terça-feira, 24 de maio de 2016

Parece-me que encontrámos o tal vencedor

Falando agora de séries, Preacher: melhor piloto do ano e uma promessa do caraças. O meu pobre coração, sem conhecer de fundo o material de origem, está naquele limbo de entrega total e reticência. Mas que gozou forte e feio, durante uma hora, lá isso gozou. E boom, lá se foi o Tom Cruise.

Os meus momentos favoritos do Hodor foram na temporada passada

Vale tudo. Vale tudo porque as pessoas adoram, continuam a adorar. Daí, os truques de algibeira que agarram legiões pelos colhões, ou sem fins pelos tintins. Eu acho que a malta foi toda contaminada, água ou telemóvel, uma merda global, mas isto sou eu. É normal um episódio intitulado a senhora de vermelho apenas justificar o seu nome no último minuto? Anteriormente intercalando cenas e personagens que nada têm a ver com o termo, com a unidade, com a coesão de conceito algum. Mas as bocas ficam abertas, como se limpassem o tédio dos 50 infindáveis 60 segundos anteriores. Game of Thrones está tão pobre, e tão sem ideias que concretizam algum tipo de movimento neste truque de rua: os últimos minutos são o nome do episódio e neles algo mexe. The Door, para além de ser mais um destes espécimes, tem ainda o descaramento. Ora bem, querem mesmo que eu acredite, que o velho das barbas, ou outro argumentista bêbado, tinham pensado que Hodor era diminutivo de Hold the door, por sua vez dito num ataque em criança, por sua vez provocado por um puto que viaja no tempo sem poder interferir mas que afinal pode. A sério? Somos assim tão parvos? Muita gente emocionada com o episódio. Tenham lá os sentimentos que quiserem agora não chamem episódio a um marasmo de ideias finalizado por um cereja a martelo. Acho que para a semana vão explicar porque é que a Arya se chamava Arya, pelos vistos a mãe estava em Aveiro, grávida, junto à ria, e o Ned disse "é a ria", "é aria", "éaria", "Arya". WOW!

sábado, 21 de maio de 2016

Até tinha um título grande

Era assim: porque é que The 100 é a mais importante ficção científica televisiva da década. Ponto de interrogação. Achei-o demasiado pavão, e demasiado sério. Apesar de reter a chave da coisa. Já aqui trabalhada, mas agora, finda a terceira temporada importa voltar a lembrar. Por muitos que sejam os esgares juvenis, a verdade é que esta epopeia semi-espacial é já uma mulherzona de provas dadas. São muitas as referências, as misturas, mas não há nada assim, nem irá haver. Na restrita descendência de Lost e Galactica, The 100, para além da coragem e eficácia, tem aquilo que é tão difícil numa série, numa contínua jornada de pessoas: fazer com que elas importem. Criar um leque, uma equipa de malta que nós tratamos pelos nomes e que lá partimos pedra juntos, mais por uns, menos por outros. Mas cabrões míticos pah. É isso Jonh Murphy. É essa pertença que é tão vital, e que uma vez, de muitos em muitos anos, nos enche a a casa de gente.

Conselhões do Tio Ferreira

Conselhões porque rima com lições. E porque conselhos rima com pintelhos, não me pareceu moralmente adequado para uma rubrica. Ainda para mais uma rubrica tão útil que funciona assim. Digo um filme. Triple 9. Depois digo assim: não vejam que não vale a pena. Era brutal que fosse apenas assim, mas depois ia pensar que estava a ser irónico. Mas não. Percebo tudo aquilo que vos pensar na felicidade. Mas não. Bom elenco, má execução, péssima execução, numa narrativa que se fragmenta a partir da sua metade, para não mais se encontrar. Sem pólos agregadores de interesse, sem foco. Nem a Wonder Woman nem a Kate do Titanic com penteado à Doidos por Mary salvam esta valente chacina. Se querem um bom filme de bófias cabrões vejam Dark Blue, aí sim.

terça-feira, 17 de maio de 2016

9 anos

Andei para aqui a ler, e quando era miúdo, segundo, terceiro, por aí, escrevia belas prosas de aniversário. A tempo e horas, que nem doidinho fanático. Amante do seu menino. Hoje continuo no meio dos lençóis, prometo, só que mais esquecido e grisalho, tristonho claro, mas aqui. Dia 5 de maio o Créditos Finais fez 9 anos. Foda-se. Mais um e já transmorfo, evoluo ou simplesmente envelheço. É um prazer, um dos grandes. Obrigado malta, vamos lá rumar ao infinito. E o último a sair que apague a luz.

