Faz mais pelo cinema de ficção científica e de aventura que uma década de Star Wars e Mundo Jurássicos. E depois desta frase direitinha para o verso do Blu-ray, deixem que vos diga: não ia à espera disto. As sondagens - e mesmo os trailers - apontavam para mais uma entrada bruta, em linha recta, direta à carninha. Porém, esses pressupostos silêncios de uma caçada dão lugar a uma inesperada cruzada de criaturas, renegados, alianças improváveis e assuntos de família. Até as clássicas reviravoltas sabem a novo, graças a um guião inteligente, palpitante, onde cada armadilha tem o seu papel. Trachtenberg fecha esta trilogia com um original "dá cá mais cinco" e um revigorante mundo novo a apontar ao infinito.
sábado, 8 de novembro de 2025
quinta-feira, 29 de agosto de 2024
Repetidamente
[SPOILERS] Opá sim, aquele abraço final de grupo resulta, e só por esse conforto o filme vence. Também é verdade que florescem ramos francamente criativos (e maduros) ao longo da aventura, como aqueles que se erguem para formar a identidade da Riley, o cameo precoce (e hilariante) da nostalgia ou a ideia de que ao crescer perdemos a alegria em prol da ansiedade.
Porém, senti sempre esta sequela a movimentar-se na zona de conforto, ao estilo de episódio da semana, remetendo de forma inexplicável a puberdade para um drama de hóquei. Eu quero lá saber quem é que a treinadora vai escolher ou se o vermelho fica bem em madeixas. Ou arriscavam a sério nesse vendaval de mudança - com todas as hormonas que ele traz - ou então punham o hóquei no saco e davam real palco às emoções. Porque, olhando daqui, são elas que estão no poster, são elas que eu quero ver crescer.
quarta-feira, 15 de maio de 2024
O frio chegou e veio para ficar
Três coisas que me congelaram o ânimo neste Ghostbusters: Frozen Empire. Primeiro, voltar à cidade voltando as costas à mesma. É surreal regressarmos a Nova Iorque e estarmos enfiados em salas e salecas. Com exceção da cena de abertura - melhor sequência do filme - mais nenhum momento usa a metrópole como personagem, como energia primordial dos Caça-Fantasmas; as pessoas, as multidões, a festa. Desapareceu tudo. Em segundo, a praga de humanizar todo e qualquer antagonista. Neste caso os fantasmas, com um arco à la Casper (1995), que tem tanto de desnecessário como de profundamente infantil. Os fantasmas são os fantasmas foda-se, monstros que podem ser familiares, mas que são bizarros, descontrolados e assustadores. Por isso é que são caçados. Era carregar no potencial do vilão e explorar toda a (interessante) mitologia dos cavalheiros do fogo. Em terceiro e último lugar, a velha guarda de papelão. É desolador ver Venkman, Stantz e Zeddemore transformados em bibelôs de uma nova geração sem tempo cómico, sem vida e sem diálogos de jeito. O primeiro quarteto vivia das diferenças, das peripécias e da amizade. Não lhes dar a devida digestão e dimensão dos 40 anos depois, torna tudo num enorme quartel, gelado e vazio.
sexta-feira, 29 de julho de 2022
A melhor cena do ano
Se ainda não viram o Under Siege: Pataky edition, então é melhor sair, vai pintar spoiler. Estamos perto do final, a nossa heroína, já só com um braço funcional, luta contra o boss - tudo marinado durante semanas em anos 90 - quando do nada aparece um submarino. Dele sai o Capitão Iglo, olhar sério, sem qualquer douradinho. Um gajo a pensar, foda-se e agora? Fim da linha para a nossa menina? Claro que não, por detrás do Capitão Iglo está um sniper genérico com barbas que atira certeiro ao peito do bandido mor. Que delícia amigos, que delícia.
