Take Shelter consegue a proeza de não ser o estudo; é a própria matéria. É o medo. A paranóia, a loucura, com o som a ir e vir, mais pesado, mais íntimo. Shannon é essa ilha, essa magnífica bomba relógio que nos agarra naquele seu deserto. Desde os silêncios aos gritos proféticos. E se os ecos ficam como picadas, o final não satisfaz. Escolheram as duas saídas, uma em cima da outra, para agradar a gregos e troianos, comprando aquilo que nunca antes ali habitara: o seguro. Ficamos assim a uns desnecessários centímetros de uma obra-prima.
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terça-feira, 6 de março de 2012
Uma ilha chamada Michael Shannon
Take Shelter consegue a proeza de não ser o estudo; é a própria matéria. É o medo. A paranóia, a loucura, com o som a ir e vir, mais pesado, mais íntimo. Shannon é essa ilha, essa magnífica bomba relógio que nos agarra naquele seu deserto. Desde os silêncios aos gritos proféticos. E se os ecos ficam como picadas, o final não satisfaz. Escolheram as duas saídas, uma em cima da outra, para agradar a gregos e troianos, comprando aquilo que nunca antes ali habitara: o seguro. Ficamos assim a uns desnecessários centímetros de uma obra-prima.
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