quinta-feira, 28 de abril de 2016

Este poster é um bocado parvo

A sinopse pior. Uma bailarina e um violinista apaixonam-se e depois vão participar num concurso de hip hop. E depois não percebi muito bem porque o trailer desligou-se. Sozinho. De repente. Estranho.

Mais uma noite descansada

Outro, do género, e também na dica do rectilíneo, Hush. Não podia, e aqui não podia mesmo, ser mais simples: uma surda muda vê-se encurralada em casa por um psicopata. E podia haver aqui um golpe de asa, uma brincadeira ou desconstrução. Não há. A surpresa é mesmo essa. Flanagan, o cavalheiro do Oculus, consegue de tal modo a imersão que damos por nós, de novo, a torcer. Toma lá caralho. Quando ela lhe manda umas porradas. Tão isolados no truque do som - clap, clap, clap - que só voltamos a ouvir em segurança umas boas horas depois. Ansioso por Before I Wake.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Já lhe chamam o Coisa Ruim de New England

Desde Kill List que um final não me deixava tão terminado. Como se não houvesse nunca a percepção de outra estação. Eles lá falam em flores, mas não, mentiras, numa espiral descendente do negro. Um ambiente fechado, pequeno, pobre, sujo e animal. Incrivelmente bem retratado, sempre nos fechos a negro, na latência dos próprios parágrafos de contos populares e velhas histórias. A chocar com os rostos lívidos de uma pressuposta inocência. Desconfortável, demasiado teatral de tempos a tempos, mas no final dos chamamentos e gritos, um dos grandes horrores do ano.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Mas porque é que todos os filmes não são com a Maria Isabel?

Agora que já estou sóbrio, posso afirmar com testa séria: não tem merda nenhuma a ver com o Cloverfield. Só nome, e mesmo o nome já estica. É tipo família, e tal, e depois, os ovos da Páscoa. Oh moços, querem um balançozeco, tudo bem, agora não se ponham com teorias desgraçadas que depois um gajo fica cheio de falta de ar. Saí do cinema a acreditar que isto estava tudo ligado, e a fazer desenhos no meu livro de esquissos. Esta última parte é mentira mas a primeira confirma-se. O cerne, é que não precisam nada um do outro, são orgânicas muito distintas: um found footage para um found miúda presa num bunker. Muito twilight zone, a segurar bem o mistério, com uma protagonista fortíssima - nunca percebi bem porque é que ela não aparece mais - enrolada numa imagética muito própria. Sem grandes regras, virando tudo à esquerda no último acto porque sim, respondendo, para o bem e para o mal. Ah e depois claro, já me tinha esquecido, mas quem tem a respiração pesada de John Goodman tem tudo. Meio filme, naquele desconforto débil, naquela prisão. E depois claro, na boa tradição destes novos mistérios, a música, sempre a música.

Cineobrigatório

Eu sei, eu sei, mas é o Independence Day

Também nós, espectadores, tivemos os tais 20 anos de preparação. Duas décadas à espera. Provocam-nos habilmente com isso, quase em jeito de questão, reflexão. Que estamos nós à espera? Somos nós, a tal geração que foi levada a acreditar que podia ganhar, mudar? O trailer ingenuamente - de propósito - apela a este puto, a um quase papel químico do primeiro, dos 14 anos, de um olhar deliciado sobre um blockbuster; porque as coisas aí eram de facto divertidas. Vamos lá a isso.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Pensei que ela estava contigo

Já na luta final, há um plano longitudinal da Gal Gadot, que começa nos pés e nunca mais acaba. Onde ela está, tentando ser o mais cavalheiro possível, toda escarrapachada. É um momento bonito de cinema. O filme, percebe-se bem o porquê da aversão americana da crítica: tenta ter uma história, e isso, os reis dos hamburgers não perdoam. Bonito é o Ultron, e o Cagalhão América a dar tau tau no Iron Man, com 36 personagens unidimensionais e uma dor de cabeça que ninguém quer comprar. Essas maricadas da Marvel é que os deixa cheios de sangue na piça. Algo que tenta oferecer mais que o recto tem de ser eliminado. Selecção natural. E é isso que melhor define o filme de Snyder, a tentativa. Existe ali um argumento, uma intriga, um plano, que nos mantém sentados. Existe um vilão, existem questões, existe política. Um par de lutas fenomenais que não cansam - a do Batman quando resgata a mãe do outro é fantástica - e actores à altura. O que falha? Falham as unhas, é um fardo demasiado pesado, que rapidamente cai no deslumbramento, no querer chegar a muitos sítios. A edição precipitada leva a buracos desnecessários e à inevitável pressa. Mas feitas as contas, mete o predecessor a um canto e mantém a chama dos super heróis minimamente acesa.

