sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

A letra


The air is heavy, heavy as a truck
We need the rain to wash away our bad luck

A que canção pertencem estas duas linhas?

(como pista deixo a foto da fantástica Samantha Morton)


quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

É só muito parecido


Os dias estendem-se às semanas e durante a volta rimo-nos pouco. As comédias são cada vez mais um território pantanoso que ou corre muito bem ou então, maioria das vezes, muito mal. É de cara sisuda que hoje entrei no The Movie Blog e me deparei com um texto sobre uma distribuidora de filmes, The Asylum, que lança cópias descaradas de sucessos recentes, estreando-os em DVD quase ao mesmo tempo que os originais. Já conhecia o seu Alien vs Hunter (que, segundo um amigo meu, a única diferença entre o Predador e o Hunter é que este último tem uma panela na cabeça) mas foi ao ler o Snakes on a train que comecei a rir forte e feio. E a lista não fica por aqui, depois de uma breve passagem por casa destes senhores descubro pérolas como:
- 100 MILLION BC
- DA VINCI TREASURE
- WAR OF THE WORLDS: THE NEXT WAVE
- I AM OMEGA
- PIRATES OF TREASURE ISLAND
- TRANSMORPHERS
Parece que vieram para ficar e garantem que os seus filmes entretêm muito mais que os originais. Uma coisa é certa, à parte da qualidade (que acho que é mesmo mesmo muito ruim) resulta muito bem num serão com os amigos, a comer amendoins e a beber cerveja (muita de preferência). Será o fim de noite ideal para acordar bem disposto!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Melhor poster de 2007







Todos os anos a IMP Awards faz uma selecção dos melhores posters do ano que passou, em diferentes categorias. Desde a melhor frase até à imagem mais engraçada, todos têm lugar nesta selecção que premeia as melhores ideias e formas de publicitar um filme. Os vencedores são anunciados a 23 de Janeiro e estes são os nomeados para a categoria principal, a de melhor Poster de 2007.
O meu voto vai para o Zodíaco. A Golden Gate na penumbra do nevoeiro com a noite da cidade ao fundo é uma imagem absolutamente incrível que transmite toda a essência do filme, do oculto e do chuvoso, acoplado com a brilhante frase (também nomeada) There's more than one way to lose your life to a killer. É um poster que conta o que vamos ver mas que deixa tudo o resto em aberto, dá-nos o ambiente e convida-nos gentilmente a entrar. Simples e bonito.
Qual é a vossa escolha?

Antes de adormecer



If you could save me
From the ranks of the freaks
Who suspect they could never love anyone

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O Lado Parvo

Começo a acreditar que a mania dos tradutores dos títulos de filmes para português de estragar/ deturpar/ perder (por vezes isto tudo junto) informação nas traduções que fazem é obrigatória. Deve ser um artigo de um qualquer código de ética lá deles.

O Into the Wild vai ter em português o título O Lado Selvagem.
Não sendo gritante a transformação para o português, há alguma informação que se perde. Em primeiro lugar, porque o filme mantém o título do livro que lhe dá origem (por uma questão de princípio acho que os título dos filmes originais deviam ser mantidos sempre que possível, mas adiante).

Em segundo lugar porque se perde a idéia expressa em Into the Wild. O Lado Selvagem omite a força da mudança implícita na viagem rumo ao interior do "selvagem", força essa que é demonstrada numa das frases com que o livro se inicia: "I now walk into the wild".


Aproveito a deixa e deixo aqui a minha tradução preferida:
Analyse This - Uma questão de nervos.
(Que é justamente o que estas traduções me provocam)


Aproveito a deixa da deixa e pergunto:
qual é a tua?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Jogos de Poder

Em Charlie Wilson's War, baseado no best-seller do mais ou menos recém-falecido George Crile com o mesmo título, mais do que as idiossincrasias no mínimo interessantes do Charlie Wilson (álcool, mulheres, droga, troca de favores), é de realçar a assutadora facilidade com que um único congressita americano (Tom Hanks), influenciado por uma multimilionária texana (Julia Roberts) e ajudado por um desocupado agente da CIA (Philip Seymour Hoffman), foi capaz de mudar o rumo da história recente da humanidade.

A história de como um único homem, ainda por cima sem ser figura de topo da diplomacia, economia ou política norte-americanas, consegue armar os al mujahedin (futuros talibã) afegãos, derrotar o até então invencível exército soviético e precipitar o final da Guerra Fria, não fora incrivelmente verídica e seria um excelente argumento de humor/ paródia à política externa norte-americana.


