sexta-feira, 22 de julho de 2016

Nada estranho

E agora, depois do mais bonito poster que esta dupla de cones e bastonetes teve o prazer de lamber no ano de 2016, seguimos para o dito. Já muito foi de facto dito, e mais virá. Testarão até todos os episódios em avançadas instalações de ciência, com aceleradores de partículas e cientistas sem banho tomado. Por isso serei pequenito no salto. Mas só de falar pouco já me apetece falar muito, sintoma da nostalgia imediata. Isso é logo o embate. Stranger Things é muito específico no seu alvo. E usa a plataforma mais moderna e audaz para o fazer. Irónico. Um tempo que nos oferece tudo para uma audiência que só se quer lembrar do tempo em que não tinha nada. Era necessário pedalar, procurar, os tesouros. O cheiro dos tesouros, das cassetes, das caves ou das tardes, dos recortes ou revistas. Irónico também surgir no mesmo ano de X-Files, que tentou ressuscitar algo, e saiu furado. Merda, mesmo merda. Porque não é fácil, parece muito, o Tarantino fá-lo de olhos fechados, mas é o mais difícil no entretenimento corrente, seja ele novo, inspirado, requentado. É preciso, em primeiro lugar, contar uma história. Depois torná-la única. Por último torná-la nossa. 1, 2, 3. Só isto. Mas então, ou fogem pelo facilitismo e ilusão de que o nome chega ou caem em questões abertas, muitas, misteriosas, ui, como se coçar a cabeça para sempre fosse equivalente a qualquer decisão. Muito vago, o vago está na moda quando se tem medo de ser Stranger Things. 1, 2, 3. Resultou. Uma história, com princípio, meio e fim - venha agora o que vier - muito simples no seu núcleo, nas suas personagens e modo como elas se tocam, muito caloroso para elas, muito cuidado. Nada ao acaso, os carinhos, os laços. Entrelaçados com tantas referências que precisaríamos de espaço, de um barco maior, mas que no seu conjunto oferecem algo absolutamente genuíno, com as luzes de natal e o mundo invertido, com um novo grupo, um novo grupo de putos foda-se. E o final, o 3, o mais importante. Encher-nos este coração desistente. Fazer-nos de novo contar com eles, fazer-nos goonies, de bicla, e porra que payoff do caralho, com a Eleven a espetar aquele merdas contra a parede, no balanço da pequena fisga. Emocionou aqui o grandalhão como há muito nada emocionava. E por isso, pela simplicidade, irreverência e peito cheio, não é de estranhar que esteja aqui a série do ano.

[nota, natalícia]

Este poster, num tamanho qualquer. Já. É só em dezembro foda-se. Mas pronto, este poster, sim, sim.

Nas Nalgas do Mandarim [Comic-Con 2016]

O painel das Nalgas, na Comic Con de San Diego foi um enorme sucesso. A primeira fila estava quase cheia, aliás cheia, se contarmos que a gorda da ponta valia por dois. Apoteose com a entrada dos três génios do podcast luso, mas em especial com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa que decidiu ali condecorar e dizer que o episódio sobre moda foi uma bela merda. Ganda President. Depois muitas novidades. Algumas vá. Foi só um teaser, da temporada 4, que vai ter 1460 episódios, porque vai ser todos os dias. Ao longo de 4 anos, já lhe chamam o Boyhood dos podcasts. "Mas haverá assim tanto para falar de cinema todos os dias?", perguntou o meu irmão que estava no público. Falar de cinema maninho, então, por quem nos tomas?

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Não sou eu que sou baladeiro, vocês é que têm mel nos ouvidos

Mas como é que a Paula Patton, com aquelas dentolas vampiras invertidas, ainda consegue mamar o Ragnar na boca e nenhum dos dois se aleijar? Isto sim, dá que pensar. Agora o resto, do Fel, que é uma merda que controla tudo e ninguém sabe porquê, e controla a história toda e ninguém sabe porquê também, isso, não interessa para nada. Não sejam implicativos.