Terra 2

Ao ver esta vaga de trailers, de séries da FOX - ou do cacete que o valha - centradas no remix, sinto exactamente aquilo que sentiu o McFly quando voltou a casa e estava tudo fodido. O Flash, a Olivia nas outras Terras. Ou ainda as inversões propositadas de Last Action Hero. Comédia. Parece que acordei, tudo é falso e ninguém repara. Por amor de Deus, sacrilégio, usar o lettering, as músicas, como se isso fosse suficiente para a tusa. Não é, murcha, piora. Quem é aquele gordo a fazer de Mel Gibson? Aquele giraço a fazer de padre? Porque é o Scofield não faleceu? Ou porque é que o Jack Bauer exagerou no solário? Porquê?

Dilly Dilly

Vi o Cinderella. Esse. Não interessa muito porquê. Podia dizer que estava a fazer um trabalho escrito sobre as adaptações live action da Disney mas não, pendurei pénis no cabide - os tomates ficaram - e lá mamei este pastel do Branagh. Tudo bem até ao momento em que a magana canta o Dilly Dilly, mesmo bonita a filha da puta da música. Agora, sempre que o sol se põe, lá venho às escondidas carregar no play, que nem menina enfeitiçada.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Filmes voadores não identificados

Falta aventura? Lá está, não consigo votar. Por um lado sim, naquela mística Spielberguiana de ver o espectro, mas por outro existe um registo muito pessoal, muito Nichols, daqueles espaços largos que respiram. Da grande fotografia, nos íntimos detalhes. A família, sempre a família a proteger-se, a fechar-se do resto; ficção científica dentro de casa, do lar. Inédito? Pode não ser mas sabe a tal, tem imagética e estaleca para levantar discussão, admiração e paixão. Até mesmo ódio e incompreensão. Só isso, é hoje algo de muito especial.

terça-feira, 10 de maio de 2016

O importante é baralhar

Primeiro é do Renny Harlin. Já ouviram o episódio Nas Nalgas do Renny Harlin. É espectacular. Segundo é baseado numa história verídica. Mais ou menos. Quer dizer, os senhores russos faleceram mesmo. O resto é tanga. Mas é uma tanga que não tem medo de ser tanga. Muito menos cair no ridículo. E ao fazer isso, não cai e origina aquele que acaba por ser um inventivo found footage. Se esquecermos o acting - difícil - acabamos por abraçar o terceiro acto, espantados e mimados com tal afronta. Uma valente misturada, reinterpretação, visão, explosão, daquela premissa. Isso, em qualquer género e sítio do mundo, é fazer cinema.

sábado, 7 de maio de 2016

Perdão procura-se 2 - Apocalipse

Também estava à espera do quê? Meto-me a pesquisar onde não sou chamado, tinha de dar merda. Ah e tal deixa cá ver esta cena do príncipe. Chupa. Três sequelas. Abri a caixa de Pandora. Mas juro que não vi mais nenhum. Apesar de ficar um bocado com o bichinho para ver o 4, que é num elefante.

Perdão procura-se

Ia aqui falar de outra coisa qualquer mas acabo de descobrir que já vi este filme. Foda-se. E agora? Ou como dizem nas séries americanas, now what? Posso continuar com vocês? Devo sodomizar-me como o albino do Código Da Vinci? Ou basta colocar a seguir uma imagem da Daddario?

Tomei a liberdade de pensar nisso

Estava a pensar, mas quando é que fazem um Moon em Marte. Ah já fizeram o The Martian. Não é bem, queria uma coisa mais barata, tipo só com um ator e o outro gravado, a fingir que está na Terra. Estão a perceber?

