quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Birra

O meu computador anda tão lento que só me apetece ver o Flash. Mas aquele de camurça.

Já aí anda


Sombras do básico

Dakota com algo de Stone. Até pode ser do cabelo, mas o sal pisca e arde. O resto, bem o resto são sombras, clubes amestrados de sexo, do sexo escondido nos VHS de prateleira. Apetecível, a escorrer suor e porcarias, como assim deve ser. Tão real e orgásmico como qualquer suspiro de saudade.

quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Para ti tudo

O Ethan Hawke ensinou-me uma grande lição: ajuda sempre. Se ajudares sempre um dia serás recompensado. E não é preciso seres bom, basta seres sério, como diz o Úria. Ele lá foi e no final, aqueles latinos não o mataram. Em sinal de agradecimento vejo tudo. Vampirada, bodegada, porrada, tudo. Acordo e olho para o cardápio, deixa lá ver o que este maroto me reservou para hoje: ui nada mau, uma mistura de Timecop com The Adjustment Bureau, que ainda por cima tem uma prima da Jodie Foster em início de carreira. 

É água de mar, é mar salgado, é halite e cloreto sódio

Mete só novelas. Ainda assim é um projecto que abraço com muito carinho. É simples: meter as personagens femininas a tomar a pílula para ver até onde é que a narrativa aguenta.

terça-feira, 15 de Julho de 2014

Inimigo uma ova

Desde Resolution que o meu miolo não era bicado desta maneira. É para isso que servem, no fundo, os bons, ficar muito para além da hora. Mas o bar já fechou. Aí é que está, só agora abriu.  Nas janelas, nos quartos, nas estradas, enquanto apenas um corpo oco se arrasta: a matutar. Assim, todo o dia, sem conseguir de facto chegar a muito mais. Enemy é um filme magnífico, que merece segundo e terceiro visionamentos. Até lá os esquissos, sem ordem nem consistência e com muito pouca matéria lida.

A cena inicial é o final. Já depois da aranha, com a chave na mão e o porteiro que pede para ir com ele. Como se encaixa com o verdadeiro fim, no quarto, não percebi ainda. Estes primeiros destroços são cruciais. O telefonema da mãe, a dizer que gostou da sua nova casa mas que ele não pode continuar a viver assim, que está preocupada. O que aconteceu então para ele chegar aquele ponto? Na minha opinião, o acidente, que vitimou a sua amante e causou o divórcio, destroçou a família que ele ia construir - daí a foto rasgada, sem a esposa. Outra hipótese é ter sido ela própria a morrer. Seja como for assistimos a um homem assombrado que se tenta corrigir, voltando atrás e aceitando a identidade que nunca devia ter deixado. A rotina, o tique taque, o ser engolido sem o medo e a adrenalina. 

Vou agora dar uma volta e partir mais um pouco de pedra. Até lá escrevam e opinem. Depois bebemos a imperial.

Miss julho

segunda-feira, 14 de Julho de 2014

Categorias que nunca mudam

A prequela de Into the Wild, que logicamente tem o nome de Wild, traz consigo não só um poster e um trailer, como aquele ruminar irritante da suposição. Antigamente, para as tontinhas ganharem óscares tinham de engordar, colocar narizes falsos e perucas. Agora, basta não pôr base de manhã, basta vestir as calças de fato de treino e a tusa aparece logo: epá que papelaço, está mesmo diferente.

quinta-feira, 10 de Julho de 2014

Temos menino?

Não sei se é dos cães ou do simples facto da melodia de Max Richter me levar directo a Truman Sleeps. Pode ser de ambos, pode não ser de nenhum. Agora que anda aqui um campo magnético qualquer ai isso anda. 

quarta-feira, 9 de Julho de 2014

Sempre a estragar

Acordei a gritar. Mais um pesadelo? - perguntou a Scarlett. Sim. O Ridley Scott de novo? - voltou a questionar, na compreensão da festinha. Sim. Todas as noites o mesmo. O último o pior: nele o rebenta mitologias e rebenta boas histórias preparava-se para rebentar a Bíblia. Tive de ir logo ver O Príncipe do Egipto de emergência.

