American Horror Story é mau. Horrível. Citando velho amigo: disparate atrás de disparate. Quiseram melhorar e com isso entenderam que se devia aumentar. Vamos pôr tudo, tudo mesmo. Só não há vampiros, mas a festa só acaba quando a senhora gorda cantar. Por falar em cantigas, e é aqui que entra o meu porém, o episódio dez deu-nos um estranho momento musical. Não foi um perdão, nem lava nada, mas diverte em larga escala.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Será que o não quis dizer nunca
Se eu fosse um blogger de lençóis começava o texto com uma longa nota biográfica de Wright, de forma que ela justificasse a paixão do teatro. Como não sou, começo com a palavra "bonito". Anna Karenina é, acima de tudo, um filme bonito. Nisso o realizador inglês não falha: a casa bem arrumada, cristalina entre cada passagem, cena a cena. Ganhando ainda mais vigor na opção artística do teatro. E, por incrível que pareça, não é ela que cansa - lá está porque o brilho não desaparece. O que se arrasta é a repetição de uma protagonista que não sabe fazer outro papel e um amante que precisa urgentemente de voltar à escola. A dupla loucura do adultério, da carne, falha. Veja-se a história paralela, discreta mas certeira. Sem estrelas mas com cimento. Cubo a cubo, como essa maravilhosa cena da comunicação. A melhor de todo o filme.
Sinos de mão
Foi num episódio de New Girl que dei com eles. Sinos de mão. Admirável mundo novo que de um dia para o outro está em todo o lado. Como o estranho que de repente conhecemos e de repente reconhecemos.
sábado, 5 de janeiro de 2013
O segredo dos seus matraquilhos
Se eu fosse realizador de cinema gostava de ter um nome tão instrumental como o de Juan José Campanella. Autor do premiado El secreto de sus ojos surge agora com uma animação sobre uma equipa de matraquilhos que se tenta reencontrar depois do seu desmantelamento. Para mim a premissa basta. Para os restantes aqui fica o trailer.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
O impostor
The Imposter é um grande thriller. Engraçado ser documentário. A história é a de um homem que se fez passar por um adolescente desaparecido há três anos. Esta é a história, ou que vemos dela, no início. Com o factor do verídico bem vincado baixamos as nossas defesas para uma e outra vez cairmos incrédulos na surpresa. O filme é soberbo nisso. Em curvar e ficar à nossa espera na esquina, para nos dar nova pancada. Não só é mais estranho que a ficção, como é melhor que grande parte dela.
Como se conta uma nova história
A maior virtude de Tabu é fazer-nos ver outras coisas nas coisas. Arriscar novos sentidos, que sempre cá estiveram, subvalorizados, menosprezados por formatação. A culpa, agora lavada em libertação. As texturas, os negros, os contrastes, oferecidos ao pormenor de um verso. Poema. Que fica até bem depois da música. É para todos, é para cada um.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Instruções
Andava a sondar o universo do tio poster, ainda com a bebedeira dos balanços, quando encontro esta gema. Para quem viu é um deleite, já impresso e guardado assim, que nem folheto. Para os outros é enigma suficientemente atractivo para se entrar. Um dos últimos grandes filmes que não saíram desta sala.
O Hank
O Hank é o cunhado do Walt e é muito parecido com o meu tio. O Hank é a melhor personagem de Breaking Bad. Desde lá até cá. O que à primeira vista parecia uma caricatura rígida, o polícia e os donuts, foi-se desdobrando aos poucos, à medida que o dobraram, num homem cheio de tudo. Um apaixonado pela família, um profissional fora de série. As suas teimas, a sua força, a sua mania por minerais e o tacto. Faro de um ser genuinamente bom. Faz muita falta alguém assim numa série ruim como esta. Dean Norris és enorme. Vai custar dizer adeus a todos mas o aperto de mão a este meu companheiro vai ser o mais doloroso.
Mas isto está tudo mal ligado
Pensei para o botão, aquele mais perto do meu queixo: isto com actores a sério se calhar até resultava. Ele olhou para mim, mesmo antes de se desmanchar no riso, e disse: nahhhhh! E rimos com vontade. De facto o casting inenarrável de Cloud Atlas não pode ser desculpa para tamanha trapalhada. Sim tem a Halle Berry, tem o Tom Hanks - numa espiral de bad acting que eu vou-vos contar - tem o Jim Sturgess, tem o Hugh Grant, tem mais uns que até arrepiam, mas só isso não justifica. A sua repetição ao longo das histórias não tem vigor, fica uma ideia empapada nos narizes, nas perucas. Agora sou branca, agora já não sou coreana. E agora sou velhinho. Circo, circo de má qualidade que se justifica nuns chavões moralistas cuspidos de quando em vez. Estamos todos ligados, dizem muitas vezes, esquecendo-se de que é necessário sentir esses laços. Zero. Ah mas é muito fiel ao material de origem, dizem alguns. Eu estou-me nas tintas para o material de origem. Para este e para todos os materiais de origem do mundo! Eu quero é ver um bom filme! Não aconteceu. Salva-se, claro está, um belíssimo tema.
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