segunda-feira, 17 de março de 2008
domingo, 16 de março de 2008
O último grande filme num domingo à tarde

Meio mundo detestou. Eu adorei e continuo a ser fã deste Último grande herói. Merecia muito mais esta fita de John McTiernan, que se reflecte e ironiza em si mesma, abrindo o filme dentro do filme e colocando divertidas questões, o género a questionar o género com a mestria de alguém que conhece todos os cantos à casa. Recheado com tudo e mais alguma coisa: excelentes cenas de acção, bons vilões, um óptimo herói e um fantástico argumento, este é um filme esquecido, que alguém se lembrou de passar numa tarde de domingo.
sábado, 15 de março de 2008
Cenas à chuva - 6
Esta cena remonta aos tempos em que Ben Affleck era um ilustre desconhecido. Em que Kevin Smith nos brindava com óptimas comédias. Em que tínhamos argumentos sumarentos. Tempos, velhos tempos...
Aqui mais uma zanga de apaixonados antecedida por uma fantástica declaração de amor, dos melhores discursos do género És tudo para mim e que termina nas inquietudes da chuva. Quem não viu que comece a tirar notas.
Vem-me também à memória a explicação de quem é a Amy. E o que me vem à memória vem para aqui.
sexta-feira, 14 de março de 2008
quinta-feira, 13 de março de 2008
Recado a Rosana Arquete

Quando forem ao cinema
Não se esqueçam de reparar
No andar da Rosana Arquete
Vejam bem quem faz lembrar
Vejam como ela se esforça
Por imitar o meu amor
Vejam como não disfarça
Nem o mínimo pudor
Vou acusar-te de plágio
Vou-te meter um processo
O andar do meu amor paga direitos de autor
Carlos Tê / Rui Veloso
quarta-feira, 12 de março de 2008
Personagens - Gil Grissom
Mais que um entretenimento duradouro as séries constituem um veículo para a criação de personagens. Uma fábrica de homens e mulheres, jovens ou velhos, fortes ou fracos. No vasto território de uma ou várias temporadas, temos o tempo certo para explorar e criar carismas , de evoluir à medida que os episódios caem, de moldar o nosso boneco com as vontades do público e de o tornar irremediavelmente mais real. Uma boa série cria uma relação de mutualismo, quase eterno, com as suas personagens, reflectindo a sua saúde e vitalidade. Enquanto o coração do protagonista agradar e não cansar, a série vive. Assim, vou falar de algumas personagens que considero verdadeiras peças de arte, umas mais valiosas que outras, e está aberto o leilão. O CSI foi uma lufada de ar fresco no sistema do Who did it?. Aliando a ciência ao estilo, a polícia à modernidade tecnológica, rapidamente se tornou um fenómeno de massas e um entretenimento de alta qualidade. Vários factores contribuíram para o seu sucesso, mas a meu ver, a chave de todo processo tem apenas um nome: Gil Grissom. Ele foi o primeiro CSI, o líder original do esquadrão de Las Vegas. Por detrás de um espantoso trabalho do actor William Petersen, está um investigador genial, daqueles homens brilhantes com resposta para tudo, que nos fascina com as suas tiradas iniciais antes do genérico, sempre a questão certa a anteceder a canção dos The Who.Qualquer jovem embrulhado nos livros sonha um dia aliar de forma tão prática o estudo à vida e ser detentor de todas as soluções e respostas. É um homem da ciência, daqueles que nasceu para aquilo, tão sedento em saber mais como em ir para o terreno carregando às costas a confiança de um grupo. Foi o pontapé de saída perfeito que posteriormente originou filiais em Miami e Nova Iorque. Não tirando o mérito a Horatio Cane e a Mac Taylor , que à imagem da sua cidade conseguiram também construir excelentes séries, Grissom é o verdadeiro. A grande razão para tudo estar como está.
domingo, 9 de março de 2008
Claudia´s theme
Este é um dos meus temas. Daqueles de sempre.
Apetece sentar e voltar a ouvir, pensar, e enrolar cada acorde em memórias coloridas. Beber algo quente e acabar com um rasgado sorriso.
Imperdoável guardar só para mim. Obrigatório partilhar com os que recordam e com os que descobrem. E sem mais palavras...
Apetece sentar e voltar a ouvir, pensar, e enrolar cada acorde em memórias coloridas. Beber algo quente e acabar com um rasgado sorriso.
Imperdoável guardar só para mim. Obrigatório partilhar com os que recordam e com os que descobrem. E sem mais palavras...
Do mesmo lado
Até podia ser um filme de duas horas sobre dois homens a jogar à petanca. Ou dois homens a andar de gaivota. Desde que esses dois homens fossem estes dois homens. Ao ver o trailer de Righteous Kill percebi que a história pouco ou nada me interessa, e que só por ter Pacino e De Niro lado a lado durante todo um filme já vale uma ida ao cinema, já vale um bilhete. Todos sentimos que Heat soube a pouco. Esperemos que este novo encontro seja mais que juntar o útil ao agradável, seja juntar o genial ao genial, o professor ao professor.Assim como todos respeitam a arma, todos respeitam esta dupla.
sábado, 8 de março de 2008
No Country for Old Men
Se eu pudesse iniciava todas as minhas críticas com os comentários da fila de trás. Porém nem sempre tenho a sorte e o ouvido para as apanhar. Não é o caso desta última incursão ao mundo dos Coen em que das minhas costas saiu um: Mas qual é a essência do filme? Eu se conhecesse a senhora tentava explicar e construir uma argumentação, dizer que as pessoas envelhecem e se sentem deslocadas, como se o tempo se arrastasse e elas não o conseguissem acompanhar. Dizia isto e muito mais. Eu dizia, mas tudo realmente foi muito bem dito e se há coisa que o filme tem de espantoso são os diálogos, desde as loucuras do Bardem até à reflexão final de Tommy Lee Jones. Para além disto é um filme com cheiro, como as minhas obras predilectas que antecedem este país: Barton Fink, a tresandar a mofo nos corredores de um hotel apertado e escuro; Fargo, com o ar cortante e o sangue gelado a entranhar nas largas planícies; e agora o calor pestilento, o suor, o dinheiro e sempre e de novo, o sangue. Não é para mim o melhor e não o mais fácil de digerir (fiquei realmente muito espantado em a Academia premiar um filme assim tão difícil). Muitos espaços, movimentos lentos e arrastados, a tensão e a morte a pingar lentamente, num jogo do gato e do rato, sem bom nem mau, sem lei, num sítio longe do que é usualmente pintado.
Não é o tipo de cinema que me diz mais. Tenho dificuldade em encontrar-me aqui. Mas facilmente digo que as interpretações, em especial Javier Bardem, são incríveis, a conversa é ouro falado, a ambiguidade e a crueldade presente em todos é o espelho duma realidade quente e actual que de pouco ou nada sabia, as paisagens são assombrosas, as pausas primorosas, tudo é francamente bom.
(+) O desconsolo crescente de Tommy Lee Jones.
(-) Não é um filme fácil de entrar.
Uma vez na vida
Quando olhei para os filmes em cartaz nas diversas salas o sentimento foi de espanto. Depois deixei-me estar quieto, como quando estive no topo da Eiffel. Provavelmente volto lá, mas sabia que era algo único. Provavelmente volto a ver tanta obra de qualidade num cinema da Lusomundo. Mas o provavelmente teima em não ser absoluto, e como não é certo subir de novo à Torre, também não é certo voltar a ver uma selecção assim:
Michael Clayton
Este país não é para velhos
Juno
Haverá Sangue
Sweeney Todd
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