segunda-feira, 31 de março de 2008
sexta-feira, 28 de março de 2008
Bom fim-de-semana
Este Bom fim-de-semana tem direito a um texto, um poster e uma música. O texto não vai passar muito das seis linhas. O poster é um dos meus regressos mais antecipados de 2008. Fã absoluto da série (ou de grande parte dela), ao ver esta imagem veio ao de cima tudo aquilo que estava adormecido, tudo o que me fazia sentar quinta após quinta no sofá à espera da verdade, tudo, desde o homem do cigarro, até às abelhas, tudo o que me fez correr quiilómetros para ver o filme na estreia. Os aperitivos são esta sensacional imagem e o trailer ainda com má qualidade. E para acabar suavemente a semana deixo a tocar os Foo Fighters.Cenas à chuva - 4
Aqui ao meu lado está a versão remasterizada. Depois saiu aquela fantástica "mala". E agora, dia 24 de Abril a nova versão estreia nas salas nacionais. Não não é mentira, Blade Runner vai poder ser visto por nós e saboreado como deve ser, com tudo do velho e do novo, com tudo o que fez e faz deste filme uma obra de arte. Pouco mais há a acrescentar e como aqui se fala à chuva:
I've seen things you people wouldn't believe.
Attack ships on fire off the shoulder of Orion.
I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser gate.
All those moments will be lost in time, like tears in rain.
Time to die.
I've seen things you people wouldn't believe.
Attack ships on fire off the shoulder of Orion.
I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser gate.
All those moments will be lost in time, like tears in rain.
Time to die.
quarta-feira, 26 de março de 2008
The Mist
A primeira vez que vi o poster deste The Mist, assim cá de baixo, pensei que ali estaria mais um terror com nevoeiro, pouco argumento, más actuações, enfim palpitei que era mais um para a pilha de cinema deste género que anualmente nos assola. De seguida vi o trailer onde apareciam dois nomes do meu agrado, os senhores Stephen King e Frank Darabont. Mais animado, mas ainda desconfiado, sentei-me e esperei. Até que finalmente me embrenhei no desconhecido e digo com muita satisfação, que todas as minhas suposições estavam redondamente erradas e que The Mist é tudo menos vulgar. Como a maioria dos contos de King a premissa é relativamente simples: um conjunto de pessoas ficam encurraladas no interior de um supermercado devido ao espesso nevoeiro que paira lá fora. Muito prático, Darabont apresenta-nos as personagens e o terror nos 10 primeiros minutos de filme roubando-nos o fôlego e colocando-nos de imediato dentro do jogo. Jogada arriscada mas muito feliz. Todo o cansaço de um só local é apagado por um leque poderoso de personagens numa sucessão de peripécias brilhantemente criadas e desenhadas. O objectivo primário é sobreviver, mas sobreviver a quê? Ao desconhecido ou a nós próprios? O filme constrói-se assim numa intensa dualidade (o lá fora contra o cá dentro) que começa desnivelada, com um gordo nevoeiro, cheio de criaturas, a instalar o medo e o pânico. À medida que o tempo passa, o interior começa a ficar pesado, as respirações difíceis e a certo ponto o que está lá fora pouco ou nada interessa (talvez daí os fracos efeitos especiais que a mim nada me incomodaram). Invertem-se os lados. Temos medo de nós. É toda a dimensão humana que está aqui em exposição neste sombrio supermercado, e no momento em que as duas facções se dividem, nesse preciso instante, o filme é absolutamente aterrador. Deixa-nos a pensar, nas pessoas comuns do nosso dia a dia, das nossas compras, quem seria quem num momento assim?
Sem destapar mais o véu, resta acrescentar que o miúdo tem uma interpretação de gente grande, incrível mesmo, Marcia Gay Harden dá vida à personagem mais irritante e asquerosa (no bom sentido da representação) do ano, a cena da farmácia é uma pequena pérola e o final roubou-me todas as palavras, deixando-me caído na condição de fã absoluto: meu deus que final! (nota: curiosamente os meus finais favoritos são de obras de terror como A Descida, Cloverfield e agora este).