Sacos de boxe

Mais que documentar, Son of Saul quer desconcertar. E fá-lo logo. Como se a verdade pudesse ganhar todas as formas do mundo. De trás para a frente. Tudo vale, e lá não vale trincar distâncias. Subtis modos de deitar abaixo a quarta: entramos à bruta, restritos àquele par de olhos, donos da sua confusão, da desistência. Soco após soco. Mais que documentar, é provar o silêncio. É saber o que é não viver.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Até ela leva as mãos à boca

Captain America: Civil War é tipo o X-Men 2 só que ao contrário e em mau. O incrível filme de Singer, no inocente e longíquo 2003, provocava o debate, abria de facto guerra, não só às personagens mas aquilo que elas tão bem representavam. Acreditavam. Era tempo para se manterem unidos. Ora bem, na mais recente pastelice da Marvel, é tempo deles se manterem separados, depois um bocadinho unidos, depois separados de novo, unidos, separados, e, talvez, unidos? Toda a classe cinzenta, política e pouco circense de Captain America: Winter Soldier, dá lugar a uma feira, uma espécie de Avengers 3, um filme que apenas existe a espaços. O resto são fatias de uma enorme novela, para apresentar mais 36890 personagens que irão nos próximos anos dar origem a mais 64780093 filmes. Faits divers, para um grupo de amantes, de fãs que mamam as piscadelas de olho como se fossem caracóis numa tarde agosto. Mas não passam disso, faits divers, volto a dizer, faits divers. Toda a parte dos protocolos, da diferença de visões, de modos de pensar, colocada em cima da mesa para debate deveria ser o motor. Porque isso interessa e teria interessado. Mas não, vamos é falar do Bucky, que já teve direito a um filme, mas vamos lá falar dele outra vez e da amizade mais mal parida da história das amizades mal paridas. Numa espiral de vai não vais, aos soluços, num argumento que se confunde a ele próprio e se auto destrói, sem dó nem piedade. 

Ah não é nada, faz tudo sentido. 

- Porque é que a CIA, ou o FBI, ou a bófia, ou sei lá quem, anda séculos à procura do Bucky e nunca se lembrou de colocar uma imagem no jornal como fizeram quando ele era suspeito da bomba?
- Porque é que o mau é o pior mau de sempre na história de todos os filmes da Marvel quando pensávamos que isso já não era possível?
- Porque é que o mau quer saber onde estão os super soldados?
- Porque é que o mau não usa os super soldados?
- Porque é que o mau não mostra logo, tipo no início, a cassete com o Bucky a matar os pais do outro?
- Porque é que a cena do Vision com a Wanda parece saída de um filme porno? Ah paprika. Ah nunca comi nada na vida e tal.
- Porque é que só morre o pai do Eusébio no filme todo?
- Porque é que a Widow mostra tão pouco a peida?
- Porque este filme nunca mais acaba?

Depois das fofocas

The Shallows é o meu tipo de trailer. Quiçá, meu tipo de filme. Ainda para mais super bundão e mamão da Blake Lively. Sem grande espaço para manobras, aborrecimentos ou tristezas. É só ela e o tubarão, como aquele filme em que era só ela e o senhor do parque de estacionamento. O gato e o rato têm os dias contados.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Este poster é um bocado parvo

A sinopse pior. Uma bailarina e um violinista apaixonam-se e depois vão participar num concurso de hip hop. E depois não percebi muito bem porque o trailer desligou-se. Sozinho. De repente. Estranho.

Mais uma noite descansada

Outro, do género, e também na dica do rectilíneo, Hush. Não podia, e aqui não podia mesmo, ser mais simples: uma surda muda vê-se encurralada em casa por um psicopata. E podia haver aqui um golpe de asa, uma brincadeira ou desconstrução. Não há. A surpresa é mesmo essa. Flanagan, o cavalheiro do Oculus, consegue de tal modo a imersão que damos por nós, de novo, a torcer. Toma lá caralho. Quando ela lhe manda umas porradas. Tão isolados no truque do som - clap, clap, clap - que só voltamos a ouvir em segurança umas boas horas depois. Ansioso por Before I Wake.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Já lhe chamam o Coisa Ruim de New England