É hoje

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Ele chama

Disseram assim: dá para fazer aquela merda do Spielberg mas em bom? Ao que o Bayona respondeu, dá sim senhor. E pode ser colagem de tantas outras viagens, das crianças e suas coisas selvagens, seus labirintos e gigantes, mas este monstro é possivelmente a coisa mais bonita que vamos ver este ano. Pelo menos a palete que aqui serve de aperitivo. Incrível.

terça-feira, 12 de julho de 2016

O Flash só com gajas

Ainda não vos confessei que mamei dois filmes de gaja. E prometemos no início de tudo isto que seríamos sempre sinceros. Então vá. Foi a idade da Adelina e o filme da outra menos gorda que a gorda gorda. A Adelina é complicado, ela está sempre bué da linda, nunca fica velhinha e depois tem medo de traçar grandes bonzarrões. Isto porque levou com um raio, como o Flash. E sabe muita merda, porque já tem muita idade. E é domingo à tarde, logo depois de almoço. O outro é duma chavala que só quer é pinar sem compromisso e depois meio que se apaixona. E aqui tenho de dar alguma coisa a torcer, até pode ser o braço: há algo de muito mais sincero e inteligente nesta última incursão do Apatow pela comédia. Sempre muito refém das pilas, dos ganzados, da casa dos pais, aqui pega no pai e dá-lhe um corpo. Reais relações a entremear um conjunto quase certeiro de piadas. E ela tenta pinar o puto que vai ser o novo Flash. Vai tudo sempre dar ao Flash.

Análise exageradamente curta ao primeiro episódio de The Night Of

Estava à espera de melhor mas vou continuar a ver.

Ui, pronto, já foste

Prefiro o Eden Lake, dentro do género de pincéis fodidos de fugir. Com nativos ainda mais fodidos de gramar. Mas este Green Room, sucessor do desidratado Blue Ruin, é seco tal e qual, na medida em que as coisas simplesmente acontecem, e estamos à espera delas. Do momento do não retorno, da escalada, sempre a pensar "mas se calhar ainda dava". Não dá nada, são buracos, arrepiantes, que aqui se constroem. Este mete metal, cães e tripas. Tem também o avô Xavier em modo vilão do ano. De olho neste gajo.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

La perfidia de tu amor

Escolher o Volume favorito e tentar depois desconstruir essa decisão, é uma pequena delícia de nata. Uma bola, cheia de creme, lambuzada no seu já descontrolado recheio. Porque montar tamanha obra prima tem muito que se lhe diga. A unidade, ordem, narrativa. Existirá? Ou será um maravilhoso exercício de espectador este de: o meu é o terceiro,  talvez porque precisasse de respirar depois dos outros dois, de terminar em plena fábula, com Xerazade ou com os tentilhões, os bastiões da evolução, ali na Musgueira, no pequeno mundo, com tanto de cinema que nos esquecemos onde acabamos e onde começa o "corta". Se tivesse entrado por aqui, seria este o meu voto? Terminar no inquieto, iria-me deixar menos encantado? Mais desolado? Quem sabe. Estamos cá para trocar, para alertar, divulgar. Nos apaixonar todos os dias por Crista Alfaiate e depois continuar a cantar Perfidia, até que os sonhos nos doam.

Beicinho beição


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Dois parágrafos sobre dois trailers que acabei de ver


Table 19 - esta merda parece o The Breakfast Club dos casamentos. E tem a Anna Kendrick. Atenção eu gosto da Anna Kendrick, mas ela depois dança sempre e faz aquele ar de sonsa feinha, viva a vida. No final acaba a foder com o desconhecido charmoso bonzarrão da vida dela tipo genial inteligente e divertido. Sempre. Depois nada discretos: uma velha, um preto, um indiano, o Stephen Merchant. Só falta mesmo uma estrela velha do Friends por exemplo. Ah espera.
Blood Father - esta merda parece o Taken versão últimos dez filmes que o Mel Gibson só sabe fazer. Como aquele do Gringo, ou o outro em que também lhe matam a cahopa. Vingança, pai ausente, deserto, mexicanos, cartéis, grande erro filhos da puta. É só assim o Mad Max que vocês chatearam. E ele está piurço, barba por fazer, mas ainda muito por fazer. Volta lá à cidade pah, estás perdoado.

Mr. Turner and....

Para pendurar definitivamente. Só não sei qual. Indecisão de caso crónico, de abismal admiração que se resolve com uma mão cheia. Que pintura mais inacreditável, este Mr. Turner. Com pequenos bastidores, para a digestão, tão ou mais coloridos, aqui e aqui.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Batalhas musicais - especial já ganhou

Normalmente há um e outro. Início e final. A competir. Certo é que The Voices, comédia cabra da peste, finaliza e arrecada os prémios todos todinhos do ano. Ryan Reynolds e suas muchachas, mais Jesus, cantam Sing a Happy Song, num momento sem palavras. Que fica e fica e fica.

