terça-feira, 15 de novembro de 2011
Ficar com fome
O trailer de The Hunger Games é o chamado "trailer inteligente". Porquê? Porque faz tudo o que deve fazer: introduzir a história e deixar em aberto a melhor parte. Termina onde o filme verdadeiramente começa. E ficamos com algo raro hoje em dia: curiosidade.TCN Blog Awards 2011

Duas coisas me encantam nos blogues de cinema: a liberdade e a variedade. Liberdade de amadores eternos, que libertam sem regras nem selas o que lhes vai no peito, espelhando humores, amores e rotineiros dissabores. É o dia, as horas de quem escreve, de quem escreve o que vive ou de quem escreve para fugir à vida. E há de tudo. A tal variedade, de quem justifica longos textos ou de quem larga as curtas frases, às vezes só vídeos, que dizem: estou aqui.
Não há amarras. E é muito bom haver quem celebre isso.
Não há amarras. E é muito bom haver quem celebre isso.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Bérénice Marlohe
Chama-se Skyfall , é do Sam Mendes. E eu pergunto: com este tom de vermelho, o que é que isso nos interessa?É deixar ir
Muitos dos cépticos dizem: J.J. Abrams não é Spielberg. Certo, não é. Mas o que significa esta sentença quando o próprio Spielberg já não é Spielberg?Quando a bicicleta de E.T, já não é mais que uma gigantesca máquina oleada de pipocas e sumos. São colecções de desgostos, e depois de Indiana, Tintin, para bradar aos céus ou gritar: o raio que o parta! É uma aventura gulosa, para encher o olho, que rapidamente se esgota nos malabarismos de uma técnica falhada. Pode fornecer alguns flip-flops interessantes de câmara mas até isso se torna rapidamente enjoativo. Artificial, não só pela falta de carne, mas pela ausência de alma, de corpo, de personagens que nos bebam os sorrisos - Haddock bem se esforça, coitado - e nos façam pulsar de emoção. Nada.
E é aqui que entra o puto, o aprendiz. Star Trek foi uma ficção das antigas, com um daqueles inícios que já ninguém faz. Pois bem Super 8, é de novo um regresso, uma aventura saudosista, a trazer com todo o respeito a inocência há muito enterrada. Voltam os miúdos, voltam as biclas. É um filme caseiro, é um amor de Verão. São as nossas memórias dos pequenos cinemas, dos pequenos grandes filmes, quando os sacanas ainda nos arrancavam suspiros. Ai. Ai. No fim sabemos que já não volta - como ele, largamos o colar - mas durante 112 minutos, epá, fomos felizes.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
You're just to good to be true
O que mais impressiona em Sangue do Meu Sangue é a simultaneidade com que Canijo (n)os filma. Planos que se dividem - em dois, em três - suportados por uma mescla perfeita de sons. Da rua, das conversas que se enrolam umas nas outras e respiram, promiscuas no fumo, no desalento. Nunca a vida foi tão nossa, tão deles, e mais delas: triângulo feminino colossal, abismal, que contado ninguém acredita. Daí só estando lá, só vivendo. A certa altura do filme Anabela Moreira canta - you're just too good to be true, can't take my eyes off you -verdade absoluta para o melhor filme de 2011.
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Vindo de Marte, Miguel aterra na selva indiana para uma semana de descanso em cuecas. Rapidamente percebe que as panteras, os ursos, os lobo...




