quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Dragão dragão é o Sean Connery

No segundo Massas e Maçadas na Terra Média - segundo agora destes novos atentados - não percebi muito bem o realce dado à voz do dragão, supostamente de Benedict Cumberbatch. É que ser ele ou senhor Barros do Continente era igual. Totalmente modificado e digitalizado, sem uma nota de identidade. Nesses instante aconteceu algo inacreditável:  fiquei com saudades de Dragon Heart.
Marco Borges interpretará ele próprio no filme O Dia em que o Marco bateu na Sónia.

Cada tiro cada trailer

Acertando ou não no alvo, certo é que Fincher, nos trailers, nunca falha. Ou não fosse a sua maternidade a escola dos videoclipes. Aqui, reeinventa She, canção aparentemente gasta, que ganha um outro nome. A força da suspeita sobe com a música, envolvendo a vista do microcosmos fechado, sufocante e quando termina, adeus ao nosso norte. Genial.


Já são tantos que ninguém repara

Ah cá estamos de novo. Aquela altura do ano em que todo o mundo simula orgasmos ao som de Game of Thrones, a novela mais sobrevalorizada desde The Walking Dead e Rei do Gado. É só espremer e perceber que não se passa nada. Pior, não há toque, personalidade, ou vontade de quebrar qualquer regra. São fatias continuadas de informação, de A para B, depois para C, D, E e por aí fora - completando este abecedário e outro - sem nunca parar para pensar. Respirar. Reféns deste ou daquele grande choque. 

Mas pronto, é como a Primavera, um gajo espirra mas tem de levar com ela. E cá estou eu a fingir os gritinhos de miúda. No meio disto, um ponto muito positivo: o recasting de personagens. Em especial de Daario Naharis, que se não fosse um amigo meu a alertar-me para a situação jamais descobriria. É que os dois atores - um louro limpinho e outro moreno de barbas - são quase quase iguais. É assustador. 

sexta-feira, 4 de Abril de 2014

O hoje

Ela agora aparece em cartazes infinitos, com o rabo justo em cabedal. Até lhe chamam a nova Jennifer Lawrence. Parvoíces à parte, o que a míuda faz em The Spectacular Now é de facto um espectáculo. Ou melhor, é o espectáculo mais sincero que uma interpretação feminina poderia oferecer. Carregada de ingenuidade e urgência. Como se fosse gritante a transparência, os poros suados e ausência de base. Como se fosse vital sermos nós, nem que seja apenas por agora.

Gordo, velho e calado

Existiria todo um serão para falar de 47 Ronin. Porém, como não temos a noite toda, vou apenas referir os dois grandes momentos desta obra maior na filmografia de Keanu Reeves, que faz o filme todo em mute:

1. Os bons estão a preparar um ataque aos maus. Abrem um mapa, comprado na Toys"R"Us, e decidem que irão enviar um batedor primeiro. Aí surgem as palavras sábias do semi-líder: olha tu vais lá infiltrar-te mas não te esqueças que pelo caminho vais encontrar muitas casas de putas e que são bons locais para obter informação.

2. Os bons estão com falta de espadas. Onde é que eles vão buscar as espadas? A uma aldeia que se chama: Aldeia dos Fabricantes de Espadas.

Tudo verídico. Tudo delicioso.

quinta-feira, 3 de Abril de 2014

Sim, quem não vir o Cosmos cheira mal


Não se esquece

Toby Kebbell. Assim de cor não sabia mas a notícia ensinou. Novo Doctor Doom no novo quarteto. Aquele com putos giros, cheios de esperança. Cada vez maior. Não é pelo tresloucado acto de RocknRolla mas sim pelo protagonismo de The Entire History of You, episódio 3, temporada 1, de Black Mirror. Há por aí interesse no salto, o do costume, mas não vão em cantigas. Sentem-se lá no sofá e desfrutem desta maravilha sci-fi. Confiem. 

A série é uma bosta, a série vai ter um final, logo o final vai ser uma

Motins, gritos e tiros. Foi assim que acordei na madrugada do final de How I Met Your Mother. Ao que parece o Ted gostava era do Barney, a Robin era um extraterrestre sapo de Neptuno e a Lilly e o Marshall não existiam, eram fantasmas do século XVII com assuntos por resolver. Posto isto, e uma vez que deixei de ver a série há 4 anos - estou tão orgulhoso de mim - até me parece um final porreiro. Há quem diga que a mãe devia ter entrado, ou que era necessário rir pelo uma vez por episódio. Eu não acho, lá por a série ser sobre isso e ser de comédia não tem propriamente de ser sobre isso e de ser comédia. Não vamos ser quadrados pessoal.

