segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Duas coisas sobre Pam & Tommy

Impróprias para quem não viu os episódios iniciais. Primeiro, a pila falante faz-me lembrar a espada que canta, no Roger Rabbit. Esta aqui.

E segundo, aquele "malhão dance remix anos 90 amo-vos para sempre" da música da Bonnie Tyler tirou-me vinte anos de cima. Dançar até à Primavera.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Sexta-Feira 13 - Parte 8: Terror em Manhattan

 
Eh moço. Este já é muita complicado. Primeiro, a questão do título: terror em Manhattan mas só um bocadinho, à beirinha do fim, que é para não parecer mal. Uma hora para chegar a Nova Iorque e quando lá chegamos é só becos pós apocalípticos sem ninguém, com um Jason que parece o Ghostface do Scream, está em todo o lado. Até cheguei a pensar que eram dois, ou três. Sim tem aquela morte maravilhosa estilo Rocky, em que o nosso menino arranca uma cabeça com um soco e encesta-a à primeira num caixote do lixo. Bem bom. Mas o resto, anda de metro e não varre a carruagem duma ponta a outra? Quando pensamos no contexto citadino associamos logo a um massacre de larga escala onde ninguém sai ileso. Aqui não, só tinham licença para filmar meia hora e rapidamente tiveram de voltar para os cenários sombrios e para os esgotos. E não é só uma premissa que vai ralo abaixo. Toda a primeira parte do filme, que podia ser um Barco do Amor ao contrário, na tensão de "perdidos no alto mar com uma criatura", é um enorme aborrecimento. As mortes são desinspiradas, a ação é mal editada e não temos direito sequer a um mililitro de tensão. A protagonista tem uma ligação ao vilão, escrita na hora para não parecer mal, mas coitadinha, minha querida Carrie do filme anterior. O que  vale é que ao contrário dos filmes de hoje, este tem só hora e meia, passa a correr e quando damos por nós já estamos desembarcar no capítulo 9, onde o meninão vai para o Inferno. 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Se a melhor canção do mundo já foi escrita

Porque raio continuo eu a escrever? - pergunta The Tallest Man on Earth, meio que desfocado, na montanha, antes de revelar que fala de Both Sides Now. Depois, em casa, oferece uma daquelas versões cá do fundo. Em jeito de homenagem. Ou despedida, como a que agora traz de volta esta Joni Mitchell: falo do belíssimo plano final de After Life. Aquele estalinho que fecha uma peça no seu conjunto; é este todo, é toda esta mestria e peculiaridade, num dos mais bonitos ensaios que já vivi sobre o luto. Para além do respeito há uma clareza e uma verdade na linguagem. Um desconsolo comum. Desolador mas reconfortante. A música essa, já tem um longo percurso no cinema, desde Hereditary, Steve Jobs, Love Actually ou mais recentemente em CODA. Dá para tudo, sem perder uma nota, ao nosso lado, até ao fim da estação. 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Review - Scream 4 & Scream (2022) // VHS

Regresso a Woodsboro para falar do pós trilogia original, o que deve ou não ser uma requela e o que nos reserva do futuro da saga. Abordamos pois a a fase "outra vez arroz". Pelo caminho recordamos a obra de Wes Craven, importância, legado e todos aqueles puxões de orelha que vão diretamente para a watchlist. Tudo dentro das regras do género e na companhia dos comparsas/amigos/suspeitos Paulo e Daniel.

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Para sempre


Ai filmes de viagens no tempo, o que eu já chorei por ti

Mas sempre, pra sempre vou gostar de ti

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Antevisões para o cinema de 2022 e febra óptica


Nas Nalgas regressam, desta vez entalados no Multiverso Nalgal. O episódio zero da temporada 8 e meio faz a análise do cinema que nos espera em 2022 e a Internet nova do Carlos, que é uma merda. Foi-lhe vendida pelo senhor Dimitri de Olhão, que tem uma carrinha descaracterizada que usa para transportar alfaias agrícolas, doentes oncológicos e instalações de internet merdosa. Um episódio interativo que nos leva a questionar o próprio tecido da realidade. Na verdade podemos estar todos nus a deambular num bosque da Alsácia em 1363, depois de ter partilhado cogumelos com um urso pardo, e a imaginar que tudo o que conhecemos existe mesmo.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Rebobinar


Já tinha ficado de olho em Mamoudou Athie, com Black Box, um competente filme de terror/mistério da série Welcome to Blumhouse. Da primeira "temporada", porque entretanto já saiu nova leva, com mais quatro obras; a ver se me faço à estrada e vejo isso tudo. Entretanto pintou clima com este Archive 81, uma espécie de Frequency (ou dos outros primos) versus The Ring versus Censor, com todos os elementos encerrados numa cassete. O digital a ser incendiado por velhos demónios, velhos ritos, de dedicação e paciência. Gosto muito dos temas, dos planos picados da cidade que se vão encafuando na obsessão e nos écrans, e claro da dupla Justin Benson e Aaron Moorhead (Resolution, The Endless) que realizou alguns episódios. Engraçado que me lembrei de Gideon Falls, uma série de banda desenhada, da autoria de Jeff LemireAndrea Sorrentino, que acompanho e que vai ter a sua adaptação televisiva também pela mão de James Wan. Se estiver a este nível podemos ficar descansados. 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

The Close Talker


Apanhei esta entrevista, da estreia do novo West Side Estucha, num dos telejornais desta vida. Epá e a Ariana DeBose está demasiado perto do Spielberg. Olha a bolha do senhor rapariga. Lembrei-me logo daquele mítico episódio do Seinfeld, The Raincoats (Temporada 5) em que a Elaine nos apresenta o seu namorado Aaron (estupendo Judge Reinhold), naquele que viria a ser um dos Close Talkers mais famosos da cultura popular. Continua genial