quinta-feira, 9 de junho de 2011
A série que vem do frio
Assim como é urgente um barco no mar, é urgente ver The Killing. A dois episódios do final, o novo policial da AMC (remake da série dinamarquesa Forbrydelsen) destaca-se como um dos grandes produtos televisivos do ano. Não só pela questão, Quem matou Rosie Larsen?, decisiva na nossa natureza curiosa de espectador, mas por tudo o resto que ela arrasta: uma cidade organismo vivo, Seattle, pintada a carvão como ela mesma, chorando dia e noite sobre os corpos encharcados de quem tenta ter secas as ideias. E são elas, as personagens, que entre o fumo dos cigarros e os vidros dos carros, elevam o drama a um outro nível. Porque o que nos conduz durante estes 13 dias de investigação é aquilo mesmo que os conduz, o que os move, o que os assombra. Quando damos conta estamos lá.A comandar o elenco temos a mais interessante dupla de protagonistas que as esquadras televisivas viram em anos: Linden (colossal Mireille Enos) e Holder,(Joel Kinnaman) donos daquela beleza feia, estranha, real, donos de interpretações de encher o olho, cruas e hipnotizantes. Para além deles dois pais a tentar respirar no meio do luto e um político a tentar trilhar o seu caminho rumo ao poder.
A grande resposta está cada vez mais perto. As apostas estão aí. Mas ganhe quem ganhar, nós todos já ganhámos.
Sem identidade ao minuto
Tempo que demorei a:- perceber a intriga do filme - 20 minutos
- perceber que isto não era nenhum Taken - 3 minutos e meio
- ficar com azia devido ao acting da January Jones - 6 minutos
- perceber que o velhote era o Hitler - 2 minutos
- pensar: devia ter escolhido outra coisa - 32 minutos
- ansiar pelo o outro Unknown, igualmente mau - 35 minutos
quarta-feira, 8 de junho de 2011
O conto das duas irmãs
A folga serve para tanto e para tão pouco que têm de ser feitas escolhas, daquelas que mudam o destino da humanidade, e salvam milhões, e blá blá blá. Posto isto decidi sentar-me numa esplanada a folhear as novas Premiere e Total Film. Gosto de pensar nelas como duas irmãs (gémeas), que a certa altura das suas vidas se zangaram muito, partiram pratos, gritaram e nunca mais se falaram. Cada uma para seu lado, cada uma a tentar ser mais rápida que a outra. E aqui o tempo é de facto factor chave, pois o último a fechar a redacção ganha: veja-se o mais recente filme de Paul Bettany, Priest, onde num lado estreia a 16 de Junho mas no outro já vai directo para vídeo.segunda-feira, 6 de junho de 2011
No meio do bocejo a questão
Alguém me sabe explicar porque é que os convites de casamento estão plastificados?
Mais uma volta
Como é que uma saga como Fast and Furious se apresenta mais saudável que nunca ao quinto capítulo? É simples, Justin Lin, para além de muitos meios, tem a plena noção de entretenimento - tira umas notas Michael Bay. Sabe o que tem e sabe como se usa: por vezes quase no campo da auto-paródia, do estereótipo da action figure - Dwayne Johnson não é um acaso - e da acção non-sense, bem desenhada e destrambelhada. Como se nos dissesse: vou entreter-vos da forma mais competente e alucinante possível, quem está está, quem não está estivesse. E que venha o seis porrinha.quinta-feira, 2 de junho de 2011
Algures entre o perfeito e o trailer do ano
Ele está aqui. Com todo aquele incómodo gelado, com todo aquele húmido obscuro e o desconcertante cheiro do livro. Rápido, inteligente e preciso, ele está aqui. O Fincher, aquele que não brinca em serviço.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
-
[SPOILERS] Não li o livro. Mas, ao sair, senti falta das páginas. Inédito aqui, este luto não lido. Em concreto pelas páginas de detalhe, on...
-
Vindo de Marte, Miguel aterra na selva indiana para uma semana de descanso em cuecas. Rapidamente percebe que as panteras, os ursos, os lobo...



