sexta-feira, 24 de junho de 2016

Já vi e é espectacular

Primeiro, para os sensíveis da vista, e como eu sou ferrenho, vou me desbocar à grande à francesa. Daí, meus filhos, não viram, ou vão espreitar o Breshit ou estão por vossa conta. Então: tem personagens novas bacocas, uma loira jovem boa, uma morena semi cota boa, o Ian Malcom, um cão, um autocarro escolar, monges no Tibete a ouvir rádio, tribos africanas a ouvir rádio, tribos africanas que lutam com catanas, uma nave do tamanho do Atlântico, yeahhhhhs com fartura, continência ao Mr. President, mais yeahhhhs, alguns "we got her!", uma rainha que é um super rip-off do Aliens, mas que corre no deserto, um segundo grupo de alienígenas que são bons e que são tipo uma bola de bilhar, e um super final em aberto para o 3. Foda-se. Como é que um gajo pode dizer que não a esta merda? Claro que falta magia, claro que o potencial de toda a mitologia criada nestes 20 anos é um pouco colocada de parte e poderia/deveria ser o sumo da premissa. [Apareceu noutras plataformas mas deveria continuar aqui acima do carrossel.] Claro, mas vamos lá, é uma guerra intergaláctica, fiquei tão excitado que parecia aquele gaiato no final do Back to the Future 2. O Emericas sabe uns truques, um deles é voltar.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Não sou de comparações fáceis mas o outro é melhor

O novo filme do Bay é tipo o Cercados mas um bocado maior, e um bocado mais podre. Muito limpo naqueles habituais contra picados e com pouco nervo prático. Pão pão merda merda. Que no fundo é o que tem de se retratar em situações assim, de absoluta ausência de bom e mau, de razão. Mais secura, sempre mais secura.

Sempre em frente que o caminho é este

Jack Reacher foi dos policiais mais porreiros que vi nos últimos tempos. Suspeito do costume, numa intriga certinha e assertiva, a ação a levar-se a sério, com espaço para não o fazer. As deixas, e as reviravoltas. Não nos põe as orelhas grandes, como a maioria, daí a minha tristeza quando li - ou absorvi por osmose - que não existiriam sequelas. Depois voltei a encher o canudo, afinal sim, e cá está. Na linha do primeiro, da primazia de uma história em detrimento de uma cena. Mais disto, menos do impossível por favor.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Terraplanagem

Primeiro, talvez o maior desaproveitamento de possíveis tesões e outras surpresas com latex. Olivia Munn, esse todo de mau caminho reduzido a uns cameos mal apanhados e tal. Pouca mama, zero rabo. Enfim.  Segundo e último, quando o plano do vilão principal é terraplanar o planeta, que nem empresa de reabilitação ambiental, e depois com o que o sobrar fazer qualquer merda, é porque existe algo de muito errado com o universo. Neste caso X-Men, que morre aqui às mãos de seu criador, do seu real impulso e alma. Ironia dos tempos, nem foi assim há tanto tempo. Mais ironia, e ainda goza, que as terceiras partes nunca prestam. Como se tivesse o dom. Não tem. Tem o mérito de ter feito a melhor sequela e a melhor em muitas outras coisas, X-Men 2 é inacreditável e melhorá sempre com o passar dos dias. Mas hoje vamos fechar, como os outros pampilhos dos avengers também deviam fechar, porque se vive de histórias boas em papel que viram mecanismos no celulóide, sem tempo nem ritmo. Esgotou-se, há muito, e ou existe coragem, ou então, as mesmas perguntas só nos levam ao desespero. E à bola preta.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Chantagem nalgal

O Pedro e o Carlos disseram-me hoje que só gravam a terceira temporada do Nas Nalgas do Mandarim se eu malhar o Libertem Willy 4 - Fuga da Baía do Pirata. Eles já viram, adoraram. Viram muitas vezes, adoraram todas e dizem que sem este saber presente nos três não conseguimos avançar. Dilema fodido este. No entretanto, enquanto se espera, vão ouvindo queridos, vão ouvindo.