Qualquer dia é moda

Só porque a namorada do chinês é bem boa, vou avisar excepcionalmente, que o textinho que se segue contém chibanço. Espoilers, como diz a Dilma. The Boy não tem de facto nada de novo: um casal de velhos assustador contrata uma ama para o seu filho, que é nada mais nada menos que um boneco. Tudo porreiro até ao sacana do pequeno começar a fazer das suas. Tem a, ainda jovem, resposta. Assombração? Espírito demoníaco? Annabelle? Não. É só o cabranote escondido nas paredes. Solução usada já em algumas obras do género (Housebound, The Pact) e que me continua a surpreender. Se calhar quando chegar ao emparedado número trinta e dois já comece a suspeitar.

Com o diabo às costas

Florence. Ontem. Trio de gajas, que não sei cara, nome nem composição física apesar de imaginar gordos cabaços, discutem qual o último grande concerto que viram ali. J. Lo, ou para o povinho Jennifer Lopez. Concertão, dizem, enquanto aguardam impacientemente pelas duas músicas que conhecem da artista do dia. Depois, depois há sempre a malta que diz que a voz dela é igual à do cd, o que realmente me surpreende, vou  na esperança que a voz dela seja igual à da senhora da Repsol. Por último, em 30 mil, 26 mil estavam a filmar, o que dá sempre jeito, ter 26 mil versões do Shake Out, com som ranhoso e granulado carregado. Já saquei algumas mas estavam todas em screener, se alguém tiver um brrip dos primeiros 5 metros da plateia zona centro por favor envie. Quanto à ruiva, é outro campeonato, com aquela juventude fodida e magoada que tão bem entoamos. Um rodopio de vida, de ressacas à procura de uma cola, de fragilidades que se constroem numa enorme festa. No exorcismo da lição. Tão essencial como a própria música.

domingo, 17 de abril de 2016

I post

Confesso que me dá algum pau quando ela diz this is a rebellion isn’t it? I rebel. Apetece-me encaixar isto em todo o lado tipo this is a blog isn´t it? I blog. This is a shopping isn´t it? I shop. Ou mesmo fazer piadas tipo this is a robotics isn´t it? I robot. Ahahahah, que engraçado que isto foi agora.

E onde encontrá-la

Aquele novo filme do Harry Potter, que não é bem do Harry Potter, tipo spin-off, mitologia, universo. Cheira-me a soneca pesada. Mas o que interessa, e que só descobri quando dispensei mais de 12 segundos com o poster, foi que está lá, embrenhada em magia, Katherine Waterston, nova paixoneta deste vosso escriba. Viram como se faz? Não é difícil encontrar bodes expiatórios para estas novas banhadas, é tudo uma questão de hormonas.

domingo, 10 de abril de 2016

Este texto é sobre séries, é grande mas tem uma gaja nua

Não vejam The Path, não vale a pena. Para além de faltar tudo, falta intensidade. Vejam o trailer 30 vezes ou então ouçam só a música dos Fleet Foxes, foi o que eu fiz. Mentira vi dois episódios, o segundo é igual ao primeiro. Estava com esperanças que a Michelle Monaghan levasse uma canzanada como no True Detective.
Mas não. E o Jesse está cá com um overacting. Assim não miúdo. Depois, e porque vocês vão dizer ah mas não viste toda. Mas vi o 11.22.63, também é da Hulu e também não. Este então, colocando de parte o ódio direccionado ao protagonista, é dos desperdícios mais sofríveis, mais mal realizados e montados de que há memória. O último episódio, quando ele dança com a velha, juro que ouvi estalactites das grutas dos Alvados a cairem de desgosto e desespero. E a Sarah Gadon faz cá um papel de sopeira adormecida. Nada daquele gelo Cosmopolis
Como a Elektra. Esta segunda temporada está má de papar. Vou a meio. E este fastio deve-se em parte à gaja. Com aquele sotaque manhoso, que pode a qualquer momento tirar uma bola de cristal para ler a sina. Mas ela é bonita vá.

