Florence. Ontem. Trio de gajas, que não sei cara, nome nem composição física apesar de imaginar gordos cabaços, discutem qual o último grande concerto que viram ali. J. Lo, ou para o povinho Jennifer Lopez. Concertão, dizem, enquanto aguardam impacientemente pelas duas músicas que conhecem da artista do dia. Depois, depois há sempre a malta que diz que a voz dela é igual à do cd, o que realmente me surpreende, vou na esperança que a voz dela seja igual à da senhora da Repsol. Por último, em 30 mil, 26 mil estavam a filmar, o que dá sempre jeito, ter 26 mil versões do Shake Out, com som ranhoso e granulado carregado. Já saquei algumas mas estavam todas em screener, se alguém tiver um brrip dos primeiros 5 metros da plateia zona centro por favor envie. Quanto à ruiva, é outro campeonato, com aquela juventude fodida e magoada que tão bem entoamos. Um rodopio de vida, de ressacas à procura de uma cola, de fragilidades que se constroem numa enorme festa. No exorcismo da lição. Tão essencial como a própria música.
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terça-feira, 19 de abril de 2016
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