segunda-feira, 9 de julho de 2012

Nem ele sabe se ela é humana


Às páginas tantas, o meu irmão, farto de tanta questão, diz: esquece isso, é um filme podre!Não há explicação!

Realmente, apesar do pós ser mais interessante que o durante, Prometheus é um enorme fiasco. Pôs as pessoas a falar, é certo. Desde Inception que não se via tanta tecla nervosa, verdade. Mas caraças, o sonho dentro do sonho de Nolan é um filme que se sustém de pé e que depois, numa brincadeira de montagem consegue levantar todo um leque de questões. Prometheus não. De forma inteligente, isso não podemos negar, aproveita o balanço de quem o escreve para justificar buracos como mistérios, deslizes como piscadelas premeditadas. Ah estava tudo pensado. Manias, que já no Lost me irritavam e que aqui ganham toda uma outra dimensão.  

O filme, propriamente dito, é aborrecido. Chato, chato. Mal interpretado e sem pujança. Não há tensão, não há personagens e depois? Nós importamo-nos com o quê? Com quem? O terror, esqueceram-se do terror. Lembraram-se de uma série de coisas que a agenda hollywoodiana obriga e escravos dessa porra fizeram uma manta de retalhos. Situações rídiculas, narrativas mal articuladas, as duas horas dão para tudo. Salva-se a já badalada cena da operação, um vislumbre do que deveria ser o resto. Tanto tempo, tanto dinheiro, tantos recursos, para isto. Uma desilusão deste tamanho devia dar cadeia.

domingo, 8 de julho de 2012

Vou só ali desiludir-me com o Prometheus. Volto já.

Campos verdinhos


Oz: The Great and Powerful e The Hobbit: An Unexpected Journey têm três coisas em comum:
- Um título que utiliza dois pontos;
- Um poster com um prado verde, que eu suspeito ser o mesmo;
- Um baixo grau de interesse, perto do zero.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Espécie ameaçada

Lá para o final o mau questiona Guy Pearce. Irritado diz que já ninguém é assim, já ninguém fuma. É verdade porra, já ninguém fuma nos filmes, já ninguém é ordinário, ninguém mata a seco, com sangue. É esta vontade e eficácia no recordar que faz de Lockout uma das pérolas sci-fi do ano. As falhas, reconheço-as todas. Precisava de mais meia horita por exemplo, para engrossar personagens e adensar ambientes. Como está, é divertimento daqueles - eu sei que sou repetitivo - que já não se cantam, momento de um género que está em vias de extinção e que se quer assim. Por favor, que venha o dois.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Sardas


Alan Menken

O verdadeiro filme de terror

A história é escabrosa. O trailer chega para nos deixar desconfortáveis. Só falta o filme.

Composição (ou a morte das fadas)

No domingo fui ver A Branca de Neve e o Caçador. Que juntos são um filme. Não é a Branca de Neve e depois o Caçador, não, são os dois na mesma sala. Fui ver e gostei muito. A Bella aqui ainda não é vampira, mas já é branca e está presa numa torre muito alta. A Charlize Theron é muito bonita, mas é má e às vezes fica velhinha, como o Di Caprio no J. Edgar. O Thor tem sotaque mas esqueceram-se de lhe dar uma personagem. Ele ajuda a Bella. Depois os dois são ajudados por anões, que são oito. Um depois morre. Outro é o Bob Hoskins que tem uma máscara dos Slipknot. Muito feia. Outro é o mau d' Os Pilares da Terra. São muito pequeninos e levam a principal até ao Bambi. Depois o Bambi leva com uma seta. O príncipe também é d' Os Pilares da Terra. Ele dá beijinho mas não resulta. Tem de ser o Thor. A Bella por fim acorda e dá uma navalhada na má, que tem um irmão muito parecido ao Jim Carrey no Doidos à Solta só que em louro. Mas ele também morreu. Viveram felizes para sempre, pelo menos até ao número dois.

Escuto

North Atlantic não é uma noite perfeita. Era menino de um menino só, só do lado de cá, esquecendo o avião. Mas isto são coisas, socalcos no meio desta belíssima curta finalista que no final nos deixa a tocar um acorde bem certo. Simples mas cheinha de coração, como nós os tugas. E agora, toca a ver, depois a votar como se não houvesse amanhã.

the valtari mystery film experiment