Há mais de onde esta veio

Chama-se Andrea Riseborough. Uma das novas favoritas deste vosso. Ainda para mais rainha noutro deleite, Bloodline. Win, win.

Lembrem-se, lembrem-se

Atenção que eu gosto muito do Mike Banning, uma espécie de último reduto McClane, só de faca. Deixa certa, contra mil. Faz falta. A questão é que eu vinha no outro dia com o VHS ligado, no episódio do Speed, e percebi duas coisas: primeiro que me lembro deste 94 do início ao fim, e segundo que não me lembro pevas deste London Has Fallen que vi a semana passada. Há um problema crónico, e não é só da ação, é do mundo: incapacidade de construir. Não existem set-ups, nem grandes momentos, de A para B, segmentos, cenas , aquela cena, aquela! Já não conseguimos, cada vez mais perdidos em montagens condicionadas ou fogos de artifício sem valência, perdemos o ritmo, perdemos a memória. Ficamos reféns do vazio. Prisioneiros da saudade. E a seguir já escrevo um texto com palavrões que esta merda foi muito maricas.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Boo Bop BopBop Bop

Toda a gente a cascar no filme da gorda caça fantasmas e ninguém se digna a repudiar com afinco o remerdas do Pete´s Dragon. Eu já repudiei uma vez, mas vamos lá ser sinceros e justos: não podem ser sempre os mesmos não é? Volto a dizer, CGI pesado e o dragão é peludo. Não há faróis. E até ver, zero musiquetas.

sábado, 11 de junho de 2016

O Sean Connery também tentou, em tempos

A wikipédia também é humana. Estava eu a vasculhar os subgéneros do género thriller quando me deparo com um esquecimento grave. Há os thrillers da conspiração, os criminais, os psicológicos, os tecno-thrillers, os políticos e os eróticos. Isto diz ela.. Então e os "thrillers com o Anthony Hopkins"?! Estava a mamar o Solace e a pensar, este gajo é já uma subcategoria por defeito, ou seja, não sabemos bem porquê, sabemos que ele anda lá, em tempos foi qualquer coisa, hoje está mais velho, é sempre o mais inteligente e que aquilo é um "thriller com o Anthony Hopkins". Ponto.

Até ver

A dupla processou o pessoal, uma gaja da ioga, não tinha mamas ou sei lá. Não li a notícia toda e também gosto mais quando é assim meio boato, com tudo tremido, como se estivéssemos ainda a arrotar cerveja. Certo é que o novo de The Shallows é, até ver, o trailer do ano.

O pau dos 20 anos

Acordo de manhã e olho: então mas que pau é este? Junho não me costuma entesar deste modo. Enquanto desmonto a tenda chego à resposta. É que está a chegar o dia amigos, está a chegar.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Voar baixinho

La migliore offerta, passeriforme que voa baixinho, vindo sabe-se lá de onde, construído nos cafés, nas cervejas e nos conselhos. No boca a boca, como se estivesse escondido, a própria relíquia ou antiguidade, do outro lado da parede. Ela ou o quadro. Sendo a agitação dos dias a nossa prova de fogo, para a podermos ouvir e descobrir. Complexo, tão complexo como o próprio jogo a que se propõe: desmembrar um ser humano para construir uma máquina. Não é novo, por vezes demasiado comprido e previsível. Mas doces camaradas, tem um dos finais mais infinitos e inesquecíveis destes últimos anos.

Porque é que ninguém me avisou

Que havia o Linha do Tambor 2? Ainda por cima agora é com uma gaja. Foda-se.

Tirar os três?

Apesar da crítica, do público e do próprio Marcelo, considerarem Nas Nalgas do Mandarim a melhor merda de sempre, ainda não há confirmação por parte da produtora de uma renovação. Lembramos que a primeira temporada começou muito forte, com um share grande, tipo números mesmo grandes, mas depois a linha começou a baixar na faixa dos 45 aos 87, o que provocou alarido. A segunda temporada foi já alvo de algumas regravações que custaram uma fortuna ao estúdio. Os rumores de que eu tenho uma gaita maior que os outros dois também não ajudam. Por outro lado plataformas como a Netflix e canais como a HBO já se mostraram entesadas por aquele que é considerado por muitos como o "derradeiro e definitivo podcast de cinema". Vamos aguardar com calma e com alguns bonequitos de cera a arder.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Já chegou, todo de uma assentada

Batalhas musicais - o confronto final (mete votação e tudo!)

