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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Não tem assim tanta coragem

O problema de Brave é não ter um problema. Tem muitos. Sempre que se encaminha para um destino vira para outro lado. Ficamos com uma série de percursos e nenhum destino. O título, aparente estrela guia, não consegue esclarecer ninguém. Bravura, coragem. De quem? Dela ou da mãe? É este um filme sobre a auto procura ou sobre os espinhos da maternidade? Podia ser tudo mas faltam as unhas. A audácia mordaz característica do candeeiro saltitão. Ficam os três ursinhos e uma enorme desilusão.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Desabafo dobrado

Com a estreia de Brave aqui no nosso recanto acho que é necessário perguntar até que ponto continuam a fazer sentido as dobragens. Sei, faixas etárias, miúdos, criançada. Certo, mas numa obra como a nova aventura da Pixar a voz faz parte do resto, é corpo da história. O sotaque, os tons, uma geografia vocal, uma vida que não pode ser desagregada. Estar a apagar isso não é estar a alterar o próprio filme, o próprio conceito?

Sempre me irritou, ah as nossas são muito boas, às vezes até melhor que o original. Por favor. Não são nada. O Shrek serrano não tem graça nenhuma. São esforços que se ficam nesse campo. E depois aquela coisa do: um enorme trabalho de actor. Não é. E sobre isso deixo a melhor intervenção dos Oscars do ano passado.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Os valentes do costume

O que é Nacional é bom. O que é Pixar é extraordinário. E o teaser de Brave está já aqui ao virar da esquina.