quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

De fazer chorar as pedras da calçada

O mundo lá fora chora. Chora com tanta força que tenho de fechar a porta e encostar-me ao aquecedor enquanto os vidros escorrem ideias para mais umas palavras. Chora. Nunca chorei num filme e provavelmente nunca irei chorar. Não é a falta de emoções ou sentimentos transmitidos, sou apenas de lágrima difícil. Nem no E.T., nem no Rei Leão, nem em nenhum drama ou paixão. Por outro lado conheço pessoas, na sua maioria do sexo feminino, que basta a mais pequena carícia para se desfazerem num pranto desmedido (tenho uma amiga que chorou no Click, isto é verídico). E sim já estive no escuro da sala de cinema rodeado de snifs snifs e lenços ranhosos, mais especificamente, e se a memória não me falha, nestas três obras: O meu primeiro beijo, A paixão de Cristo e O diário da nossa paixão. É este o meu top três de experiências choronas. Chorem as vossas.

Cenas de dança - 1

E chegamos ao fim desta selecção de danças. Estamos em alto mar, durante três horas e com um saco cheio de óscares às costas. Sempre gostei do Titanic. Sim é lamechas, sim é a Céline Dion que canta e sim o Di Caprio é o actor principal. Eu sei isso tudo, mas é um bom filme histórico, romântico, de aventuras e de todos outros géneros, obra completa, que na altura me fez perder um dia da minha vida numa fila para comprar bilhete. E ver em primeira mão umas quantas cenas que entrariam directamente no livro da sétima arte. Esta é um delas. Tenho saudades do James Cameron.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

A série que acaba, o filme que começa


Infelizmente Journeyman chegou ao fim. Encerrou de forma direitinha, sem deixar muitas pontas soltas, deixando sim uma legião de admiradores (onde me incluo) que realmente não entendem o fim de um produto com esta qualidade e originalidade. Merecia mais. Resta-nos então Time Traveler's Wife, o salto da história para o cinema que conta a participação de um dos meus sorrisos favoritos, o da senhora Rachel McAdams.

2008 = Indiana


Por muita fita que se desenrole algo me diz que este ano vai ser dele.

domingo, 30 de dezembro de 2007

2007

o filme:
o disco:

Feliz Ano Novo

Um dos meus grandes sonhos é acordar na manhã de dia 1, ir à varanda e estar lá o Tom Jones a cantar o It´s not unusual. Aí tudo dançava, desde os passarinhos, até às empregadas da limpeza, assim a deslizar e a entrar com alegria no novo ano. Como a minha vida não é um musical resta-me desejar a todos umas boas entradas e dizer que em 2008 cá estaremos. E se o Tim Burton acabou assim o Marte Ataca nós acabamos assim 2007.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Vamos lá animar

Estar lá


Estive aqui. Mas o aqui já não era este aqui. A estação de metro tinha sido remodelada e a magia do Steve Buscemi já lá não estava. Valeu o esforço.

Depois fui aqui e aqui sim, lá estava o senhor Oscar Wilde tal como na película, cheio de marcas de batom e declarações de amor. É bom tactear os filmes de que gostamos. Assim como é bom entrar na Shakespeare and Company à procura da Julie Delpy...

Um já está

Agora que já varremos o Natal para debaixo da alcatifa as atenções colam-se na contagem decrescente para o novo ano. Daí pus-me a pensar nos filmes que se passam neste instante e muito poucos me vêm à cabeça, ao contrário da interminável lista de fitas natalícias ( a maioria de qualidade duvidosa) que se fazem mostrar. Talvez por serem apenas dez segundos, um momento demasiado curto para toda uma temática girar à sua volta, ou talvez por eu ser demasiado novo com uma memória já demasiado velha. Perdemos com a sua raridade pois é uma imagem que cinematograficamente, quando bem orquestrada, resulta às mil maravilhas. Escolho então um filme já aqui falado e promovo-o a melhor filme passagem de ano. Abram o champanhe.