Quatro mil quinhentas e oitenta e quatro nomeações incluindo a de melhor "tens de ver já esta merda senão morres!". Ok, ok, Birdman, sou todo teu. E pronto. Sacana do rato. Eu gosto de um bom exercício, mas o exercício tem de servir o filme e não o contrário. Regra que se aplica a pequenos malabarismos e que ganha completa forma, quando a façanha é a totalidade do conteúdo. A suposta sequência e seus tambores são uma pequena maravilha, um frenético impasse à De Palma que se encaixa. Durante algum tempo. Depois vêm os outros requisitos e aqui o passaroco nem chega a levantar voo. Precisamente porque não deixam: o fecha e abre não facilita a decisão, como se a própria obra andasse perdida, retirando a respiração necessária. O peso, se este é o teu canto, falta-te tanto peso. Tanto de visceral, na relação com o passado, com o herói que foste outrora, devia crescer, devia rasgar a tela em asombrações e projecções, destruir, sangrar; a voz, a única que temos, devia rebentar-nos a vida. Mas não, não deixam. E o mais grave é que esta brincadeira do comeback já foi feita em bom. Chamava-se The Wrestler.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
quinta-feira, 12 de junho de 2014
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