Half-Blood Prince é o meu livro favorito da saga Harry Potter. É o mais completo, com o enredo mais engenhoso e com o final mais negro e fatídico [se tudo tivesse acabado aqui talvez hoje em dia eu dormisse melhor]. Procura virar-se para o origem do mal [quase a prequela dentro da sequela] trazendo novos elementos e surpresas a cada mergulho dado no pensatório. Não sei se o filme conseguirá fazer o brilharete, mas o trailer mostra uma abordagem diferente, usando quase só a cena em que Dumbledore conhece o pequeno Tom Riddle. Uma ideia muito boa, muito bem concretizada. quarta-feira, 30 de julho de 2008
Tom Riddle
Half-Blood Prince é o meu livro favorito da saga Harry Potter. É o mais completo, com o enredo mais engenhoso e com o final mais negro e fatídico [se tudo tivesse acabado aqui talvez hoje em dia eu dormisse melhor]. Procura virar-se para o origem do mal [quase a prequela dentro da sequela] trazendo novos elementos e surpresas a cada mergulho dado no pensatório. Não sei se o filme conseguirá fazer o brilharete, mas o trailer mostra uma abordagem diferente, usando quase só a cena em que Dumbledore conhece o pequeno Tom Riddle. Uma ideia muito boa, muito bem concretizada. Carros,pistolas e mulheres
Andar por aí sozinho a esta hora dá nisto. Acabo no meio do deserto com três miudas que nunca tinha visto na vida. Depois de algumas questões percebo que são uma espécie de homenagem moderna ao exploitation movie e à série B. Pelo site oficial e seu respectivo trailer deixam-me curioso, é tão mau que até pode ser tremendamente divertido. Slap Slap.Mas porquê?
Este poster é um forte candidato ao mistério do ano. Alguém é capaz de me explicar o que é que se passa aqui?!Ok, é um filme sobre o Matthew McConaughey a fazer de Matthew MCConayghey a fazer de surfista palerma, isso percebemos bem pelo trailer. Agora, e apesar de engolir com algum esforço o tsunami, porquê a árvore com as cabras?Parece uma mistura de Big Fish com a Arca de Noé!Há para aqui algum significado escondido?Será que é para ser visto em perspectiva ou depois de ter fumado uma quantidade criminosa de estupefacientes? Sinceramente, este é sem dúvida um poster de comer a cabeça!O primeiro olhar
Assim que ele a vê o tempo congela. Arrasta-se em sons lentos e melosos. É a primeira vez, o primeiro cruzamento de retinas, caracterizado tantas vezes no cinema, ora de forma séria, ora de forma mais informal. E é talvez na comédia, que este momento atinge o seu pico de criatividade. Falo disto porque ao rever Astérix e Obélix: Missão Cleópatra voltei ao segundo em que o pequenito do bigode vê a sua (imediatamente) apaixonada, numa das muitas gargalhadas que este divertidíssimo, por vezes genial, filme nos oferece. É a paródia perfeita deste primeiro olhar, pela câmara lenta e claro pela música. Impossível uma escolha mais acertada.sábado, 26 de julho de 2008
Pequenino sábado
Estava eu no meu demorado e preguiçoso momento pós-almoço, com todos os músculos presos e amorfos a um fofo sofá, quando, depois do jornal da uma, a TVI me dá este filme. Já tinha lido mas nunca tinha tido oportunidade de ver. É francamente uma maravilhosa comédia que me arrancou valentes gargalhadas, com um simples e sincero sentido da infância e das suas mudanças, assente numa serenata de amor a Nova-Iorque. E o sábado molengão ganhou um novo sorriso.