terça-feira, 8 de Julho de 2014

segunda-feira, 7 de Julho de 2014

Depois de Maléfica

Bem, logo depois, tive de apanhar a pilinha e voltar a pô-la. Filme neo-disney dos pés à cabeça, que esquece as boas velhas regras para se remeter ao olho cheio. Afinal era assim. Podia ter sido assim mas com personagens, acho que ficava mais porreiro: a Jolie é como o Depp, cada vez pior, a pita parece que comeu cogumelos mágicos, o pai parece que está bêbado - daqueles bêbados violentos - e o príncipe parece dos One Direction. Dito isto resta-nos esperar que o nova pareceria Angelina/Disney, Cruela, seja algo mais consistente. A sinopse promete: Cruela, uma aristocrata boazinha e simpática vê o seu caniche ser assassinado por um dálmata vadio. A partir desse dia ela esquece os sentimentos e jura vingança contra todas as quatro patas sarapintadas. Mas será ela capaz de ser verdadeiramente cruel quando percebe que a salvação para a leishmaniose poderá estar num conjunto de 101 dálmatas marotos e fofinhos?

sexta-feira, 4 de Julho de 2014

Escapadinhas

Si ou nopse?

Memento namora com 50 First Dates que por sua vez tem um caso escaldante com Shattered. Si.

quinta-feira, 3 de Julho de 2014

Estava a ver que não

Silicon Valley pôs-me a rir como eu já não me ria desde que achava piada ao Eddie Murphy. Elenco genial, diálogos no ponto e um logotipo bonito. Simples, mas bonito. 

Perigo Cangurus

Assumidamente mais do mesmo mas não menos divertido. Agora com uma lógica mais assente na estrada, asfalto, terra. Nas terras de ninguém que pertecem aos loucos e cangurus. Saltitando inteligentemente de presa em presa, de gota em gota. Porque o fim dos dias é de facto assim tão quente.

quarta-feira, 2 de Julho de 2014

Agora sim o canto do cisne

À terça-feira, as 11 pessoas que gostam de The Killing no Alentejo Litoral juntam-se para debater passado, presente e futuro. Estou lá, sim, membro fundador. Eu, o meu irmão, tio e amigo. Os outros sete são irmãos, tios e amigos do amigo. O que interessa é a força, nunca deixar de acreditar na renovação certa depois de um cancelamento bruto. Uma, duas vezes. Ninguém nos pára. Força malta, é para rebentar.

Retrovisores

Desde o Driving Miss Daisy que um poster retrovisor não me tocava desta maneira.

The Gunfighter


terça-feira, 1 de Julho de 2014

Inesquecível a neve no cabelo de Green

Chegou ao fim, com uma daquelas perguntas que encaixa em qualquer monstro. Para que o espectador possa também reflectir com ela. É que apesar de já sabermos a sua resposta demoramos deliciosamente a encontrar a nossa. Até para o ano Penny Dreadful.

Sim, tem cena épica com música para postar daqui a uns meses

Sim, X-Men: Days of Future Past traz de novo o bom nome à velha guarda mutante. Porém faltam não só os diálogos pujantes de X-Men 2 como os mecanismos habilidosos das viagens no tempo. Então Singer, faltaste às aulas do time travel? Onde está o ir e vir? O paradoxo? O eu pequenino? O alterar pequenos e insignificantes sopros? Era tanto e tu ficaste no porto seguro do tão pouco. 

É da vida.

Gostei de Paris. Não gostei de Nova Iorque. O assumidamente conto, sem ter de ser necessariamente romance, a sair melhor na cidade da luz. O terceiro filme da saga Cities of Love viaja até ao Brasil. Agora esperar que saiba mesmo a Rio.

quinta-feira, 26 de Junho de 2014

Espécies invasoras

Sempre que sai um novo trailer passo uma hora no escritório a olhar para o poster do Tartarugas Ninja III. Só para ver se a saudade consegue mentalmente desfazer o real.
Adoro as novas tendências da desculpa. Antigamente era o remake pedreiro. Epá é igual, agora a cores e com mamas maiores. Arrota e coça o escroto. Depois vieram os reboots, metrossexuais que não queriam ser remakes, porque eram mais giraços. E pintavam os olhos. Hoje chegam os reboots que são sequelas, bichonas que estoiram qualquer categoria na escala sexual do novamente. Rebentam também com a minha paciência. 

