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terça-feira, 17 de agosto de 2021

Ah e tem a Carrie Coon


É claro que fiquei entusiasmadão/excitadão/cabelo em pé/chavalito histérico com o mais recente trailer do Ghostbusters:Afterlife. Egon came out here for a reason, diz a sua neta, algures no destapar da velha carripana. É esse propósito que não senti com o filme do Paul Feig. Faltava-lhe deslumbre, legado. Ondas que estremecem e abalam cada frame desta nova vida, não só pelo puto Reitman - que pega no obra prima do pai - mas por todos os outros putos - nós e eles. Aconteça o que acontecer, o estágio já começou: regresso a 1984 e primeiro filme revisto. Continua bom, sempre com novos recantos (ou cabelos brancos deste aqui): então não é que já não me lembrava que o polícia que os tira da prisão é o amigalhaço do McClane (Reginald VelJohnson)? Ando a brincar com a vida. 

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Essa parte do Patrick Swayze é boa

Eu podia desenrolar o papel higiénico do errado e vê-lo ir e ir e ir até embater num doce obstáculo a uns bons quilómetros de distância. Podia falar dos débeis mentais que continuam a dizer: ah mas não podemos dizer mal antes de ver, ai ai ai, é muito feio, temos de ver primeiro para saber se é mau ou não. Não temos, chatos do caralho, podemos confirmar que é intragável, terrível, horrível, agora saber já sabíamos há muito tempo. É uma questão de matemática, é Paul Feig mais "a gorda" mais "SNL" mais não interessa porque é sempre a mesma pastilha. Que cola uma vez mas depois começa a secar, a enjoar. Podia também falar das interpretações desinspiradas. Da inacreditável falta de química entre elas as quatro. Da ausência de bons diálogos. De humor. Dos cameos mais forçados e tirados a ferros da história dos cameos. Podia falar disso tudo mas o que mais me chocou - mesmo de ficar assim apreensivo, por vezes triste - é a trapalhice técnica. O filme é retalhado como se estivéssemos no Estado Novo, o que nos chega - como aconteceu em Suicide Squad - são pedaços de uma ideia, uma fita mal colada, mal montada. Uns são erros de raccord, como na cena do concerto, outros são simplesmente passagens amadoras, como do plano da câmara municipal para outro onde elas estão a caminhar num beco, é mau, não cola, não flui. Adeus editores, descansem em paz.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016