segunda-feira, 21 de julho de 2008

Sealed With a Kiss

Peço desculpa voltar a falar dela mas já lá vão alguns dias e a saudade apertou. A saudade e o novo trailer. Tem um pouco mais de molho e correria mas infelizmente fica uns furos abaixo do primeiro, que terminava de forma genial ao som disto.

(no trailer a versão que toca é a do Bobby Vinton, porém só encontrei a do Jason Donovan. Não podemos ter tudo.)

Vamos lá semana

Vamos começar a semana assim, felizes e televisos, com cara de panfleto de auto-ajuda e corpo de felicidade primaveril e plástica! Vamos fazer como o Jim e dizer que sim a tudo, pode ser que esta segunda se construa de absurdo e, de repente, seja o melhor dia da semana!

sábado, 19 de julho de 2008

O brilho

É ao som de Smashing Pumpkins (podemos esquecer que esta música fazia parte da banda sonora de Batman e Robin?) que nos aparecem as primeiras imagens de Watchmen neste fantástico trailer. Uns odeiam, outros detestam e existem ainda aqueles que dizem que os quadradinhos deviam ter sido deixados em paz. Como me sentia bastante leigo na matéria e completamente encandeado pelo brilho desta pedra preciosa, hoje decidi ir à mina e comprei isto:Quando acabar, apaixonado ou destroçado, volto cá.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

terça-feira, 15 de julho de 2008

Os sortudos somos nós

O novo filme de Neil Burger (que nos trouxe o interessante The Illusionist) chama-se The Lucky Ones e fala-nos do regresso à vida normal de três soldados acabadinhos de chegar da guerra do Iraque. Um trio de boas razões para estar com atenção à estreia (Setembro) e dar uma espreitadela ao trailer.

I knew all the rules but the rules did not know me

Quando gostamos muito de uma viagem cinematográfica é nos difícil transmitir aquilo que aprendemos. Podemos mostrar fotografias e relatar locais, até mesmo escrever um diário ou um roteiro, mas a essência dos sabores e dos cheiros, o gozo profundo que aqueles segundos nos deram, isso, nunca sairá de nós. E no receio de riscar um desenho que considero perfeito a todos os níveis, deixo a canção, e a garantia que este é um dos filmes da minha vida.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

The Savages

[Lembro-me de ver uma data agendada para a estreia portuguesa. Era algures em Fevereiro e as letras gordas que o anunciavam davam-me um certo conforto. Lá descansei as ofensivas e deixei o guloso tempo passar, sem me lembrar da chegada, chegando agora a constatar, o que os mais pessimistas já andavam a desenhar. The Savages foi escorraçado directamente para DVD. Sei que os cinemas andam cheios de muito boa coisa e que obras como Norbit, Epic Movie, ou mesmo a mais recente aventura de Van Damme, são programa obrigatório para os génios decisores, mas um espacinho para um dos melhores filmes do ano passado não custava assim tanto. Sem mais comentários, e antes que comece aqui a praguejar, seguimos para a crítica.]

Alguém se lembra de You Can Count On Me? Filme pequeno, escondido num ou noutro videoclube, dava-nos o complexo processo de relacionamento entre uma mãe solteira e o seu ausente irmão. Ela, Laura Linney, e ele, Mark Ruffalo, construíam desta forma um belíssimo conto de relações familiares, assente na arte da interpretação. Se pudemos contar com eles naquela altura, podemos agora subir de nível, limar as arestas e chegar à maravilha que é The Savages.

O filme arranca em movimento com a perfeição estática dos jardins e das casas, habilmente pintadas da mesma cor e com o mesmo ar plástico e fictício. Um grupo de idosas dança enganando a idade e é nos dado a conhecer o problema: a namorada do pai morre ficando este entregue aos espinhos da demência, sem companhia nem amparo. Resta-lhe então os seus dois filhos, irmãos que pouco se vêm, talhados em vidas mundanamente distintas, unidos agora num dever familiar onde os ecos de uma infância difícil ganham peso nos actuais juízos de valor.
Arrancamos assim para uma obra crua e áspera, onde as decisões simples são trocadas por gestos reais, parecendo mesmo em alguns momentos que entrámos de câmara em punho na vida daquelas duas pessoas. Este odor intenso a realidade deve-se em parte às soberbas interpretações dos dois irmãos, actos que parecem relativamente simples e fáceis de concretizar mas que estão apenas ao alcance de alguns: Linney incrivelmente perdida, procurando amor e afecto no sítio errado, com a sua beleza desesperada a tomar conta da imagem e Hoffman (um dos melhores actores da actualidade) com o seu rosto impresso numa frustração deprimida, senhor de cenas que vemos e choramos por mais. Neste deserto de tristeza somos presenteados com alguns momentos hilariantes onde só nos resta mesmo soltar uma gargalhada e rir de toda aquela desgraça (o momento da projecção do filme e aquele do buffet antecipado são verdadeiras relíquias!). A juntar a isto toca-nos também uma fantástica banda sonora, acompanhando na perfeição o tom dos dias.

