
The air is heavy, heavy as a truck
We need the rain to wash away our bad luck
A que canção pertencem estas duas linhas?
(como pista deixo a foto da fantástica Samantha Morton)





Em Charlie Wilson's War, baseado no best-seller do mais ou menos recém-falecido George Crile com o mesmo título, mais do que as idiossincrasias no mínimo interessantes do Charlie Wilson (álcool, mulheres, droga, troca de favores), é de realçar a assutadora facilidade com que um único congressita americano (Tom Hanks), influenciado por uma multimilionária texana (Julia Roberts) e ajudado por um desocupado agente da CIA (Philip Seymour Hoffman), foi capaz de mudar o rumo da história recente da humanidade.
O mundo lá fora chora. Chora com tanta força que tenho de fechar a porta e encostar-me ao aquecedor enquanto os vidros escorrem ideias para mais umas palavras. Chora. Nunca chorei num filme e provavelmente nunca irei chorar. Não é a falta de emoções ou sentimentos transmitidos, sou apenas de lágrima difícil. Nem no E.T., nem no Rei Leão, nem em nenhum drama ou paixão. Por outro lado conheço pessoas, na sua maioria do sexo feminino, que basta a mais pequena carícia para se desfazerem num pranto desmedido (tenho uma amiga que chorou no Click, isto é verídico). E sim já estive no escuro da sala de cinema rodeado de snifs snifs e lenços ranhosos, mais especificamente, e se a memória não me falha, nestas três obras: O meu primeiro beijo, A paixão de Cristo e O diário da nossa paixão. É este o meu top três de experiências choronas. Chorem as vossas. 