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domingo, 6 de setembro de 2015

E tudo foi corrigido

Já tudo foi dito. Visão definitiva de Hanniball. Final maravilhoso. Poesia arrancada à dentada. Sangue na calçada. Não poderia ser de outra forma. Não há outro modo de ler a morte e o sonho, o desejo e o pesadelo, senão nestes corpos que tentam sufocados a vida de borboleta. Saímos do casulo: é lindo, de facto. E caímos, envoltos em tamanha revolta, numa paz reconfortante. Gostávamos claro de aqui continuar, mas se por aqui ficarmos, vamos deliciados e, ponto essencial, totalmente saciados.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Episódio do ano

De rastos. Levantei-me, não era eu, alguém parecido comigo, na armadura, sem o resto. Sem ideias. Devoradas no vórtice que Fuller criou. Um dos grandes últimos artistas capaz de pegar em selos e fazer postais, em tinta e criar carne. Sua. Não há linguagem como aquela apresentada em Hannibal. Íntima, indelicada, intrusiva. Depois deste final e se algum dia conseguir voltar a reflectir: não poderia acabar de outra maneira. Assombroso.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Saboroso é dizer pouco



Farto-me de gozar, com a minha ironia sabichona, e depois levo tombos deste calibre. A culpa não é minha, é dos outros, os que desiludem. Peço desculpa Sr. Fuller, por ter duvidado, de si e do seu Hannibal. Esteticamente estonteante dilui habilmente um conceito saturado, invertendo posições e ramificando os caminhos. O nome não é protagonista, é mais um pretexto, para podermos entrar sem aviso na mente luxuriante de Graham, o cerne. Interpretação magnífica de um agente assombrado, sobredotado. De crime em crime, de visão em visão, com o punho certo de quem controla, de quem nos vai mostrar o certo na hora certa. E ainda só sairam dois episódios.