quarta-feira, 25 de Junho de 2014

Marco Beltrami (5)

Mete o "Chronicle" a um cantinho

Foi a surpresa da temporada, cá por casa. Típica sessão domingueira de vómitos, tripas e afins. Wolf Creek 2 pode esperar, o escolhido foi mesmo Afflicted. E não há nada melhor que ir descalço para uma terrorzada. Sem saber nenhum, ou quase nenhum. Premissa muito fechada e inteligente, arranca na aventura da viagem. Um ano à volta do mundo. Rapidamente percebemos que os sítios são desculpa para depois, ainda com maior afinco, descermos aos infernos. Retorcendo e revirando, o protagonista e a narrativa, que nunca dá tudo, que nos indica rotundas erradas e curvas inexistentes. Talvez o final seja demasiado expositivo, mas quando lá chegamos, estamos já tão satisfeitos que só queremos outro petisco do mesmo calibre.

terça-feira, 24 de Junho de 2014

Só um dia é pouco

O primeiro "Como transformar uma premissa porreira num saco de estrume", também conhecido como The Purge, não me encantou. Aliás, pensei que tínhamos ficado conversados. Afinal não, ao que parece, num país da América do Sul, o filme foi um grande hit, dando então origem à sequela. Agora cá fora, com malta a fugir e depois numa espécie de arena. Ai ai, lá volta o meu sangue argentino a fervilhar.

E a gaja dos martelos!

Não é fácil ser sequela. Querer engordar sem exercitar, depois vai tudo para o rabo. Seres redondos e balofos. A maior parte. Não é fácil ser sequela. Eu sei. Mas também sei que das duas uma: ou estão quietos ou fazem como Evans. Não é fácil dar seguimento a The Raid: Redemption, uma bomba prática, despachada e inesquecível. Um prédio, sempre a subir até ao último, em danças, tiros e litros de sangue, colando referências clássicas das artes marciais em cima do herói industrial e citadino. De hoje portanto. 

Fim de dia, e depois? Depois, com tomates no sítio, faz-se tudo diferente. The Raid 2: Berandal não podia ser mais atípico, não só pela sua duração - mais 43 minutos que o original - mas pelo modo como distribui o jogo. O simples polícia/ladrão alastra para a lógica infiltrado, prisão, rua, gangue. Deixa-se o escuro para abraçar a lama, a neve, os néons, os salões de baile e o metro. Sem vir a cima, porque aqui respira-se no bailado, nos corpos que se esgotam, em carrocéis. Irónico descansar nos murros. Para a intriga nos levar a novo movimento, sem repetição nem solavancos. É mais muito mais, um adulto, sem nunca esquecer. Que se fodam os Expendables, os McClanes e Robocops. O Rama parte-lhes a boquinha toda. 


A dança dos clones

A cena que todos vão falar, amanhã ou quando forem mais velhinhos. Orphan Black é esta pausa descontraída, construída em cima da melhor interpretação do mundo, Tatiana Maslany. O futuro é esse, promissor, mas também se não for basta pôr o disco a rodar: nem eu nem elas queremos saber.

Rebobinar

domingo, 22 de Junho de 2014

The Blue Umbrella

A curta nunca falha. Pequenos eternos acontecimentos que não se podem apagar da agenda. The Blue Umbrella andava lá esquecido. Regressou hoje, maravilhoso matromónio de Jon Brion com a chuva. Para ser visto aqui

quinta-feira, 19 de Junho de 2014

Dos pés à cabeça

Faz o que quer. Seu cinema é seu cinema. Resistente, autor, para admirar e degustar. Seta certa na mouche, ninguém se engana. Porém ao entrar em The Grand Budapest Hotel fica um sabor cansado na língua, como se estivéssemos à procura de novas coisas no mesmo. 

