Vou começar a ver a quarta de House of Cards. E há um boato que anda para lá a Neve Campbell. Tenho saudades da Neve Campbell. Acho que era só isto.
domingo, 6 de março de 2016
O filme tem uns travelings porreiros
Temos, inevitavelmente, de falar sobre este elefante, que apesar de não encher a sala, ocupa uma área significativa e eu às vezes gosto de dançar, com espaço. Falo, claro está, da cena em que o Leo e o índio papam flocos de neve. Língua de fora, que nem dois bêbados às 7 da manhã no passeio do cais do Sodré, a rir um para o outro e devorar interminavelmente os pedacinhos gelados que caem do céu. Ora bem, eu não quero arriscar, mas parece-me de facto a cena mais palerma do ano. Dou por mim no carro, a imitar o jovem Al Gore, e a rir, e rir, e rir. Tipo os bonecos que apertamos a mão e eles deitam a língua. Mas que palermice tão grande oh Nhárritu.
sexta-feira, 4 de março de 2016
Monte da Ravasqueira
Tenrinhos do caralho. Logo a comentar os Oscares na segunda. O que se faz agora - e que já está muito em voga lá fora - é comentar cinco dias depois. Porque parecendo que não, é o tempo ideal para um raciocínio qualquer idiota e com piada que agora não me ocorre. A cerimónia em si, vê-se muito bem com vinho. Combina, como o queijo. Os minutos, sendo directamente proporcionais aos copos de tinto, encurtam-se, e aquela pastelice da espera cai num anonimato de baba, que vai custando sempre menos. E depois existem coisas que podem ficar para sempre na bebedeira incógnita: quem era o cavalheiro melhor ator secundário? o Di Caprio falou dos calotes polares? Spotlight? Só percebi quando vi o Keaton a fazer um trejeito estranho à língua. Ou será que não. Lá está não sei. Percebem o conforto?
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Birras e birrinhas
Foda-se, ontem pus a sacar o The Boy, aquele com a gaja do The Walking Dead, que é tipo o Annabelle mas com um boneco homem. Podem também pensar no Chucky. Mas pronto, eu todo lambão, já cheio de pau para ver mais esta bosta, quando de repente, a testar as legendas, constato que é um The Boy falso com um puto que no poster tem tipo uns cornos de veado. Fiz cá uma birruça.
Esta sim, a grande beleza
Mustang dá o jogo como ganho. Usa a temática como goleada instantânea e esquece-se dos remates. Dos desvios, fintas e cinturas. A tempos, não chega, parece que não chega. Parece porque de facto soma os três pontos. E soma-os, com a beleza das miúdas. É impressionante, escrever será sempre menos, as miúdas são tão bonitas, estão filmadas de tal modo, que cada cena é um poema. Elevam-se num todo de feições, cabelos ao vento, olhos ao sol, saindo daquele vaso e representando algo maior, inacreditável. Fôlego, em estado bruto.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Os monstros do sul selvagem
Dentro do sub sub sub sub sub género filmes antologia de terror com histórias que de alguma forma ligeira se ligam e se passam todas no sul, Southbound é das melhores coisinhas que por aqui pousaram nas últimas migrações. Não inventa nada, não surpreende, mas mantém-se fiel ao desconforto e à violência. Ao terror seco e cíclico das grandes planícies, do inferno lá está.
Podemos sempre voltar atrás e tentar evitar este casting
Ou como lhe costumo chamar, cá em casa, o James Cancro. Não consigo de facto, muito intrínseco, não chega, nunca chegou. Ele e o gordo do Rogen. Eternos ratos de uma montanha que insiste em não fechar as pernas, e qualquer projecto tem em mim o inverso de Midas. Poderá ser da constante ineficácia representativa, poderá também ser da pouca vontade em alterar essa ineficácia. Cara de frete. O que aborrece num projecto que prometia - e que irei acompanhar com os tradicionais balões de soro - que tinha a premissa, os meios. Falta o ator.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
A mulher sem coração
Creditada como Heartless Woman, é ela que não sai da cabeça. Ali está, de pé, à beira da cama, sem nada mas com tudo o que precisa. Suores, o supra sumo de uma evolução. Ainda mais fodido na medida em que sobrevive, sem espinhas, no mundo onde não há escolhas. Todos os outros, de sangue quente, concluem a crueldade de um caminho, uma opção ainda mais bizarra; não se foge à monstruosidade de ser vivo. Ela tenta, e quase consegue.
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Aquecimento da beijaria
O dia dos namorados é só amanhã mas para aquecer ficamos já com o linguadão que o Richard Gere espeta à Julia Ormond no First Knight. Foda-se ainda hoje tenho pesadelos com este papanço.
Não é apenas mais uma casa
Já estive a procurar, não morreu aqui ninguém. Diz ela. O que reconforta sempre: saber que não é a merda do fantasma de uma gaiata que se matou, ou que foi assassinada e enterrada junto à nespereira. E que agora quer avisar os novos residentes que o cabrão vive no fundo da rua, ao lado da tabacaria. The House on Pine Street ganha logo aí, ao conseguir voltar a uma casa, simplificando. Reduzir aqui é ampliar. Um pouco como The Innkeepers, em que os fantasmas somos nós, construções exageradas dos nossos medos. O importante, aqui e lá, é perceber isso a tempo.
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Vindo de Marte, Miguel aterra na selva indiana para uma semana de descanso em cuecas. Rapidamente percebe que as panteras, os ursos, os lobo...
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[SPOILERS] Não li o livro. Mas, ao sair, senti falta das páginas. Inédito aqui, este luto não lido. Em concreto pelas páginas de detalhe, on...