terça-feira, 19 de julho de 2022
Fila de Braquiossauros na A2 desde o 2º viaduto do Feijó
[SPOILERS] Há uma cena em que o Chris Pratt faz uma gargalada com uma só mão a um Dilophosaurus. Acho que foi aí que desisti. Sei lá. É que mesmo que se passe a inexplicável escolha dos temas perdeu-se aquela distância necessária. Fallen Kingdom em vez de abordar as questões morais de salvar ou não salvar, debruçou-se sobre os avanços da clonagem, leilões à chuva numa mansão antiga e um dinossauro ainda mais malino do que o outro mais malino que por sua vez já era mais malino que o seu predecessor. Pronto, tudo bem. Jurassic World Dominion em vez de atacar os desafios de equilibrar um ecossistema completamente novo (e explorar os vários cenários) vira uma espécie de live action do A Bug's Life, abordando os novos perigos da manipulação genética. Pronto, vá, que se foda. Siga. O problema é que mesmo dando isto de barato, extinguiram aquele respeito e encanto pelo dinossauro: a sua mística. O perigo, a expetativa. É verdade que a introdução da domesticação palerma, inserida logo no primeiro filme desta trilogia, não ajudou, mas vá lá, isso não justifica. Podíamos ter um Jurassic Galaxy, passado numa casa de férias numa lua de Saturno sobre os perigos dos ventos solares em pulgões da areia, mas ser à mesma uma boa aventura, bem escrita, com as peças no sítio certo. Este filme nem isso consegue, saltitando entre uma edição amadora e diálogos constrangedores. - Tens um dinossauro às costas? - Tenho, tenho. Fim de conversa. O que é que é isto? E depois anda lá o elenco do original, de um lado para o outro, à procura do cheque, sem grande função ou coração. É tudo um bocadito desolador. Sei lá. É mandar solidificar este filme em âmbar e esperar que nunca ninguém o encontre, porque esta "nova" saga, ao contrário da vida, não está mesmo a encontrar um caminho.
segunda-feira, 6 de junho de 2022
Aborrecimento fantástico e onde encontrá-lo
Não seria mais interessante, atribuir cada uma destas novas aventuras do universo Potter a um realizador diferente? Como fizeram, assim assim, até ao Cálice de Fogo. É que feitas as contas já vamos em sete filmes do David Yates. Sete. E se há coisas que eu gosto (como o primeiro Fantastic Beast) há outras que considero puras obras de encomenda (como os dois Deathly Hallows). Este capítulo com os segredos de Dumbledore, é o derradeiro apeadeiro dessa máquina sem condutor. É surreal como um universo tão rico e colorido possa ser convertido numa "aventura" tão inerte. Não há movimento. Não há movimento nem argumento. O plano dispersa-se por inúmeros personagens sem espaço para mais do que as suas linhas de diálogo. No final quase que conseguimos descolar numa ideia, naquela sequência das malas. Mas são suspiros de uma empreitada muito pouco digna da Fantasia.
quarta-feira, 1 de junho de 2022
O bom, o mau e o vilãozinho
[SPOILERS] Episódio 1, Obi-Wan Kenobi. Ai os Inquisidores, esses vilões sem um pingo de humanidade, vis criaturas capazes das maiores crueldades e atrocidades da galáxia, piorzinho que isto não há. Tão ruins, tão ruins que são capazes de pendurar em praça pública um Jedi pelo pesc...pelos suspensórios? Foda-se Disney vá lá. Facilita um bocadinho.
segunda-feira, 23 de maio de 2022
Continuamos à espera do Life 2
Pensava que era bem pior. Não pensava nada. Não tinha era ainda usado o "pensava que era bem pior" este ano e Morbius pareceu-me o momento certo. É claro que alguma coisa correu mal aqui: o filme caiu ao chão e alguém perdeu as instruções de montagem, se calhar. Nada realmente encaixa, não temos transições ou construções (ainda mais prementes numa história de origem). Toda a dualidade (interessante), quer do Morbius quer do vilão, e da relação de ambos por arrasto, é descartada, em prol de um argumento piloto automático e de diálogos francamente desinspirados. Achei piada aqueles efeitos arrastados e ao colorido das lutas, mas pouco mais há a retirar de um pupilo que podia ter tido em Blade uma óptima inspiração. Na verdade é irónico que num filme de vampiros corra tão pouco sangue naquelas veias.