The Mist é um misto de virtudes, um misto de valores e de questões, de sentimentos e condições, de voltas e turbilhões, de perder de vista, pedindo que cada um se aventure e diga se havia ou não algo neste nevoeiro...
(+) O entretenimento que nos faz esquecer. O terror que nos faz pensar. Tudo num só.
(-) Pode ser confundido com um dos 300000 filmes para assustar adolescentes que saem por ano.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Confissões de uma mente cinéfila (3)
Cento e cinquenta escudos era quanto custava um quadrado amarelo de papel. Um pedaço rasgado de um bloco, sem nome de filme algum, apenas ano estampado e sítio imprimido. Assim se pagavam as velhas idas ao cinema, no velho auditório, da minha pequena velha vila. Não eram mais de 80 lugares (mal) sentados. Um estofo azul, pouca inclinação e uma tela em formato de lençol, ou vice versa, compunham o resto do ramalhete. O que aqui me traz, não é o cinema lá de dentro, é o cinema que se vivia cá fora. O acto de ir ver um filme era um filme por si só, para além de espectadores éramos actores, aplicados e fiéis, nas mais diversas aventuras ou tristes dramas. Viviam-se os 90, as t-shirts para dentro das calças, os fatos de treino pele de pêssego, o sozinho em casa, o parque jurássico, os escudos e o VHS. Tirando as vezes em que tudo corria na calma de uma sessão vazia, uma ao sábado e outra ao domingo, quando o filme era procurado e mais de 100 pessoas o queriam ver (como o barco que foi ao fundo) as coisas corriam de outra forma.
Iam chegando aos poucos de manhã, aglomerando-se no chão formando uma massa uniforme que se alastrava com as horas. A meio da tarde já se estendiam e começavam a parecer uma fila, altura em que os atrasados viham pedir aos da frente, caras conhecidas, que lhe comprassem os bilhetes. Negociações difíceis pois havia limite de 3 bilhetes por pessoa. Wall Street, braços no ar, agitação e apertos, compra não compra, vende, dá cá mais uns trocos e compro, sem falar nos que compravam e vendia cá fora mais caro. Passada a fase da bolsa, seguia-se a fase em que as portas abriam. Gladiador, os penetras tentavam furar o semi-círculo a que chamávamos ordem, empurrões, quase bofetadas. O coliseu ao rubro e em poucos minutos os gladiadores iam entrando, feridos ou ilesos em busca do santo graal. Cá fora os minutos passavam pesados, só 80 bilhetes, se cada uma comprar 3, contas demasiado imprecisas para o drama que se vivia. Até que saía alguém e gritava: já não há bilhetes! A revolta de Sonhos Vencidos misturava-se com a tristeza envelhecida de as Confissões de Schmidt, por vezes as lágrimas de dramalhões ou histórias de amor, porquê? porquê? Agora só em vídeo ou longe daqui. O regresso frustado à Paul Giamatti fazia-se pelo mesmo caminho. Os vitoriosos cantavam na Chicago interior, onde gritos eram calados pela lanterna do senhor dos bilhetes e a projecção seguia.
Para a semana havia mais, cá fora e lá dentro.
sábado, 22 de março de 2008
Cenas à chuva - 5
Um clássico. A cena de chuva, com chuva, à chuva por excelência. A música nasceu mais de vinte anos antes, mas foi o filme que a celebrizou. É difícil não deixar o corpo entrar no ritmo da música, quase impossível não trautear a melodia. O Mestre Kubrick recuperou-a na Laranja Mecânica, com uns contornos mais escabrosos. Como homenagem ao clássico, a Gene Kelly, ao cinema, à música, à música no cinema ou vice-versa, aqui fica a mais célebre de todas as cenas/ música à chuva. Feel free to sing along.
sexta-feira, 21 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
If I lay here
O desafio é simples: encontrar imagens em que alguém se encontra deitado. Pode ser um solitário, um casal, um grupo, é como preferirem. As respostas serão dadas, ou nas vossas respectivas casas com a respectiva imagem (o que era mais interessante) ou aqui nos comentários. De momento vem-me apenas mais uma à cabeça, muito muito semelhante a esta, mas é no gelo.Would you lie with me?
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