Boa sessão dupla com o Fátima. Apesar de eu preferir os terrores de João Canijo aos dissabores de Francis Lawrence. A cena de apresentação do Mark Hamill, o grande vilão do filme, trouxe-me logo aqueles arrepios passados de tarefeiro: atabalhoada, com grandes planos reveladores, sem inspiração ou tensão. O resto é infetado por um realizador que não tem uma única ideia de cinema, apostando tudo na violência gráfica e esquecendo a implementação de um mundo. Nada rodeia aquele conjunto de rapazes que são obrigados a caminhar uma vida inteira. Ficamos a navegar sem contexto, numa repetição constante de situações que ao fim da primeira hora já fecharam a caderneta das possibilidades. O duo de protagonistas é de facto bastante sólido, com carisma e vitalidade, caindo num final negro e ambíguo. Mas não chega para ferir e chegamos ao final da caminhada com os pezinhos do início, sem uma única bolha.
sexta-feira, 31 de outubro de 2025
quarta-feira, 22 de outubro de 2025
A estranhar até ao fim
sexta-feira, 26 de setembro de 2025
De robe, até ao infinito
[SPOILERS] Quando se dá o salto temporal e somos apresentados a um grande plano da (futura superestrela) Chase Infiniti, seria de esperar, olhando para o livrinho, que o DiCaprio se tivesse transformado. No pai metódico, preparado, responsável. Ele sabe o que tem a fazer, diz Regina Hall. Ele não faz ideia, e essa subversão de expetativas, essa ala Peter Pan da revolução, é a estrela guia do filme. O desnorte que conduz o protagonista e todos os outros que estão deste lado, a serem levados por inacreditáveis sequências de ação e uma banda sonora que é uma segunda realização. O sobe e desce da perseguição final é o sumário perfeito de One Battle After Another: uma montanha-russa de vivas à resistência, de vivas ao cinema.
quarta-feira, 24 de setembro de 2025
Cenas do arco da velha - Os nomes mais comuns para filmes
terça-feira, 9 de setembro de 2025
terça-feira, 2 de setembro de 2025
Vou lá fora, venho já
sexta-feira, 29 de agosto de 2025
Polígrafo - The Materialists
Sei o que fumaste no Verão passado
[SPOILERS] Confesso que gostei da piada das Bahamas. Tenho de reconhecer também alguma coragem na resolução do mistério. Não é comum - aliás não me lembro de outro exemplo - uma personagem legado, herói dos dois primeiros filmes, passar a vilão. Fala-se deste fado para a Sidney do Scream há anos mas nunca aconteceu. E por alguma razão foi: uma reviravolta destas implica uma construção de personagem robusta, dedicada e que entrelace as costuras de quase 30 anos de ausência. Não é agarrar nesta imagem que temos de moço dedicado, que passou as passas do Algarve para salvar a sua chavala de um pescador doidinho, e agora simplesmente dizer que ele é mau. Teve muito tempo ao Sol. É uma traição a quem vem de trás e um ponto de interrogação para quem chegou agora. Um twist sem sentido nenhum, mal construído que fecha um filme aborrecidíssimo, onde as mortes - quando aparecem no écran - são frouxas, sem tempo, sem suspense. O original tinha aquela maresia de terra pequena, piscatória, com os seus elementos e personagens absortos num mistério credível. Esta sequela perde todo esse charme, atirando para primeira linha um grupo de gente gira e com potencial mas que vê todas as suas texturas, sombras, de interesse serem levadas pelas vagas orientadoras de 2025.
segunda-feira, 25 de agosto de 2025
A indignação é uma arma
Fui pedir o dinheiro de volta, claro. Mas o que é esta merda? Um filme que faz tudo bem? Uma obra viciante, com uma narrativa fragmentada e vibrante, sem truques de twists ou enganos que afinal não? Um puzzle de personagens com um elenco imprevisível e no topo da sua forma? Um mistério de verdadeiros sustos, frames icónicos e um monstro que entra direto para o panteão do horror? Mas o que é esta merda? É que se a moda pega começamos a sair da sala com aquela energia de ter vivido algo verdadeiramente único.
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Vindo de Marte, Miguel aterra na selva indiana para uma semana de descanso em cuecas. Rapidamente percebe que as panteras, os ursos, os lobo...