quarta-feira, 18 de maio de 2022
Jean-Luc Picard: crónicas da juventude
quinta-feira, 5 de maio de 2022
Ó Raimi, ó que lindo Raimi
quinta-feira, 28 de abril de 2022
Aqui no mar
Parece que é desta. Já com a perna toda inchada dos beliscões, mas sim parece que é mesmo desta. Avatar: The Way of Water vai acontecer, com trailer a bombar no cinema já na próxima semana. Aproveito a apneia para vos contar que só no outro dia é que descobri que o The Abyss teve uma rodagem filha da puta. Não fazia ideia: malta a perder cabelo, frio, hipotermia, quase afogamentos, lágrimas, lágrimas e mais água. Equipa toda no limite. Cameron seu grande psicopata. Mas as novidades não ficam por aqui: conheci também um final alternativo com umas ondas gigantes super manhosas. Se calhar foi pelo melhor. Tudo resumido e explicado aqui.
quinta-feira, 21 de abril de 2022
Todos os olhos nele
terça-feira, 12 de abril de 2022
Andava eu atrás dela
[SPOILERS] Sempre contigo Emmerich. Continuas é muita malino com os maridões das ex mulheres dos nossos heróis. Chiça, não há um que chegue ao fim. Aqui é o Michael Peña, que se sacrifica, lá no meio do nevoeiro. Mas ao menos a Lua é boa, pensei que ia ser a grande bandida deste Moonfall mas esse papel cabe ao fumo preto do Lost versão nanocenas. Pois, é que o bilhete diz catástrofe natural mas afinal é guerra milenar intergaláctica. Tivesse o filme saído desse armário mais cedo e acho que tinha sido muito mais divertido (o terceiro acto é prova disso). Assim fica o arquétipo de um colosso, a jogar só com 9, sem os mínimos para que se possa usufruir da patetice. Não que isso detenha o nosso sidekick irritante de piscar o olho à sequela. A mim já não me...foda-se claro que vou ver, venha ela.
quinta-feira, 24 de março de 2022
quarta-feira, 16 de março de 2022
O cume da saudade
domingo, 13 de março de 2022
Ecos de um regresso ao futuro
Antes do filme propriamente dito: malta, alguém tem de parar com esta coisa do rejuvenescimento de atores. É estranho, desajustado e não resulta. Aliás, sabem quando é que uma brincadeira destas realmente funcionou? NUNCA. Ainda acordo a meio da noite com aquele Luke Skywalker. É como alguém com espinafres nos dentes, à nossa frente na mesa, e não conseguimos olhar para outro lado. Desconfortável, como esta personagem que tem de encontrar o seu eu mais novo. Metam outro ator, há gente tão parecidinha foda-se. Quanto ao The Adam Project, arranca muito bem, com um humor pespineta e umas ligações inesperadas. Depois, ao entrar no segundo ato, perde o cordão/condão que o trazia, seguindo para uma narrativa meio trapalhona e atabalhoada. Os próprios diálogos acabam por se simplificar em tiradas lamechas, num comboio demasiado previsível. Gosto sempre de viagens no tempo mas depois de Free Guy estava a espera doutra montanha-russa. E não de um passeio às voltas num barquinho.
sexta-feira, 4 de março de 2022
De volta
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022
Sexta-Feira 13 - Parte 8: Terror em Manhattan
quinta-feira, 20 de janeiro de 2022
segunda-feira, 17 de janeiro de 2022
Eternamente curto
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Vindo de Marte, Miguel aterra na selva indiana para uma semana de descanso em cuecas. Rapidamente percebe que as panteras, os ursos, os lobo...
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[SPOILERS] Não li o livro. Mas, ao sair, senti falta das páginas. Inédito aqui, este luto não lido. Em concreto pelas páginas de detalhe, on...












