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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Bond precisa-se
Eu sou uma das doze pessoas que gostou de Quantum of Solace. Uma das quatro que gostou bastante. Não só emparelha com o seu antecessor de forma inteligente como se despacha. Despacha-se a vingar. Há pouco a dizer sobre a vingança, há pouco a dizer sobre o Bond de Craig. Daí lhe assentar tão bem esse tiro.
Skyfall de Sam Mendes não soube trabalhar com as ferramentas que tinha em mão. Deu uma tarefa 3D a um actor bidimensional. Pediu-lhe densidade, pediu-lhe o peso da idade. Costurado por debaixo da pele, não nos diálogos, não nas feridas, por debaixo da pele. E Craig não consegue, não é dele. Está lá para seguir em frente e derrubar paredes. Não para lutar com fantasmas. Custa então, ver o mais bonito filme da saga - visualmente arrebatador - vir de quando em vez à superfície mostrar o que poderia ter sido. Abdica da bond girl mais interessante - vergonhosos dez minutos - e utiliza a lista (mais que mastigada) dos agentes infiltrados. Mas quem faz não vê? Quem faz não vai ao cinema? Não sabe que queremos ser puxados, estimulados. Chegamos a vibrar quando o plano de Bardem se põe em marcha mas rapidamente tudo se reduz à tentativa da ideia. Rapidamente voltamos ao desalento. Olha que engraçado, é a Moneypenny. Pois é, mas isso não chega.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Alguma pinta
É mais clássico, a rimar com a laca do cabelo. Do cabelo da Adele. Não que isso seja mau. Há mel e fel, assim a escorrer pelas paredes, mesmo à Bond, mesmo à James Bond.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Quem vai salvar o ano?
Setembro é uma farra mal curada. Vem com todos os sintomas do dia a seguir: dor de cabeça, enjoo, vontade de não praticar mais o verbo, ai que dói, ai que dói. Aquelas vontade de início, aquelas expectativas do ano anterior, saíram, mais uma vez furadas. Os grandes blockbusters foram apenas isso, grandes blockbusters. Parvos eles, parvos nós que continuamos a achar que lucrar e pensar podem um dia coabitar na mesma frase. Não, e Verão de novo desilusão. Sobra o Natal para ao cair do pano salvar o mundo. E o pai desta festividade não é um gordo de barbas brancas, é um cavalheiro inglês que se chama James Bond.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
A vez de Mendes
O trailer de Skyfall faz jus ao tom. À nova era cinzenta e crua de Daniel Craig. Terminaram os disparates e as grandes mentiras. São as feições de autor que agora nos interessam. Bond como laboratório artístico da acção actual. Gosto. E gosto especialmente do aspecto deste primeiro cartão de visita.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Bérénice Marlohe
Chama-se Skyfall , é do Sam Mendes. E eu pergunto: com este tom de vermelho, o que é que isso nos interessa?
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