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A mostrar mensagens de Março, 2008

A segunda-feira

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Bom fim-de-semana

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Este Bom fim-de-semana tem direito a um texto, um poster e uma música. O texto não vai passar muito das seis linhas. O poster é um dos meus regressos mais antecipados de 2008. Fã absoluto da série (ou de grande parte dela), ao ver esta imagem veio ao de cima tudo aquilo que estava adormecido, tudo o que me fazia sentar quinta após quinta no sofá à espera da verdade, tudo, desde o homem do cigarro, até às abelhas, tudo o que me fez correr quiilómetros para ver o filme na estreia. Os aperitivos são esta sensacional imagem e o trailer ainda com má qualidade. E para acabar suavemente a semana deixo a tocar os Foo Fighters .

Cenas à chuva - 4

Aqui ao meu lado está a versão remasterizada. Depois saiu aquela fantástica "mala". E agora, dia 24 de Abril a nova versão estreia nas salas nacionais. Não não é mentira, Blade Runner vai poder ser visto por nós e saboreado como deve ser, com tudo do velho e do novo, com tudo o que fez e faz deste filme uma obra de arte. Pouco mais há a acrescentar e como aqui se fala à chuva: I've seen things you people wouldn't believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser gate. All those moments will be lost in time, like tears in rain. Time to die.

The Mist

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A primeira vez que vi o poster deste The Mist , assim cá de baixo, pensei que ali estaria mais um terror com nevoeiro, pouco argumento, más actuações, enfim palpitei que era mais um para a pilha de cinema deste género que anualmente nos assola. De seguida vi o trailer onde apareciam dois nomes do meu agrado, os senhores Stephen King e Frank Darabont . Mais animado, mas ainda desconfiado, sentei-me e esperei. Até que finalmente me embrenhei no desconhecido e digo com muita satisfação, que todas as minhas suposições estavam redondamente erradas e que The Mist é tudo menos vulgar. Como a maioria dos contos de King a premissa é relativamente simples: um conjunto de pessoas ficam encurraladas no interior de um supermercado devido ao espesso nevoeiro que paira lá fora. Muito prático, Darabont apresenta-nos as personagens e o terror nos 10 primeiros minutos de filme roubando-nos o fôlego e colocando-nos de imediato dentro do jogo. Jogada arriscada mas muito feliz. Todo o cansaço de um só

Depois de ver

a Cidade dos Anjos , nunca mais andei de bicicleta sem mãos.

Michael Stipe Press Announcement

Confissões de uma mente cinéfila (3)

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Cento e cinquenta escudos era quanto custava um quadrado amarelo de papel. Um pedaço rasgado de um bloco, sem nome de filme algum, apenas ano estampado e sítio imprimido. Assim se pagavam as velhas idas ao cinema, no velho auditório, da minha pequena velha vila. Não eram mais de 80 lugares (mal) sentados. Um estofo azul, pouca inclinação e uma tela em formato de lençol, ou vice versa, compunham o resto do ramalhete. O que aqui me traz, não é o cinema lá de dentro, é o cinema que se vivia cá fora. O acto de ir ver um filme era um filme por si só, para além de espectadores éramos actores, aplicados e fiéis, nas mais diversas aventuras ou tristes dramas. Viviam-se os 90, as t-shirts para dentro das calças, os fatos de treino pele de pêssego, o sozinho em casa, o parque jurássico, os escudos e o VHS. Tirando as vezes em que tudo corria na calma de uma sessão vazia, uma ao sábado e outra ao domingo, quando o filme era procurado e mais de 100 pessoas o queriam ver (como o barco que foi ao f

Cenas à chuva - 5

Um clássico. A cena de chuva, com chuva, à chuva por excelência. A música nasceu mais de vinte anos antes, mas foi o filme que a celebrizou. É difícil não deixar o corpo entrar no ritmo da música, quase impossível não trautear a melodia. O Mestre Kubrick recuperou-a na Laranja Mecânica, com uns contornos mais escabrosos. Como homenagem ao clássico, a Gene Kelly, ao cinema, à música, à música no cinema ou vice-versa, aqui fica a mais célebre de todas as cenas/ música à chuva. Feel free to sing along.