A ideia inicial, quando ainda cagava tops ou fazia batalhas, era isso mesmo. Numerar ou comparar. Para quê meros mortais especialistas de comédias românticas de merda? Há apenas um único...E não é, e não é que a meio do texto inverto tudo e me lembro de mais uma série deliciosa de bostas que aqui devem ser referidas? Oh sim, e estamos de novo em jogo cabranagem! É isto que eu adoro na blogosfera, este ritmo frenético de postagem que tanto pode dar um oi solitário ou um ai de suruba. Então, qual o vosso momento musical favorito em comédias românticas de merda bastante secundárias, o pedido de desculpas em American Pie: Band Camp, o pequenino dos patins na Honey, o final de Bring It On ou também o misericordioso adeus de My Boss's Daughter. Podem votar aqui ao lado. A música vencedora irá ser genérico da season 8 do Nas Nalgas do Mandarim.



terça-feira, 24 de maio de 2016

Parece-me que encontrámos o tal vencedor

Falando agora de séries, Preacher: melhor piloto do ano e uma promessa do caraças. O meu pobre coração, sem conhecer de fundo o material de origem, está naquele limbo de entrega total e reticência. Mas que gozou forte e feio, durante uma hora, lá isso gozou. E boom, lá se foi o Tom Cruise.

Os meus momentos favoritos do Hodor foram na temporada passada

Vale tudo. Vale tudo porque as pessoas adoram, continuam a adorar. Daí, os truques de algibeira que agarram legiões pelos colhões, ou sem fins pelos tintins. Eu acho que a malta foi toda contaminada, água ou telemóvel, uma merda global, mas isto sou eu. É normal um episódio intitulado a senhora de vermelho apenas justificar o seu nome no último minuto? Anteriormente intercalando cenas e personagens que nada têm a ver com o termo, com a unidade, com a coesão de conceito algum. Mas as bocas ficam abertas, como se limpassem o tédio dos 50 infindáveis 60 segundos anteriores. Game of Thrones está tão pobre, e tão sem ideias que concretizam algum tipo de movimento neste truque de rua: os últimos minutos são o nome do episódio e neles algo mexe. The Door, para além de ser mais um destes espécimes, tem ainda o descaramento. Ora bem, querem mesmo que eu acredite, que o velho das barbas, ou outro argumentista bêbado, tinham pensado que Hodor era diminutivo de Hold the door, por sua vez dito num ataque em criança, por sua vez provocado por um puto que viaja no tempo sem poder interferir mas que afinal pode. A sério? Somos assim tão parvos? Muita gente emocionada com o episódio. Tenham lá os sentimentos que quiserem agora não chamem episódio a um marasmo de ideias finalizado por um cereja a martelo. Acho que para a semana vão explicar porque é que a Arya se chamava Arya, pelos vistos a mãe estava em Aveiro, grávida, junto à ria, e o Ned disse "é a ria", "é aria", "éaria", "Arya". WOW!

sábado, 21 de maio de 2016

Até tinha um título grande

Era assim: porque é que The 100 é a mais importante ficção científica televisiva da década. Ponto de interrogação. Achei-o demasiado pavão, e demasiado sério. Apesar de reter a chave da coisa. Já aqui trabalhada, mas agora, finda a terceira temporada importa voltar a lembrar. Por muitos que sejam os esgares juvenis, a verdade é que esta epopeia semi-espacial é já uma mulherzona de provas dadas. São muitas as referências, as misturas, mas não há nada assim, nem irá haver. Na restrita descendência de Lost e Galactica, The 100, para além da coragem e eficácia, tem aquilo que é tão difícil numa série, numa contínua jornada de pessoas: fazer com que elas importem. Criar um leque, uma equipa de malta que nós tratamos pelos nomes e que lá partimos pedra juntos, mais por uns, menos por outros. Mas cabrões míticos pah. É isso Jonh Murphy. É essa pertença que é tão vital, e que uma vez, de muitos em muitos anos, nos enche a a casa de gente.

