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segunda-feira, 20 de maio de 2024

Popular entre os amigos

Gosto sempre de um filme onde as personagens para parecerem mais velhas cortam o cabelo. Nova: cabelo longo. Dez anos mais velha: cabelo curto. Obviamente. E já que comecei com a rapariga, enterro aqui a minha espada da embirração; tens toda a minha atenção Zendaya. Papel seguríssimo, a ligar esta grupeta à corrente, com gozo, estilo e sexo. Figura ainda mais curiosa, e complexa, porque opera numa relação que não é (nem nunca foi) dela. A morder e a pressionar para que o ténis se reencontre neles. E os confrontos - ou os momentos da grande partida - vão ficando cada vez mais arrojados até ao final onde na câmara já vale tudo. 

Para além disso, a juntar à ingenuidade e destrambelho, temos o início do Blade, da discoteca, só que em todas as cenas. Olá boa tarde, era um café e um copo de ág....MÚSICA DA KADOC...Então que tal correu o teu d....MÚSICA DA KADOC. Quase que apetece ir ao bar e pedir um vodca laranja. Mas na verdade, e o cinema tem destas coisas, tudo resulta. Uma tempestade - como aquele momento dos papéis a voar - um ziguezague narrativo - como a bola cá e lá - que se juntam num conjunto charmoso, vibrante e magnético.

sexta-feira, 20 de maio de 2022

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Sometimes people explode

Ainda do Moonfall, percorrendo o terreno minado que é o seu elenco, rebentei no Charlie Plummer. Que entra no Spontaneous, uma comédia bestial onde os adolescentes começam a explodir sem mais nem menos. Daí até ao seu monólogo final foi um salto. Está aqui. 

domingo, 27 de fevereiro de 2022

Our love is alive, and so we begin


Ainda naquele balanço balnear da banda sonora? Também eu, não sei como sair. Ou melhor, não sei se quero sair. Só a confiança de um Paul Thomas Anderson para pegar em dois "não atores" e os colocar a flertar durante duas horas. Para o total deleite de quem assiste. A somar a esta festa, uma outra: voltei a pisar uma das salas do antigo Cine-Teatro Avenida*. Há mais de 15 anos que não entrava lá e afinal passou só um dia. As vitrines, os posters, os lobby cards. A Casa do Cinema de Coimbra a afirmar-se como uma alternativa vital, com uma programação recheada, bilhetes em conta e um espaço que se ergue como um forte da nossa memória/cultura cinéfila.

* na companhia do amigalhaço e membro honorário da resistência Pedro Cinemaxunga, autor dessa bela chapa.