Estava eu a fazer um passeio de zaping, quando, chegado ao Hollywood, me deparo com High Maintenance, curta-metragem de 2006 realizada por Phillip Van. A história assenta num jantar entre um casal que se transforma num olhar sobre o futuro (actual) das relações humanas, do feminino e do masculino, do que éramos e do que somos. Para além da matáfora que carrega às costas tem também uma estética belíssima, sendo tiro certeiro na mouche do entretenimento. Se gostarem desta, aqui fica o site com o restante trabalho do senhor. Vale a pena dar uma espreitadela.
terça-feira, 8 de julho de 2008
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Como no cinema
Que este salvamento irá em breve dar um filme, disso não temos dúvida. A única questão que se coloca (e o mulherio de Hollywood já deve estar em alvoroço) é quem fará de Ingrid Betancourt?El Orfanato
Reduzir O Orfanato a um filme de fantasmas é como reduzir Paris à Torre Eiffel. Há muito mais para ver nas ruas desta nova obra do cinema espanhol, na verdade há um sem número de géneros que se interligam e juntam com uma harmonia e inteligência distintas. O filme arranca com as cartas fundamentais do jogo, as crianças. Estas brincam inocentemente até um telefonema arrancar com uns créditos iniciais absolutamente fantásticos [papel de parede]. Avançamos então no tempo para o cerne da história: um casal com um filho adoptado decide reabrir um velho orfanato com o intuito de receber crianças deficientes. Na festa de inauguração o seu filho desaparece sem deixar rasto dando início a uma busca incessante que só termina com o fundo negro do fim. Esta é a base que num dia normal nos daria um vulgar conto de uma alma penada e vingativa.
Mas neste orfanato há a mestria e o ritmo para nos darem: primeiro uma inevitável história de fantasmas, com o passado da velha instalação a vir ao de cima. Há arrepios, há figuras sinistras e há, um ou dois, saltos no assento, tudo em dose certa; de seguida temos uma história de desaparecimento, de rapto, de pistas e mistérios, um policial negro bem filmado, assente numa tensão que vai gotejando cada vez com mais força; em terceiro lugar temos um filme duma mãe que perdeu o seu filho, do desespero e da dor, da obsessão e da loucura crescentes, do amor maior que uma vida; em último lugar temos todo um imaginário infantil, de conto leve e feliz, de eternas crianças e terras distantes. Pelas sonolentas leis da física esta miscelânea de tipos e géneros não se deveria fundir e dissolver. Mas Juan Antonio Bayona teve mãos para a complicada tarefa de casar tudo isto e o resultado é um filme de terror (não podemos fugir ao rótulo) em tudo superior, desde as excelentes interpretações (principalmente Belén Rueda), até ao seu ritmo carregado de tensão e mistério, passando por meia dúzia de gritos assustados e uma boa fotografia. E talvez por ir completamente sem fôlego durante a viagem esperava um final um pouco mais arrebatador, não está mal desenhado e imaginado, eu queria apenas mais, mas, não podemos ter tudo.
Esperemos então que o nome de Guillermo Del Toro no poster seja uma luz forte para guiar todas as pessoas até este magnífico entretenimento.
(+) A fusão perfeita de uma série de géneros.
(-) O final não é mau. Podia era ser melhor.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Funny Games

[Os jogos não têm limites.]
Sempre torci o nariz a remakes, geralmente são filmes chatos sem originalidade nenhuma, uma cópia barata do filme em qual se baseiam, que na maioria dos casos apresenta muito mais qualidade, e resultados cinematográficos bem mais positivos, tanto para o espectador como para a companhia que o produz. Para mim o bom cinema é aquele que traz algo de novo, são aqueles filmes dos quais saímos do cinema com vontade de comprar o ingresso mágico outra vez para assistir a espectáculo que acabámos mesmo agora de ver.