Conselhões do Tio Ferreira

Conselhões porque rima com lições. E porque conselhos rima com pintelhos, não me pareceu moralmente adequado para uma rubrica. Ainda para mais uma rubrica tão útil que funciona assim. Digo um filme. Triple 9. Depois digo assim: não vejam que não vale a pena. Era brutal que fosse apenas assim, mas depois ia pensar que estava a ser irónico. Mas não. Percebo tudo aquilo que vos pensar na felicidade. Mas não. Bom elenco, má execução, péssima execução, numa narrativa que se fragmenta a partir da sua metade, para não mais se encontrar. Sem pólos agregadores de interesse, sem foco. Nem a Wonder Woman nem a Kate do Titanic com penteado à Doidos por Mary salvam esta valente chacina. Se querem um bom filme de bófias cabrões vejam Dark Blue, aí sim.

terça-feira, 17 de maio de 2016

9 anos

Andei para aqui a ler, e quando era miúdo, segundo, terceiro, por aí, escrevia belas prosas de aniversário. A tempo e horas, que nem doidinho fanático. Amante do seu menino. Hoje continuo no meio dos lençóis, prometo, só que mais esquecido e grisalho, tristonho claro, mas aqui. Dia 5 de maio o Créditos Finais fez 9 anos. Foda-se. Mais um e já transmorfo, evoluo ou simplesmente envelheço. É um prazer, um dos grandes. Obrigado malta, vamos lá rumar ao infinito. E o último a sair que apague a luz.

Terra 2

Ao ver esta vaga de trailers, de séries da FOX - ou do cacete que o valha - centradas no remix, sinto exactamente aquilo que sentiu o McFly quando voltou a casa e estava tudo fodido. O Flash, a Olivia nas outras Terras. Ou ainda as inversões propositadas de Last Action Hero. Comédia. Parece que acordei, tudo é falso e ninguém repara. Por amor de Deus, sacrilégio, usar o lettering, as músicas, como se isso fosse suficiente para a tusa. Não é, murcha, piora. Quem é aquele gordo a fazer de Mel Gibson? Aquele giraço a fazer de padre? Porque é o Scofield não faleceu? Ou porque é que o Jack Bauer exagerou no solário? Porquê?

Dilly Dilly

Vi o Cinderella. Esse. Não interessa muito porquê. Podia dizer que estava a fazer um trabalho escrito sobre as adaptações live action da Disney mas não, pendurei pénis no cabide - os tomates ficaram - e lá mamei este pastel do Branagh. Tudo bem até ao momento em que a magana canta o Dilly Dilly, mesmo bonita a filha da puta da música. Agora, sempre que o sol se põe, lá venho às escondidas carregar no play, que nem menina enfeitiçada.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Filmes voadores não identificados

Falta aventura? Lá está, não consigo votar. Por um lado sim, naquela mística Spielberguiana de ver o espectro, mas por outro existe um registo muito pessoal, muito Nichols, daqueles espaços largos que respiram. Da grande fotografia, nos íntimos detalhes. A família, sempre a família a proteger-se, a fechar-se do resto; ficção científica dentro de casa, do lar. Inédito? Pode não ser mas sabe a tal, tem imagética e estaleca para levantar discussão, admiração e paixão. Até mesmo ódio e incompreensão. Só isso, é hoje algo de muito especial.

terça-feira, 10 de maio de 2016

O importante é baralhar

Primeiro é do Renny Harlin. Já ouviram o episódio Nas Nalgas do Renny Harlin. É espectacular. Segundo é baseado numa história verídica. Mais ou menos. Quer dizer, os senhores russos faleceram mesmo. O resto é tanga. Mas é uma tanga que não tem medo de ser tanga. Muito menos cair no ridículo. E ao fazer isso, não cai e origina aquele que acaba por ser um inventivo found footage. Se esquecermos o acting - difícil - acabamos por abraçar o terceiro acto, espantados e mimados com tal afronta. Uma valente misturada, reinterpretação, visão, explosão, daquela premissa. Isso, em qualquer género e sítio do mundo, é fazer cinema.