As velhas viagens da ciência

As Novas Viagens Philosophicas sofrem daquele mal maior da premissa financiada. Da comunicação de ciência feita de dentro para dentro, sem questionar, sem reformular, sem sequer tentar. Apresentando-se como um trabalho documental único, e sem querer tirar o mérito da técnica/esforço, o primeiro episódio destas "novas viagens", não tem nada de novo, não tem nada de viagem. Enorme desilusão que se resume a narrar planos - muitos deles aquém do que seria exigido - do trabalho de investigação de uma equipa. Grupo esse que nunca passa do plano, nunca vai além do parágrafo científico. Não há uma ideia, não há uma infografia, não há um mapa. Como é que numa série que se propõe a ir mundo fora não há um único mapa? Perdidos assim ficamos, num formato que não assume nunca o seu público e que perde uma chance única de traduzir com clareza e imaginação o trabalho fantástico que por aí fazemos.
As Novas Viagens Philosophicas

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Onde andas Olivia?

Ano de eleições

Ah e também tem fumo

Pensei: 12 euros o bilhete, pelo menos não deve ter publicidade. Pensei merda. Tinha e não era pouca. Aí fiquei logo assim do género, mau maria. Depois o empregado estava mega excitado e disse que íamos adorar, para nos agarrarmos à cadeira, que com aquele filme ia ser mesmo maluquice. E de facto, para quem já ia meio atrapalhado da garganta o 4dMaxSuperDTXY é uma loucura. Uma dúzia de turbinas de ar para cima de um gajo sempre que alguém pensava sequer em ir à rua, abana cadeira, wow, wow, cospem na cara, flash, flash, abana cadeira. Deviam era para além dos óculos oferecer também o Strepfen Mel e Limão. Não malta, não.

Rita Pavone pelo menos até ao final da semana

Nueve Reinas é aquela orgânica resposta para quase todas as questões da vida. Sem nunca se desmanchar em fórmulas ou soluções. Trapaças, no topo do ladrão engana ladrão, da mestria narrativa de uma corrida. Da cidade enquanto máquina viva, cenário, faz sempre o papel de enorme cenário onde os pequenos se tentam lembrar. Pequenos enormes atores, parelha inesquecível e ela irresistível. Onde se tentam lembrar da canção, como era mesmo, provocando e avisando: corta para negro e entra a música quando tudo termina, uma festa. Um dos meus finais.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Enjooring

Primeiro irritam-me estas "obras primas" do Wan que são sempre o mesmo filme. É o Dead Silence mas noutra casa, com outro boneco ou assombração. E as pessoas deliram, pior, deliram porque dizem sentir medo. Pior ao quadrado: faz sequelas do que por si só já é sequela, conjuring, chochuring, pichiring, o insidioso, o cagalhoso, o amaricanoso, e não pára. Segundo e último, falando mais especificamente desta última incursão: parem de dizer que aquela merda é uma história real. Foda-se mas não há nada que regule o "baseado numa história verídica"? É que aqui bate no fundo e depois dispara que nem ejaculação inchada para o ridículo. É o mesmo que agora estrear "A Raposa e as Uvas" e dizer "a próxima história real baseada nos arquivos de La Fontaine.

Fãs de Game of Thrones falam de final indecifrável

Pois é. Muitos fãs de Game of Thrones, muitos mesmo, quantos? Sei lá, imaginem as filas para o painel do The Walking Dead na Comic Con mais o número de indivíduos que foi ao Rock in Rio ver a Ivete, das vezes todas que ela foi. É muita gente. Então, como eu estava a dizer muitos fãs estão desiludidos, chocados fodidos, com um final que apelidam de indecifrável. Isto porque, palavras de um dos fãs "a narrativa andou, aconteceram coisas, e isso não faz sentido nenhum numa série como esta", ou "durante seis anos somos habituados a finais que nada adiantam, que nos prometem mais 4 ou 5 temporadas de um genial nada e agora vemo-nos confrontados com a possibilidade de a história se mover". Isto tudo porque, para quem não viu, a Khaleesi deixou Palma de Maiorca com os navios todos possíveis de fazer em CGI num único plano e promete ir rebentar com aquela merda toda. A Cersei por outro lado mata metade do elenco e rebenta mesmo com aquela merda toda. Clap clap clap. E o segredo que toda a gente sabia do João das Neves é revelado. Ou seja, ou se põe a pau ou Game of Thrones poderá de facto ficar interessante.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Já vi e é espectacular

