domingo, 13 de maio de 2007

Será que já vi isto?


As viagens no tempo sempre fizeram parte do meu top 3 de temas favoritos na sétima arte. Começando no Regresso ao Futuro e acabando no Donnie Darko, começando na visão tradicional e acabando numa visão mais moderna, diferente e para os que querem discutir,polémica, sempre gostei do mecanismo causa-efeito, do presente ser já uma alteração da própria viagem - Harry Potter em o Prisioneiro de Azkaban, volta atrás para se certificar que o que tinha acontecido acontecia, porque tinha sido ele a fazer as coisas acontecer, confusos? Exterminador Implacável, o humano volta atrás a mando do seu líder para salvar a sua mãe e ao mesmo tempo concebê-lo,confusos? Também eu. Por isso gosto do tema tempo e da sua modelação, das linhas que se bifurcam, e se ramificam em teorias distintas, de filme para filme.

Deja Vu é pois é um número artístico já visto, com uma eficácia e simplicidade atípicas do género. Não quer complicar, nem complica. Funde o thriller frenético com o dobrar do tempo e do espaço, a um ritmo acelerado, desvendando aos poucos a mecânica e lógica dos acontecimentos conduzida por um Denzel Washington do costume, polícia, inteligente, em clima quente e pegajoso - cai-lhe que nem uma luva - e só a sua presença é meia atenção do espectador. Tony Scott dá-nos uma câmara mais assente que a de Homem em Fúria mas a marca de água continua lá, vê-se de quem é a o recém-nascido (fantástica a fotografia). Altamente viciante esta nova fita de viagens no tempo.

Antes da explosão tocam os Beach Boys, numa cena de uma mestria e habilidade de se lhe tirar o chapéu.

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