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A mostrar mensagens de Outubro, 2008

Coney Island

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Ao falar da Beth de Cloverfiel lembrei-me das últimas imagens felizes gravadas em Coney Island . Lugar muitas vezes filmado, por vezes submerso ( A.I. ), outros dias desolado( Requiem for a Dream ). E é neste deserto abandonado que me lembro dele, como se fosse eu o Jared Leto deslumbrado.

Pôr-do-Sol australiano

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O desafio é criar um spot televisivo, com duração máxima de 30 segundos, para o novo filme de Baz Luhrman . O prémio é uma viagem à Australia, para dois e uma viagem a Nova Iorque, também para dois. O desgosto é o facto de eu não morar nos EUA e assim não poder, segundo as regras, participar. Está mal. Porém, os conteúdos para a criação do anúncio estão disponíveis e vale a pena o rápido download , nem que seja pela exclente pasta de imagens que lá vem. Sempre dá para apaziguar a frustação.

Odette Yustman

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Deu-nos este acordar em Cloverfield e desperto ficou o nosso interesse. Mais uma carinha laroca ou uma real actriz em ascensão, é isso que os próximos trabalhos dirão. Para já aparece como protagonista central do filme de terror The Unborn , uma das muitas histórias que por ano aparecem para nos (tentar) tirar o sono e que assusta assim:

Que o Halloween esteja convosco

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O resto da galeria aqui .

Os dias do cinéfilo

Dia Normal : acordas, vais para o trabalho, trabalhas, almoças, trabalhas, vais para casa, jantas e adormeces. Dia Michael Bay : acordas, vais para o trabalho, rebentas com um prédio, não almoças, rebentas com um carro e um helicóptero, não jantas, rebentas com a tua própria cama e não adormeces. É um dia explosivo Dia David Lynch : acordas, vais para o trabalho num coche guiado por um anão, trabalhas, jantas com uma loura de peruca, desmaias. Acordas outra vez e vais almoçar. É um dia esquisito. Dia David Fincher : acordas, está a chover, vais para o trabalho num velho carro cinzento, trabalhas, tosses e fumas, almoças um cachorro, está a chover, trabalhas, sangras do nariz e fumas, vais para casa a pé pois o carro avariou, está a chover, comes restos requentados, bebes uma garrafa de whiskey e adormeces. É um dia negro. Dia M. Night Shyamalan : acordas intrigado em Paris, vais para o trabalho estranho, trabalhas, almoças, trabalhas, todos olham para ti, vais para casa estranho de

O Mitch e a cobra

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Venho um pouco atrasado mas só hoje descobri que já está em DVD o Anaconda 3: The Offspring . Finalmente vou poder completar esta excelente trilogia e assim que tiver os três organizo logo uma sessão contínua de Anacondas cá em casa. Isto é que vai ser. E se pensam que a piscadela de olho do Jon Voight ,no primeiro, era ridícula, se todo o segundo era uma anedota, pois bem meus amigos neste temos o David Hasselhoff e uma cobra que mais parece um comboio da CP. Penso que não é preciso dizer mais nada.

Novo trailer por detrás do novo poster

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Once you realize what a joke everything is, being the Comedian is the only thing that makes sense. Edward Blake

You must've fallen from the sky

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Once é como a música que nele reina, tem de ser ouvido e apreciado cá dentro. Podia estar aqui a descrever o rasto desta estrela que caiu, mas o melhor é fecharem a porta e subirem o som até as paredes tremerem que nem câmara bêbada, vibrando as imagens de um dos melhores filmes que vi este ano. Calo-me, porque quando chegamos ao papel, uma história de amor é isto mesmo, uma enorme e poética falta de palavras.