Como a outra, que também tem o sotaque mais irritante do mundo mas manda um corpão. A quenga do Black Sails.
Que - ai tanta mama só para chegar aqui - continua a ser a melhor série de ação e aventura, sem qualquer receio das barreiras que quebra ou caminhos que toma. E tem tanta história, tanto detalhe e sussurro, isto sim um jogo de tronos, de amigos e inimigos, piratas, que um dia estarão naquele livro. O final estará nos melhores, aquele diálogo que acompanhou do início ao fim, o plano, entre incríveis planos de batalha, sempre o diálogo, entre duas das maiores figuras literárias e agora televisivas do género. Viva Nassau. E sai uma pirata gira.
Para terminarmos com American Crime Story, que duma história cinzenta e mastigada, conseguiu uma dezena bestial de episódios, bem editados, bem realizados, e com muito foco. Apesar de não ter moral, de não tomar partido, não cai no registo sonolento de Spotlight, e aponta as pessoas. São as pessoas, a história são as pessoas, e foram aquelas pessoas, naquele momento, com tudo o que as carrega que fizeram aquela história. E o valor é esse, o suspense é esse: os olhares. Aquele punho fechado no final. O choro. A sucessão de uma peça a bater na outra, como se estivéssemos a assistir à evolução de uma espécie única e intemporal. Belíssimo.

sábado, 9 de abril de 2016

Batalhas musicais, especial super-heróis

Bestial ou formidável? Nunca sei aquando o momento decisivo de escrita. Gosto tanto das duas. Assim como o outro dilema, desta vez dois inícios, ambos com "super-heróis", ambos a melhor coisinha do filme: início clássico, histórico e inesquecível de Watchmen, ou início genial, grotesco, brutal, viciante e igualmente inesquecível de Deadpool? Dói não dói?




Rogai pela buzina

Isto agora vai ser tudo mas com gajas. Já perceberam não foi? Mas não é a Felicity Enjoada Jones que me traz aqui - ui sou rebelde eu rebeldo-me - nem o Ben Mendelsohn que é o melhor ator do mundo de sempre e que possivelmente será um vilão assim do caralhão, é o facto do trailer do Roga Um ser um trailer buzina. Ai como eu gosto de trailers buzina. No Brasil chamam-se trailers sirene, mas eu prefiro buzina. Outros trailers buzina? O Prometheus, e o...Prometheus, só para dar dois exemplos, porque eles são muitos.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Em linha, e já a seguir

Acho que essa também aparece

Zombies sei bem o que é, agora orgulho e preconceito nem por isso. São merdas que se apanham na Primavera, acho eu. E lá está o problema basilar desta obra, que tinha tudo para ser espectacular, muito pouco dos primeiros, muito dos segundos e terceiros. Muito de conceitos que não entendemos e que se traduzem em erecções de aborrecimento. Depois há mais: pouca mama, pouco sangue, lutas mal amanhadas. Porque é que não pus o 400 Days, pensei eu, enquanto o Mr. Darcy, oh o caralho que o foda, lá andava feito parvo a fingir que não gostava da tesuda. Santa pachorra e zombies.

terça-feira, 5 de abril de 2016

E lá vamos de novo

O problema do "depois da tempestade vem a bonança" do universo televisivo é que depois do barulhento loop The Walking Dead vem a histeria vazia Game of Thrones. Não há um hiato fresco onde esta horda de zombies possa enfiar a gaita, para que se consiga ouvir os passarinhos, nem que seja por um breve instante. Por um bocadinho.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Este frame aparece?