Marco Beltrami (4)

"O Dia em que o Marco bateu na Sónia" com remake americano

Ainda nem estreou nas salas nacionais e já tem revisitação garantida. Apesar de grande parte da informação ser difusa existe já, por parte do estúdio, confirmação do nome: The Day Marco kicked Sonia's butt.

terça-feira, 17 de Junho de 2014

Xica da Silva e dos Tronos

Dez horas depois cá estamos. Uma temporada enterrada no calor do Inverno, mais uma, que vem mudar, excitar e rebentar com todas as expectativas. Aconteceu tanta coisa que sou forçado a fazer um resumo das reviravoltas principais:

- Arya ganhou a medalha do grupo de caminheiros de Westeros. No final, farta da serra, apanhou um barco;
- Bran deslocou-se menos, 100 a 200 metros em linha recta. No final um dos CEOs da Ryanair disse que ele podia voar;
- Os dragões da Khaleesi ficaram na casota com coleira nova;
- Ela, fartou-se de atender. Parecia a loja do cidadão. Problemas com novos, velhos, putos queimados, tudo;
- Já não mostra as mamas mas a aia mostra e o rapaz que não tem pilinha ficou contente. Pintou clima;
- Theon continuou sem pilinha também;
- O rei já não é um Lannister. Espera lá...
- Stannis não só se lembrou que é o legítimo rei como também é uma personagem com contrato. Apareceu no final para receber o cheque;
- E para salvar o Jon Snow que está triste porque não sabe nada. Aliás, ela já o tinha avisado que ele não sabia nada mas ele continuou a insistir;
- A única personagem que não podia morrer não morreu.

Uau. Pareço o Tom Hanks no Saving Private Ryan, ainda a tremer. Não faz assim Game of Thrones, é muita emoção!

segunda-feira, 16 de Junho de 2014

Marco Beltrami (3)

domingo, 15 de Junho de 2014

Uma bomba atómica, nhami

Bem, este Godzilla, apesar de gordinho, é um badass do caraças. Viram o gajo a despachar cartucho com a cauda? Porra. Assim sim. No final ficam as metades. Por um lado o trabalho bipolar de Gareth Edwards a tentar que nem cão faminto oferecer o pequeno quando a sua casota era de facto um palácio. Há muito de Monsters, há muito dele: o nevoeiro, as cidades desertas, as máscaras, a respiração contida e a visão deficiente. Como na cena em que a porta se fecha para não deixar ver ou o salto de pára-quedas com um vislumbre fugaz da luta. Era aí que ele queria ter permanecido, no caos pessoal da sobrevivência, das tragédias na tragédia. No final de cada um e não de todos nós. E essas vontades são momentos de espectacular entretenimento. Mas depois há o estúdio e as corridas. As grandes cenas e grandes planos. Tudo bem explicado, desenhado e contado até à exaustão pateta de um bebé. Personagens de nada a correr, porque sim. Aqui a outra divisão, que se por um lado me agarro ao que disse, por outro, possuo a infantilidade de um Power Ranger, deliciado com a batatada de monstros e com a Olsen a fugir ridícula de tudo o quanto era prédio. Às vezes fico tão confuso. 

sábado, 14 de Junho de 2014

Do outro lado do outro lado

Continente, fila. Dia qualquer. Um senhor atrás de mim insistia em assobiar Brazil, como se eu estivesse a ser perseguido pela música. Pelo sonho. E continuava, como se as notas viessem do ar, de todo o ar e aquela fosse a memória, não o filme. Bom momento bizarro-cinéfilo que serve de mote para dizer que o trailer de The Zero Theorem está aqui.

quinta-feira, 12 de Junho de 2014

Piu piu do catano

Take Futebol

Crítica no pé, artigo na cabeça. É a data, é a hora. Bem a tempo do apito, dentro destas e das outras quatro linhas a Take 35 a dar o pontapé de cinema. Vamos lá.

www.take.com.pt

quarta-feira, 11 de Junho de 2014

Memórias à solta

Não me ri uma única vez. Achei velho, forçado e despropositado. Mas são os Doidos à Solta, eles, os verdadeiros daquela altura. Alugados uma e outra vez, merecedores de capas caseiras, capas da TV Guia e cópias, de um vídeo camalhaço para outro calhamaço de vídeo. São eles, palhaços da minha infância cinéfila, do meu abc. Por isso, resta-me o fato e o rigor de uma vénia. Vamos a isso. 

Marco Beltrami (2)

Miss Junho