Primeiro, para os sensíveis da vista, e como eu sou ferrenho, vou me desbocar à grande à francesa. Daí, meus filhos, não viram, ou vão espreitar o Breshit ou estão por vossa conta. Então: tem personagens novas bacocas, uma loira jovem boa, uma morena semi cota boa, o Ian Malcom, um cão, um autocarro escolar, monges no Tibete a ouvir rádio, tribos africanas a ouvir rádio, tribos africanas que lutam com catanas, uma nave do tamanho do Atlântico, yeahhhhhs com fartura, continência ao Mr. President, mais yeahhhhs, alguns "we got her!", uma rainha que é um super rip-off do Aliens, mas que corre no deserto, um segundo grupo de alienígenas que são bons e que são tipo uma bola de bilhar, e um super final em aberto para o 3. Foda-se. Como é que um gajo pode dizer que não a esta merda? Claro que falta magia, claro que o potencial de toda a mitologia criada nestes 20 anos é um pouco colocada de parte e poderia/deveria ser o sumo da premissa. [Apareceu noutras plataformas mas deveria continuar aqui acima do carrossel.] Claro, mas vamos lá, é uma guerra intergaláctica, fiquei tão excitado que parecia aquele gaiato no final do Back to the Future 2. O Emericas sabe uns truques, um deles é voltar.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Não sou de comparações fáceis mas o outro é melhor

O novo filme do Bay é tipo o Cercados mas um bocado maior, e um bocado mais podre. Muito limpo naqueles habituais contra picados e com pouco nervo prático. Pão pão merda merda. Que no fundo é o que tem de se retratar em situações assim, de absoluta ausência de bom e mau, de razão. Mais secura, sempre mais secura.

Sempre em frente que o caminho é este

Jack Reacher foi dos policiais mais porreiros que vi nos últimos tempos. Suspeito do costume, numa intriga certinha e assertiva, a ação a levar-se a sério, com espaço para não o fazer. As deixas, e as reviravoltas. Não nos põe as orelhas grandes, como a maioria, daí a minha tristeza quando li - ou absorvi por osmose - que não existiriam sequelas. Depois voltei a encher o canudo, afinal sim, e cá está. Na linha do primeiro, da primazia de uma história em detrimento de uma cena. Mais disto, menos do impossível por favor.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Terraplanagem

Primeiro, talvez o maior desaproveitamento de possíveis tesões e outras surpresas com latex. Olivia Munn, esse todo de mau caminho reduzido a uns cameos mal apanhados e tal. Pouca mama, zero rabo. Enfim.  Segundo e último, quando o plano do vilão principal é terraplanar o planeta, que nem empresa de reabilitação ambiental, e depois com o que o sobrar fazer qualquer merda, é porque existe algo de muito errado com o universo. Neste caso X-Men, que morre aqui às mãos de seu criador, do seu real impulso e alma. Ironia dos tempos, nem foi assim há tanto tempo. Mais ironia, e ainda goza, que as terceiras partes nunca prestam. Como se tivesse o dom. Não tem. Tem o mérito de ter feito a melhor sequela e a melhor em muitas outras coisas, X-Men 2 é inacreditável e melhorá sempre com o passar dos dias. Mas hoje vamos fechar, como os outros pampilhos dos avengers também deviam fechar, porque se vive de histórias boas em papel que viram mecanismos no celulóide, sem tempo nem ritmo. Esgotou-se, há muito, e ou existe coragem, ou então, as mesmas perguntas só nos levam ao desespero. E à bola preta.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Chantagem nalgal

O Pedro e o Carlos disseram-me hoje que só gravam a terceira temporada do Nas Nalgas do Mandarim se eu malhar o Libertem Willy 4 - Fuga da Baía do Pirata. Eles já viram, adoraram. Viram muitas vezes, adoraram todas e dizem que sem este saber presente nos três não conseguimos avançar. Dilema fodido este. No entretanto, enquanto se espera, vão ouvindo queridos, vão ouvindo.