sábado, 7 de maio de 2016

Perdão procura-se 2 - Apocalipse

Também estava à espera do quê? Meto-me a pesquisar onde não sou chamado, tinha de dar merda. Ah e tal deixa cá ver esta cena do príncipe. Chupa. Três sequelas. Abri a caixa de Pandora. Mas juro que não vi mais nenhum. Apesar de ficar um bocado com o bichinho para ver o 4, que é num elefante.

Perdão procura-se

Ia aqui falar de outra coisa qualquer mas acabo de descobrir que já vi este filme. Foda-se. E agora? Ou como dizem nas séries americanas, now what? Posso continuar com vocês? Devo sodomizar-me como o albino do Código Da Vinci? Ou basta colocar a seguir uma imagem da Daddario?

Tomei a liberdade de pensar nisso

Estava a pensar, mas quando é que fazem um Moon em Marte. Ah já fizeram o The Martian. Não é bem, queria uma coisa mais barata, tipo só com um ator e o outro gravado, a fingir que está na Terra. Estão a perceber?

Sacos de boxe

Mais que documentar, Son of Saul quer desconcertar. E fá-lo logo. Como se a verdade pudesse ganhar todas as formas do mundo. De trás para a frente. Tudo vale, e lá não vale trincar distâncias. Subtis modos de deitar abaixo a quarta: entramos à bruta, restritos àquele par de olhos, donos da sua confusão, da desistência. Soco após soco. Mais que documentar, é provar o silêncio. É saber o que é não viver.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Até ela leva as mãos à boca

Captain America: Civil War é tipo o X-Men 2 só que ao contrário e em mau. O incrível filme de Singer, no inocente e longíquo 2003, provocava o debate, abria de facto guerra, não só às personagens mas aquilo que elas tão bem representavam. Acreditavam. Era tempo para se manterem unidos. Ora bem, na mais recente pastelice da Marvel, é tempo deles se manterem separados, depois um bocadinho unidos, depois separados de novo, unidos, separados, e, talvez, unidos? Toda a classe cinzenta, política e pouco circense de Captain America: Winter Soldier, dá lugar a uma feira, uma espécie de Avengers 3, um filme que apenas existe a espaços. O resto são fatias de uma enorme novela, para apresentar mais 36890 personagens que irão nos próximos anos dar origem a mais 64780093 filmes. Faits divers, para um grupo de amantes, de fãs que mamam as piscadelas de olho como se fossem caracóis numa tarde agosto. Mas não passam disso, faits divers, volto a dizer, faits divers. Toda a parte dos protocolos, da diferença de visões, de modos de pensar, colocada em cima da mesa para debate deveria ser o motor. Porque isso interessa e teria interessado. Mas não, vamos é falar do Bucky, que já teve direito a um filme, mas vamos lá falar dele outra vez e da amizade mais mal parida da história das amizades mal paridas. Numa espiral de vai não vais, aos soluços, num argumento que se confunde a ele próprio e se auto destrói, sem dó nem piedade. 

Ah não é nada, faz tudo sentido. 

- Porque é que a CIA, ou o FBI, ou a bófia, ou sei lá quem, anda séculos à procura do Bucky e nunca se lembrou de colocar uma imagem no jornal como fizeram quando ele era suspeito da bomba?
- Porque é que o mau é o pior mau de sempre na história de todos os filmes da Marvel quando pensávamos que isso já não era possível?
- Porque é que o mau quer saber onde estão os super soldados?
- Porque é que o mau não usa os super soldados?
- Porque é que o mau não mostra logo, tipo no início, a cassete com o Bucky a matar os pais do outro?
- Porque é que a cena do Vision com a Wanda parece saída de um filme porno? Ah paprika. Ah nunca comi nada na vida e tal.
- Porque é que só morre o pai do Eusébio no filme todo?
- Porque é que a Widow mostra tão pouco a peida?
- Porque este filme nunca mais acaba?

