um número amaldiçoado. Primeiro o aranhiço, agora o Sparrow e a seguir o Shrek. O que se passa com as terceiras partes? Doença nova? Algo em comum que se possa discriminar, isolar e esborrachar que nem barata indesejada? Depois de ver o último Piratas chego à conclusão que o problema é o mesmo: não há personagens. E tudo se resume a isto. Temos imensas formas que se movem num aparato fantástico, e sim Nos Confins do Mundo tem os melhores efeitos especiais do momento (incríveis mesmo), mas infelizmente ao querer mostrar tanto abafa tudo o resto. As pessoas perdem carne e movem-se apenas como peças de uma máquina cada vez menos humana. Sentimos os interesses a controlarem a câmara e não o realizador enérgico que nos deu um óptimo primeiro capítulo , fresco em todos os aspectos e com sumo suficiente para se fazer uma laranjada para a família toda. Agora tudo secou, até Depp parece mais um, sem alma nem encanto, apenas a tentar manter a cabeça à tona d

Bom fim-de-semana

Os 300 pecados de quem quer mais

Este é um bom filme, com uma boa banda sonora e tal, mas aquele continua a ser uma experiência de cinema superior a todos os níveis. E o resto é conversa.

O pequeno no grande filme

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Depois do Código Da Vinci , que foi deveras penoso, dou-vos duas razões para voltar a acreditar em Ron Howard (ou pensar que ele até já teve talento):uma chama-se Apollo 13 , obra sólida e consistente sobre uma quase chegada à Lua e como foram salvos três astronautas de uma situação quase impossível de remediar, americanada? Sim claro, disso não se escapa, mas é um bom filme com excelentes interpretações(e o Tom Hanks ainda tinha o cabelo normal) ; a outra chama-se Willow , uma fábula adulta que me ajudou a crescer e a construir um mundo de fadas, monstros e duendes. Sou especial fã de fantasias crescidas e torcidas , e este retrato da odisseia de um anão para salvar uma bebé, futura princesa, é de uma magia imensa, tratado com um carinho e dedicação invulgares. Desde a música até ao louco Val Kilmer , é um clássico de aventuras para pequenos e grandes sonhadores.

Será que já vi isto?

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As viagens no tempo sempre fizeram parte do meu top 3 de temas favoritos na sétima arte. Começando no Regresso ao Futuro e acabando no Donnie Darko , começando na visão tradicional e acabando numa visão mais moderna, diferente e para os que querem discutir,polémica, sempre gostei do mecanismo causa-efeito, do presente ser já uma alteração da própria viagem - Harry Potter em o Prisioneiro de Azkaban , volta atrás para se certificar que o que tinha acontecido acontecia, porque tinha sido ele a fazer as coisas acontecer, confusos? Exterminador Implacável , o humano volta atrás a mando do seu líder para salvar a sua mãe e ao mesmo tempo concebê-lo,confusos? Também eu. Por isso gosto do tema tempo e da sua modelação, das linhas que se bifurcam, e se ramificam em teorias distintas, de filme para filme. Deja Vu é pois é um número artístico já visto, com uma eficácia e simplicidade atípicas do género. Não quer complicar, nem complica. Funde o thriller frenético com o dobrar do tempo e do es

A Sul dos eucaliptos

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Rever Mulheres do Sul é sempre um regresso a casa. Algures nos meus 9 anos, costumava esperar o meu avô na roulotte cheiro de eucalipto, vindo da cidade e da novidade. Trazia nas palavras mais uma sala de cinema(velhinho São Jorge).Desta feita falou-me de Fried Green Tomatoes , ( disse como os espanhóis fielmente traduziram Tomates Verdes Fritos) uma história bonita de mulheres que têm um café, com a frase na porta , contou-me. Mais tarde quando o provei, confirmei que realmente era de e não para mulheres e que acima de tudo era uma história, daquelas contadas com uma mestria rara, despindo um pulsar no ouvinte personagem e no ouvinte nós. Um odor que se consome pela magia de Jessica Tandy e pela intriga de um carro que sai de um rio. E sim escrevem o petisco na porta, no momento em que já somos do Sul e de todas as pequenas vidas que se deixam contar pelos carris do comboio. Quase que inalamos cada imagem e cada construção doce da amizade e companheirismo, do suor e do calor, de um

A electricidade tem destas coisas

Vi o novo anúncio da EDP. O que tem um globo. Para além de estar bem desenhado, com uma serenidade e paz saborosas, deixa-se ouvir na música He´s got the whole world ... Cada um levanta a Terra enquanto instintivamente levanto o Steve Buscemi do avião e lembro-me de Con Air . O seu Garland Greene trauteava as palavras enquanto o avião caía.Dava provas do seu ar camaleónico e comicamente doente. Um grande actor, desde Fargo a Armageddon , desde o bom ao mau, ele é sempre aquele pedaço que vale a pena ver, como aquela estátua numa vila sem mais nada, que está lá, e que ao contrário de tudo o resto é francamente bonita.