Obviamente que sim, do início ao fim, com referencial pop-merdas no top dos tops. Difícil escolher qual, se o 127 Hours se o final Ferry Bueller. É disto que eu gosto, este amálgama geracional, de fases, tendências e obras passadas, que se embrulha, no imprevisível. E ri, foda-se. O problema é que também ri no Ted 2, da mesma forma, com o mesmo foda-se. Ou seja, depois de adorar Deadpool é preciso admitir que é um filme preguiçoso, na medida em que goza com tudo, mesmo com aquilo que podia e devia ser corrigido. Encosta-se à bandeira do sketch SNL, de auto-paródia consciente da Marvel, a tal oitava barreira, sem nunca procurar real saída. Porque creditar o típico vilão britânico é uma espécie de "desculpem mas isto vai ser a merda do costume mas como estamos a admitir é mais fixe e tem piada". Às vezes sim, às vezes não. A história não existe, os dois sidekicks são terríveis - especialmente a gaiata - contra a Gina Carano a fazer de Gina Carano e um mau sem plano e aparentemente sem mais nada. E nada é o que sobra para uma sequela, porque isto não passa de um curto honest trailer. Tudo louco, com ser para maiores de 14, ou 16, e o Kickass, o Kingsman: The Secret Service ou o Jonh Wick? Não são esses os exemplos a seguir? Auto análises da ação, do herói de ação, do seu papel, com mais ou menos mortes. Muito mais Last Action Hero e muito menos Scary Movie, por favor.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Um vagalhão de campistas

Vamos começar pelo fim, momento em que sou iluminado pelo companheiro, mestre e amigo Cinemaxunga, que me aponta a origem juvenil, 30 ou 50 livros desta merda da The 5th Wave, comparados, claro está, aos crepúsculos e jogos da fomeca. Se este foi o final da história, calculam então que a ignorância levou a um início cheio de boas intenções, tesões e algumas expectativas. Epá aliens e vírus e aviões a cair e bué da cenas misturadas ao mesmo tempo. Quero disto. Mal informado disse de novo, quero disto. Esqueçam, é a Carrie podre que anda para ali na Serra da Lousã, a acampar, está a sempre a acampar, com um bonzarrão que afinal é mau mas é bom também e depois o resto da malta está com o Ray Donovan que tem o plano twist mais fácil de detectar de 2016 e depois não sei. Lá fogem, quiçá para o dois, quiçá para o nunca mais te ver.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Esqueçam lá, resta entalar

Falando da horta, eu até podia iniciar com a fatal questão: alguém, mas mesmo alguém, acreditou em algum momento do inspira e expira de sua existência que esta merda fosse boa? Só alguém que está na ilha do Lost a fazer elevações com o Desmond e que nos últimos dez anos não sabe o que é o mundo, um Snyder e um filme de super borra piças. Só mesmo esse alguém. Eu até podia então falar do contra senso de espanto das carantonhas de pila ao alto com um tomatómetro baixinho. E depois print screens do tomatómetro, ai ai que vergonha. Não faz sentido. O que também não faz sentido é acharem que as críticas ditam a receita quando vimos todos de um bem recente Fifty Shades of Grey, facturanço bruto para um 25% na tomatagem. Por último, é idiota sequer seguirmos estes frescos ou podres. Avengers: Age of Ultron, possivelmente o pior filme de sempre do mundo e mesmo de outros mundos e galáxias está com 75%. Dizem que é fresco. E o consenso tem palavras como exuberante. Nada se encaixa em qualquer quadro lógico. Resta-nos Leonel Nunes, como sempre.

quarta-feira, 23 de março de 2016

As malhas que interessam

Olhem, afinal, até é bom. Estou a gozar, ainda não vi essa paneleirice de batman contra o super tomatada apertada pelas leggings. O que eu acho mal, é que no meio deste marketing universal descabido, os tugas passarem ao lados das verdadeiras malhas como por exemplo o "Memorial do Convento e Zombies" ou o "Dengaz v Agir: O Despertar dos Alargadores".

terça-feira, 22 de março de 2016

Mas a tua mãe sabe que tu andas aqui?

E pronto, é este o borra piças que vai ser o novo MacGyver. Digo isto enquanto abano a cabeça e penso na formação de suporte básico de vida que fiz hoje de manhã. Isto para não pensar mais nisto. É a puta da vida. Vou pôr o genérico outra vez, depois paro de chorar e vou jantar. Prometo.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Ainda a responder

Não gosto nada mas os meus patrões, os senhores que mandam na blogosfera cinéfila disseram, ou ditaram: sempre que uma série começa a ter mais que duas temporadas é obrigatório iniciar qualquer texto a compará-las. Artigo não sei quê, página 90 e tal, acho eu. Quadrados da merda. Então aqui vai: House of Cards, quarta temporada, muito melhor que a terceira, muito pior que a primeira, mais fraquita que a segunda. Toma decisões muito certas, como a diminuição de histórias paralelas inúteis e um bom soco narrativo logo nos primeiros episódios. A união, aquela esfera, aquela gosma, dupla, cada vez mais bem retratada, a grande vitória deste novo tomo sem dúvida, o último plano, quando já não é apenas um que quebra a barreira. O único "não sei" é a falta de intensidade, aquela intensidade cega de subir, de não parar, do passo à frente, dos corredores. Falta muito isso. Mas o mundo muda. As ameaças mudam. Com elas as respostas. E felizmente House of Cards continua a ser uma resposta.

