Confesso que estava meio de pé atrás. Vinha daquela série do Henry Cavill com a peruca e da outra onde o Merlin é meio drogado. E a protagonista tem poderes mas sem poder representar. Vê-se tudo, mas há sempre aquele toquezito mascarilha e esferovite. É então que chegamos a Shadow and Bone, uma fantasia que, surpreendentemente, faz tudo bem: foge dos indecisos dramas de adolescente, com um elenco sólido - em destaque, claro, o trio dos Corvos - e com um mundo único de remixagens e transformações - steampunk vitoriano, violento, bem desenhado, com czares, feiticeiros, monstros, sulcos, e mais e mais. Para além disso, e talvez a característica mais importante, é uma série que avança do particular para o geral, não se fragmentando em múltiplas histórias que fariam sentido daqui a 5 temporadas. Os arcos servem um propósito final, não só de encontro e colisão, mas de visão alargada de um grande mapa. Existe a noção de capítulo e enquanto se espera pelo próximo, só nos resta não sair de Ravka, saltando já para os livros de Leigh Bardugo.
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sábado, 1 de maio de 2021
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