Desde Kill List que um final não me deixava tão terminado. Como se não houvesse nunca a percepção de outra estação. Eles lá falam em flores, mas não, mentiras, numa espiral descendente do negro. Um ambiente fechado, pequeno, pobre, sujo e animal. Incrivelmente bem retratado, sempre nos fechos a negro, na latência dos próprios parágrafos de contos populares e velhas histórias. A chocar com os rostos lívidos de uma pressuposta inocência. Desconfortável, demasiado teatral de tempos a tempos, mas no final dos chamamentos e gritos, um dos grandes horrores do ano.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Mas porque é que todos os filmes não são com a Maria Isabel?

Agora que já estou sóbrio, posso afirmar com testa séria: não tem merda nenhuma a ver com o Cloverfield. Só nome, e mesmo o nome já estica. É tipo família, e tal, e depois, os ovos da Páscoa. Oh moços, querem um balançozeco, tudo bem, agora não se ponham com teorias desgraçadas que depois um gajo fica cheio de falta de ar. Saí do cinema a acreditar que isto estava tudo ligado, e a fazer desenhos no meu livro de esquissos. Esta última parte é mentira mas a primeira confirma-se. O cerne, é que não precisam nada um do outro, são orgânicas muito distintas: um found footage para um found miúda presa num bunker. Muito twilight zone, a segurar bem o mistério, com uma protagonista fortíssima - nunca percebi bem porque é que ela não aparece mais - enrolada numa imagética muito própria. Sem grandes regras, virando tudo à esquerda no último acto porque sim, respondendo, para o bem e para o mal. Ah e depois claro, já me tinha esquecido, mas quem tem a respiração pesada de John Goodman tem tudo. Meio filme, naquele desconforto débil, naquela prisão. E depois claro, na boa tradição destes novos mistérios, a música, sempre a música.

Cineobrigatório

Eu sei, eu sei, mas é o Independence Day

Também nós, espectadores, tivemos os tais 20 anos de preparação. Duas décadas à espera. Provocam-nos habilmente com isso, quase em jeito de questão, reflexão. Que estamos nós à espera? Somos nós, a tal geração que foi levada a acreditar que podia ganhar, mudar? O trailer ingenuamente - de propósito - apela a este puto, a um quase papel químico do primeiro, dos 14 anos, de um olhar deliciado sobre um blockbuster; porque as coisas aí eram de facto divertidas. Vamos lá a isso.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Pensei que ela estava contigo

Já na luta final, há um plano longitudinal da Gal Gadot, que começa nos pés e nunca mais acaba. Onde ela está, tentando ser o mais cavalheiro possível, toda escarrapachada. É um momento bonito de cinema. O filme, percebe-se bem o porquê da aversão americana da crítica: tenta ter uma história, e isso, os reis dos hamburgers não perdoam. Bonito é o Ultron, e o Cagalhão América a dar tau tau no Iron Man, com 36 personagens unidimensionais e uma dor de cabeça que ninguém quer comprar. Essas maricadas da Marvel é que os deixa cheios de sangue na piça. Algo que tenta oferecer mais que o recto tem de ser eliminado. Selecção natural. E é isso que melhor define o filme de Snyder, a tentativa. Existe ali um argumento, uma intriga, um plano, que nos mantém sentados. Existe um vilão, existem questões, existe política. Um par de lutas fenomenais que não cansam - a do Batman quando resgata a mãe do outro é fantástica - e actores à altura. O que falha? Falham as unhas, é um fardo demasiado pesado, que rapidamente cai no deslumbramento, no querer chegar a muitos sítios. A edição precipitada leva a buracos desnecessários e à inevitável pressa. Mas feitas as contas, mete o predecessor a um canto e mantém a chama dos super heróis minimamente acesa.

