Malta a apertar, tudo a empurrar e eu contra as grades: calma malta, foda-se tenham calma, o trailer é bom mas lembrem-se. Grito como a tentar inverter um feitiço: lembrem-se o trailer do primeiro também era espectacular, também ficámos todos assim na altura. Não adianta. Partem-me a cana do nariz e esmagam-me a rótula. Desisto, aqui fica então o novo Snyder.
sábado, 11 de julho de 2015
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Estações
Tão útil como a reportagem da SIC "O que tem o Porto para Sara Carbonero?", Secret in Their Eyes é o remake de El secreto de sus ojos, o tal, do Campanella. Bonito o sacana, lembro-me essencialmente disso, de uma belíssima narração de amor, de velhos adeus. E claro - foi talvez aí que o meu coração parou - a música. Quem é que não parou já lá...
Textinho sobre o Cargo com final meio armado aos cucos
Procuramos a singularidade, saliência que diferencie a superfície plana. O bla bla bla de mais uma nave e mais uma humanidade em vias de extinção. Bom ambiente, boa fotografia, bons atores. Falta a Cargo aquele toquezito, que o salvasse do alguidar das soluções comuns. Ou em 2009, a frescura seria outra? Os olhos serão assim tão escravos do tempo?
terça-feira, 7 de julho de 2015
A Catarina bem avisou
Olhem eu a citar os últimos TCN: nos últimos TCN, a Catarina, quando venceu a Melhor Crítica de Cinema pela La vie d'Adèle, sublinhou a necessidade. É importante ser visto, porque é a vida, é a vida. Disse antes de voltar ao seu lugar. Na altura pensei nisso, depois passou, lá misturado nas outras notas e referências. Quando finalmente parei no azul, aí sim, de novo o aviso, e sua urgência. Desarma. Não as cenas de sexo ou a saliva, desarma porque é de facto isto. Aqui ao lado, ontem, no outro dia, comigo, contigo, a ir embora ou a chegar. A música é de facto esta, e não se explica tamanha intimidade. Vive-se, vive-se.
É que o primeiro é uma bela malha
A par com a Grécia, outra questão quente: devo ou não ver a sequela (um bocado falsa) de Grave Encounters? Votar aqui ao lado.
sábado, 4 de julho de 2015
"A vida nunca envelhece"
O Apatow bem podia dar aqui uma saltada. Uma humilde saltada de lápis na orelha e ouvido bem aberto. Ia de certeza encontrar um mundo mais parecido com o mundo. Mas o seu novo, lá tem a gorda adulta cachopa com problemas de conexão, que só quer é pinar, e possivelmente tem uma amiga que fuma muitas ganzas. While We´re Young, longe de ser um grande filme - está muito nos moldes denunciados - apresenta uma visão bem mais refrescante dos quarentas. E do que é crescer, especialmente hoje. Onde as gerações se baralham e trocam de lugar, de material - como se ciclicamente não existisse mais era de ninguém.
Mas como é que o amor amor consegue desligar a televisão para ligar antes a ti amor?
Adria Arjona e Leven Rambin (True Detective)
Portia Doubleday (Mr. Robot)
Gemma Chan (Humans)
Emma Ishta (Stitchers)
Hannah John-Kamen (Killjoys)
sexta-feira, 3 de julho de 2015
No outro dia, na Antena 3, o Alcobia disse Sarah O'Connor
Nos, relativamente jovens, programas de música há um cliché da crítica que vai na volta, volta. Tu não sentiste a música, ou, como eu gosto mais, tu não percebeste nada do que estavas a cantar. Índice negativo, indicador de que não, não. Assim o problema maior de Terminator Genisys: Alan Taylor tu não percebes um corno do que estás a contar. O que torna o sucedido num acontecimento ainda mais frustrante.
