[SPOILERS] Muito fã da persona Loki, dos seus cinzentos num universo de tons vivos. Grande parte desta primeira temporada foi esse regalo: uma cavalgada fantasiosa mundos afora, com desafios constantes no que toca à identidade, ao livre arbítrio, à solidão. As várias versões de uma pessoa a coexistir no mesmo espaço; o facto de nos podermos apaixonar e deslumbrar por nós próprios; ou sermos todos variantes de alguma coisa, linhas e hipóteses no meio de tantas outras. Lost, Devs, The Wizard of Oz, Planet of the Apes estão como já se disse, presentes neste final, que, à semelhança dos últimos capítulos das séries anteriores do MCU, acaba por me deixar um amargo na boca. Porém por razões diferentes. Wanda Vision e The Falcon and the Winter Soldier, apesar de terem oferecido desenlaces apressados (no primeiro caso) e pouco robustos (no segundo), conseguiram encerrar uma proposta, uma temporada: as pessoas saem da bolha e temos um novo Capitão. Aqui, apesar de existir segunda temporada, apesar de existir cliffhanger, havia lugar para uma conclusão. Meia hora de exposição para nos dizerem que o gajo por detrás da cortina quer exatamente aquilo que já sabíamos: manter a linha sagrada? Meia hora de exposição para sabermos que as várias linhas vão criar o multiverso - promovido já nos futuros What If...? e Doctor Strange in the Multiverse of Madness - e que isso vai ser uma grande rebaldaria? Meia hora de exposição para os Lokis se separarem, os personagens secundários ficarem ao pendurão e o "vilão" morrer para dar lugar a outro num futuro próximo. Nada ficou realmente e assim é inevitável este sentimento de passagem. Num dos textos que li hoje sobre o episódio comparavam o mesmo à cena do arquiteto no The Matrix Reloaded. Bem todos nós nos lembramos do que veio a seguir.
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quinta-feira, 15 de julho de 2021
terça-feira, 13 de julho de 2021
Teremos sempre o Taskmaster
Ai Taskmaster, muitas vibrações Darth Maulianas, da presença maligna com pinta, cheia de pinta, pontualmente a dar o corpo à coreografia. Não é preciso conversetas, é uma questão de saber ocupar o écran, e este vilão entra diretamente para o topo da lista das figuras mais interessantes deste MCU. Depois, Florence Pugh, duas horas e vinte de Florence Pugh, é sempre pouco, mas em último caso volta-se a ver o filme do wrestling. Uma cine magnetite esta moça, cheia de genica, pronta para o legado, numa versão mais fresca que a conduzida por Scarlett Johansson. Quanto ao global, apesar de ter gostado daquele do modo G.I. Joe/James Bond, a rebentar com capitais europeias, e do final meio Mission Impossible, ficou a faltar a gravidade. Nunca conseguimos verdadeiramente sentir as cruzes da protagonista e estando ela salva de qualquer dói dói nesta prequela, é muito difícil estabelecer um ponto de contacto. Eu gosto deste bioma de intriga política e conspiração, do Captain e companhia, mas, assim como aconteceu na série do The Falcon and the Winter Soldier (em toda a questão dos retornados) faltam aqui unhas para abordar a realidade deste passado e desta "família". Pedia-se mais, mais negrume, mais fidelidade a quem, em última instância, dá o nome a toda esta história.
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