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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Os desolados

Ironia, tamanha vizinhança: Miguel Gomes, sua trilogia, Bruno Nogueira, seu novo som. Ironia pois ambos caminham na desolação. O primeiro no título - ainda não vi - e o segundo no modo como constantemente se renova, no seu cansaço e desalento. Procurando caminhos na destruição e posterior reconstrução dos seus temas, dos seus dias. E depois da inesquecível Odisseia, premeia-nos com mais um desatino, uma nota fora de todas as outras cantigas. A experimentar. Com muito de muita coisa, dos passeios de carro às confissões, virando tudo muito nosso. Hoje a música popular, seus corpos, suas personagens, desarmadas à espera de entrar em palco, em cantos e recantos, como heróis esquecidos. Nogueira revê-se nestes pequenos becos, e transforma-os em amplos auditórios. Tornando-se ele próprio no herói que interessa lembrar.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

No início, sério, ele conta uma história séria sobre as razões que o levaram a concretizar. Perde-se mas depois volta. As gargalhadas assentam no chão que nem nevoeiro madrugador, e a claridade desvanece. Pesado segue para o seu lugar musical, rematando que toda a sua prosa não passou de uma mentira. Respira-se e gargalha-se de alívio. A verdade, essa, nunca chegará a nós. Manteremos sempre a dúvida sobre a génese daquela ideia, daquele momento. Da criação, que deixa humildemente espaço para se viajar, descalço. Sem saber para onde, mas a ir. Bruno Nogueira é o único humorista português que continua a tentar o impossível e a fazer dele história. Vão ver "Deixem o Pimba em Paz", que o resto pode esperar.