O legado mais importante do filme é pôr a nú o facilitismo com que se aprovam secretíssimos orçamentos destinados à guerra, sem os devidos esclarecimento e escrutínio por parte do povo, ou sequer da totalidade do Congresso. A possibilidade de ser um homem comum a tomar decisões deste calibre, apesar de inspiradora (Charlie Wilson's comove-se indeed com o sofrimento do dizimado povo afegão), torna-se arrepiante, se pensarmos que o secretismo do financiamento e apoio à "causa" guerra se pode repetir nos mesmos moldes.

O filme traduz igualmente a hipocrisia dos líderes (dos Estados Unidos e do Médio Oriente) em acordos secretos devido a interesses pontuais em comum, e o sofrimento a que o povo que os elegeu é abandonado no final da crise, espelhando uma história que se vai repetindo e a intemporal falta de uma estratégia que não a dos interesses económicos. Falta de estatégia que neste caso é agudizada (e agonizada) pela ironia dos al mujahedin terem sido armados pelos eternos inimigos que mais tarde viriam a atacar.


Enquanto peça cinematográfica, Jogos de Poder não é demasiado brilhante, mas para making of do Rambo III não está nada mau. Não vi o Closer, pelo que a comparação da mestria do realizador em dois géneros diferentes fica para outra altura. Não deverá fugir aos Óscares, contando com algumas nomeações e é sério candidato a Melhor Argumento Adaptado. É um bom filme, cujo propósito de contar a história do Charlie Wilson e da sua guerra é perfeitamente alcançado. Não obstante, omite a reacção dos líderes americanos - Presidente e Secretário de Estado da Defesa - na altura, pormenor que poderia ser importante para a compreensão do contexto histórico e geopolítico, uma vez que do lado árabe esse enquadramento vai sendo minimamente feito.

O melhor: a impressionante interpretação de Philip Seymour Hoffman enquanto agente da CIA. Valeria o Óscar de Melhor Actor Secundário sem a menor dúvida, se na Academia umas estatuetas não hipotecassem outras futuras. Ainda assim, é a minha aposta no escuro para ganhar o pisa-papéis dourado.

Bom fim-de-semana

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

De fazer chorar as pedras da calçada

O mundo lá fora chora. Chora com tanta força que tenho de fechar a porta e encostar-me ao aquecedor enquanto os vidros escorrem ideias para mais umas palavras. Chora. Nunca chorei num filme e provavelmente nunca irei chorar. Não é a falta de emoções ou sentimentos transmitidos, sou apenas de lágrima difícil. Nem no E.T., nem no Rei Leão, nem em nenhum drama ou paixão. Por outro lado conheço pessoas, na sua maioria do sexo feminino, que basta a mais pequena carícia para se desfazerem num pranto desmedido (tenho uma amiga que chorou no Click, isto é verídico). E sim já estive no escuro da sala de cinema rodeado de snifs snifs e lenços ranhosos, mais especificamente, e se a memória não me falha, nestas três obras: O meu primeiro beijo, A paixão de Cristo e O diário da nossa paixão. É este o meu top três de experiências choronas. Chorem as vossas.

Cenas de dança - 1

E chegamos ao fim desta selecção de danças. Estamos em alto mar, durante três horas e com um saco cheio de óscares às costas. Sempre gostei do Titanic. Sim é lamechas, sim é a Céline Dion que canta e sim o Di Caprio é o actor principal. Eu sei isso tudo, mas é um bom filme histórico, romântico, de aventuras e de todos outros géneros, obra completa, que na altura me fez perder um dia da minha vida numa fila para comprar bilhete. E ver em primeira mão umas quantas cenas que entrariam directamente no livro da sétima arte. Esta é um delas. Tenho saudades do James Cameron.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

A série que acaba, o filme que começa


Infelizmente Journeyman chegou ao fim. Encerrou de forma direitinha, sem deixar muitas pontas soltas, deixando sim uma legião de admiradores (onde me incluo) que realmente não entendem o fim de um produto com esta qualidade e originalidade. Merecia mais. Resta-nos então Time Traveler's Wife, o salto da história para o cinema que conta a participação de um dos meus sorrisos favoritos, o da senhora Rachel McAdams.

2008 = Indiana


Por muita fita que se desenrole algo me diz que este ano vai ser dele.