Boa Páscoa

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If I lay here

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O desafio é simples: encontrar imagens em que alguém se encontra deitado. Pode ser um solitário, um casal, um grupo, é como preferirem. As respostas serão dadas, ou nas vossas respectivas casas com a respectiva imagem (o que era mais interessante) ou aqui nos comentários. De momento vem-me apenas mais uma à cabeça, muito muito semelhante a esta, mas é no gelo. Would you lie with me?

As guerras do Tio Sam

This famous linguist once said

that of all the phrases in the English language, of all the endless combinations of words in all of history, that Cellar Door is the most beautiful.

Quem é?

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Deixou de se questionar quem matou. O autor do crime já pouco importa. A questão que brilha nas apresentações de séries, no desenrolar de filmes e nas conversas de café é: Quem morre? A curiosidade em saber qual é a vítima, ultrapassou a de saber quem é o criminoso. As frases promocionais sucedem-se: esta semana um deles irá morrer, nesta série uma das personagens principais irá deixar-nos, neste episódio bate as botas um dos protagonistas. Quem é? Quem é? A seguir as conversas: já sei quem morre, é pena ele morrer no fim, morre logo a meio atropelado ou logo no início todo queimado.. Depois as surpresas: afinal não morreu, afinal não estava morto ou sempre esteve morto e só percebemos no fim... Finalmente as conclusões: ainda bem que morreu não gostava dele, era secundário não faz falta, ou a injustiça que foi e o vazio que fica.. Uma carta salta fora e baralha-se tudo de novo até à próxima jogada. Quem é? Quem é?

momento flickr (inspired by the movies) #2

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Início e fim

Michael Clayton tem um início avassalador e um grande final. O que se constrói no meio destes dois pólos criativos é uma história bem contada, sem grandes surpresas ou descarrilamentos. Esperava uma teia mais complexa e um argumento mais enrolado, mais carnudo. Mas não, o filme investe quase a 100% na construção da personagem principal, e atenção fá-lo de maneira primorosa: Clooney tem a chamada interpretação sóbria, sem recorrer a grandes truques ou rasgos interpretativos, mas a dar-nos de forma bastante forte as angústias e dilemas daquele homem. O resto dos pontos vão para Wilkinson (brilhante) e Swinton (que a meu ver não chega para o óscar), sobrando quase nada para o resto das voltas que seriam necessárias para estarmos perante um grande filme. Assim voltando ao início do post, deixo aqui o início do filme, que me deixou completamente agarrado.

Duas razões para ver Doomsday

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Para além do trailer deliciosamente trash , a transpirar Mad Max por todo o lado, são óbvias as duas peças chave que me farão deslocar a uma sala de cinema : o senhor Neil Marshal , realizador de um filme de terror de altíssimo nível chamado A Descida , e a senhora Rhona Mitra , (suspiro), actriz recentemente vista em Boston Legal e que parece aqui ter descoberto aquilo para que nasceu, ser uma hot chick heroine !

No baú

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O último grande filme num domingo à tarde

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Meio mundo detestou. Eu adorei e continuo a ser fã deste Último grande herói . Merecia muito mais esta fita de John McTiernan , que se reflecte e ironiza em si mesma, abrindo o filme dentro do filme e colocando divertidas questões, o género a questionar o género com a mestria de alguém que conhece todos os cantos à casa. Recheado com tudo e mais alguma coisa: excelentes cenas de acção, bons vilões, um óptimo herói e um fantástico argumento, este é um filme esquecido, que alguém se lembrou de passar numa tarde de domingo.

Cenas à chuva - 6

Esta cena remonta aos tempos em que Ben Affleck era um ilustre desconhecido. Em que Kevin Smith nos brindava com óptimas comédias . Em que tínhamos argumentos sumarentos. Tempos, velhos tempos... Aqui mais uma zanga de apaixonados antecedida por uma fantástica declaração de amor, dos melhores discursos do género És tudo para mim e que termina nas inquietudes da chuva. Quem não viu que comece a tirar notas. Vem-me também à memória a explicação de quem é a Amy. E o que me vem à memória vem para aqui .

