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segunda-feira, 19 de março de 2012

Ainda não foi desta

De todos os meninos ricos mimados que nos queimam a pachorra com novas tecnologias Scorsese foi, até ao momento, o mais bem sucedido. Disso não restam dúvidas. Agarrou nas três dimensões e utilizou-as como peça integrante da estrutura fílmica. Uma daquelas fulcrais para o relógio funcionar. Os ambientes, os travelings, tudo é inacreditavelmente perto. De nós. E a mensagem é muito clara [esqueçam as homenagens, ou suspiros, ou nostalgias] ele só nos quer dizer uma única coisa: o futuro do cinema é o 3D. A sétima arte morreu mas pode renascer. Martin deu o braço a torcer, e tentou provar que tem razão do futuro, usando o passado. Esta missão, esta sede de mostrar, acaba por transformar Hugo numa história demasiado simples, bonita mas plana, vistosa mas fria. Mais um que se vendeu mas eu ainda não comprei.