Quem são então Os Savages? Resumindo numa resposta que satisfaça as minhas vontades, podemos dizer que são uma família, um encontro de irmãos, um pedaço de vida agreste e intimista, um colosso interpretativo, uma comédia dramática, uma surpresa mais que antecipada, uma vontade de continuar a segui-los e acima de tudo um dos melhores filmes do ano, do que passou, deste ou do que está para vir, tanto faz.


(+) Laura Linney e Philip Seymour Hoffman, para além da perfeição.
(-) Foi directamente para DVD. Sim é mesmo verdade.

No baú

Este está na minha interminável lista de obras a rever. Filmes que com o tempo foram-se desgastando na memória e moram agora como fracções e momentos de um todo maior. Vi-o em criança e retenho a noção de que é uma daquelas peças ímpares e fulcrais do mundo da animação. Don Bluth conta-nos a história de uma mãe que para salvar a família tem de entrar numa negra a arriscada aventura, num mundo que ela nunca sonhou existir. A compra do DVD é urgente mas se a saudade apertar está ali na gaveta o velhinho e original VHS.

Os dias do gelo

O Correio da Manhã tem lançado à sexta-feira um conjunto de DVDs com bastante qualidade. Títulos como Infame, Senhor da Guerra ou Cinema Paraíso ao preço do jornal (€0,80) + €1,95. O último foi Touching the Void, filme em jeito de documentário com reconstituições e relatos reais da jornada de dois alpinistas na Siula Grande nos Andes do Peru. É uma crua história de sobrevivência, onde as condições adversas à vida põe em causa os valores da amizade e lealdade (cortar ou não a corda?). Mais um bom filme, de uma boa colecção que leva aqui desta parte uma sensibilizada vénia.

Falando do frio, está para chegar o documentário Encounters at the End of the World. Realizado por Werner Herzog, é o retrato da vida num dos locais mais inóspitos do planeta (Antártica) com imagens alucinantes, que parecem saídas dum qualquer filme de ficção científica. Incrível.
Assim nestes dias de calor temos é de estar com atenção ao frio.

domingo, 13 de julho de 2008

A sedução

Os interesses e expectativas constroem-se muito antes de qualquer obra se mostrar ao público. Com as primeiras imagens, cenas ou nomes do elenco, conseguimos construir uma posição de grande simpatia ou desprezo completo. Sentimento que não se explica, enrola-se em complexas explicações das curvas do rosto e dos diferentes tons de uma voz. Neste jogo de amores, cairam-me no goto estas duas comédias. A primeira chama-se Henry Poole Is Here, uma história simples e pequenina (ao jeito de Lars and The Real Girl) com Luke Wilson e (a pouco aproveitada) Radha Mitchell nos principais papéis. Apesar de não ser grande entusiasta de histórias de fé, assumidamente religiosas, esta conseguiu com este trailer chamar-me a atenção. A segunda imagem, ainda sem vídeo ou música, é do mais recente filme de Michael Cera, Nick and Norah's Infinite Playlist , adaptação do romance escrito por Rachel Cohn e David Levithan, que nos conta as peripécias românticas de uma só noite. E são estas as primeiras impressões, de uma futura relação ou de um tremendo desgosto amoroso.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Strike TV

É o projecto dos guionistas de Hollywood que fizeram greve, com o material escrito durante a greve. A idéia é genial. Não só permite a representação de material que de outro modo dificilmente chegaria à televisão, como esse material é com certeza fruto de um processo criativo muito mais livre e o seu resultado muito mais transparente, sem passar pelo filtro baço das grandes produtoras. Os guionistas asseguram ainda os devido direitos de autor e doarão as receitas dos primeiros três meses para o fundo criado em favor dos afectados (actores solidários incluídos) pela greve. Isto tudo ao mesmo tempo que assentam a transmissão num paradigma de TV bastante diferente do mainstream hollywoodesco.

Este é o site da Strike.TV

Está já online o apetitoso teaser, por enquanto as únicas imagens disponíveis no site.
É estar atento, minha gente, é estar atento. Tendo em conta os cartões de visita dos guinistas ("The Office" ou "The Daily Show", por exemplo) e a liberdade criativa que se respira no teaser, é muito provável que vejamos sair daqui inesquecíveis ícones do humor "televisivo".