Bom fim-de-semana

Recado a Rosana Arquete

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Quando forem ao cinema Não se esqueçam de reparar No andar da Rosana Arquete Vejam bem quem faz lembrar Vejam como ela se esforça Por imitar o meu amor Vejam como não disfarça Nem o mínimo pudor Vou acusar-te de plágio Vou-te meter um processo O andar do meu amor paga direitos de autor Carlos Tê / Rui Veloso

Personagens - Gil Grissom

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Mais que um entretenimento duradouro as séries constituem um veículo para a criação de personagens. Uma fábrica de homens e mulheres, jovens ou velhos, fortes ou fracos. No vasto território de uma ou várias temporadas, temos o tempo certo para explorar e criar carismas , de evoluir à medida que os episódios caem, de moldar o nosso boneco com as vontades do público e de o tornar irremediavelmente mais real. Uma boa série cria uma relação de mutualismo, quase eterno, com as suas personagens, reflectindo a sua saúde e vitalidade. Enquanto o coração do protagonista agradar e não cansar, a série vive. Assim, vou falar de algumas personagens que considero verdadeiras peças de arte, umas mais valiosas que outras, e está aberto o leilão. O CSI foi uma lufada de ar fresco no sistema do Who did it?. Aliando a ciência ao estilo, a polícia à modernidade tecnológica, rapidamente se tornou um fenómeno de massas e um entretenimento de alta qualidade. Vários factores contribuíram para o seu sucesso,

Claudia´s theme

Este é um dos meus temas. Daqueles de sempre. Apetece sentar e voltar a ouvir, pensar, e enrolar cada acorde em memórias coloridas. Beber algo quente e acabar com um rasgado sorriso. Imperdoável guardar só para mim. Obrigatório partilhar com os que recordam e com os que descobrem. E sem mais palavras...

Do mesmo lado

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Até podia ser um filme de duas horas sobre dois homens a jogar à petanca. Ou dois homens a andar de gaivota. Desde que esses dois homens fossem estes dois homens. Ao ver o trailer de Righteous Kill percebi que a história pouco ou nada me interessa, e que só por ter Pacino e De Niro lado a lado durante todo um filme já vale uma ida ao cinema, já vale um bilhete. Todos sentimos que Heat soube a pouco. Esperemos que este novo encontro seja mais que juntar o útil ao agradável, seja juntar o genial ao genial, o professor ao professor. Assim como todos respeitam a arma, todos respeitam esta dupla.

Our life is not a movie or maybe

No Country for Old Men

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Se eu pudesse iniciava todas as minhas críticas com os comentários da fila de trás. Porém nem sempre tenho a sorte e o ouvido para as apanhar. Não é o caso desta última incursão ao mundo dos Coen em que das minhas costas saiu um: Mas qual é a essência do filme? Eu se conhecesse a senhora tentava explicar e construir uma argumentação, dizer que as pessoas envelhecem e se sentem deslocadas, como se o tempo se arrastasse e elas não o conseguissem acompanhar. Dizia isto e muito mais. Eu dizia, mas tudo realmente foi muito bem dito e se há coisa que o filme tem de espantoso são os diálogos, desde as loucuras do Bardem até à reflexão final de Tommy Lee Jones . Para além disto é um filme com cheiro, como as minhas obras predilectas que antecedem este país: Barton Fink , a tresandar a mofo nos corredores de um hotel apertado e escuro; Fargo , com o ar cortante e o sangue gelado a entranhar nas largas planícies; e agora o calor pestilento, o suor, o dinheiro e sempre e de novo, o sangue. Não

Uma vez na vida

Quando olhei para os filmes em cartaz nas diversas salas o sentimento foi de espanto. Depois deixei-me estar quieto, como quando estive no topo da Eiffel. Provavelmente volto lá, mas sabia que era algo único. Provavelmente volto a ver tanta obra de qualidade num cinema da Lusomundo. Mas o provavelmente teima em não ser absoluto, e como não é certo subir de novo à Torre, também não é certo voltar a ver uma selecção assim: Michael Clayton Este país não é para velhos Juno Haverá Sangue Sweeney Todd