Há mais de onde esta veio

Chama-se Andrea Riseborough. Uma das novas favoritas deste vosso. Ainda para mais rainha noutro deleite, Bloodline. Win, win.

Lembrem-se, lembrem-se

Atenção que eu gosto muito do Mike Banning, uma espécie de último reduto McClane, só de faca. Deixa certa, contra mil. Faz falta. A questão é que eu vinha no outro dia com o VHS ligado, no episódio do Speed, e percebi duas coisas: primeiro que me lembro deste 94 do início ao fim, e segundo que não me lembro pevas deste London Has Fallen que vi a semana passada. Há um problema crónico, e não é só da ação, é do mundo: incapacidade de construir. Não existem set-ups, nem grandes momentos, de A para B, segmentos, cenas , aquela cena, aquela! Já não conseguimos, cada vez mais perdidos em montagens condicionadas ou fogos de artifício sem valência, perdemos o ritmo, perdemos a memória. Ficamos reféns do vazio. Prisioneiros da saudade. E a seguir já escrevo um texto com palavrões que esta merda foi muito maricas.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Boo Bop BopBop Bop

Toda a gente a cascar no filme da gorda caça fantasmas e ninguém se digna a repudiar com afinco o remerdas do Pete´s Dragon. Eu já repudiei uma vez, mas vamos lá ser sinceros e justos: não podem ser sempre os mesmos não é? Volto a dizer, CGI pesado e o dragão é peludo. Não há faróis. E até ver, zero musiquetas.

sábado, 11 de junho de 2016

O Sean Connery também tentou, em tempos

A wikipédia também é humana. Estava eu a vasculhar os subgéneros do género thriller quando me deparo com um esquecimento grave. Há os thrillers da conspiração, os criminais, os psicológicos, os tecno-thrillers, os políticos e os eróticos. Isto diz ela.. Então e os "thrillers com o Anthony Hopkins"?! Estava a mamar o Solace e a pensar, este gajo é já uma subcategoria por defeito, ou seja, não sabemos bem porquê, sabemos que ele anda lá, em tempos foi qualquer coisa, hoje está mais velho, é sempre o mais inteligente e que aquilo é um "thriller com o Anthony Hopkins". Ponto.

Até ver

A dupla processou o pessoal, uma gaja da ioga, não tinha mamas ou sei lá. Não li a notícia toda e também gosto mais quando é assim meio boato, com tudo tremido, como se estivéssemos ainda a arrotar cerveja. Certo é que o novo de The Shallows é, até ver, o trailer do ano.

O pau dos 20 anos

Acordo de manhã e olho: então mas que pau é este? Junho não me costuma entesar deste modo. Enquanto desmonto a tenda chego à resposta. É que está a chegar o dia amigos, está a chegar.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Voar baixinho

La migliore offerta, passeriforme que voa baixinho, vindo sabe-se lá de onde, construído nos cafés, nas cervejas e nos conselhos. No boca a boca, como se estivesse escondido, a própria relíquia ou antiguidade, do outro lado da parede. Ela ou o quadro. Sendo a agitação dos dias a nossa prova de fogo, para a podermos ouvir e descobrir. Complexo, tão complexo como o próprio jogo a que se propõe: desmembrar um ser humano para construir uma máquina. Não é novo, por vezes demasiado comprido e previsível. Mas doces camaradas, tem um dos finais mais infinitos e inesquecíveis destes últimos anos.

Porque é que ninguém me avisou

Que havia o Linha do Tambor 2? Ainda por cima agora é com uma gaja. Foda-se.

Tirar os três?

Apesar da crítica, do público e do próprio Marcelo, considerarem Nas Nalgas do Mandarim a melhor merda de sempre, ainda não há confirmação por parte da produtora de uma renovação. Lembramos que a primeira temporada começou muito forte, com um share grande, tipo números mesmo grandes, mas depois a linha começou a baixar na faixa dos 45 aos 87, o que provocou alarido. A segunda temporada foi já alvo de algumas regravações que custaram uma fortuna ao estúdio. Os rumores de que eu tenho uma gaita maior que os outros dois também não ajudam. Por outro lado plataformas como a Netflix e canais como a HBO já se mostraram entesadas por aquele que é considerado por muitos como o "derradeiro e definitivo podcast de cinema". Vamos aguardar com calma e com alguns bonequitos de cera a arder.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Já chegou, todo de uma assentada

Batalhas musicais - o confronto final (mete votação e tudo!)