Elizabeth Banks

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Studios are pushing for you to cast attractive people, and the creative side always wants to just cast the funniest person. She was both. Seth Rogen

Ainda a cantar a ontem

dEUS Smokers Reflect

Balanço em série (parte II)

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How I Met Your Mother (4ª temporada) – Esta é a única série que me faz rir com gosto desde Seinfeld . Tem 5 bons actores, óptimas personagens e diálogos geniais. A sorte e o acaso fizeram o resto. Esta nova temporada avizinha-se igual às anteriores, o que é muito bom pois deixa-me francamente bem disposto. Dexter ( 3ª temporada ) – Aqui todos os elogios são poucos. Estamos perante televisão de luxo, televisão tão boa que por vezes custa a caber num pequeno écran dando ao espectador planos e sequências de puro cinema, de grandes espaços e telas gigantescas. É a melhor em diversas frentes: nos protagonistas, e não falo somente na interpretação portentosa de Michael C. Hall (a melhor interpretação masculina dos últimos anos), todo o resto do elenco é rico e complexo; a história, que se poderia esgotar se caísse nas mãos erradas, encontra sempre maneira de criar curvas e contracurvas numa fórmula que se vai renovando há medida que a ambiguidade vai evoluindo; a realização é espantosa,

Despedidas

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Esta é uma daquelas cenas que nunca mais me largou. Atrevo-me mesmo a colocá-la na lista de cenas favoritas, de eleição, de coisa alguma que defina o meu carinho por este pedaço de cinema. Um momento que concentra uma série de elementos que se vão comprimindo à medida que o tempo passa. Ficamos apertados até à despedida. O adeus, que era afinal um até já. Para a próxima vais tu , diz ela. Podem vê-la aqui e depois aqui .

Há precisamente 18 anos

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Bizarros talões

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Uma vez fui ao Modelo e comprei um limpa-vidros e O Processo . Pensei que nunca na vida iria superar este estranho talão, até ontem, dia em que comprei uma caixa de Chocapic e o Pulp Fiction (1,89 €).

Balanço em série (parte I)

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Chegou então a altura de falar da reentrada outonal das séries televisivas norte-americanas. Enquanto umas começam do zero, outras limitam-se a continuar o trabalho feito, com as mesmas caras no mesmo caderno. Neste conjunto de folhas que caem das árvores falo então sobre estas: House (5ª temporada) – Depois do melhor episódio da série no final da quarta temporada era necessário manter o nível de inovação e criatividade bem elevados para a série não cair nos velhos vícios. Tal não aconteceu e para além de ter sido um arranque morno e sem imaginação, acrescentaram ainda a personagem mais desinteressante da história da série (quiçá da televisão) o detective Lucas Douglas . O futuro não é de todo risonho. Heroes (3ª temporada) – Se uma série fosse uma história de amor, Heroes seria sem dúvida uma daquelas trágicas e fatídicas, onde o meu pobre coração seria impiedosamente despedaçado. Gostei muito desta série, do seu ambiente escuro e da sua abordagem diferente à temática dos supe

Elementar meu caro

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Parece-me bastante óbvio que este Sherlock Homes será um dos grandes filmes de 2009. Grande na medida em que tem Guy Ritchie a realizá-lo, Robert Downey Jr., Jude Law e Rachel McAdams a interpretá-lo e uma legião de fãs a aguardá-lo. A escolha desta equipa transforma esta obra num mar de possibilidades infindáveis e tudo o que vier será sempre uma surpresa. Cá te esperamos.

A banda sonora dos (créditos) finais

Decidi construir uma banda sonora. Peguei nas músicas dos finais que mais gosto, ou nos finais com as músicas que mais admiro, ou vice versa, e alinhei-as em jeito de cd. São dez canções que a meu ver, emparelhadas com a respectiva sequência, criam a sintonia de um final perfeito. A lista é esta: 1. Where is my mind – Pixies (Fight Club) 2. Sealed with a kiss – Bobby Vinton (All the Boys Love Mandy Lane) 3. Don´t You (Forget About Me) – Simple Minds (The Breakfast Club) 4. Club Foot – Kasabian (Doomsday) 5. Wake Up - Rage Against the Machine (Matrix) 6. Anyone Else But You – The Moldy Peaches (Juno) 7. Extreme Ways - Moby (Bourne Ultimatum) 8. What a Wonderful World – Joey Ramone (Bowling For Columbine) 9. She – Elvis Costello (Nothing Hill) 10. Save Me – Aimee Mann (Magnolia) Bonus Track : The Outfield - Your Love Aqui está a minha escolha, com direito a uma faixa bónus, música que encerraria na perfeição qualquer final, ou ao nosso ouvido, que fecharia o nosso filme.