Qualquer dia é moda

Só porque a namorada do chinês é bem boa, vou avisar excepcionalmente, que o textinho que se segue contém chibanço. Espoilers, como diz a Dilma. The Boy não tem de facto nada de novo: um casal de velhos assustador contrata uma ama para o seu filho, que é nada mais nada menos que um boneco. Tudo porreiro até ao sacana do pequeno começar a fazer das suas. Tem a, ainda jovem, resposta. Assombração? Espírito demoníaco? Annabelle? Não. É só o cabranote escondido nas paredes. Solução usada já em algumas obras do género (Housebound, The Pact) e que me continua a surpreender. Se calhar quando chegar ao emparedado número trinta e dois já comece a suspeitar.

Com o diabo às costas

Florence. Ontem. Trio de gajas, que não sei cara, nome nem composição física apesar de imaginar gordos cabaços, discutem qual o último grande concerto que viram ali. J. Lo, ou para o povinho Jennifer Lopez. Concertão, dizem, enquanto aguardam impacientemente pelas duas músicas que conhecem da artista do dia. Depois, depois há sempre a malta que diz que a voz dela é igual à do cd, o que realmente me surpreende, vou  na esperança que a voz dela seja igual à da senhora da Repsol. Por último, em 30 mil, 26 mil estavam a filmar, o que dá sempre jeito, ter 26 mil versões do Shake Out, com som ranhoso e granulado carregado. Já saquei algumas mas estavam todas em screener, se alguém tiver um brrip dos primeiros 5 metros da plateia zona centro por favor envie. Quanto à ruiva, é outro campeonato, com aquela juventude fodida e magoada que tão bem entoamos. Um rodopio de vida, de ressacas à procura de uma cola, de fragilidades que se constroem numa enorme festa. No exorcismo da lição. Tão essencial como a própria música.

domingo, 17 de abril de 2016

I post

Confesso que me dá algum pau quando ela diz this is a rebellion isn’t it? I rebel. Apetece-me encaixar isto em todo o lado tipo this is a blog isn´t it? I blog. This is a shopping isn´t it? I shop. Ou mesmo fazer piadas tipo this is a robotics isn´t it? I robot. Ahahahah, que engraçado que isto foi agora.

E onde encontrá-la

Aquele novo filme do Harry Potter, que não é bem do Harry Potter, tipo spin-off, mitologia, universo. Cheira-me a soneca pesada. Mas o que interessa, e que só descobri quando dispensei mais de 12 segundos com o poster, foi que está lá, embrenhada em magia, Katherine Waterston, nova paixoneta deste vosso escriba. Viram como se faz? Não é difícil encontrar bodes expiatórios para estas novas banhadas, é tudo uma questão de hormonas.

domingo, 10 de abril de 2016

Este texto é sobre séries, é grande mas tem uma gaja nua

Não vejam The Path, não vale a pena. Para além de faltar tudo, falta intensidade. Vejam o trailer 30 vezes ou então ouçam só a música dos Fleet Foxes, foi o que eu fiz. Mentira vi dois episódios, o segundo é igual ao primeiro. Estava com esperanças que a Michelle Monaghan levasse uma canzanada como no True Detective.
Mas não. E o Jesse está cá com um overacting. Assim não miúdo. Depois, e porque vocês vão dizer ah mas não viste toda. Mas vi o 11.22.63, também é da Hulu e também não. Este então, colocando de parte o ódio direccionado ao protagonista, é dos desperdícios mais sofríveis, mais mal realizados e montados de que há memória. O último episódio, quando ele dança com a velha, juro que ouvi estalactites das grutas dos Alvados a cairem de desgosto e desespero. E a Sarah Gadon faz cá um papel de sopeira adormecida. Nada daquele gelo Cosmopolis
Como a Elektra. Esta segunda temporada está má de papar. Vou a meio. E este fastio deve-se em parte à gaja. Com aquele sotaque manhoso, que pode a qualquer momento tirar uma bola de cristal para ler a sina. Mas ela é bonita vá.