Depois das fofocas

The Shallows é o meu tipo de trailer. Quiçá, meu tipo de filme. Ainda para mais super bundão e mamão da Blake Lively. Sem grande espaço para manobras, aborrecimentos ou tristezas. É só ela e o tubarão, como aquele filme em que era só ela e o senhor do parque de estacionamento. O gato e o rato têm os dias contados.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Este poster é um bocado parvo

A sinopse pior. Uma bailarina e um violinista apaixonam-se e depois vão participar num concurso de hip hop. E depois não percebi muito bem porque o trailer desligou-se. Sozinho. De repente. Estranho.

Mais uma noite descansada

Outro, do género, e também na dica do rectilíneo, Hush. Não podia, e aqui não podia mesmo, ser mais simples: uma surda muda vê-se encurralada em casa por um psicopata. E podia haver aqui um golpe de asa, uma brincadeira ou desconstrução. Não há. A surpresa é mesmo essa. Flanagan, o cavalheiro do Oculus, consegue de tal modo a imersão que damos por nós, de novo, a torcer. Toma lá caralho. Quando ela lhe manda umas porradas. Tão isolados no truque do som - clap, clap, clap - que só voltamos a ouvir em segurança umas boas horas depois. Ansioso por Before I Wake.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Já lhe chamam o Coisa Ruim de New England

Desde Kill List que um final não me deixava tão terminado. Como se não houvesse nunca a percepção de outra estação. Eles lá falam em flores, mas não, mentiras, numa espiral descendente do negro. Um ambiente fechado, pequeno, pobre, sujo e animal. Incrivelmente bem retratado, sempre nos fechos a negro, na latência dos próprios parágrafos de contos populares e velhas histórias. A chocar com os rostos lívidos de uma pressuposta inocência. Desconfortável, demasiado teatral de tempos a tempos, mas no final dos chamamentos e gritos, um dos grandes horrores do ano.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Mas porque é que todos os filmes não são com a Maria Isabel?

Agora que já estou sóbrio, posso afirmar com testa séria: não tem merda nenhuma a ver com o Cloverfield. Só nome, e mesmo o nome já estica. É tipo família, e tal, e depois, os ovos da Páscoa. Oh moços, querem um balançozeco, tudo bem, agora não se ponham com teorias desgraçadas que depois um gajo fica cheio de falta de ar. Saí do cinema a acreditar que isto estava tudo ligado, e a fazer desenhos no meu livro de esquissos. Esta última parte é mentira mas a primeira confirma-se. O cerne, é que não precisam nada um do outro, são orgânicas muito distintas: um found footage para um found miúda presa num bunker. Muito twilight zone, a segurar bem o mistério, com uma protagonista fortíssima - nunca percebi bem porque é que ela não aparece mais - enrolada numa imagética muito própria. Sem grandes regras, virando tudo à esquerda no último acto porque sim, respondendo, para o bem e para o mal. Ah e depois claro, já me tinha esquecido, mas quem tem a respiração pesada de John Goodman tem tudo. Meio filme, naquele desconforto débil, naquela prisão. E depois claro, na boa tradição destes novos mistérios, a música, sempre a música.

Cineobrigatório

Eu sei, eu sei, mas é o Independence Day

Também nós, espectadores, tivemos os tais 20 anos de preparação. Duas décadas à espera. Provocam-nos habilmente com isso, quase em jeito de questão, reflexão. Que estamos nós à espera? Somos nós, a tal geração que foi levada a acreditar que podia ganhar, mudar? O trailer ingenuamente - de propósito - apela a este puto, a um quase papel químico do primeiro, dos 14 anos, de um olhar deliciado sobre um blockbuster; porque as coisas aí eram de facto divertidas. Vamos lá a isso.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Pensei que ela estava contigo