A ideia inicial, quando ainda cagava tops ou fazia batalhas, era isso mesmo. Numerar ou comparar. Para quê meros mortais especialistas de comédias românticas de merda? Há apenas um único...E não é, e não é que a meio do texto inverto tudo e me lembro de mais uma série deliciosa de bostas que aqui devem ser referidas? Oh sim, e estamos de novo em jogo cabranagem! É isto que eu adoro na blogosfera, este ritmo frenético de postagem que tanto pode dar um oi solitário ou um ai de suruba. Então, qual o vosso momento musical favorito em comédias românticas de merda bastante secundárias, o pedido de desculpas em American Pie: Band Camp, o pequenino dos patins na Honey, o final de Bring It On ou também o misericordioso adeus de My Boss's Daughter. Podem votar aqui ao lado. A música vencedora irá ser genérico da season 8 do Nas Nalgas do Mandarim.



terça-feira, 24 de maio de 2016

Parece-me que encontrámos o tal vencedor

Falando agora de séries, Preacher: melhor piloto do ano e uma promessa do caraças. O meu pobre coração, sem conhecer de fundo o material de origem, está naquele limbo de entrega total e reticência. Mas que gozou forte e feio, durante uma hora, lá isso gozou. E boom, lá se foi o Tom Cruise.

Os meus momentos favoritos do Hodor foram na temporada passada

Vale tudo. Vale tudo porque as pessoas adoram, continuam a adorar. Daí, os truques de algibeira que agarram legiões pelos colhões, ou sem fins pelos tintins. Eu acho que a malta foi toda contaminada, água ou telemóvel, uma merda global, mas isto sou eu. É normal um episódio intitulado a senhora de vermelho apenas justificar o seu nome no último minuto? Anteriormente intercalando cenas e personagens que nada têm a ver com o termo, com a unidade, com a coesão de conceito algum. Mas as bocas ficam abertas, como se limpassem o tédio dos 50 infindáveis 60 segundos anteriores. Game of Thrones está tão pobre, e tão sem ideias que concretizam algum tipo de movimento neste truque de rua: os últimos minutos são o nome do episódio e neles algo mexe. The Door, para além de ser mais um destes espécimes, tem ainda o descaramento. Ora bem, querem mesmo que eu acredite, que o velho das barbas, ou outro argumentista bêbado, tinham pensado que Hodor era diminutivo de Hold the door, por sua vez dito num ataque em criança, por sua vez provocado por um puto que viaja no tempo sem poder interferir mas que afinal pode. A sério? Somos assim tão parvos? Muita gente emocionada com o episódio. Tenham lá os sentimentos que quiserem agora não chamem episódio a um marasmo de ideias finalizado por um cereja a martelo. Acho que para a semana vão explicar porque é que a Arya se chamava Arya, pelos vistos a mãe estava em Aveiro, grávida, junto à ria, e o Ned disse "é a ria", "é aria", "éaria", "Arya". WOW!

sábado, 21 de maio de 2016

Até tinha um título grande

Era assim: porque é que The 100 é a mais importante ficção científica televisiva da década. Ponto de interrogação. Achei-o demasiado pavão, e demasiado sério. Apesar de reter a chave da coisa. Já aqui trabalhada, mas agora, finda a terceira temporada importa voltar a lembrar. Por muitos que sejam os esgares juvenis, a verdade é que esta epopeia semi-espacial é já uma mulherzona de provas dadas. São muitas as referências, as misturas, mas não há nada assim, nem irá haver. Na restrita descendência de Lost e Galactica, The 100, para além da coragem e eficácia, tem aquilo que é tão difícil numa série, numa contínua jornada de pessoas: fazer com que elas importem. Criar um leque, uma equipa de malta que nós tratamos pelos nomes e que lá partimos pedra juntos, mais por uns, menos por outros. Mas cabrões míticos pah. É isso Jonh Murphy. É essa pertença que é tão vital, e que uma vez, de muitos em muitos anos, nos enche a a casa de gente.