The Dark Knight
Começo por enterrar rapidamente as comparações para de seguida seguirmos viagem. Partindo do princípio que os Batmans do Joel Schumacher foram para os apanhados (ainda hoje acredito que sim) ficamos em mãos com duas abordagens tão distintas que não podem nem devem ser comparadas. A noite de Burton, recheada do burlesco e do fantasioso, é uma prima muito afastada do dia de Nolan, cheio de realidade e crueza, tão distantes que nem parecem ser da mesma família. É o mesmo nome com significados absolutamente distintos. Se tenho um favorito? Não, tanto este como Batman Regressa são obras geniais, que moram agora lado a lado no topo da minha lista, dando carinhosamente as mãos. Agora se me perguntarem qual é o meu Joker de eleição, aí a conversa já é outra! A verdade é que nunca tinha entrado para um filme com as expectativas tão altas e saído de lá com todas elas satisfeitas. A cada surpresa ia riscando a longa lista que este gigantesco hype me deu, e vi-me quase forçado a escrever mais e a pensar que Nolan fez o impossível. Deu-nos trailers de cortar a respiração que afinal pouco ou nada contavam, posters desdobráveis em mil imagens, numa campanha exaustiva que podia facilmente ter esgotado e espremido tudo o que esta doce laranja nos podia ter para oferecer. Mas não. E The Dark Night é assim a verdadeira aposta ganha.
Vamos por partes [Sim porque qualquer crítica a este filme tem obrigatoriamente de sofrer divisões, somos forçados a construir parcelas tal é a extensão e complexidade da coisa.] Todos os actores deste filme estão incrivelmente bem. Não existe um elo mais fraco, e traçando uma leve linha na areia dividimos o elenco. Do lado do bem temos Bale, dando seguimento ao seu Batman arrogante e superior, à procura de redenção, confrontado agora com questões éticas, com decisões que o obrigam a balançar na ténue linha da bondade/malvadez, de lutar contra um inimigo sem regras (e como perguntaria um amigo meu, há algum filme onde o Christian Bale esteja mal?); a seu lado Morgan Freeman, Michael Caine e Gary Oldman, também repetentes, mostram a magia do que é ser um secundário de luxo, fiéis confidentes e apoiantes do cavaleiro negro; Maggie Gyllenhaal deixou para trás a ensonsa Katie Holmes e dá outra maturidade ao interesse amoroso de Bruce Wayne, discreta e sublime (dá vontade a de a podermos ver mais). No meio, e não fosse a sua personagem o intitulado Duas Caras, vive Aaron Eckart e a sua brutal mutação de herói a vilão, o negro que se cola na moeda e o obriga a perder todos os seus ideiais, é uma prestação completa que nos enrola no ciclo fechado da mente humana e nos actos que se moldam com as acções sofridas. No lado do mal temos o extraordinário, e esquecendo por momentos a sua morte, Heath Ledger. Um colosso. Nem nas minhas previsões mais arrojadas eu apostaria numa interpretação deste nível. Ele não faz de Joker, ele é o Joker, ponto. Não há ninguém atrás da cortina, é transparente esta alma doente e perturbada que se alimenta do caos. É o verdadeiro vilão, sem passado nem futuro, cheio de tiques e trejeitos, que quer apenas ver o mundo arder. É um delírio cada minuto em que ele aparece, com cenas que ficam automaticamente para história, desde o lápis até ao delirante momento no hospital!Sem lamentos ou previsões do que teria sido o seu futuro, esta é a melhor interpretação do ano até ao momento, e isto é uma certeza.
[Demonstra que um vilão pode ser tão ou mais completo que o herói, e é assim que devia ser sempre, estás a ouvir Iron Man?]
A história é um engenhoso jogo do gato e do rato, um xadrez policial, onde cada uma das partes surpreende constantemente o seu oponente com um xeque-mate. Com um início ferveroso, somos arrastados para uma complexa batalha entre a ordem e o caos, a anarquia imposta pela cultura do medo, e os diferentes rumos que o bem toma para conseguir triunfar. As surpresas são mais que muitas e apesar de grande (150 minutos) é uma obra com um ritmo imparável e com diálogos densos e genialmente bem escritos. Também é um filme de super-heróis? É sim senhor, mas quente e real como uma tarde de Agosto! As inúmeras cenas de dia, os inúmeros locais onde Batman aparece, fazem dele a abordagem mais real e humana da BD até ao momento, e é isso que nos envolve, a luta no nosso mundo! Agregado a isto vem um final nada primaveril que conclui assim a fotografia de um herói espesso e condenado.
Havia tanto para dizer. Tanto que elogiar (a música por exemplo). Uma ínfima coisa a criticar (a voz Terminator/Olavo Bilac do Batman irrita-me um pouco). Mas vou baixar a caneta. Sem antes dizer que este é o melhor entretenimento inteligente, de massas, dos últimos (e provavelmente dos próximos) anos. Isto meus amigos é um filme, com F grande.