Escusado será dizer que este parágrafo contém spoilers numa frequência parecida aquela com que o cavalheiro ao meu lado arrotava a Cola, ou com que a pita atrás de mim gritava histérica, gritos muito engraçados de quem nunca tinha visto nada da saga. Começando pelo bom, Arnie e J. K. Simmons, a velha guarda. O primeiro num claro tom de paródia reflexiva, como tem feito de forma incrível desde muito cedo na sua carreira, repensando o seu papel nas coisas e, na maior parte dos casos, salvando o dia. Mantém o nível, a pinta, as deixas e a comédia, tudo nele. O segundo é daquelas adições que me fez suspirar pela saga, por aquilo que ela realmente representa nas suas curvas e perigos. Porque a premissa é de facto boa: uma timeline paralela onde as coisas não são mais o velho escrito. Gostei dos flick flacks, volta e depois regressa. Eu estava até embeiçado, bora lá, bora lá.
Depois o erro. Tipo pescada, que antes de o ser já o era. Promover de antemão a transformação do John Connor, como se houvesse mais alguma na manga. Não há. E é aqui que entram as caralhadas. Até 1984, tudo bem. estão lá todos e tal, do género manhã da Comercial, mas porreiro. Venham mais. Depois viajam para 2017 e aí aparece o salvador, que agora é mau e engenheiro, e, e, e, pronto acabou. Foda-se. Depois começam as questões, que são muitas, mas lido bem com algumas pontas soltas. Agora, não explicar quem enviou o T800 para proteger a Sarah Connor é não reconhecer este tomo como filme, é tirar-lhe qualquer crédito e valor: pois isso sim é a génese. É a razão do novo rumo, do novo futuro, do novo.
A todas as perguntas, que em todo o lado acabam por cair na especulação e ficarem mal respondidas - os argumentistas dizem que estão a guardar tudo para os próximos, pois bem: vão levar no cu - junta-se um acting impossível de descrever por palavras. Minha mãe do céu, sai um workshop de representação para a mesa do canto, é que nem no Mar Salgado se praticam tais "rostos número 2 de aflição". Onde está a rijeza, o suor, o sebo. Em lado nenhum, e mais fácil de sentir, é pensar na cena do parque infantil, no T2, com os rostos, as caras a caírem em cera, e depois ver o início deste TG, à San Andreas. Acredito que numa timeline diferente, onde o argumentista não é um gibão, existe de facto um filme bastante capaz.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Da Pixar e dos Piratas
Em 1985 Richard Donner prometia a uma série de miúdos a imortalidade, para sempre Goonies. Sempre nessa memória, como fotografia que os anos foram, de forma quadrada e cinzenta, pisando. Merda para as hormonas e seus pêlos pesados. A infertilidade da mãe ideia também ajudou. Vemo-nos sós, mas não perdidos, pequenos redutos vão segurando as pontas do mapa, porque o X continua de facto lá. A Pixar é um desses pilares, que ao longo das nossas dores - com os inevitáveis altos e baixos - nos vai fazendo acreditar. E Inside Out é essa epifania. O mais arrojado, mais complexo e mais genial filme do estúdio (e de animação) até à data, aventura-se nos sentimentos, sem vilão nem bicho papão. Aventura pela aventura, nos mais incríveis mecanismos da mente, desmontados até à mais pequena pincelada, tudo cheio de nós: e que cena incrível a do pensamento abstracto, como, que par de tomates tão grande. Não é para estes miúdos, dos 6 aos pequeninos, é para nós malta, os Goonies.
Mitologias
Nem bêbado. Nem naqueles momentos bêbado, já do cuspo e do mar enrola na areia. Nem aí conseguiria inventar um filme onde o filho do Apollo ia ser treinado pelo Rocky. Mas que argumento do demónio, e que nova mitologia inesperada. Quanto ao outro trailer do dia, London Has Fallen, já não precisei de beliscão, já me tinham espetado a bomba nos cornos. É uma espécie de Die Hard dos pobres, que até tem realizador falso na sequela e tudo. Para cima dos gajos Babak Najafi.
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Vindo de Marte, Miguel aterra na selva indiana para uma semana de descanso em cuecas. Rapidamente percebe que as panteras, os ursos, os lobo...