O Jim é uma ilha

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Numa das minhas viagens de zapping encalhei numa ilha chamada Truman Show . Já lá tinha estado várias vezes, mas sabe bem rever um filme recheado de momentos de cinema, aprisionando a estrela dentro de uma realidade construída. Um pouco à imagem do próprio Jim Carrey , uma estrela enclausurada e incompreendida por uma industria que nega repetidamente em reconhece-lo como um fantástico actor, como um artista completo (ele faz tudo, e faz tudo bem). A dor de Truman de sorriso enganoso preenche uma obra, na altura ficção, hoje mais que realidade constatada, que mostra no final o ser humano maior que qualquer barreira, livre e embriagado nos seus sonhos. Quando o programa acaba, alguém pergunta: O que é que está a dar nos outros canais? A música do trailer é do Randy Edelman (do filme Dragonheart ) e assobia desde novo o meu imaginário cinematográfico.Deixo-vos com ela, and in case I don't see ya, good afternoon, good evening, and good night!

Not guilty

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Ao longo dos anos fui acumulando uma extensa lista de guilty pleasures , e de vez em quando, culpado, lá os vejo outra vez. Um deles chama-se Can´t buy me love , em português (rufar dos tambores...só mais um bocadinho porque esta é boa...) Namorada aluga-se , e data de um tempo em que se usavam as camisas para dentro das calças, longas permanentes e aqueles macacões gigantes ou ganga até ao umbigo. Foi o meu primeiro teen movie, o primeiro contacto que tive com o duelo sempre bastante realista nerds vs cools , e que ganha vida num cortador de relva que se apaixona por uma popular cheerleader. Ele gosta dela, que não gosta dele, mas vai gostar, e chateiam-se, mas depois fica tudo bem. E a minha puberdade nasceu aqui. Vou ver outra vez.

Sítio errado, hora errada

Já rebentaram com carros.Já rebentaram com helicópteros.Mas é preciso vir o velhão para rebentar um helicóptero com um carro.Porquê? Porque estava sem balas . É o regresso de Jonh McClane à cidade e ao confronto, desta feita com um grupo de terroristas informáticos(entre eles a Maggie Q ) que querem dinheiro, destruir algo, ou ambas coisas, sendo possível que entretanto também queiram dominar o mundo. Modernices destas novas horas, e novo também é o realizador, Len Wiseman tem a dura tarefa de manter o ritmo McTierniano , depois de uma terceira parte de altíssimo nível. Willis tem muita coisa a dizer quando falamos em salvar o dia, ele diz a certa altura do trailer: A partir daqui eu tomo conta disto , como quem manda a pequenada musculada e sem alma para casa e mostra mais uma vez como é que se faz. Desde a ressaca até aos pés ensaguentados, McClane é daquela fina (bruta) linha de heróis que já não se fabricam, mas que felizmente regressam para dar uma aula ou duas. Yippee-ki-yay, mo

O ranger dos domingos

Espreitei hoje num canal nacional o filme Dodgeball ou em português Uma questão de bolas (do melhor que se faz em tradução por terras lusas,parabéns) e fiquei um pouco entusiasmado com a prática profissional do jogo do mata, jogo este que preenchia as minhas tardes de recreio ou aulas de educação física algures nos anos 90. O Ben Stiller e o Vince Vaughn estão sempre bem, mesmo quando estão mal, e para fãs do seu humor (eu) é sempre complicado não soltar um sorriso mesmo perante um disparate sem pés nem cabeça. Mas o motivo porque vos relato a minha tarde de sofá e pouco movimento é devido a um cameo , quase no fim do filme, e que vale tudo o resto.Divertidíssimo. Por tudo o que fizeste pelo genéro, pela simpatia, pelos rotativos e murros nas fuças, por fazeres sempre cumprir a lei, quem agradece somos nós!

Peter Parker sou eu

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O que sempre me fascinou no Homem-Aranha foi, apesar de todos os apetrechos visuais, a simplicidade intimista com que a história era contada, uma forte empatia nascia e os problemas de vida que Peter Parker enfrentava eram espelho dos nossos próprios fantasmas. A frase pintada no poster indicava de novo para uma abordagem interior, The battle within , sim todos nós travámos amargas lutas e sabemos que as piores são aquelas em que o adversário somos nós mesmos. E é aí que o filme coxeia, ao contrário dos seus antecessores, não consegue manter a polegada forte que desenhava esta saga. Preenche a lacuna dos poucos e mal caracterizados mauzões e desta vez dá-nos logo três, três linhas distintas, mais o romance Mary Jane-Peter Parker, mais o lado negro, mais uma loura de curvas sinuosas, mais e mais.Está cheio o filme, e tem momentos incríveis, de acção(efeitos do mais fantástico que se faz por aí) e de comédia(delicioso quando ele tira areia dos sapatos), sempre com ritmo até ao final, pe