(+) Tudo e mais alguma coisa.
(-) Quando é que vem o próximo?
terça-feira, 22 de julho de 2008
Liberdade
Este desabafo vem a propósito de muitas coisas. Tudo começou devido a Sweeney Todd e à sua abundância em sangue e violência. É bom ver um filme em que a total liberdade criativa do autor está presente em todos os segundos, sem limitações nem domesticações. Respiramos ar puro. Tim Burton continua a ser dos poucos que bate o pé às restrições de idade para aumentar os lucros, e continua a fazer o seu cinema. E não é assim que devia ser? É, e já foi em tempos. O maior de 16 pouco influenciava a indústria e os filmes esses, eram feitos pelo realizador, pela sua ideia, e não pelo mestre de marionetas que se encontra lé em cima. Sagas como Die Hard e Terminator (está aqui o pequenino teaser) viram-se obrigadas a amputar grande parte da sua essência de série B, suja e agreste, para agradar a um maior leque de pessoas, passaram de lobo a cordeiro – estamos a falar de o John McClane já não poder dizer o seu Yippee-ki-yay mother fucker, estamos a falar do extreminador já não poder retirar à vontade um olho no lavatório. Não estamos a falar de violência gratuita, estamos a falar de violência e dureza de um género, de um nome, que agora é mais um dos bonecos de plástico, sem cor nem cheiro. E como falo da violência, falo do sexo. Há quantos anos não existe uma atracção ou um instinto fatais? Está restringido a baboseiras adolescentes e cenas sem consistência. Temos pequenas ilhas como Choke (o trailer redband já foi banido mas acabava com a frase If this movie doesn't touch you, then go ahead and touch yourself) ou Young People Fucking, que vão emergindo esporadicamente. E respiramos ar puro de novo. Não peço um cinema carregado de violência e cenas de sexo. Peço apenas um cinema livre, como aquele que via nos 90s.Choose Life
Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol, and dental insurance. Choose fixed interest mortgage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisurewear and matching luggage. Choose a three-piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who the fuck you are on Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pissing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yourselves. Choose your future. Choose life... But why would I want to do a thing like that? I chose not to choose life. I chose somethin' else. And the reasons? There are no reasons. Who needs reasons when you've got heroin?segunda-feira, 21 de julho de 2008
Armando José

Há um sketch do Herman, dos velhos tempos, em que é contada a história de Armando José, aquele que quase foi famoso. Armando tem bonecos, piadas e trejeitos muito muito parecidos aos do Herman, mas ao contrário deste nunca conseguiu alcançar o estrelato. Faltava-lhe alguma coisa. E é um pouco assim que continuo a ver todos os filmes de animação da Dreamworks, Armandos Josés da Pixar (é inevitável não comparar).
O mais recente Kung Fu Panda é francamente o melhor deles todos, conseguindo momentos verdadeiramente genuínos e divertidos, faltando porém aquilo que faz o pequeno candeeiro jogar noutro campenato, aquilo que faz o Woody e companhia actuarem para todos e não só para crianças, aquilo que nos dá não só os melhores da animação, mas os melhores, ponto, aquilo...as personagens espessas que nem pessoas e as histórias maravilhosamente construídas, com todo um universo novo e forte, que nos faz pensar a sonhar, ou vice-versa. O panda consegue-o por momentos mas acaba por deixar o humor físico apagar a vida das personagens (e havia ali tanto por explorar) desenhando a tradicional história infantil, sem muitas questões ou preocupações narrativas. Outra coisa que também desgosto nestes filmes é o clichê música, porquê não criar a melodia? Porquê o Kung Fu Fighting nos créditos finais?Porquê o que toda a gente está à espera? Concluindo, tive um bom bocado e soltei as minhas gargalhadas, está aqui um filme engraçado e ternurento, mas...nunca mais chega o Wall-E.
Sealed With a Kiss
Peço desculpa voltar a falar dela mas já lá vão alguns dias e a saudade apertou. A saudade e o novo trailer. Tem um pouco mais de molho e correria mas infelizmente fica uns furos abaixo do primeiro, que terminava de forma genial ao som disto.(no trailer a versão que toca é a do Bobby Vinton, porém só encontrei a do Jason Donovan. Não podemos ter tudo.)
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