O Russel Crowe bem pergunta, no finalzinho, cena escondida: quando é que os deuses passaram a ser uma anedota? De facto. Qual foi a curva onde o nosso Thor virou paródia de si mesmo? Chegamos aquele ponto de marinbanço total pela personagem, onde a tragédia e a impossibilidade dos dois primeiros filmes (meu querido The Dark World foda-se) são desperdiçadas num caldeirão exausto de sketches, cabras e rock'n roll. Novos mínimos na casa do tio Feige.
quarta-feira, 14 de setembro de 2022
quarta-feira, 25 de maio de 2022
Doutor Estranho no Multiverso da Loucura - Segundo Take
segunda-feira, 23 de maio de 2022
Continuamos à espera do Life 2
Pensava que era bem pior. Não pensava nada. Não tinha era ainda usado o "pensava que era bem pior" este ano e Morbius pareceu-me o momento certo. É claro que alguma coisa correu mal aqui: o filme caiu ao chão e alguém perdeu as instruções de montagem, se calhar. Nada realmente encaixa, não temos transições ou construções (ainda mais prementes numa história de origem). Toda a dualidade (interessante), quer do Morbius quer do vilão, e da relação de ambos por arrasto, é descartada, em prol de um argumento piloto automático e de diálogos francamente desinspirados. Achei piada aqueles efeitos arrastados e ao colorido das lutas, mas pouco mais há a retirar de um pupilo que podia ter tido em Blade uma óptima inspiração. Na verdade é irónico que num filme de vampiros corra tão pouco sangue naquelas veias.
segunda-feira, 9 de maio de 2022
15 anos de Créditos Finais
Meio que aldrabados, porque o nino tirou aquela sabática blogger mais marota. Faz parte, acho eu. A gracinha destas primaveras reside no facto de que, 15 anos depois, no mesmo dia, volto a escrever um texto sobre um filme do Sam Raimi. Na altura o infame Spider-Man 3. Agora Doctor Strange. Bem, espero que daqui a outros tantos nos voltemos todos a encontrar, numa qualquer bizarria aventurosa deste nosso cinema.
quinta-feira, 5 de maio de 2022
Ó Raimi, ó que lindo Raimi
terça-feira, 3 de maio de 2022
Assim é quase uma curta
segunda-feira, 17 de janeiro de 2022
Eternamente curto
quarta-feira, 22 de dezembro de 2021
Spider-Man: No Way Home (2021)
[SPOILERS] Ninguém cantou a música do Pingo Doce nos anúncios iniciais. Mas houve palmas. Quando a sala aterrou em segurança. Não se pode ter tudo. Ganhamos umas, perdemos outras. Quem venceu decerto foram os moços que acharam boa ideia apagar digitalmente duas personagens dum trailer. Com 148 minutos de filme alguém decidiu que se devia colocar aquele conjunto de frames e depois apagar parte, com uma borracha da rotring. Para manter a surpresa. E acima de tudo a idiotice. Porque, ora deixa ver, havia tantas outras cenas para pôr foda-se. É preciso adulterar o filme? Estar a mexer à padeiro para depois ser descoberto passados escassos minutos pela mais frenética e faminta base de fãs do mundo? Filmes e séries a mais num só ano dá neste engolir do detalhe.
Já este terceiro capítulo é uma aventura que passa a correr, tendo em Holland, Zendaya e Batalon um núcleo quase indestrutível. De facto faz toda a diferença: quando eles se abraçam já perto do final, o coração está lá, no meio. Com humor e sinceridade. Sempre foi algo que gostei nestas propostas do Watts, uma certa inocência dos afetos, um amenizar das dores de crescimento. Visão mais fresca e revigorante que os anteriores: amarrados ao fado, às responsabilidades, às tragédias. Mas, e é aqui que a coisa fica interessante, este filme consegue não só apanhar essa onda do passado mas também fazer as pazes com o mesmo. Existe em Spider-Man: No Way Home todo um lado Last Action Hero que me deixou a pensar. Tenho tendência em classificar, "ah não sei quê este ator é uma merda a trepar paredes", mas o que aqui nos é apresentado, é que para além de vários Peter Parkers de vários universos, nós temos várias personagens de vários filmes. É o mesmo, mas não é. Todos eles têm o seu lugar, o seu tempo, as suas batalhas, e mais importante, o seu valor. Colocá-los em sintonia, lado a lado, é ter a noção do caminho, do cinema e do que é ser o Homem-Aranha. Falhas e marcas à parte, este respeito por si próprio já ninguém lhe tira.
quinta-feira, 15 de julho de 2021
A caminho da revolução
[SPOILERS] Muito fã da persona Loki, dos seus cinzentos num universo de tons vivos. Grande parte desta primeira temporada foi esse regalo: uma cavalgada fantasiosa mundos afora, com desafios constantes no que toca à identidade, ao livre arbítrio, à solidão. As várias versões de uma pessoa a coexistir no mesmo espaço; o facto de nos podermos apaixonar e deslumbrar por nós próprios; ou sermos todos variantes de alguma coisa, linhas e hipóteses no meio de tantas outras. Lost, Devs, The Wizard of Oz, Planet of the Apes estão como já se disse, presentes neste final, que, à semelhança dos últimos capítulos das séries anteriores do MCU, acaba por me deixar um amargo na boca. Porém por razões diferentes. Wanda Vision e The Falcon and the Winter Soldier, apesar de terem oferecido desenlaces apressados (no primeiro caso) e pouco robustos (no segundo), conseguiram encerrar uma proposta, uma temporada: as pessoas saem da bolha e temos um novo Capitão. Aqui, apesar de existir segunda temporada, apesar de existir cliffhanger, havia lugar para uma conclusão. Meia hora de exposição para nos dizerem que o gajo por detrás da cortina quer exatamente aquilo que já sabíamos: manter a linha sagrada? Meia hora de exposição para sabermos que as várias linhas vão criar o multiverso - promovido já nos futuros What If...? e Doctor Strange in the Multiverse of Madness - e que isso vai ser uma grande rebaldaria? Meia hora de exposição para os Lokis se separarem, os personagens secundários ficarem ao pendurão e o "vilão" morrer para dar lugar a outro num futuro próximo. Nada ficou realmente e assim é inevitável este sentimento de passagem. Num dos textos que li hoje sobre o episódio comparavam o mesmo à cena do arquiteto no The Matrix Reloaded. Bem todos nós nos lembramos do que veio a seguir.
terça-feira, 13 de julho de 2021
Teremos sempre o Taskmaster
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Vindo de Marte, Miguel aterra na selva indiana para uma semana de descanso em cuecas. Rapidamente percebe que as panteras, os ursos, os lobo...