É uma festa

Não se enganem aqueles que ainda hoje coxeiam da bichacorice aguda que foi Frozen. Esqueçam lá as princesas e os festivais da eurovisão: voltou a história. Voltou aquilo que raramente a Pixar deixa escapar, uma construção lógica, sustentada, com duração de gente, que percorre um caminho. E mais, o mais inacreditável, é a criação de um universo. Sem limites. Voltaram à acreditar caraças - não disse foda-se porque este post é para maiores de 6 - mas mesmo a mergulhar, à antiga, de todos para todos. Com aquele requinte, aquele silêncio infantil, carregado das gargalhadas mais velhas, ou depois em uníssono. Tem tudo: policial, intriga e mundo, tem muito de mundo, daí a importância vital da utopia referida no título. É acreditar malta, um dos melhores do ano


Orgulho e preconceito e cavalheiros que afinal não morreram bem

Converseta conjugal, quando surge, da parte dela, orgulho, preconceito e guerra. É zombies. Orgulho, preconceito e zombies. Não é nada é guerra. Oh foda-se, já eu chateado, e de peito inchado. Ganho sempre nestas merdas. Não havia como perder. Queres ver, queres, imdb, pimba, perdi. Orgulho e Preconceito e Guerra, para enganar os borregos mal desmamados, à espera dum cavalinho do Spielberg, ou dum lendas da paixão, com cavalheiros em tronco nu e três horas da saga de uma família de rapazes com pénis acima da média. ZOMBIES, caralho, ZOMBIES, não brinquem connosco.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Recalca amendoim

Hoje qualquer refrão é rapidamente apontado nas notas, ou mesmo aparece logo desmascarado no rádio. Ou aplicações paneleiras que se elevam para descobrir quem o artista. O mistério morreu, antes mesmo de existir, se perguntarmos hoje a uma criança, o que é o mistério ela talvez nos grite e cuspa na cara, trepando depois para cima de um ipad, ou ipod, ou um écran qualquer gesticulando nervosamente com o dedo para o lado. A internet permite a nós, os salteadores de um tempo onde as merdas se perdiam, a descobri-las. Mas a magia do processo é que os segredos têm de ser ativados, ou então dormirão uma eterna e merecida sesta. E estava eu de manteiga de amendoim na mão quando chego a um filme que vi em Aveiro, na casa da minha avó. Uma merda esquisita onde putos barravam a careca e crescia cabelo a mais. Durante muito tempo não me ajeitava à noite com isso. Hoje descubro que afinal não passa de The Peanut Butter Solution, um filme de 85 com péssimo aspecto para toda a família.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Ser bonito não chega

Já vos disse que o último Del Toro é uma bela banhada? Mas estamos a falar de banhadas ao nível daquele filme de fantasmas que tinha o Owen Wilson e o gajo do Taken. Que eu sei que se chama Liam Neeson mas mas estou a trabalhar desprezo cómico. A palete é boa, muito viscosa de magenta e vermelha, agora a Wasichova e a Chastanitas só mesmo à bofetada. Um rombo visual de início, de suspense e ambiente, facilmente queimados numa noveleca de trazer por casa, com fantasmas na figuração. Ai não não.

Fodido fazer conversa

Não liguem. Estou só a fazer tempo enquanto o Man Seeking Woman acaba de sacar. Hoje esteve menos frio. E o trailer do Ghostbusthers, bem porreiro. O Homem-Aranha, o novo, com os olhos tipo como na BD original ou o caralho. Muito fixe. Já sacou. Ufa. Saio aqui. Até logo.

domingo, 6 de março de 2016

Cai Neve em Washington

Vou começar a ver a quarta de House of Cards. E há um boato que anda para lá a Neve Campbell. Tenho saudades da Neve Campbell. Acho que era só isto.