Conselhões do Tio Ferreira

Conselhões porque rima com lições. E porque conselhos rima com pintelhos, não me pareceu moralmente adequado para uma rubrica. Ainda para mais uma rubrica tão útil que funciona assim. Digo um filme. Triple 9. Depois digo assim: não vejam que não vale a pena. Era brutal que fosse apenas assim, mas depois ia pensar que estava a ser irónico. Mas não. Percebo tudo aquilo que vos pensar na felicidade. Mas não. Bom elenco, má execução, péssima execução, numa narrativa que se fragmenta a partir da sua metade, para não mais se encontrar. Sem pólos agregadores de interesse, sem foco. Nem a Wonder Woman nem a Kate do Titanic com penteado à Doidos por Mary salvam esta valente chacina. Se querem um bom filme de bófias cabrões vejam Dark Blue, aí sim.

terça-feira, 17 de maio de 2016

9 anos

Andei para aqui a ler, e quando era miúdo, segundo, terceiro, por aí, escrevia belas prosas de aniversário. A tempo e horas, que nem doidinho fanático. Amante do seu menino. Hoje continuo no meio dos lençóis, prometo, só que mais esquecido e grisalho, tristonho claro, mas aqui. Dia 5 de maio o Créditos Finais fez 9 anos. Foda-se. Mais um e já transmorfo, evoluo ou simplesmente envelheço. É um prazer, um dos grandes. Obrigado malta, vamos lá rumar ao infinito. E o último a sair que apague a luz.

Terra 2

Ao ver esta vaga de trailers, de séries da FOX - ou do cacete que o valha - centradas no remix, sinto exactamente aquilo que sentiu o McFly quando voltou a casa e estava tudo fodido. O Flash, a Olivia nas outras Terras. Ou ainda as inversões propositadas de Last Action Hero. Comédia. Parece que acordei, tudo é falso e ninguém repara. Por amor de Deus, sacrilégio, usar o lettering, as músicas, como se isso fosse suficiente para a tusa. Não é, murcha, piora. Quem é aquele gordo a fazer de Mel Gibson? Aquele giraço a fazer de padre? Porque é o Scofield não faleceu? Ou porque é que o Jack Bauer exagerou no solário? Porquê?

Dilly Dilly

Vi o Cinderella. Esse. Não interessa muito porquê. Podia dizer que estava a fazer um trabalho escrito sobre as adaptações live action da Disney mas não, pendurei pénis no cabide - os tomates ficaram - e lá mamei este pastel do Branagh. Tudo bem até ao momento em que a magana canta o Dilly Dilly, mesmo bonita a filha da puta da música. Agora, sempre que o sol se põe, lá venho às escondidas carregar no play, que nem menina enfeitiçada.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Filmes voadores não identificados

Falta aventura? Lá está, não consigo votar. Por um lado sim, naquela mística Spielberguiana de ver o espectro, mas por outro existe um registo muito pessoal, muito Nichols, daqueles espaços largos que respiram. Da grande fotografia, nos íntimos detalhes. A família, sempre a família a proteger-se, a fechar-se do resto; ficção científica dentro de casa, do lar. Inédito? Pode não ser mas sabe a tal, tem imagética e estaleca para levantar discussão, admiração e paixão. Até mesmo ódio e incompreensão. Só isso, é hoje algo de muito especial.

terça-feira, 10 de maio de 2016

O importante é baralhar

Primeiro é do Renny Harlin. Já ouviram o episódio Nas Nalgas do Renny Harlin. É espectacular. Segundo é baseado numa história verídica. Mais ou menos. Quer dizer, os senhores russos faleceram mesmo. O resto é tanga. Mas é uma tanga que não tem medo de ser tanga. Muito menos cair no ridículo. E ao fazer isso, não cai e origina aquele que acaba por ser um inventivo found footage. Se esquecermos o acting - difícil - acabamos por abraçar o terceiro acto, espantados e mimados com tal afronta. Uma valente misturada, reinterpretação, visão, explosão, daquela premissa. Isso, em qualquer género e sítio do mundo, é fazer cinema.

sábado, 7 de maio de 2016

Perdão procura-se 2 - Apocalipse

Também estava à espera do quê? Meto-me a pesquisar onde não sou chamado, tinha de dar merda. Ah e tal deixa cá ver esta cena do príncipe. Chupa. Três sequelas. Abri a caixa de Pandora. Mas juro que não vi mais nenhum. Apesar de ficar um bocado com o bichinho para ver o 4, que é num elefante.