Ensonado como eu

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Ontem, deitado no sofá e preparado para um CSI de boas noites, descubro que o Dead Like Me anda a dar na SIC Mulher. Há muito que perseguia esta série e é num vulgar domingo de sofá, no último canal do meu zapping, que a encontro. Agora que aqui cheguei, é não perder de vista.

Michael Cuesta

No outro dia lembrei-me de Michael Cuesta , realizador de L.I.E. , Twelve and Holding , de alguns episódios de Dexter e de Six Feet Under (no que eu chamo de currículo invejável). Lembrei-me e questionei: que andas tu a fazer? Depois de uma pesquisa relativamente curta, descobri que este senhor realizou o episódio piloto de The Oaks , uma série de fantasia e terror que segue a história de três famílias que viveram na mesma casa (assombrada) durante um peródo de 40 anos. Apesar de ter sofido alguns atrasos e de eu não conseguir encontrar nenhuma informação verdadeiramente sumarenta acerca deste produto parece que é este mês que ele sai cá para fora. Ficamos à espera.

Tantos posters por aí e só deixei entrar este

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O nome é altamente sugestivo e melódico, rimando com as excelentes críticas que vão aparecendo um pouco por toda a internet. A história gira em torno de um rapaz vítima de bullying que encontra refúgio na companhia de uma jovem vampira. É uma mistura altamente improvável de temas, que deixa qualquer fã do(s) género(s) bastante curioso. Como é sueco, os americanos já trataram de jogar mãos à obra no típico remake , que, não deixando de ser mais uma cópia desnecessária, parece-me ter sido bem entregue ( Matt Reeves ).

Elite Squad

Americanizar é um verbo mágico, que existe e amedronta o mais inocente dos processos. Para os mais cépticos deixo aqui um exemplo divertido, pelo menos para mim: o Tropa de Elite tem um trailer , brasileiro (faz sentido) que retrata perfeitamente o que vamos encontrar na fita (o que também faz sentido). Depois de o ver, deparo-me com o trailer de Elite Squad (só o nome com a pronúncia certa já diz muita coisa) que, para quem não conhece o original, parece o aperitivo para mais um filme do Vin Diesel . Montaram e inverteram todo o sentido da coisa, de forma a ela ficar, como é que eu hei-de dizer, americana.

Old habits

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- Bom dia queria a Premiere . - Ai, essa já deixaram de nos mandar há muito tempo! - Não deixaram de mandar, foi descontinuada. - Descontinuada? - Sim acabou. - Acabou? - Sim, parou um ano mas agora está de volta. - Está de volta? - Sim saiu hoje. - Mas como é que sabe? - Vi na Internet e estou a vê-la agora. - Ah, pois é, está aqui, sim senhor, que engraçado… [Já me sentei deliciado no sofá, enquanto o cheiro das folhas trazia à tona o gozo de um velho hábito. Está como sempre a conhecemos, excelente. Bem vinda sejas.]

A Laura Palmer não morreu

Deu logo para sentir que algo estava diferente. A Thelma e a Louise tinham parado o motor e saído do carro. Demorou pouco até às algemas e o cárcere. O velho automóvel ficou ali parado diante do desfiladeiro, íngreme, onde Mufasa conseguiu finalmente subir, foi dar a volta e não apanhou o irmão. Assim como A Noiva não matou o Bill , faltou-lhe a coragem no último instante, segundo em que caiu ensanguentada, lívida, altura também em que Neo percebeu da pior forma que não era o escolhido, ali ficou deitado, enquanto a fé da humanidade se esvaía, reforçada pela morte brutal de uma empregada de mesa, uma tal de Sarah Connor – os jornais engordam a notícia, morta à caçadeira! Por outro lado o detective David Mills guardou a arma e não matou John Doe , faltou um pecado, e a seguir logo outro quando Catherine Tramell arrumou o picador de gelo na gaveta da cozinha. Nunca descruzou as pernas, nem nunca McFly regressou ao futuro. Deixou-se ficar no presente, onde se sentia, irremediavel