Ter Ryan Gosling a saltitar entre Philip Seymour Hoffman e Paul Giamatti é uma espécie de cometa que só nos atravessa de década a década. E que bem ele se sai. Sólido e incisivo. Senhor da sua história, nos discursos e nas imagens.No final há um travelling que acompanha a menina dos cafés - tal como no início - enquanto o discurso se ouve. A câmara mostra o orador mas depois volta ao bastidor, reconhecendo que é lá que existimos. É lá que se respira e apodrece. O resto é cartão.