O filme tem uns travelings porreiros

Temos, inevitavelmente, de falar sobre este elefante, que apesar de não encher a sala, ocupa uma área significativa e eu às vezes gosto de dançar, com espaço. Falo, claro está, da cena em que o Leo e o índio papam flocos de neve. Língua de fora, que nem dois bêbados às 7 da manhã no passeio do cais do Sodré, a rir um para o outro e devorar interminavelmente os pedacinhos gelados que caem do céu. Ora bem, eu não quero arriscar, mas parece-me de facto a cena mais palerma do ano. Dou por mim no carro, a imitar o jovem Al Gore, e a rir, e rir, e rir. Tipo os bonecos que apertamos a mão e eles deitam a língua. Mas que palermice tão grande oh Nhárritu.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Monte da Ravasqueira

Tenrinhos do caralho. Logo a comentar os Oscares na segunda. O que se faz agora - e que já está muito em voga lá fora - é comentar cinco dias depois. Porque parecendo que não, é o tempo ideal para um raciocínio qualquer idiota e com piada que agora não me ocorre. A cerimónia em si, vê-se muito bem com vinho. Combina, como o queijo. Os minutos, sendo directamente proporcionais aos copos de tinto, encurtam-se, e aquela pastelice da espera cai num anonimato de baba, que vai custando sempre menos. E depois existem coisas que podem ficar para sempre na bebedeira incógnita: quem era o cavalheiro melhor ator secundário? o Di Caprio falou dos calotes polares? Spotlight? Só percebi quando vi o Keaton a fazer um trejeito estranho à língua. Ou será que não. Lá está não sei. Percebem o conforto?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Birras e birrinhas

Foda-se, ontem pus a sacar o The Boy, aquele com a gaja do The Walking Dead, que é tipo o Annabelle mas com um boneco homem. Podem também pensar no Chucky. Mas pronto, eu todo lambão, já cheio de pau para ver mais esta bosta, quando de repente, a testar as legendas, constato que é um The Boy falso com um puto que no poster tem tipo uns cornos de veado. Fiz cá uma birruça.

Esta sim, a grande beleza

Mustang dá o jogo como ganho. Usa a temática como goleada instantânea e esquece-se dos remates. Dos desvios, fintas e cinturas. A tempos, não chega, parece que não chega. Parece porque de facto soma os três pontos. E soma-os, com a beleza das miúdas. É impressionante, escrever será sempre menos, as miúdas são tão bonitas, estão filmadas de tal modo, que cada cena é um poema. Elevam-se num todo de feições, cabelos ao vento, olhos ao sol, saindo daquele vaso e representando algo maior, inacreditável. Fôlego, em estado bruto.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Os monstros do sul selvagem

Dentro do sub sub sub sub sub género filmes antologia de terror com histórias que de alguma forma ligeira se ligam e se passam todas no sul, Southbound é das melhores coisinhas que por aqui pousaram nas últimas migrações. Não inventa nada, não surpreende, mas mantém-se fiel ao desconforto e à violência. Ao terror seco e cíclico das grandes planícies, do inferno lá está.

Podemos sempre voltar atrás e tentar evitar este casting

Ou como lhe costumo chamar, cá em casa, o James Cancro. Não consigo de facto, muito intrínseco, não chega, nunca chegou. Ele e o gordo do Rogen. Eternos ratos de uma montanha que insiste em não fechar as pernas, e qualquer projecto tem em mim o inverso de Midas. Poderá ser da constante ineficácia representativa, poderá também ser da pouca vontade em alterar essa ineficácia. Cara de frete. O que aborrece num projecto que prometia - e que irei acompanhar com os tradicionais balões de soro - que tinha a premissa, os meios. Falta o ator.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A mulher sem coração

Creditada como Heartless Woman, é ela que não sai da cabeça. Ali está, de pé, à beira da cama, sem nada mas com tudo o que precisa. Suores, o supra sumo de uma evolução. Ainda mais fodido na medida em que sobrevive, sem espinhas, no mundo onde não há escolhas. Todos os outros, de sangue quente, concluem a crueldade de um caminho, uma opção ainda mais bizarra; não se foge à monstruosidade de ser vivo. Ela tenta, e quase consegue.

Quem é que vamos chamar quem é?