Como a outra, que também tem o sotaque mais irritante do mundo mas manda um corpão. A quenga do Black Sails.
Que - ai tanta mama só para chegar aqui - continua a ser a melhor série de ação e aventura, sem qualquer receio das barreiras que quebra ou caminhos que toma. E tem tanta história, tanto detalhe e sussurro, isto sim um jogo de tronos, de amigos e inimigos, piratas, que um dia estarão naquele livro. O final estará nos melhores, aquele diálogo que acompanhou do início ao fim, o plano, entre incríveis planos de batalha, sempre o diálogo, entre duas das maiores figuras literárias e agora televisivas do género. Viva Nassau. E sai uma pirata gira.
Para terminarmos com American Crime Story, que duma história cinzenta e mastigada, conseguiu uma dezena bestial de episódios, bem editados, bem realizados, e com muito foco. Apesar de não ter moral, de não tomar partido, não cai no registo sonolento de Spotlight, e aponta as pessoas. São as pessoas, a história são as pessoas, e foram aquelas pessoas, naquele momento, com tudo o que as carrega que fizeram aquela história. E o valor é esse, o suspense é esse: os olhares. Aquele punho fechado no final. O choro. A sucessão de uma peça a bater na outra, como se estivéssemos a assistir à evolução de uma espécie única e intemporal. Belíssimo.

sábado, 9 de abril de 2016

Batalhas musicais, especial super-heróis

Bestial ou formidável? Nunca sei aquando o momento decisivo de escrita. Gosto tanto das duas. Assim como o outro dilema, desta vez dois inícios, ambos com "super-heróis", ambos a melhor coisinha do filme: início clássico, histórico e inesquecível de Watchmen, ou início genial, grotesco, brutal, viciante e igualmente inesquecível de Deadpool? Dói não dói?




Rogai pela buzina

Isto agora vai ser tudo mas com gajas. Já perceberam não foi? Mas não é a Felicity Enjoada Jones que me traz aqui - ui sou rebelde eu rebeldo-me - nem o Ben Mendelsohn que é o melhor ator do mundo de sempre e que possivelmente será um vilão assim do caralhão, é o facto do trailer do Roga Um ser um trailer buzina. Ai como eu gosto de trailers buzina. No Brasil chamam-se trailers sirene, mas eu prefiro buzina. Outros trailers buzina? O Prometheus, e o...Prometheus, só para dar dois exemplos, porque eles são muitos.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Em linha, e já a seguir

Acho que essa também aparece

Zombies sei bem o que é, agora orgulho e preconceito nem por isso. São merdas que se apanham na Primavera, acho eu. E lá está o problema basilar desta obra, que tinha tudo para ser espectacular, muito pouco dos primeiros, muito dos segundos e terceiros. Muito de conceitos que não entendemos e que se traduzem em erecções de aborrecimento. Depois há mais: pouca mama, pouco sangue, lutas mal amanhadas. Porque é que não pus o 400 Days, pensei eu, enquanto o Mr. Darcy, oh o caralho que o foda, lá andava feito parvo a fingir que não gostava da tesuda. Santa pachorra e zombies.

terça-feira, 5 de abril de 2016

E lá vamos de novo

O problema do "depois da tempestade vem a bonança" do universo televisivo é que depois do barulhento loop The Walking Dead vem a histeria vazia Game of Thrones. Não há um hiato fresco onde esta horda de zombies possa enfiar a gaita, para que se consiga ouvir os passarinhos, nem que seja por um breve instante. Por um bocadinho.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Este frame aparece?

Obviamente que sim, do início ao fim, com referencial pop-merdas no top dos tops. Difícil escolher qual, se o 127 Hours se o final Ferry Bueller. É disto que eu gosto, este amálgama geracional, de fases, tendências e obras passadas, que se embrulha, no imprevisível. E ri, foda-se. O problema é que também ri no Ted 2, da mesma forma, com o mesmo foda-se. Ou seja, depois de adorar Deadpool é preciso admitir que é um filme preguiçoso, na medida em que goza com tudo, mesmo com aquilo que podia e devia ser corrigido. Encosta-se à bandeira do sketch SNL, de auto-paródia consciente da Marvel, a tal oitava barreira, sem nunca procurar real saída. Porque creditar o típico vilão britânico é uma espécie de "desculpem mas isto vai ser a merda do costume mas como estamos a admitir é mais fixe e tem piada". Às vezes sim, às vezes não. A história não existe, os dois sidekicks são terríveis - especialmente a gaiata - contra a Gina Carano a fazer de Gina Carano e um mau sem plano e aparentemente sem mais nada. E nada é o que sobra para uma sequela, porque isto não passa de um curto honest trailer. Tudo louco, com ser para maiores de 14, ou 16, e o Kickass, o Kingsman: The Secret Service ou o Jonh Wick? Não são esses os exemplos a seguir? Auto análises da ação, do herói de ação, do seu papel, com mais ou menos mortes. Muito mais Last Action Hero e muito menos Scary Movie, por favor.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Um vagalhão de campistas