Confesso que nunca vi o “Funny Games” original (Michael Haneke, Áustria 1997), mas sabia que a versão made in USA iria ter o mesmo realizador da austríaca, visto que Michael Haneke, afirmara que nunca iria deixar a sua “obra de uma vida” (considerado como o melhor filme austríaco de sempre) ser retalhada por um qualquer estúdio de Hollywood para ser vendida como um barato produto comercial destinado as grandes massas.
Sem dúvida este foi um daqueles filmes que me surpreendeu, não pela simplicidade da premissa (dois sócio-patas fazem refém uma família em sua própria casa, a qual obrigam a participar numa série de jogos doentios, a seu belo prazer) mas sim pela excelente realização de Michael Haneke, que consegue construir um filme claustrofóbico, negro (apesar de estarmos sempre rodeados pelo branco, símbolo da pureza e das boas intenções do homem) e de uma carga psicológica extrema, o que o pode tornar de difícil visibilidade por parte de alguns espectadores mais sensíveis. Haneke torna-se mestre ao mostrar “ violência sem violência” e cria aqui um género de cinema onde o sangue e a morte ficam a nossa consideração, sendo o público tornado numa espécie de juiz deste jogo mortal numa espécie de “Laranja Mecânica “ do século XXI. Os actores estão extremamente bem escolhidos, Michael Pitt (mostrando mais uma vez o seu enorme talento) e Brady Corbet estão excelentes como os dois jovens sócio -patas, figuras quase centrais do encadeamento da narrativa, tal como Naomi Watts e Tim Roth com os quais partilham o protagonismo do filme; o senão é a falta de alguma profundidade narrativa, criando alguns espaços mortos, tornando-se por vezes o visionamento aborrecido ao espectador comum, e a falta de profundidade na personagem do filho do casal que por vezes se torna irritante. Para quem tiver paciência, estará sem dúvida perante a presença de um grande filme o qual se irá tornar sem dúvida num dos grandes filmes de culto da nossa década.
By Capaxinhos
Com a minha mão no teu ombro
Actualização: depois de um teaser que pouco ou nada mostrava chega-nos agora o primeiro trailer que pode ser visto aqui. É um deleite, visual e auditivo, musical e interpretativo. A cada imagem que passa, mais este filme me seduz (com boas ou más referências de Cannes). E tive já oportunidade de ver um dos meus momentos favoritos do livro, quando Bernal diz a Moore que não se esquecerá da sua voz. Pois bem meu rapaz ela também não se esquece da tua, cara.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Este é o bom da fita
Hellboy II : The Golden Army é um dos filmes mais esperados aqui nesta casa. E é quase com toda a certeza que digo que está aqui uma das mais loucas fantasias dos últimos anos. Enquanto esperamos que as especulações sejam factos, e depois de dois trailers fabulosos, chegam estes quatro promos absolutamente geniais. O meu favorito é o do Serviço Publico, mas o único que cacei foi este, também bastante divertido, com outro herói improvável, o inocentemente divertido Chuck.
Canções que ganham outro som (2)
O tema em questão é uma popular canção jazz dos anos 30, Jeepers Creepers. 60 anos depois Victor Salva pegou nela e deu seu nome a um filme seu, baptizando também de Creeper um dos melhores monstros do cinema actual. Esta inocente e quase alegre canção ganha uma aura premonitória do mal, um aviso que o devorador de qualquer parte do nosso corpo (a que lhe agradar) está para chegar e cada vez que ela toca, inevitavelmente trememos. Cuidado ao ligar ao rádio, pode estar a dar Jeepers, creepers...whered ya get those eyes...
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Vindo de Marte, Miguel aterra na selva indiana para uma semana de descanso em cuecas. Rapidamente percebe que as panteras, os ursos, os lobo...
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[SPOILERS] Não li o livro. Mas, ao sair, senti falta das páginas. Inédito aqui, este luto não lido. Em concreto pelas páginas de detalhe, on...


[Coffee and Cigarettes]