As pessoas que estão ansiosas pelo trailer do novo Ghostbusters já se começam a reunir.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Aquecimento da beijaria

O dia dos namorados é só amanhã mas para aquecer ficamos já com o linguadão que o Richard Gere espeta à Julia Ormond no First Knight. Foda-se ainda hoje tenho pesadelos com este papanço.

Não é apenas mais uma casa

Já estive a procurar, não morreu aqui ninguém. Diz ela. O que reconforta sempre: saber que não é a merda do fantasma de uma gaiata que se matou, ou que foi assassinada e enterrada junto à nespereira. E que agora quer avisar os novos residentes que o cabrão vive no fundo da rua, ao lado da tabacaria. The House on Pine Street ganha logo aí, ao conseguir voltar a uma casa, simplificando. Reduzir aqui é ampliar. Um pouco como The Innkeepers, em que os fantasmas somos nós, construções exageradas dos nossos medos. O importante, aqui e lá, é perceber isso a tempo.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Não deixa de ser uma viagem

Nem foi tanto a falta de sub-texto. Ou melhor, o problema é que a falta desse sub-texto levou a um decréscimo da classe gargalhal. Trocando por miúdos, a simplicidade faz com que o filme tenha muito menos graça. E um elemento essencial da casa é a subtileza, de referências inacreditáveis, de piadas fora do tempo que apenas naquele clique fazem sentido, é o toque inigualável que no jovem Arlo se perde. Ganhamos porém aquela que é a obra visualmente mais bonita, com texturas que nos deixam de punho na bochecha, ao som daqueles toques de western. A viajar, o que já não é nada mau.

Só falta agora o terceiro The Collector

Porque no que toca a purgas estamos de barriguinha cheia. Um primeiro filme mediano mau, que deu lugar a uma malha saudável, que soube expandir o universo de forma inteligente e satírica. Um protagonista sólido, ruas desoladas, e os gritos, a sociedade sempre a encontrar o seu caminho, mesmo nas mais bizarras regras. The Purge: Election Year mantém os pontos fortes do anterior, com adição máxima: política. Sempre lá, mas agora ela própria em jogo, no jogo. 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Tão isto

Nunca tinha postado com o "tão isto" no título, e como o "tão isto" está na moda, decidi arriscar. Tipo é tão isto. O próprio tão isto é tão isto. E sabem o que também é tão isto? Os Miguéis no cinema de Hollywood, são sempre sul americanos, depois numa ligeira variação saltitam entre maus do boxe e jardineiros. Há também o rancheiro do Tremors, que dadas as circunstâncias é o meu favorito.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Nicholas Sparks contra ataca

O gajo acordou, trailer do Me Before You, um filme com a Khaleesi a fazer de feia e o Finnick a fazer de tetraplégico. Ela vai cuidar dele e depois apaixonam-se e é difícil e uma choradeira do caralho. Ele ficou todo fodido: mas como é que eu não me lembrei disto?! Como???? NOOOOOOOOO!! E na sua raiva adapta logo nessa tarde mais um dos seus 479 livros: The Choice, com uma história em que eles se apaixonam mas depois ela fica em coma. Meteram-se com o mestre, agora chupem.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Dos finais com história

O nome dela não é a brincar

Let Us Prey é daquelas malhas mais e mais retorcidas. Irlandês, pequenito em orçamento e cenário, apertada esquadra, mas amplo em presenças, Liam Cunningham e um borrachão chamado Pollyanna McIntosh. Senhora do The Woman, que eu ainda não vi. E assim se cria um bom pretexto, para em loop nunca sair do género. Perceberam como se faz? Pronto, esta é à borla meus lindos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A excelente emoção dos oitentas

Foi numa das muitas sessões de gravação do melhor podcast de cinema do mundo - nós os três não nos falamos, tipo a malta dos Scorpions, cada um grava sozinho em separado e depois o meu primo Hélder junta tudo - que caí em mim e no escuro facto de nunca ter visto Bill & Ted's Excellent Adventure. E é quase com uma nostalgia lamechas, quase quase na pelúcia, que me dou por vencido, ali à beirinha dos 90. Como se aquele último ano fosse a despedida, uma súmula da enorme aventura que foi crescer e viver cinema, com respeito pela história e sua importância mas com a ingénua coragem de um futuro. De ser também personagem. E é aqui, que de punho erguido, qualquer blogger pensa de imediato em mudar o mudo.