Vamos começar pelo fim, momento em que sou iluminado pelo companheiro, mestre e amigo Cinemaxunga, que me aponta a origem juvenil, 30 ou 50 livros desta merda da The 5th Wave, comparados, claro está, aos crepúsculos e jogos da fomeca. Se este foi o final da história, calculam então que a ignorância levou a um início cheio de boas intenções, tesões e algumas expectativas. Epá aliens e vírus e aviões a cair e bué da cenas misturadas ao mesmo tempo. Quero disto. Mal informado disse de novo, quero disto. Esqueçam, é a Carrie podre que anda para ali na Serra da Lousã, a acampar, está a sempre a acampar, com um bonzarrão que afinal é mau mas é bom também e depois o resto da malta está com o Ray Donovan que tem o plano twist mais fácil de detectar de 2016 e depois não sei. Lá fogem, quiçá para o dois, quiçá para o nunca mais te ver.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Esqueçam lá, resta entalar

Falando da horta, eu até podia iniciar com a fatal questão: alguém, mas mesmo alguém, acreditou em algum momento do inspira e expira de sua existência que esta merda fosse boa? Só alguém que está na ilha do Lost a fazer elevações com o Desmond e que nos últimos dez anos não sabe o que é o mundo, um Snyder e um filme de super borra piças. Só mesmo esse alguém. Eu até podia então falar do contra senso de espanto das carantonhas de pila ao alto com um tomatómetro baixinho. E depois print screens do tomatómetro, ai ai que vergonha. Não faz sentido. O que também não faz sentido é acharem que as críticas ditam a receita quando vimos todos de um bem recente Fifty Shades of Grey, facturanço bruto para um 25% na tomatagem. Por último, é idiota sequer seguirmos estes frescos ou podres. Avengers: Age of Ultron, possivelmente o pior filme de sempre do mundo e mesmo de outros mundos e galáxias está com 75%. Dizem que é fresco. E o consenso tem palavras como exuberante. Nada se encaixa em qualquer quadro lógico. Resta-nos Leonel Nunes, como sempre.

quarta-feira, 23 de março de 2016

As malhas que interessam

Olhem, afinal, até é bom. Estou a gozar, ainda não vi essa paneleirice de batman contra o super tomatada apertada pelas leggings. O que eu acho mal, é que no meio deste marketing universal descabido, os tugas passarem ao lados das verdadeiras malhas como por exemplo o "Memorial do Convento e Zombies" ou o "Dengaz v Agir: O Despertar dos Alargadores".

terça-feira, 22 de março de 2016

Mas a tua mãe sabe que tu andas aqui?

E pronto, é este o borra piças que vai ser o novo MacGyver. Digo isto enquanto abano a cabeça e penso na formação de suporte básico de vida que fiz hoje de manhã. Isto para não pensar mais nisto. É a puta da vida. Vou pôr o genérico outra vez, depois paro de chorar e vou jantar. Prometo.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Ainda a responder

Não gosto nada mas os meus patrões, os senhores que mandam na blogosfera cinéfila disseram, ou ditaram: sempre que uma série começa a ter mais que duas temporadas é obrigatório iniciar qualquer texto a compará-las. Artigo não sei quê, página 90 e tal, acho eu. Quadrados da merda. Então aqui vai: House of Cards, quarta temporada, muito melhor que a terceira, muito pior que a primeira, mais fraquita que a segunda. Toma decisões muito certas, como a diminuição de histórias paralelas inúteis e um bom soco narrativo logo nos primeiros episódios. A união, aquela esfera, aquela gosma, dupla, cada vez mais bem retratada, a grande vitória deste novo tomo sem dúvida, o último plano, quando já não é apenas um que quebra a barreira. O único "não sei" é a falta de intensidade, aquela intensidade cega de subir, de não parar, do passo à frente, dos corredores. Falta muito isso. Mas o mundo muda. As ameaças mudam. Com elas as respostas. E felizmente House of Cards continua a ser uma resposta.

