Ainda no outro dia falei deste moço a propósito da cena de abertura de American Assassin. Gosto dele, segurinho, com aquela genica aventureira. Para além disso calcorreia géneros que me são queridos, desde os labirintos até aos monstros. E enquanto não ganho tomates para ver aquele Infinite do Fuqua, recuei neste Flashback. Lá, conhecemos Fred, um jovem (aparentemente) realizado a assinalar os clássicos "casar", "ter uma casa" e "um bom emprego". Vai na volta, o sacana começa a ter umas visões do seu tempo de secundário, em concreto duma rapariga que desapareceu e duma noite em que tomaram todos uma droga chamada Mercury. Começa então a procura pela verdade, neste mergulho na toca de um coelho Donnie Darkiano com muitos vislumbres de Mr. Nobody. As escolhas, o livre arbítrio, os ramos que se bifurcam em diferentes frutos. Tudo isso. Este tipo de filmes não lineares, que se montam como enigmas, facilmente se descontrolam e caem no loop das suas próprias engrenagens. Acontece isso aqui: a alucinação e sua imagética, as idas e voltas, são desafiantes até ao momento em que se tornam apenas mais do mesmo, sem uma mão que nos puxe da areia e nos dê vida para além do final.
sexta-feira, 18 de junho de 2021
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