quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Ao menos fiquei com vontade de rever o Searching


- Olá, bom dia, queria um Minority Report.
- Sim senhor, são 22 euros.
- Ui, só tenho um euro e meio. O que é que tem por um euro e meio?

Mercy, a obtenção do grau de Doutor em Diretos para Cinema que parecem Diretos para Vídeo de Chris Pratt. Um bom conceito que é obliterado por interpretações toscas e uma permanente falta de tensão. Um contrarrelógio que nunca faz tique-taque. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Chimpazé cujo nome é Ben


Cena inicial. Eu a pensar: pronto agora agarra o veterinário para dentro da jaula, fica escuro, gritos, maiores de 12, ia começar a puxar a mantinha e encostar-me na almofada quando de repente a câmara volta e...caras arrancadas com a mão, foda-se, o quê? Sentei-me logo bem. Que chimpanzé tão malino. É escalpe, é maxilar, vai tudo à frente. Primate é aquele directo ao assunto, cruzando o subgénero de pessoas atacadas por um animal/criatura com o subgénero de pessoas que ficam presas num sítio meio idiota às portas da morte e não têm como fugir. Tensão no sítio certo, cenas criativas - especialmente as que jogam com o som - e gore para encher a barriga de qualquer fã. Boa surpresa.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Não há intervalo para chichi no apocalipse

Este filme é assim: ai que bem que se está neste bunker, estamos seguros e...não, não, não, tremor de terra, derrocadas, tragédia. Ai que bem que se está nesta praia fora do bunker com botes salva-vidas para todo...não, não, não, tsunami, vagalhões, tragédia. Ai que bem que se está nesta floresta com um carro funcional que encontrámos, se calhar descansamos aqui um pouc...não, não, não, meteoritos, fogo, viatura rebentada. É isto, uma hora e meia. Jogos sem fronteira do apocalipse, sem qualquer tipo de contexto ou intimidade. O primeiro tinha esse lado humano, nos recantos mais improváveis; a família como o gerador. Este veste essa capa mas sem força ou direção, o verdadeiro desastre.