É uma festa

Não se enganem aqueles que ainda hoje coxeiam da bichacorice aguda que foi Frozen. Esqueçam lá as princesas e os festivais da eurovisão: voltou a história. Voltou aquilo que raramente a Pixar deixa escapar, uma construção lógica, sustentada, com duração de gente, que percorre um caminho. E mais, o mais inacreditável, é a criação de um universo. Sem limites. Voltaram à acreditar caraças - não disse foda-se porque este post é para maiores de 6 - mas mesmo a mergulhar, à antiga, de todos para todos. Com aquele requinte, aquele silêncio infantil, carregado das gargalhadas mais velhas, ou depois em uníssono. Tem tudo: policial, intriga e mundo, tem muito de mundo, daí a importância vital da utopia referida no título. É acreditar malta, um dos melhores do ano


Orgulho e preconceito e cavalheiros que afinal não morreram bem

Converseta conjugal, quando surge, da parte dela, orgulho, preconceito e guerra. É zombies. Orgulho, preconceito e zombies. Não é nada é guerra. Oh foda-se, já eu chateado, e de peito inchado. Ganho sempre nestas merdas. Não havia como perder. Queres ver, queres, imdb, pimba, perdi. Orgulho e Preconceito e Guerra, para enganar os borregos mal desmamados, à espera dum cavalinho do Spielberg, ou dum lendas da paixão, com cavalheiros em tronco nu e três horas da saga de uma família de rapazes com pénis acima da média. ZOMBIES, caralho, ZOMBIES, não brinquem connosco.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Recalca amendoim

Hoje qualquer refrão é rapidamente apontado nas notas, ou mesmo aparece logo desmascarado no rádio. Ou aplicações paneleiras que se elevam para descobrir quem o artista. O mistério morreu, antes mesmo de existir, se perguntarmos hoje a uma criança, o que é o mistério ela talvez nos grite e cuspa na cara, trepando depois para cima de um ipad, ou ipod, ou um écran qualquer gesticulando nervosamente com o dedo para o lado. A internet permite a nós, os salteadores de um tempo onde as merdas se perdiam, a descobri-las. Mas a magia do processo é que os segredos têm de ser ativados, ou então dormirão uma eterna e merecida sesta. E estava eu de manteiga de amendoim na mão quando chego a um filme que vi em Aveiro, na casa da minha avó. Uma merda esquisita onde putos barravam a careca e crescia cabelo a mais. Durante muito tempo não me ajeitava à noite com isso. Hoje descubro que afinal não passa de The Peanut Butter Solution, um filme de 85 com péssimo aspecto para toda a família.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Ser bonito não chega

Já vos disse que o último Del Toro é uma bela banhada? Mas estamos a falar de banhadas ao nível daquele filme de fantasmas que tinha o Owen Wilson e o gajo do Taken. Que eu sei que se chama Liam Neeson mas mas estou a trabalhar desprezo cómico. A palete é boa, muito viscosa de magenta e vermelha, agora a Wasichova e a Chastanitas só mesmo à bofetada. Um rombo visual de início, de suspense e ambiente, facilmente queimados numa noveleca de trazer por casa, com fantasmas na figuração. Ai não não.

Fodido fazer conversa

Não liguem. Estou só a fazer tempo enquanto o Man Seeking Woman acaba de sacar. Hoje esteve menos frio. E o trailer do Ghostbusthers, bem porreiro. O Homem-Aranha, o novo, com os olhos tipo como na BD original ou o caralho. Muito fixe. Já sacou. Ufa. Saio aqui. Até logo.

domingo, 6 de março de 2016

Cai Neve em Washington

Vou começar a ver a quarta de House of Cards. E há um boato que anda para lá a Neve Campbell. Tenho saudades da Neve Campbell. Acho que era só isto.