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segunda-feira, 21 de março de 2016

Ainda a responder

Não gosto nada mas os meus patrões, os senhores que mandam na blogosfera cinéfila disseram, ou ditaram: sempre que uma série começa a ter mais que duas temporadas é obrigatório iniciar qualquer texto a compará-las. Artigo não sei quê, página 90 e tal, acho eu. Quadrados da merda. Então aqui vai: House of Cards, quarta temporada, muito melhor que a terceira, muito pior que a primeira, mais fraquita que a segunda. Toma decisões muito certas, como a diminuição de histórias paralelas inúteis e um bom soco narrativo logo nos primeiros episódios. A união, aquela esfera, aquela gosma, dupla, cada vez mais bem retratada, a grande vitória deste novo tomo sem dúvida, o último plano, quando já não é apenas um que quebra a barreira. O único "não sei" é a falta de intensidade, aquela intensidade cega de subir, de não parar, do passo à frente, dos corredores. Falta muito isso. Mas o mundo muda. As ameaças mudam. Com elas as respostas. E felizmente House of Cards continua a ser uma resposta.

domingo, 6 de março de 2016

Cai Neve em Washington

Vou começar a ver a quarta de House of Cards. E há um boato que anda para lá a Neve Campbell. Tenho saudades da Neve Campbell. Acho que era só isto.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Os finais do tio

House of Cards foi fraquito não foi? Muito Doug, muito hacker insuportável, muita caracoleta e pouco andamento. Algum dia tinha de ser. Sabíamos bem que a escalada era mais interessante que a montagem da tenda, lá no pico. Fiquei também meio azedo com o final: o Frank ganha sempre foda-se, nem que lhe desse um tiro, para fingir atentado, alguma coisa, mas ele ganha. Não fica assim a coxear de boca aberta. Enfim, para ano logo me dão miminhos, espero. Entretanto para compensar, outros campos apresentaram-se bem mais fertéis e apetecíveis. Chegando mesmo a provocar gritinhos de pita. Man Seeking Woman, com uma temporada inacreditável, de desafio em desafio, impossível em impossível como se a comédia nunca tivesse deixado de ser. Reinvenção impensável, tricotada com um detalhe que rói a alma de inveja: final com time travel. Melhor, do ano, sempre, bla, bla, bla. Obrigatório, como The 100, a nova fé das sagas, das grandes histórias pós apocalípticas de ficção científica. Mais difícil de vender, devido ao seu aparente embrulho juvenil (e algum bad acting), é o melhor produto desde Lost e Battlestar Galactica, sem grandes conversas ou papas na língua. Despachada e com uma mitologia envolvente - potencial infinito - que nos leva desde os grandes conflitos humanos - e o que é nosso, que são os nossos? - até à inteligência artificial. E malta com nomes para decorar, e um genérico bonitinho, e, e, e. Falta Black Sails eu sei. Termina para a semana, podemos então combinar à mesma hora?

domingo, 17 de fevereiro de 2013