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Lobisomens do Século XXI - Late Phases (2014)

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Possivelmente o mais inesperado dos cenários para um filme de lobisomens: um condomínio para reformados. E não, não é nenhuma comédia daquelas com velhotes, em que eles salvam o dia, Jack Nicholson (piscadela de olho ao Wolf ), Morgan Freeman e o Robert DeNiro , rir até não pode mais. Não, nada disso, o nosso herói é um cego veterano de guerra, em luta com as suas dores, especialmente com tudo o que não foi para o seu filho. Nisto, bicharada filha da puta, tripas, gore, senhoras de idade a falecer forte e feio, e o protagonista a encabeçar esta demanda, numa redenção final de todos os seus fantasmas. Com um aroma caseiro e um líder carismático, o filme acaba por se perder um pouco no mistério, desequilibrando os tempos e as revelações. Para além disso, se os filmes anteriores deste ciclo tinham criaturas incríveis este valha-nos nosso senhor da licantropia, parecem aquele fatos de mascote do basquetebol juvenil americano. Complicado. Mas pronto, tudo se faz, e no final do dia o saldo

Quem me passa o sal cinematic universe

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Oh Michael vai mas é acabar o Creed 3 e deixa-te deste filmes do algoritmo . Sabes bem que eu gosto de ti, presença, carisma, cabedalão. Mas não há aqui um pingo de vida caraças. Boas cenas de ação que não têm qualquer tipo de resposta por parte da intriga e suas personagens. Era soltar o cavalheiro do Nobody à chapada, começava numa ponta e acabava no Billy Elliot , a ver se a coisa arrebitava.

Referências

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Notting Hill (1999) na série Four Weddings and a Funeral (2019). Richard Curtis a recriar e a recriar-se. 

Barrinha energética

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Não vi os outros. Aliás vi um bocado daquele em que o Travolta é mau e sei que o de 89 tem o Dolph Lundgren . Vou pôr tudo em dia sim, mas entretanto apanhei este  Punisher: War Zone na televisão. Um bocado manhoso mas tem duas coisas bem boas: primeiro toda uma aura Dick Tracy , especialmente demarcada no seu vilão, e depois um momento alucinante em que o Punisher despacha malandragem do parkour. O primeiro apanha com uma espécie de rocket e rebenta no ar, a meio duma cambalhota; o segundo, pau tiro na cabeça; e o terceiro leva com dois balázios nas rótulas, que é para pregar o chibanço ao nosso herói. Está aqui , para guardar e consumir naqueles momentos de maior cansaço/tristeza.

Piscina dos graúdos

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Shiva Baby não consegue descolar da sua apertada pista, de curta-metragem . O que entusiasma ao início - o figurino desorientado, deslocado e destravado da protagonista - acaba por fatigar ao fim da primeira meia hora. Os pais, a ex, o daddy , os pais, a ex, o daddy , a esposa do daddy , os pais, a ex. Aquele caos Baumbachiano (aqui empolado no som) nunca dá o salto, nunca evolui para outras rotas, deixando no ar um terceiro acto que nunca chega. 

Trilogias que não existem

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Mas que fazem todo o sentido:   Frequency (2000), Durante la tormenta (2018), Kol (2020)

É atravessar sem medos

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Confesso que estava meio de pé atrás. Vinha daquela série do Henry Cavill com a peruca e da outra onde o Merlin é meio drogado. E a protagonista tem poderes mas sem poder representar. Vê-se tudo, mas há sempre aquele toquezito mascarilha e esferovite. É então que chegamos a  Shadow and Bone , uma fantasia que, surpreendentemente, faz tudo bem: foge dos indecisos dramas de adolescente, com um elenco sólido - em destaque, claro, o trio dos Corvos - e com um mundo único de remixagens e transformações -  steampunk vitoriano, violento, bem desenhado, com czares, feiticeiros, monstros, sulcos, e mais e mais. Para além disso, e talvez a característica mais importante, é uma série que avança do particular para o geral, não se fragmentando em múltiplas histórias que fariam sentido daqui a 5 temporadas. Os arcos servem um propósito final, não só de encontro e colisão, mas de visão alargada de um grande mapa. Existe a noção de capítulo e enquanto se espera pelo próximo, só nos resta não sair