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A mostrar mensagens de Outubro, 2017

O testemunho é real

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Sean Astin foi muitas coisas mas nunca deixou de ser um Goonie . Vê-lo a passar esse testemunho, dum mapa pirata para um mapa subterrâneo tem tanto de nostálgico como de verdadeiro. Os novos putos são afinal reais. Estranha coisa, esta de tamanho hype sincero, volto a espreitar debaixo da cama, armário, olho lá para fora, mas é, é de facto: a segunda temporada de Stranger Things é de novo um feito. Um incrível e disciplinado tomo de fantasia. Uma lição. No seu todo, não se deixa deslumbrar com as armadilhas de mais e melhor, mais e maior, que afligem as nossas vidas cgizadas. Não, flui na ameaça apresentada no primeiro, acrescenta, amplifica mas sempre dentro daquela cidade, daquele conjunto de personagens. Mesmo as adições sabem qual o seu lugar, deixando em aberto possíveis ganchos para o futuro, como o casal de "irmãos". No individual não esquece nunca o humor, os laços e a saudade. A mitologia, certo, certo, referências disto e daquilo, mas já lá, já no seu própri

Mais problemas no universo Chocolate

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O realizador de Roux: A Chocolat Story , foi despedido, supostamente por divergências criativas com a produtora. Para quem não sabe - e esteve enterrado nos últimos meses - este spin-off é uma prequela do primeiro Chocolate e conta as origens da personagem originalmente interpretada por Johnny Depp . O filme pretende abordar as suas aventuras enquanto jovem a bordo daquela barca cigana. Não é a primeira vez que a Disney tem problemas com as suas escolhas, Chocolat Episode 3: A new candy perdeu Damien Chazelle na pós-produção tendo sido chamado o Bill Condon de emergência.

Sozinhos em casa

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Se acham que o novo Oikos com castanha não combina, não se aflijam, para além de não falar mais disso trago uma sessão dupla que parece uma. De tão certa, irresistível e irrepetível. E nisso temos de dar o braço a torcer ao Senhor Joaquim que mais uma vez dinamiza estes lançamentos com a cabeça de um grande estratega e o coração de um festivaleiro. Better Watch Out , primeiro, pois já andava de olho nele. Uma descabelada e descontrolada noite de natal, assente na premissa de uma invasão doméstica. Mais não digo porque a seguir vem The Babysitter , e sim aconteceu: gosto de um filme do McG . Ah e os Anjos de Charlie ? Ah e o Terminator 4 ? Perguntam vocês. Estou a gozar ninguém pergunta isso. Aqui a lógica é idêntica e porque já passa da hora, podemos seguir para o que une de forma tão orgânica estas duas malhas:  - ausência de regras. É um "mas que raios?" ou "ai que maravilha" constantes, como se fôssemos nós a editar ou tivéssemos nós pedido aquele atrev

De quarto em quarto sem nunca ir lá fora

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Está na hora. Depois do mais belo dos inícios, das metades e dos finais, precisamos de desmoronar. Para voltar a montar, encontrar um novelo, uma existência. Existe de facto um quarto , uma unidade no meio de todos os resquícios. Gostava de discutir convosco, hoje ou em qualquer outro dia, o porquê de tamanha maravilha. Por enquanto, deixo a minha lista, a minha ordem, para eu próprio ficar em sentido. Do pior para o melhor. 12 - The Knockadoo (Ep. 3) 11 - The Missionaries (Ep. 7) 10 - I Knew You Weren´t Dead (Ep. 4) 9 - Ralphie (Ep. 1) 8 - Boris (Ep. 9) 7 - Phoenix (Ep. 8) 6 - My Love (Ep. 12) 5 - Pizza Boy (Ep. 2) 4 - The Fight (Ep. 11) 3 - Red Tent (Ep. 10) 2 - Voyeurs (Ep. 6) 1 - The Internet (Ep.5)

Cinema Notebook 2054

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O Cinema Notebook fez treze anos. Treze anos de histórias mas acima de tudo, treze anos de uma história, que se quer viva, que se quer de hoje para levar amanhã. A história da blogosfera nacional. Que é de todos, que é minha. E apontando a lente ao meu umbigo, se não fosse ele, o Créditos Finais não seria. Existiria, mas com outras ligações, novas enzimas.  O Carlos , para além da certeza, sempre foi o entusiasmo, a locomotiva da frente que nos relembra os motivos de tão fortes buzinas. A vontade de criar - iniciativas, conteúdos, encontros - acreditar e acima de tudo unificar: manter e celebrar um grupo de malta que ano após ano escrevem e discutem cinema. Como na mesa de bar, na única mesa de bar. E como canta a Clarice Falcão , se esse bar fechar, eu fico só. É vital preservar, não só as antigas canções mas também os novos versos. Obrigado companheiro pelo eterno esforço e constante inspiração. 

Para a próxima avisem

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Eu até gosto de vocês, mas há coisas que por favor. Sem querer acusar ninguém diretamente, porque é que ainda não me tinham contado que o Can´t Buy Me Love - a melhor comédia romântica de sempre - tem um remake de 2003 intitulado Love Don't Cost a Thing ? Com o cavalheiro do Drumline e uma jovem com as mamas quase à mostra. Fui ver o final no YouTube e ia tendo um ataque de asma. Triste, pela falta de respeito, triste por não ter sido devidamente preparado e avisado. 

Mói

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Este filme tem o zombie mais chato da história dos zombies. E é que tais figuras penadas já são, por si só, chatas. Larga larga, deixa-me da mão. Só que este, tu pensas finalmente que o moço desistiu ou ficou a comer um qualquer carnívoro do deserto, mas não, passito a passito, manquito a manquito, lá vem ele. A marcar o ritmo de um filme que perde nas interpretações mas que ganha na forma inventiva com que constrói a sua protagonista. Todos os reflexos e medos reflectidos naquele corpo morto, o fantasma de todos os fantasmas. Para no final virar o bico ao prego e renascer das cinzas. Venha o dois.

A memória de todos deu o sonho de alguns

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No segundo episódio de Philip K. Dick's Electric Dreams , uma senhora em fim de vida contrata uma empresa de turismo espacial para conhecer a antiga Terra. Num futuro bem longe, onde vivemos mais de 300 anos e onde esta bola azul não passa de uma história. Tudo no grande espaço mas tudo construído e confinado na pequena nave. Com três ou quatro atores em cena e a peça resulta. Estas restrições, televisivas e orçamentais, levam ao confinamento e clausura das histórias, obrigando os agentes criativos a procurar novas soluções. Mas em última instância, todas estas circunstâncias resultam numa clara aproximação às personagens, à mensagem. Blade Runner 2049 espalha-se ao comprido nesta tarefa. Propõe uma história que se quer labiríntica, entre vielas e becos, quartos e salas. É isso que nos apresentam com o incrível início e todos os pressupostos, todas as regras do novo jogo. Até ao jantar. Aquele admirável mundo. Só que depois abre a lente para os grandes planos, para os aér

Vá lá

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Esqueci-me de vos dizer que já vi o novo Piratas . E até gostei: a Geena Davis tem uma boa química com o Matthew Modine e o Frank Langella é um vilão muito competente. Não percebo tanta crítica, tanta, que às tantas já é implicância.