Descartável feminino

terça-feira, 1 de Abril de 2014

The luckiest

Perder é a certeza que liquida todas as outras. Um final a meio da corrida. A batota, que te rouba as fichas, os pés, as mãos, e o corpo. E depois? Haverá depois? Ou apenas duas existências distintas que se vão tentando encontrar nas páginas da saudade? Não sei. É a certeza que liquida todas as outras, não sei. Mas estou aqui hoje para voltar a saber. Voltar, no meu aniversário, ao que sempre foi sólido e inquebrável. A bomba pujante de sangue que cresceu, sorriu e chorou comigo. Desde os pés no ar até às solas na alcatifa. As últimas tosses e sussurros, alertas para depois fugir. Não posso deixar de correr, porque este blogue não é o meu refúgio, é a minha estrada. 

Contigo, sempre contigo.

No filme About Time há um momento em que o pai ensina ao filho como tirar proveito da sua habilidade de viajante no tempo. Diz para se viver um dia, com todas as preocupações, mágoas e conflitos e para depois se repetir, esse mesmo dia, dando agora valor às pequenas coisas. Aos detalhes, às maravilhas, à luz. No final o jovem deixa de viajar, vive cada dia como se tivesse voltado a ele, para o gozar, para tirar dele o melhor, como se aquele fosse o último dia da sua extraordinária vida.

Ok Pai vamos a isso!

terça-feira, 31 de Dezembro de 2013

2013: uma carta de terror

À la Edward Norton, que se foda 2013. Os Scotts, os Jacksons, os Ramis e os Francos. Os Spielbergs, os Abrams, os Snyders e outros tantos. As atrizes da treta e a treta de atrizes. O Cavill, os mamarrachos e os canastrões. Que se fodam as pipocas, os telemóveis e as explosões. Chefes, chefões e donos do mundo. Remakes, reboots e res sem fundo. Sequelas, prequelas, midquelas. Que se fodam todas estas balelas. Que se foda o The Conjuring. Vejam o You´re Next e entrem ao som desta malha. Um bom ano amigos.

segunda-feira, 30 de Dezembro de 2013

Miss Dezembro


sábado, 28 de Dezembro de 2013

Top 2013 - nem tudo foi mau (parte II)

16) Melhor cabedal justo - Gemma Arterton em Hansel & Gretel: Witch Hunters
 17) Melhor ator jovem a fazer de velhinho - Ashton Kutcher em Jobs
18) Melhor par de testículos no queixo - Hugh Jackman em Movie 43
19) Melhor Twilight - super empate técnico entre Beautiful Creatures, The Host e The Mortal Instruments: City of Bones
20) Melhor gorro de orelhas - Johnny Knoxville em The Last Stand
21) Melhor gorda sem piada nenhuma - Melissa McCarthy em The Heat e Identity Thief
22) Melhor hiena alien amestrada - hiena alien amestrada em Riddick
23) Melhor Channing Tatum S - os 5 minutos que entra em G.I. Joe: Retaliation
24) Melhor Channing Tatum XL - os 131 minutos que entra em White House Down
25) Melhor pita irritante de bandeira na mão - pita irritante de White House Down
26) Melhor White House Down - Olympus Has Fallen
27) Melhor mentalista no cinema - Simon Baker em I Give It a Year
28) Melhor guarda-roupa - Spring Breakers
29) Melhor catfight - Michelle Rodriguez e Gina Carano em Furious 6
30) Melhor saco de brita - Henry Cavill em Man of Steel

quinta-feira, 26 de Dezembro de 2013

Os malefícios da chuva

Durante uma boa vintena de minutos, Riddick passeia-se em ambiente hostil, reconhecendo e eliminando. Bicharada, canídeo amigo e se a coisa fosse mais mal amanhada, dava por mim nos meus doze anos. Tal era a eficácia artesanal do começo. Depois chegam os maus, os mais ou menos, e é batatada até aos créditos. Antes disso ele apalpa as nalgas da Starbuck, momento que me deu especial gozo. 

terça-feira, 24 de Dezembro de 2013

Top 2013 - nem tudo foi mau (parte I)

1) Melhor grito histérico - Spock em Star Trek Into the Darkness
2) Melhor amnésia com nudez - Trance
3) Melhor amnésia sem nudez - Oblivion
4) Melhor filme antes da meia-noite - Before Midnight
5) Melhor beijinho lésbico - super empate técnico entre Passion, Side Effects e La vie d' Adèle
6) Melhores patilhas - Patrick Wilson em The Conjuring

7) Melhor chichi na boca -  Seth Rogen em This Is the End
8) Melhor dentadura postiça -  Daniel Brühl em Rush
9) Melhor estreia três anos depois - Animal Kingdom
10) Melhor repetição exaustiva de palavras - Old Sport em The Great Gatsby
11) Melhor cena de sexo com um carro - Cameron Diaz em The Counselor
12) Melhor gato laranja - gato laranja em Inside Llewyn Davis
13) Melhor exorcismo que afinal não era o último - The Last Exorcism - Part II
14) Melhor iBabe - Movie 43
15) Melhor tradução que nos garante não ser necessário ir ver o filme - Agora Fico Bem