Já na luta final, há um plano longitudinal da Gal Gadot, que começa nos pés e nunca mais acaba. Onde ela está, tentando ser o mais cavalheiro possível, toda escarrapachada. É um momento bonito de cinema. O filme, percebe-se bem o porquê da aversão americana da crítica: tenta ter uma história, e isso, os reis dos hamburgers não perdoam. Bonito é o Ultron, e o Cagalhão América a dar tau tau no Iron Man, com 36 personagens unidimensionais e uma dor de cabeça que ninguém quer comprar. Essas maricadas da Marvel é que os deixa cheios de sangue na piça. Algo que tenta oferecer mais que o recto tem de ser eliminado. Selecção natural. E é isso que melhor define o filme de Snyder, a tentativa. Existe ali um argumento, uma intriga, um plano, que nos mantém sentados. Existe um vilão, existem questões, existe política. Um par de lutas fenomenais que não cansam - a do Batman quando resgata a mãe do outro é fantástica - e actores à altura. O que falha? Falham as unhas, é um fardo demasiado pesado, que rapidamente cai no deslumbramento, no querer chegar a muitos sítios. A edição precipitada leva a buracos desnecessários e à inevitável pressa. Mas feitas as contas, mete o predecessor a um canto e mantém a chama dos super heróis minimamente acesa.

Qualquer dia é moda

Só porque a namorada do chinês é bem boa, vou avisar excepcionalmente, que o textinho que se segue contém chibanço. Espoilers, como diz a Dilma. The Boy não tem de facto nada de novo: um casal de velhos assustador contrata uma ama para o seu filho, que é nada mais nada menos que um boneco. Tudo porreiro até ao sacana do pequeno começar a fazer das suas. Tem a, ainda jovem, resposta. Assombração? Espírito demoníaco? Annabelle? Não. É só o cabranote escondido nas paredes. Solução usada já em algumas obras do género (Housebound, The Pact) e que me continua a surpreender. Se calhar quando chegar ao emparedado número trinta e dois já comece a suspeitar.

Com o diabo às costas

Florence. Ontem. Trio de gajas, que não sei cara, nome nem composição física apesar de imaginar gordos cabaços, discutem qual o último grande concerto que viram ali. J. Lo, ou para o povinho Jennifer Lopez. Concertão, dizem, enquanto aguardam impacientemente pelas duas músicas que conhecem da artista do dia. Depois, depois há sempre a malta que diz que a voz dela é igual à do cd, o que realmente me surpreende, vou  na esperança que a voz dela seja igual à da senhora da Repsol. Por último, em 30 mil, 26 mil estavam a filmar, o que dá sempre jeito, ter 26 mil versões do Shake Out, com som ranhoso e granulado carregado. Já saquei algumas mas estavam todas em screener, se alguém tiver um brrip dos primeiros 5 metros da plateia zona centro por favor envie. Quanto à ruiva, é outro campeonato, com aquela juventude fodida e magoada que tão bem entoamos. Um rodopio de vida, de ressacas à procura de uma cola, de fragilidades que se constroem numa enorme festa. No exorcismo da lição. Tão essencial como a própria música.

domingo, 17 de abril de 2016

I post

Confesso que me dá algum pau quando ela diz this is a rebellion isn’t it? I rebel. Apetece-me encaixar isto em todo o lado tipo this is a blog isn´t it? I blog. This is a shopping isn´t it? I shop. Ou mesmo fazer piadas tipo this is a robotics isn´t it? I robot. Ahahahah, que engraçado que isto foi agora.

E onde encontrá-la

Aquele novo filme do Harry Potter, que não é bem do Harry Potter, tipo spin-off, mitologia, universo. Cheira-me a soneca pesada. Mas o que interessa, e que só descobri quando dispensei mais de 12 segundos com o poster, foi que está lá, embrenhada em magia, Katherine Waterston, nova paixoneta deste vosso escriba. Viram como se faz? Não é difícil encontrar bodes expiatórios para estas novas banhadas, é tudo uma questão de hormonas.

