O Tom Hardy dos pobres foi pedir um Venom aos pais, para o Natal. Eles despacharam logo a coisa e ofereceram-lhe afinal, surpresa das surpresas, o Robocop, o Transcendence e o Death Sentence. Sortudo. Esta reciclagem de Upgrade, apesar de suscitar sempre aquela reviravolta ocular ao início, poderia ser superada se o filme tivesse força e identidade. Se fosse claro quem é e nas suas referências escrevesse algo visível para o espectador. Mas não, acaba por cair às mãos de diálogos frouxos e de um elenco que já não se pratica para produções acima dos mil euros. Quando o vilão espirrou juro que ouvi um bom ator a morrer de ataque cardíaco, algures no mundo. A própria ação é demasiado segmentada, falta-lhe massa para desenhar uma mitologia, para nos poder engolir. Desculpa lá moço, aqui não chegou.
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