domingo, 10 de abril de 2016

Este texto é sobre séries, é grande mas tem uma gaja nua

Não vejam The Path, não vale a pena. Para além de faltar tudo, falta intensidade. Vejam o trailer 30 vezes ou então ouçam só a música dos Fleet Foxes, foi o que eu fiz. Mentira vi dois episódios, o segundo é igual ao primeiro. Estava com esperanças que a Michelle Monaghan levasse uma canzanada como no True Detective.
Mas não. E o Jesse está cá com um overacting. Assim não miúdo. Depois, e porque vocês vão dizer ah mas não viste toda. Mas vi o 11.22.63, também é da Hulu e também não. Este então, colocando de parte o ódio direccionado ao protagonista, é dos desperdícios mais sofríveis, mais mal realizados e montados de que há memória. O último episódio, quando ele dança com a velha, juro que ouvi estalactites das grutas dos Alvados a cairem de desgosto e desespero. E a Sarah Gadon faz cá um papel de sopeira adormecida. Nada daquele gelo Cosmopolis
Como a Elektra. Esta segunda temporada está má de papar. Vou a meio. E este fastio deve-se em parte à gaja. Com aquele sotaque manhoso, que pode a qualquer momento tirar uma bola de cristal para ler a sina. Mas ela é bonita vá.

Como a outra, que também tem o sotaque mais irritante do mundo mas manda um corpão. A quenga do Black Sails.
Que - ai tanta mama só para chegar aqui - continua a ser a melhor série de ação e aventura, sem qualquer receio das barreiras que quebra ou caminhos que toma. E tem tanta história, tanto detalhe e sussurro, isto sim um jogo de tronos, de amigos e inimigos, piratas, que um dia estarão naquele livro. O final estará nos melhores, aquele diálogo que acompanhou do início ao fim, o plano, entre incríveis planos de batalha, sempre o diálogo, entre duas das maiores figuras literárias e agora televisivas do género. Viva Nassau. E sai uma pirata gira.
Para terminarmos com American Crime Story, que duma história cinzenta e mastigada, conseguiu uma dezena bestial de episódios, bem editados, bem realizados, e com muito foco. Apesar de não ter moral, de não tomar partido, não cai no registo sonolento de Spotlight, e aponta as pessoas. São as pessoas, a história são as pessoas, e foram aquelas pessoas, naquele momento, com tudo o que as carrega que fizeram aquela história. E o valor é esse, o suspense é esse: os olhares. Aquele punho fechado no final. O choro. A sucessão de uma peça a bater na outra, como se estivéssemos a assistir à evolução de uma espécie única e intemporal. Belíssimo.

sábado, 9 de abril de 2016

Batalhas musicais, especial super-heróis

Bestial ou formidável? Nunca sei aquando o momento decisivo de escrita. Gosto tanto das duas. Assim como o outro dilema, desta vez dois inícios, ambos com "super-heróis", ambos a melhor coisinha do filme: início clássico, histórico e inesquecível de Watchmen, ou início genial, grotesco, brutal, viciante e igualmente inesquecível de Deadpool? Dói não dói?




Rogai pela buzina

Isto agora vai ser tudo mas com gajas. Já perceberam não foi? Mas não é a Felicity Enjoada Jones que me traz aqui - ui sou rebelde eu rebeldo-me - nem o Ben Mendelsohn que é o melhor ator do mundo de sempre e que possivelmente será um vilão assim do caralhão, é o facto do trailer do Roga Um ser um trailer buzina. Ai como eu gosto de trailers buzina. No Brasil chamam-se trailers sirene, mas eu prefiro buzina. Outros trailers buzina? O Prometheus, e o...Prometheus, só para dar dois exemplos, porque eles são muitos.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Em linha, e já a seguir

Acho que essa também aparece

Zombies sei bem o que é, agora orgulho e preconceito nem por isso. São merdas que se apanham na Primavera, acho eu. E lá está o problema basilar desta obra, que tinha tudo para ser espectacular, muito pouco dos primeiros, muito dos segundos e terceiros. Muito de conceitos que não entendemos e que se traduzem em erecções de aborrecimento. Depois há mais: pouca mama, pouco sangue, lutas mal amanhadas. Porque é que não pus o 400 Days, pensei eu, enquanto o Mr. Darcy, oh o caralho que o foda, lá andava feito parvo a fingir que não gostava da tesuda. Santa pachorra e zombies.